2.2. P HYSIOPATHOLOGIE DU DIABETE DE TYPE 2
2.2.1. La résistance à l’insuline
2.2.1.3. Influence du microbiote intestinal
1Universidade Federal Rural do Semiárido, Estudantes de Medicina Veterinária, Mossoró, RN, Brasil 2Universidade Federal Rural do Semiárido, Residentes Hospital Veterinário, Mossoró, RN, Brasil 3Universidade Federal Rural do Semiárido, Professor Centro de Ciências Agrárias, Mossoró, RN, Brasil *Autor para correspondência: [email protected]
O dermoide ocular é uma malformação congênita, infrequente em bovinos e se apresenta como uma massa benigna de origem ectodérmica ou mesodérmica, aderida, superficial, áspera ou lisa, de tamanho variado, uni ou bilateral, circunscrita, indolor, porém irritante, sem mobilidade, de crescimento lento, consistência firme, ausência de ulceração e com presença de pelos. A superfície anterior do olho, pálpebra, terceira pálpebra e o ângulo do olho podem ser envolvidos. Nos bovinos, apesar da afecção ser pouco comum, a ingestão de Jurema Preta (Mimosa tenuiflora) por fêmeas prenhes, facilmente encontrada no nordeste brasileiro, pode ser a causa de diversas malformações congênitas, como por exemplo o dermoide ocular. As consequências são lesões graves como ceratites, úlcera corneana e déficit visual. Recomenda-se a ablação cirúrgica. Um bovino, fêmea, sem raça definida, com 10 meses de idade foi atendido no Hospital Veterinário da UFERSA, Mossoró/RN, o proprietário relatou a presença de uma massa com pelos sobre a conjuntiva e parte da córnea bilateral, medindo aproximadamente 5x3 cm, ausência de prurido e com lacrimejamento. O diagnóstico clínico foi de dermóide ocular bilateral. O tratamento preconizado se deu com a ressecção de inicialmente, um dermoide. Utilizou-se terapia local com 1 gota/dia de atropina durante 7 dias, 1 gota de diclofenaco e 1 gota de tobramicina QID, por 15 dias, soro autólogo – 1 gota, QID por 40 dias, além de enrofloxacina na dose de 5mg/kg SID e flunixin meglumine na dose de 2.2mg/kg durante 5 dias como terapia sistêmica. Os colírios eram administrados em um intervalo de 5 minutos. Antes da aplicação, a ferida cirúrgica era limpa com solução de NaCl 0,9%. Para o olho subsequente, realizou- se o mesmo procedimento cirúrgico e terapia com atropina, soro autólogo, diclofenaco e anti- inflamatórios sistêmicos semelhante ao anterior. Após 15 dias da realização da segunda intervenção cirúrgica, o animal obteve alta médica. Dessa forma, é possível concluir que a presença de dermóide bilateral é raro e pode levar a danos oculares, entretanto seu rápido diagnóstico e tratamento cirúrgico associado a terapia clínica permitiram o desenvolvimento funcional normal dos olhos no presente caso.
____________________________________________________________________________ Anais do IV Congresso Nordestino de Buiatria e XII Encontro de Buiatria de Pernambuco
Dilatação e torção de ceco em bovino: relato de caso [Cecal dilatation and torsion in bovine: case report]
Regina Nóbrega de Assis1*, Leonardo Magno de Souza1, Uila Almeida Aragão de Alcantara1, Adony Querubino de Andrade Neto2, Rodolpho Almeida Rebouças2, Luiz Teles Coutinho3, Carla
Lopes de Mendonça3, José Augusto Bastos Afonso3
1Médico (a) Veterinário (a), Mestrando (a) do Programa de Pós-graduação Sanidade e Reprodução de Ruminantes, Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE
2Médico (a) Veterinário (a), Doutorando (a) do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE
3Médico Veterinário da Clínica de Bovinos Campus Garanhuns, Universidade Federal Rural de Pernambuco, CBG/UFRPE
*Autor para correspondência: [email protected]
A alimentação rica em carboidratos é o principal fator envolvido nas enfermidades digestivas que envolvem o ceco. A fermentação excessiva, culmina com queda do pH, hipotonia ou atonia, acúmulo da ingesta e gás no órgão. Consequentemente, há dilatação, deslocamento e/ou retroflexão e, raramente, torção. Diante disso, objetivou-se relatar um caso de dilatação com torção de ceco em um bovino atendido na Clínica de Bovinos de Garanhuns (CBG), Universidade Federal Rural de Pernambuco. O proprietário relatou mudança na alimentação, com introdução de cana-de-açúcar, além da alimentação habitual, que consistia de pasto nativo, farelo de soja e milho (7kg/dia), casca de mandioca (5kg/dia). Logo em seguida, o animal começou apresentar sinais de dor. No dia seguinte apresentou diminuição da produção de leite, timpanismo bilateral, apatia, anorexia e ausência de fezes. Foi medicada sem sucesso na propriedade e após três dias do início dos sinais foi encaminhada à CBG. O exame clínico do animal constatou-se um quadro de apatia, febre, mucosas congestas, desidratação acentuada, com extremidades frias, apetite caprichoso, abdômen abaulado bilateralmente, com ressonância metálica da região dorsal da fossa paralombar direita até o 10° espaço intercostal, com chapinhar em líquido, tensão abdominal aumentada. Fígado deslocado cranialmente com sensibilidade à percussão. Trato gastrintestinal hipomotílico. Fezes ressecadas, com muco e estrias de sangue. À palpação retal foi evidenciada dilatação do ceco acentuada com retroflexão à esquerda. O hemograma revelou plasma ictérico, hiperfibrinogenemia, leucocitose por neutrofilia com desvio para esquerda regenerativo. Na análise do fluido ruminal verificou-se comprometimento da microbiota, pH 6-7, elevação do teor de cloretos (34,04 mEq/L). O animal manteve o quadro clínico no dia seguinte. Foi realizado análise de líquido peritoneal, caracterizando um exsudato. O animal foi submetido à videolaparoscopia seguida de laparotomia exploratória à direita onde evidenciou grande quantidade de líquido abdominal, aderências difusas e fibrina, caracterizando uma peritonite. Além disso, o órgão estava distendido, apresentando retroflexão com serosa cianótica e áreas de congestão. Em função da gravidade do quadro clínico e dos achados laboratoriais o animal foi submetido à eutanásia. O exame anatomopatológico revelou peritonite serofibrinosa difusa, ceco com intensa dilatação, equimose e sufusões na serosa. Na junção ileocecocólica havia torção, com presença de halo cianótico. Na mucosa havia úlceras e hemorragias. Também foram observadas hemorragias petequeais e sufusões subepicárdicas, na região coronária. A dilatação de ceco com torção é uma enfermidade de baixa ocorrência e geralmente com prognóstico desfavorável, em decorrência da evolução clínica aguda e comprometimento circulatório. Os exames realizados demonstraram a gravidade da condição clínica inviabilizando o tratamento. Ratificando a importância de manejo nutricional adequado para prevenção deste distúrbio digestivo.
Doença renal crônica em bezerro [Chronic renal failure in a calf]
Walter Henrique Cruz Pequeno1*, Igor Mariz Dantas1, Amabile Arruda de Souza e Silva1, Kaliane Costa2, Débora Ferreira dos Santos Angelo1, Camila Pereira da Silva1, Ricardo Barbosa de