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INFORMATIONS CLINIQUES 1 Indications thérapeutiques

Essa etapa da pesquisa, como explicitado no Capítulo 1, foi a terceira e última fase da coleta de dados, visando à triangulação dos registros feitos, conforme orienta Cançado (1994). A entrevista semiestruturada foi composta de dezenove questões (ver Apêndice B) e realizada com os quatro professores selecionados e observados previamente.

As oito primeiras questões da entrevista tinham como objetivo “quebrar o gelo”, conhecer um pouco da motivação e da trajetória desses professores no ensino de inglês e como eles se viam dentro do atual contexto mundial, além de verificar como era o dia a dia de cada um deles em seus respectivos contextos escolares. Percebi que todos os quatro gostam do

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Conforme definido no Capítulo 1, a transcrição dos pontos considerados relevantes para a pesquisa observados em cada uma das entrevistas está disposta no Anexo D.

que fazem e reconhecem que, atualmente, o inglês possui um papel de destaque no cenário mundial, por isso, veem a sua profissão desempenhando uma importante função dentro do contexto de globalização em que estamos inseridos. Além disso, todos eles comungam dos desafios de ensinar na escola pública, tendo que conviver com carga horária excessiva, não só na rede estadual, mas conciliando com outras instituições para melhorar a renda; conciliar, apesar da carga horária, trabalho e estudo; lidar com turmas lotadas, o que impossibilita um trabalho de ensino de línguas de qualidade; além de ter que utilizar seus horários de lazer para planejamento, considerando que o horário reservado para a atividade complementar (AC) não é suficiente para a realização de todas as atividades necessárias para organizar a sua prática pedagógica. Um desafio presente na escola pública que foi posto pelas professoras P34 e P55 é a questão da formação do professor de línguas para lidar com esse contexto e, infelizmente, o fato de professores de outras disciplinas serem “obrigados” a completar sua carga horária com o inglês, quando não há carga horária em sua disciplina de formação. A partir da nona pergunta, o foco das questões passou a ser o acesso às novas tecnologias e, principalmente, o uso do ME por cada um dos professores participantes.

A seguir, tentarei interpretar o que foi dito pelos professores diante dos tópicos apresentados, considerando o que está diretamente relacionado ao objetivo desta pesquisa.

Pergunta 9: Como é o acesso às novas tecnologias na sua escola?

P19: Bem... Eu diria assim... Nós temos aquelas TVs pendrive lá na escola.

Mas, é uma TV. Creio que por ser muito usada dá problema direto. Aí a gente tem que trabalhar com a sala de informática, pegar outra televisão, ir pra outra sala, trazer uma televisão pra sala... Então isso aí vai quebrando o horário, dificulta muita coisa... A gente planeja uma aula, quando chega lá coloca o pendrive na TV e dá problema... A TV tá com problema... Aí tem que usar o plano B. Então, é muita coisa. A escola dá manutenção periodicamente, mas nem sempre a verba que chega é destinada para isso. Tem que aguardar a verba. Deveria ter uma verba específica só pra manutenção.

P46: O básico as escolas estão investindo... Datashow... Essas coisas, porque

o laboratório... Bem... No Alípio, a gente tinha uma sala de vídeo, a gente tinha também o laboratório com poucos computadores em bom estado... Mas, tinha Datashow... Assim... O que precisasse. A questão, eu acho, não é nem ter os aparelhos, é ter o espaço pra utilização, que acaba sendo em formato de sala de aula e aí dificulta.

P34:Não tem nada minha querida... Agora, em Praia Grande tem tudo. Lá

tem laboratório de informática, duas salas de vídeo. Agora, as TVS estão destruídas, mas quando você tem uma sala de vídeo bem equipada como lá, você consegue fazer um trabalho porque nem todo mundo utiliza. Você fica fixo numa sala, o que é ótimo, o aluno fica se movimentando e você ali. No Anfrísia, não tem absolutamente nada só tem a TV pendrive. Tem o

datashow, mas você utiliza na sala de informática, onde os computadores não funcionam. Não teve manutenção e aí virou depósito de coisas que vão chegando da SEC: instrumento musical do projeto Mais Educação... Minha filha, a sala virou um horror. Descaracterizou completamente.

P55: Laboratório de informática, as TVs Pendrives, o datashow, aquelas

coisas que não usam mais como DVD. Tem notebook à disposição para usar com o datashow, mas tenho o meu. O microsystem também é o meu, o da escola vive quebrado. Eu sempre estou com o meu material, porque eu garanto que minha aula vai acontecer.

Além do ME, é possível notar que as escolas dispõem de recursos básicos, como projetores, salas de vídeo, laboratórios de informática, apesar de a professora P46 citar problemas com os computadores. Assim como ela, a professora P34 também fala sobre as condições do laboratório de informática, o qual, infelizmente, virou depósito de materiais dos projetos. Uma questão importante presente na fala da professora P34 é a comparação que faz entre as duas unidades em que está lotada. Em uma, os docentes têm à disposição o ME (alguns com problemas, como foi verificado durante as observações) e o projetor, na outra, o ME das salas está destruído, segundo ela, contudo, tem à disposição duas salas de vídeo e o laboratório de informática.

Na fala do professor P19, tive a impressão de que o ME não é visto de forma tão positiva quanto apresentado inicialmente e que o laboratório de informática faz parte de um plano B, o que mostra que não é um recurso utilizado com frequência nas aulas de língua estrangeira e que não há relação entre o laboratório e a utilização do ME.

Conforme visto no Capítulo 3, o projeto do ME poderia ser visto como uma possibilidade de promover o uso dos laboratórios de informática das escolas, considerando o objetivo de promover a produção e o compartilhamento de conhecimento, uma vez que, em muitos casos, encontram-se subutilizados. Assim, em muitas situações, eles servem não para a inclusão digital dos alunos, mas apenas como suporte para elaboração de atividades e uso para os professores. Além disso, vale ressaltar que se pode verificar casos em que os laboratórios encontram-se praticamente fechados, seja por receio da direção da UE que ocorram situações de vandalismo, seja por carência de pessoal de apoio para dar suporte nessa área.

Dessa forma, de acordo com o relato do professor P19, fica claro que o ME é visto apenas como um aparelho de TV e não como um recurso que poderia estimular a produção de conhecimento pelos alunos, potencializando o uso dos laboratórios. Além disso, na fala da professora P46, ficou evidenciado que nem sempre os laboratórios estão prontos para receber essa demanda devido à falta de manutenção.

dos alunos diferentes recursos, sejam da unidade escolar, sejam disponibilizados pela própria docente. O laboratório de informática é utilizado para a produção de material pelos alunos, sendo que estes, quando necessário, auxiliam a professora quanto ao uso das novas tecnologias, ou seja, a construção do conhecimento acaba sendo compartilhada entre professora e alunos, os quais se tornam agentes nesse contexto.

Pergunta 10: Você tem afinidade com o uso de TICs em sala de aula?

P19: Aqui no Colégio Rômulo Galvão, uso de forma tranquila. Agora, na

outra escola lá, que eu trabalho, não tem essas novas tecnologias, não tem sala de informática, as TVs tão quebradas. Ninguém tomou providência... Então, isso dificulta trabalhar com as novas tecnologias em sala de aula. Eu diria que eu sou um leigo nessa área, pela falta da gente não tomar aquele curso oferecido pelo Estado.

P46: Poxa... É minha paixão... Uso de tecnologia. E no dia que as lousas

interativas chegarem... Em toda escola deveria ter um laboratório de línguas, com acústica adequada... Sempre tento usar, de uma forma ou de outra... Ver o que está ao meu dispor, principalmente os slides... Que tem Datashow...

P34: Eu sou, assim, abusada... As coisas que eu não tenho afinidade eu tento

ter.

P55: Eu gosto bastante. Eu acho que é uma ferramenta importante isso...

Todas, na verdade, para poder trazer o alunado mais pra gente, porque é a realidade deles. O meu público é adolescente. Tem uns da zona rural, que já não são tantos que não tem acesso, e um ou outro que não tem acesso, quando a gente tá no laboratório aqueles alunos que já tem uma habilidade maior tem todo o interesse de compartilhar, de ensinar para o colega. Então, assim... É bem tranquilo.

O professor P19, apesar de afirmar que utiliza com tranquilidade, terminou a sua fala declarando não ter afinidade com as novas tecnologias e salientando a necessidade de curso nessa área para os professores. Já a professora P46 demonstrou entusiasmo em sua fala e o desejo de um local específico e equipado para as aulas de línguas. Desejo que também está presente por várias vezes na fala da professora P55.

A professora P34 destacou a sua ousadia em buscar a informação, o que corrobora com a fala de outros professores, mostrada ao longo da pesquisa, sobre a iniciativa de garimpar o conhecimento. Discutimos sempre a necessidade e importância em promover o desenvolvimento da autonomia dos nossos alunos para que eles também sejam protagonistas na construção do conhecimento, entretanto, muitas vezes, esquecemos que, da mesma forma, é fundamental para a melhoria da qualidade da educação o desenvolvimento da autonomia do professor. A fala desta professora fez-me relembrar Freire (2000, p.16), quando afirmou que

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer e o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.

A professora P55 fala sobre o seu gosto pelas novas tecnologias e sobre a necessidade de inseri-las nas aulas de língua, principalmente, devido ao fato de seus alunos serem adolescentes e já estarem familiarizados com essa realidade. Chamou a atenção para o fato de alguns alunos oriundos da zona rural, por exemplo, que não têm afinidade com as ferramentas tecnológicas receberem auxílio dos próprios colegas durante as atividades no laboratório de informática.

A atitude da professora P55, mostrada tanto na resposta anterior quanto nesta, demonstra o que muitos estudiosos vêm apontando sobre a importância de os professores reconhecerem o conhecimento prévio que os alunos já dispõem e os transformarem em agentes na produção do conhecimento, compartilhando o que sabem tanto com a professora quanto com os seus colegas.

Pergunta 11: Você utiliza as novas tecnologias nas suas aulas? E o ME? Com que frequência?

P19: Eu uso DVD, Pendrive, som, microsystem... A gente trabalha muito

com música, aqueles vídeos informativos, entrevistas... Isso a gente trabalha muito com a TV Pendrive aqui no Rômulo. E aí a gente procura fazer o melhor possível nas áreas de novas tecnologias porque tá inserido no aluno... e a juventude, os adolescentes hoje tão votados tudo pra novas tecnologias... Não tá mais aquela coisa de ficar no quadro de piloto, giz e sentado o aluno lá só vendo... Então, a gente faz uma aula interativa, os alunos assistem uma entrevista, um documentário, por exemplo, dos Estados Unidos quando tem terremotos, vulcões, naquela área... Então, a gente grava e leva pra sala de aula e discute aquilo. Aí a gente faz uma interdisciplinaridade com a geografia, com a história com a cultura lá com nossa cultura. Então, isso aí se torna uma aula muito assim atrativa para o aluno. Geralmente uso uma vez por semana... Ou de quinze em quinze dias. Não é constante.

P46: Sim... Sempre tento, de uma forma ou de outra, ver o que está ao meu

dispor, principalmente os slides, então a gente faz, usa os slides, eu acho interessante a gente usar. Então, o que a escola disponibilizar eu vou tentar utilizar, seja o que for. Eu sempre insiro alguma coisa, seja um vídeo... A gente tem que inserir alguma coisa.

P34: DVD de vez em quando. CD de áudio. Acho que só... Porque a TV pendrive ela é completa. Áudio, vídeo, imagem. A única dificuldade vai ser

sou vice ganhou a lousa eletrônica, mas ainda não recebeu. Seria um recurso a mais. É bom pra gente que trabalha... tem professor que até hoje não sabe usar a TV pendrive. Eu já virei técnica da TV. No AC de língua portuguesa, eu disse para os professores que teria um tempo para planejar como dar aula com a TV pendrive. Eles acharam ótimo. Sabe que a gente nunca concretizou isso? A ideia é ótima, porque somente eu do meu grupo usa, e eles acharam que seria uma ótima alternativa... Só que não conseguimos colocar em prática. Sempre no AC tem outras coisas para discutir.

P55: Todas as aulas, praticamente. Tirando o dia de correção de atividades e

de prova. O dia a dia é com a TV Pendrive. Ele facilita muito. Praticidade. Então, se você dá a sua aula com o pouco de tempo que você tem copiando no quadro e gastando a aula toda copiando, apagando, na verdade, você está enrolando. Eu já tenho a minha seleção no meu netbook, já tenho os slides prontos de cada conteúdo. Eu mostro, peço exemplos para ele e a gente vai para o quadro. Não adianta você usar a tecnologia se a sua metodologia e a didática são tradicionais. Então, o que importa é a forma de você usar a tecnologia. Senão, a tecnologia vai estar ali só enfeitando. A tecnologia, às vezes, também é pra agilizar o nosso tempo, pra ser mais prático, mais objetivo, pra fazer com que a gente ganhe com isso. Senão dá no mesmo. Tem a TV Pendrive e você tá escrevendo no quadro. O aluno vai tá lá copiando do mesmo jeito.

Ficou evidenciada, nas falas dos professores P19, P34 e P46, uma predominância para a utilização de recursos de áudio e vídeo, sem menção alguma sobre a utilização de atividades relacionadas à internet. Em nenhuma dessas falas, fica clara a frequência de utilização, sendo que, na fala do professor P19, apesar de ele ter dito inicialmente que o uso era semanal, veio afirmar depois que o uso era quinzenal e finalizou declarando que não era constante.

A professora P34 diz utilizar DVD e CD em suas aulas, mas destaca que o ME praticamente substitui essas mídias. Destacou que outros professores não utilizam o ME devido ao desconhecimento e que planejaram fazer oficinas durante os horários de AC sobre como usar a ferramenta, bem como preparar materiais. Entretanto, apesar de ser uma iniciativa significativa por parte dos professores, eles não conseguiram colocar em prática tal iniciativa, uma vez que o tempo não é suficiente para todas as atividades previstas.

A professora P55 destaca que utiliza todas as tecnologias à sua disposição, inclusive o laboratório de informática, embora tenha salientado sua preferência por utilizar alguns recursos de sua propriedade como, por exemplo, o notebook e o microssystem, a fim de evitar imprevistos em sua aula, considerando que os equipamentos ficam à disposição de todos os professores além de o micro apresentar alguns problemas.

Pergunta 12: O ME foi instalado em todas as salas de aula de sua escola? P19: Foi. Aqui no Rômulo Galvão tem em todas as salas de aulas.

P46: Em todas as salas.

P34: Em todas as salas. Até na sala dos professores tem a TV Pendrive. À

medida que ia quebrando ia fazendo remanejamento.

P55: Todas.

As falas dos professores confirmam que o ME foi distribuído para todas as salas de aula, além de deixar claro também que houve um quantitativo extra que pôde ser instalado em outros locais como, por exemplo, na sala dos professores. Esse quantitativo extra permitia a reposição na sala de aula em caso de problemas, conforme fica evidenciado na fala da professora P34.

Pergunta 13: Você recebeu capacitação para o uso das novas tecnologias na sua escola? E sobre como utilizar o ME?

P19: Não. Por isso que muitas vezes a gente perde um tempo tentando

descobrir as funções.

P46: Tem os NTEs do Estado que sempre tem cursos pro professor, que

dizer... Cursos esses que nunca mais atualizou. Já tomei todos e acabou a capacitação. Então, o básico do básico que era trabalhar... Chegou Linux a gente aprendeu, teve o de áudio, o de podcast... Teve vários cursos interessantes, mas a gente se inscreve e concorre a uma vaga. Não é uma coisa que eles oferecem pra todos os professores... Porque eu gostava, eu ia atrás, né? Eu tinha colegas que só sabiam do curso porque eu comentava no AC... Não é de fato uma capacitação direcionada pra você utilizar... O monitor eu recebi um curso de 40 horas, um curso sobre o monitor educacional. Eu fiz quando eu tava morando em Jequié. Aí eles fizeram uma capacitação no interior justamente para os professores usarem o monitor, pois quando chegou na escola todo mundo dizia que não iria usar, porque não sabia. Acabou que como é menor... Eles conseguiram fazer uma capacitação com todos os professores.

P34: Nenhum. Têm professores... Meu colega de área participou de um

curso, só que não socializou, da TV pendrive. Nem ele mesmo sabe usar.

P55: Olha... Eu não recebi captação, mas, esses dias, coversando com alguns

professores lá, foi dito que houve essa captação. Eu mesmo não tive nenhuma informação sobre isso. Inclusive eu falei que se teve eu não ouvi, não chegou até mim, eu não assinei a lista de ciente. Por isso é importante assinar a lista. Porque pode ter sido dito no dia da minha folga, por exemplo. Para mim, não foi divulgado. Alguns professores de lá fizeram. Não todos. Eu comecei a usar, pois já usava computador em minha casa. Só perguntei qual o formato dos arquivos e fui testando, vendo o que dava certo e fazendo acontecer.

As respostas à pergunta 13 apresentam realidades bem diferentes dentro de uma mesma rede. Enquanto que o professor P19 e as professoras P34 e P55 não foram

beneficiados com nenhum curso, a professora P46 fez todos os cursos oferecidos pelo Núcleo de Tecnologia Educacional. Entretanto, é importante destacar que esta professora residia numa cidade-sede do NTE o que, certamente, facilitava o seu acesso aos cursos, ao contrário do professor P19 que, caso tivesse interesse e possibilidade de participar de um curso, deveria deslocar-se ao NTE a que seu município é vinculado.

Vale ressaltar que o fato de o professor P19 não ser servidor efetivo pode dificultar a realização dos cursos, considerando que a oferta de formação, geralmente, prioriza os professores efetivos da rede.

Já a fala da professora P34 destaca uma informação que esteve presente nos questionários de vários professores: o fato de um professor da unidade escolar ser beneficiado com o treinamento visando à socialização futura, mas, na prática, isso não ocorrer. No colégio da professora P55, parece ter ocorrido falha na divulgação do curso, pois, segundo ela, alguns professores afirmaram ter conhecimento sobre a realização do treinamento, enquanto que a professora desconhecia tal informação. Essa situação demonstra a importância referente ao repasse de informações dentro do ambiente escolar.

Pergunta 14: Você conhece o Ambiente de Suporte ao uso do Monitor Educacional?

P19: Não.

P46: Eu conheci pela indicação de uma colega. P34: Conheço... Eu tenho o link.

P55: Não, eu desconheço completamente.

Dos quatro professores, três responderam que não conheciam o ambiente na primeira etapa da coleta de dados. Contudo, apesar de a entrevista ocorrer alguns meses depois, a resposta negativa permaneceu, ou seja, não houve curiosidade de conhecer, permanecendo o desconhecimento dessa plataforma.

Pergunta 15: Quais as mudanças proporcionadas pela utilização do ME?

P19: A Primeira mudança foi que os alunos ficaram mais incentivados. Eles

se interessaram mais, houve assim um dispertamento por parte dos alunos pra assistir as aulas de inglês. Então isso aí tirou aquela metodologia tradicional.

P46: Olha... Eu acho que trouxe, porque eu acredito que o monitor tenha

sido instalado justamente pra promover que todos os professores pudessem utilizar de alguma forma a tecnologia em sala. Por mais que se diga que tem Datashow, não vai dar pra todo mundo ao mesmo tempo. Então, eu acho que proporcionou, porque a gente tinha esse acesso a qualquer hora, em qualquer sala, uma comodidade... Suficiente, porque justamente em nossa área... A minha inquietação era ter algo disponível pra utilizar, música, algum trecho de vídeo... Mas tinha aqueles “poréns”... o formato específico... Mas, aquela história... quem não gostava era quem não sabia mexer ou não gosta de ter trabalho de converter... Entendeu? Sempre botava uma dificuldade... Uma pena os monitores aos poucos irem dando defeito... As escolas eram pra colocar aquela grade de proteção, em Jequié eu lembro... Antes de colocar os