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Innovation boot camps and awards in driving innovation and

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6.3 Innovation boot camps and awards in driving innovation and

Diversos estudos foram desenvolvidos com o intuito de compreender e analisar, de modo sistematizado, a produção científica acerca da formação de professores e, de modo específico, do início da docência.

O levantamento realizado por Mariano (2006) contempla as pesquisas sobre formação de professores, divulgadas no Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (ENDIPE) e na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), no período de 1995 a 2004. O autor observou a escassez de pesquisas sobre o professor iniciante nesse período, pois foram localizados apenas 24 trabalhos. Os dados revelaram também que a produção científica tem se voltado à análise do choque de realidade pelo qual passam os professores iniciantes e demonstraram que os estudos sobre formação de professores são pautados fortemente pela epistemologia da prática. Os dados possibilitaram concluir ainda que a iniciação à docência se constituía uma temática pouco investigada.

Papi e Martins (2010) realizaram um levantamento semelhante acerca das pesquisas sobre professores iniciantes, considerando a produção científica brasileira apresentada nas reuniões da ANPEd (2005 a 2007) e disponibilizada no banco da CAPES (2000 a 2007). Para tanto, analisaram também a pesquisa de Brzezinski (2006), que compreende o estado da arte sobre a formação de

profissionais da educação. Para fundamentar suas análises, apresentaram a concepção de formação que subsidiou o desenvolvimento do trabalho:

Ressalta-se a necessidade de se compreender que a palavra formação tem significado próprio, não podendo ser confundida com outros termos que lhe são correlatos. Além disso, é preciso considerar que o conceito de formação possui uma dimensão que é pessoal e se relaciona ao desenvolvimento humano, o que impossibilita sua vinculação restrita ao âmbito da técnica (PAPI; MARTINS, 2010, p. 40).

Uma das dificuldades identificadas pelas autoras nas pesquisas sobre formação de professores refere-se à delimitação do objeto de pesquisa, dada a abrangência da área. De fato, as autoras verificaram uma diversidade de pesquisas sobre formação de professores. Em relação às publicações da ANPEd, foram abordadas temáticas diferenciadas, com ênfase nos processos de constituição da prática do professor iniciante. No caso das produções localizadas no banco da CAPES, as temáticas dividiam-se em três grupos: professores iniciantes, iniciação profissional e iniciação à docência.

O levantamento realizado pelas autoras evidenciou que o enfoque das pesquisas estava no professor, em sua prática pedagógica e na construção de sua identidade. Ficou evidente também que ainda havia algumas lacunas na produção científica, no que se refere a pesquisas que contemplassem o sucesso de professores iniciantes ou mesmo pesquisas que discutissem ações de formação voltadas aos professores iniciantes, incluindo-se os iniciantes no Ensino Superior.

É possível observar que, embora os recortes dos levantamentos realizados por Mariano (2006) e Papi e Martins (2010) sejam distintos, os resultados obtidos são convergentes, como ressaltado pelas pesquisadoras:

Comparando-se os resultados obtidos por Mariano (2006) ao levantamento posterior que foi realizado para a efetivação do presente estudo – junto aos trabalhos da ANPEd nos anos de 2005 a 2008 -, observa-se que os resultados são similares, pois são tênues as alterações em relação ao foco de estudo das pesquisas encontradas, evidenciando a centralidade recorrente que ocupam os temas apontados, para os

pesquisadores da área de formação de professores (PAPI; MARTINS, 2010, p. 49).

Dessa forma, os levantamentos evidenciaram a necessidade de ampliar as pesquisas acerca dos professores iniciantes, dada a importância desta fase do desenvolvimento docente:

Assim, a importância de que o professor iniciante seja considerado de maneira diferenciada em relação aos demais professores parece ser uma conclusão efetiva, tanto no Brasil quanto fora dele. Há que se considerar, entretanto, que o atendimento a essa necessidade parece não ter sido ainda levado em consideração pela grande maioria das instituições escolares de educação básica e pelas instituições de educação superior. Essas últimas, em especial, podem se constituir como incentivadoras e fomentadoras da formação desses professores, na medida em que realizem parcerias com as escolas de educação básica e que, inclusive, não desconsiderem a formação de seus próprios professores, que, em muitos casos, são, também eles, iniciantes na profissão (PAPI; MARTINS, 2010, p. 54).

Souza (2017) realizou um levantamento de pesquisas voltadas ao acompanhamento de professores iniciantes por professores experientes no período de 2005 a 2016, nas bases de dados seguintes: Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), Domínio Público, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPED). A pesquisa desenvolvida pela autora evidenciou a escassez de estudos voltados ao acompanhamento do professor iniciante. Em relação às produções localizadas, a maioria é proveniente da região sudeste e discute as iniciativas resultantes na proposição de políticas de formação de professores.

Para esta pesquisa, realizamos um levantamento dos trabalhos voltados ao início da docência e disponibilizados no Banco de Teses e Dissertações da CAPES e no Repositório Institucional da UFSCar.

Em relação à pesquisa junto ao Banco da CAPES, consideramos primeiramente o trabalho já desenvolvido por Gama (2007), correspondente ao período de 1983 a 2005, acerca de pesquisas sobre professores iniciantes. Os

resultados obtidos pela autora foram retomados e atualizados por Ferreira (2014), que estendeu a busca até o ano de 2011, resultando na Tabela 1:

Tabela 1 – Distribuição das áreas temáticas, segundo a produção dos autores

Temas Autores Qt

Estado da arte Mariano (2006) 1

Programa de Mentoria Bueno (2006); Migliorança (2010); Pieri (2010)

3

Alfabetização Aquino (2009) 1

Educação de Jovens e Adultos Spat (2007); Mollica (2010) 2

Educação Básica Anjos (2006) 1

Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental

Pienta (2007) 1

Séries iniciais do Ensino Fundamental

Lima (2006); Longhini (2006); Mariotini (2007); Knoblauch (2008); Montalvão (2008); Palomino (2009); Tabosa (2009); Cancherini (2009); Farias (2009); Papi (2011); Leone (2011)

11

Ensino Fundamental e Médio – Várias áreas específicas

Santos (2007); Wzorek (2009); Moraes (2011); Zanella (2011); Joton (2011)

5 Língua Portuguesa (como Língua

estrangeira)

Dutra (2010) 1

Química Pena (2010); Furlan (2011) 2

Geografia Andrade (2006) 1

História Rodrigues (2010) 1

Ciências Biológicas Baldoino (2008) 1

Língua Portuguesa Ribeiro (2008); Gomes (2011) 2

Matemática Gama (2007); Barros (2008); Carneiro

(2008); Perin (2009); Oliveira (2009); Oliveira (2010); Pilz (2011)

7

Inglês Borghi (2006); Santee (2010); Cunha

(2010)

3

Educação Física Thommazo (2006); Costa (2010);

Coelho (2011); Freitas (2011)

4

Piano Gemésio (2010) 1

Própria prática (autoformação) Silva (2009) 1

Ensino Superior Bouzada (2008); Toledo (2011); Nunes (2011)

3

Fonte: Ferreira (2014).

Diante dos levantamentos anteriores, realizamos a busca no Banco da Capes somente em relação ao período de 2012 a 2017. Utilizamos como expressões de busca os termos “professor iniciante” e “início da docência”. A busca pelo termo “início da docência” retornou um total de 29 trabalhos, sendo 19 dissertações e 10 teses. Quanto à busca pelo termo “professor iniciante”,

obtivemos o retorno de 73 trabalhos, sendo 57 dissertações e 16 teses. Após análise dos dados obtidos e exclusão dos registros duplicados, chegamos a um total de 23 teses e 69 dissertações. Apresentamos a distribuição quantitativa de trabalhos, segundo a categoria e ano de publicação, por meio da Tabela 2:

Tabela 2 – Trabalhos sobre Início da Docência presentes no Banco de Dissertações e Teses da CAPES (2012-2017)

Ano de Publicação Dissertações Teses

2012 7 - 2013 14 - 2014 16 8 2015 10 5 2016 20 9 2017 2 1 Total 69 23

Fonte: elaborado pela autora.

A pesquisa realizada junto ao Repositório Institucional da UFSCar teve o intuito de identificar as teses e dissertações desenvolvidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da universidade (PPGE/UFSCar). O levantamento compreendeu um período de 15 anos (2002-2017). Foram utilizados novamente como expressões de busca os termos “professor iniciante” e “início da docência”.

A busca pelo termo “início da docência” retornou um total de 140 trabalhos, sendo 72 dissertações e 68 teses. Quanto à busca pelo termo “professor iniciante”, obtivemos o retorno de 370 trabalhos, sendo 220 dissertações e 150 teses. Entretanto, após análise dos resultados obtidos, o quantitativo de trabalhos que efetivamente correspondiam às nossas buscas diminuiu significativamente: 13 dissertações e 12 teses. A distribuição dos trabalhos conforme categoria e ano de publicação é apresentada na Tabela 3:

Tabela 3 – Quantitativo de trabalhos sobre Início da Docência produzidos no âmbito do PPGE e disponíveis no Repositório Institucional da UFSCar

(2002-2017)

Ano de Publicação Dissertações Teses

2002 1 - 2003 - - 2004 1 - 2005 1 2 2006 1 - 2007 - 2 2008 2 1 2009 - 2 2010 1 1 2011 - - 2012 1 - 2013 1 - 2014 3 2 2015 1 1 2016 - 1 2017 - - TOTAL 13 12

Fonte: elaborado pela autora.

Ressaltamos ainda a relevância que as pesquisas desenvolvidas no âmbito do PPGE têm assumido no campo de formação de professores. Diversos trabalhos têm sido desenvolvidos na Linha de Pesquisa “Formação de Professores e outros Agentes Educacionais”, com destaque aqui para as pesquisas realizadas no âmbito do Grupo de Pesquisa “Estudos sobre a docência: teorias e práticas” (MACHADO, 2015; MAGALHÃES, 2016; MARTINS, 2015; FERREIRA, 2014; CUNHA, 2014, dentre outros). Convém destacar também as contribuições advindas do Portal de Professores da UFSCar, que se consolidou como espaço de referência para formação de professores e desenvolvimento de pesquisas na área, conforme ressaltam Reali e Mizukami (2017, p. 718):

Destaca-se que desde 2004, muitas das pesquisas têm sido realizadas por meio do Portal dos Professores da UFSCar. O Portal dos Professores é um programa institucional da UFSCar [...]. É um site dirigido para profissionais da área educacional desenvolvido por meio de um conjunto de projetos de pesquisa e intervenção e de atividades diversas sob a responsabilidade de professores da UFSCar. No início de 2008 e 2011 foi qualificado pelo MEC como uma tecnologia educacional

inovadora voltada para a promoção da qualidade da educação básica. Trata-se, portanto, de um espaço virtual voltado para o atendimento das necessidades formativas de professores de diferentes níveis e modalidades de ensino e oferece, a distância, atendimentos individualizados ou em grupos, a professores e escolas. Atingiu a marca de 160.000 acessos em julho de 2017 atendendo a cerca de 18.500 professores nas suas diversas seções. Mais especificamente, já certificou mais de 3.000 professores nos diversos programas e cursos desenvolvidos [...]. Tem sido espaço para o desenvolvimento de pesquisas relativas a aprendizagem e desenvolvimento