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Informática 2 turmas de 4º ano do

Ensino Médio Integrado 17

Refrigeração e Climatização 1 turma de 4º ano do

Ensino Médio Integrado 9

Refrigeração e Climatização 1 turma do 3º Semestre

Subsequente 4

Refrigeração e Climatização 1 turma do 4º Semestre

Subsequente 5

Eletromecânica 1 turma do 3º Semestre

Subsequente 4

Eletromecânica 1 turma do 4º Semestre

Subsequente 4

Secretariado 1 turma do 3º ano

PROEJA 6

Educação: a pesquisa como

princípio pedagógico 1 turma da Especialização 6

6 CURSOS 9 TURMAS 55 ESTUDANTES

Fonte: Elaborado pela Autora (2019).

2.8.4 Observação e Diário de Aula

A observação também fez parte dos instrumentos para a coleta de dados, uma vez que ela “possibilita um contato pessoal e estreito do pesquisador com o fenômeno pesquisado” (LÜDKE; ANDRÉ, 1986, p. 26). Para Gil (2010), um dos elementos fundamentais para a pesquisa é a observação, possuindo um papel fundamental na fase de coleta de dados, os fatos são percebidos diretamente, sem qualquer intermediação.

Realizamos as observações de modo informal embora todos soubessem que este era um dos instrumentos de pesquisa, não anunciamos que era feito. Foram observações assistemáticas,16 feitas junto aos estreantes do ofício de ensinar, em diferentes contextos e espaços, segundo o calendário acadêmico do IFSUL, câmpus Venâncio Aires. Observações realizadas em: palestras; apresentação de projetos de pesquisa dos estudantes do curso subsequente em Eletromecânica; Mostra Venâncio-airense de Cultura e Inovação (MOVACI); reuniões gerais de todos os servidores; reuniões pedagógicas; reuniões por área de conhecimento; encontro com os professores estreantes; pré-conselho da turma e conselhos de classe. A observação possibilitou obter mais informações sobre a atuação e a postura dos

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Estão em negritos os nomes dos cursos.

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Observações não estruturadas, sem roteiro prévio, registrava fatos interessantes da realidade que surgiam no cenário da pesquisa.

estreantes, de maneira espontânea. Os dados gerados através deste instrumento foram registrados no diário de aula, na perspectiva de Zabalza (2004a, p. 143):

[...] quando se está participando de alguma pesquisa, de alguma avaliação ou de algum processo em que seja importante documentar os passos e a evolução das diversas dimensões do trabalho em curso [...] é importante escrever um diário como meio de documentar o processo que vai se seguindo. Principalmente naqueles casos em que o processo realizado tem um sentido formativo. [...] É muito importante documentar o processo para se conhecer as dificuldades que vai se enfrentando, as proposições utilizadas, as reações que foram ocorrendo entre os diversos participantes. Por meio do uso do registro no diário, a partir das observações da realidade nos diferentes momentos, tem dois aspectos didáticos para a utilização do diário de aula, vamos nos deter ao segundo aspecto: “[…] o diário como recurso voltado para a pesquisa e a avaliação dos processos didáticos” (ZABALZA, 2004a, p. 23). O uso do diário foi imprescindível para a análise e a leitura reflexiva, os registros não foram usados na íntegra na escrita das análises dos resultados, mas contribuíram para compreensão das entrevistas.

2.8.5 Análise Documental

Também integrou os instrumentos para a coleta de dados da investigação a análise documental que se deu a partir de diversos documentos institucionais como: Regimento Interno Geral do IFSUL, Regimento Interno do câmpus Venâncio Aires, Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI-IFSUL); Projeto Pedagógico Institucional (PPI); Organização Didática (OD), câmpus Venâncio Aires; Ações Desenvolvidas com os Professores Iniciantes – 2014 – 2018 e o Projeto de Ação de Capacitação, registrado na Pró-reitoria de Gestão de Pessoas - Formação Pedagógica para Professores Iniciantes do IFSUL, câmpus Venâncio Aires, realizado no ano de 2015.

A análise documental é uma importante fonte de informação e complementa o uso de outros instrumentos de pesquisa. Conforme Cellard (2008, p. 295): “[...] o documento escrito constitui uma fonte extremamente preciosa para todo pesquisador”. Já para os autores Sá-Silva; Almeida; Guindani (2009, p. 14) a análise documental “[...] propõe-se a produzir novos conhecimentos, crias novas formas de compreender os fenômenos e dar a conhecer a forma como estes têm sido desenvolvidos”.

2.9 ANÁLISE E SISTEMATIZAÇÃO DOS RESULTADOS

A utilização de entrevistas, de fotografias, de questionários, de observações/diários de aula e da análise documental como fontes de coleta proporcionou riqueza e diversidade de dados. Esta variedade de instrumentos possibilitou o entrelaçamento dos dados obtidos e contribuiu para as informações necessárias para a realização da análise da pesquisa.

O uso de recursos tecnológicos está presente em nossas vidas. O desenvolvimento de novas técnicas está trazendo contribuições e agilidade nos processos de investigações científicas. Um exemplo é o programa Atlas.ti, que possibilita a organização de dados de uma pesquisa científica. A utilização dos princípios da Análise de Conteúdo, proposto por Bardin (2009), para a leitura, a análise e a interpretação dos dados deu-se por meio do software Atlas.ti.

O Atlas.ti é um software de análise de dados qualitativos desenvolvido em 1989, na Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha, por Thomas Muhr, como parte de um projeto multidisciplinar (1989/1992). Em alemão, a sigla ATLAS significa, Archiv fuer Technik, Lebenswelt und Alltagssprache, que em tradução livre significa Arquivo para Tecnologia, Mundo da Vida e Linguagem Cotidiana. A sigla TI significa text interpretation, ou seja, interpretação de texto (BANDEIRA DE MELO, 2006).

No ano de 1993, foi lançada a primeira versão comercial do Atlas.ti, marcando assim o início da empresa de Thomas Muhr, a Scientific Software Development, atualmente denominada Atlas.ti GmBH. Diversas versões do programa foram lançadas, em vários idiomas. Uma das mais recentes foi disponibilizada em Português Brasileiro. Este software passou a ser utilizado em diferentes áreas de conhecimento, como a educação e outras. Nesta análise, usamos a versão 8.0, em Português Brasileiro. Conforme Muhr (1991), o objetivo não é automatizar o processo de análise, mas desenvolver uma ferramenta que apoie e facilite a interpretação humana.

Vale ressaltarmos que o Atlas.ti é um importante recurso, pois é um instrumento para auxiliar o investigador no processo de organização da análise dos dados, mas o software não faz a análise sozinho. Quem vai realizar os procedimentos é o pesquisador, que tem o controle de todos os dados da pesquisa.

O Atlas.ti é ideal para trabalhar com grandes quantidades de dados textuais organizados em diferentes arquivos. O Atlas.ti contribuiu para os cruzamentos dos dados e a realização de uma análise mais profunda.

A sistematização dos dados da pesquisa, proposta pela Bardin (2009) segue três etapas: pré-análise; exploração do material e tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação. Foram associados ao uso do Atlas.ti gerando assim uma profundidade na análise dos dados. Iniciamos a análise com a leitura das transcrições das entrevistas dos professores estreantes e a codificação dos trechos

in vivo, ou seja, sem um código a priori (seleção das partes importantes). Depois,

agrupamos os códigos em categorias de acordo com as falas dos entrevistados. Após, codificamos a fala das assessoras pedagógicas e dos estudantes, de acordo com as categorias que haviam sido criadas. Portanto, as quatro categorias e subcategorias emergiram dos dados e basearam a organização do capítulo de análise.

2.10 ÉTICA NA PESQUISA

A investigação foi realizada conforme as orientações e os preceitos éticos estabelecidos pela Resolução n° 510, de 07 de abril de 2016 do Conselho Nacional de Saúde, que dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. A pesquisa foi pautada nos princípios éticos baseados pelo respeito à dignidade humana e à proteção da vida de todos os envolvidos, pela promoção de uma ação consciente e livre dos interlocutores da pesquisa (professores estreantes, assessoria pedagógica e estudantes), para prever e evitar qualquer tipo de dano aos participantes. O projeto de pesquisa foi submetido à avaliação da Comissão Científica do Sistema de Pesquisa (SIPESQ) da PUCRS e ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da PUCRS, sendo aprovado e seu desenvolvimento realizou-se no âmbito da educação.

A investigação não apresentou riscos aos colaboradores, foi voluntária, pois os participantes poderiam deixar de integrar o estudo a qualquer momento. Além disso foi de caráter sigiloso e confidencial, preservando as identidades e as falas dos interlocutores; os dados foram utilizados para fins científico-acadêmicos. Os dados

coletados foram transcritos e salvos em pen drive e serão guardados por cinco anos, a contar da publicação dos resultados e, após esse período, serão inutilizados.

2.11 DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

Os resultados da investigação serão apresentados no IFSUL, Câmpus Venâncio Aires aos participantes da pesquisa e demais professores, publicados em um livro, em capítulos de livros, periódicos, anais, bem como em demais órgãos impressos e virtuais de reconhecido valor na comunidade acadêmica e também em apresentações em eventos educacionais. A investigação desenvolvida pretende contribuir com as discussões e reflexões sobre os estreantes no ofício de ensinar na Educação Profissional e Tecnológica da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e demais instituições de ensino, indicando novos caminhos, novos olhares para a construção da docência de bacharéis, licenciados, para todos os professores estreantes, na perspectiva de construir conhecimentos que beneficiam a inserção profissional na carreira docente.

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