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Influence du solvant et de la température

Chapitre IV. Vers une réaction de cycloaddition [2+2] catalysée

III. Étude avec un éther d’énol benzylique

III.1. Influence du solvant et de la température

comandada pelo conde de Cumberland319.

No entanto, e apesar da presença das galés às quais se juntaram cinco galeões que tinham integrado a armada de Bazán, incluindo o

São Bernardo

da

Coroa de Portugal, e que se encontravam sob o comando de Marcus Aramburu que, no regresso dos Açores, ficaram no mar para escoltar as urcas que largavam de Setúbal carregadas de sal, os navios corsários conseguiram capturar 19 dessas urcas, assim como outras duas com especiarias. Em Setúbal também se encontrava o galeão da Coroa de Portugal, o

Santiago

, que aí tinha

arribado no regresso dos Açores320.

Ao contrário do que era habitual, ainda antes do final da época de navegação de 1591, largou uma nova força naval contra Inglaterra, possivelmente de Lisboa, sob o comando do general Bertendona que, embora se tenha feito ao mar muito tarde – em Setembro – conseguiu chegar às costas de Inglaterra e destruir vários navios capturando, inclusivamente, um navio da rainha321. No regresso, a armada foi fustigada por severos temporais, que a dispersaram, danificando e afundando alguns dos navios, até os sobreviventes entrarem em Ferrol322.

Em finais de Dezembro de 1591 encontravam-se, assim, em Lisboa os seguintes navios: os galeões de Castela

San Pablo

,

Santo Tomas

, o

San Andrés

,

dos novos e o

São Cristóvão

, o

San Felipe y Santiago

e o

Santiago Maior

, para

319

MNM Ms 391, nº1108, fol.139 e nº1110, fol.143.

320 MNM Ms 391, nº1127, fol.183.

321 Enrique García Hernán, Irlanda y el rey prudente, Madrid, 2000, pp.210-211.

322

além dos galeões de Portugal

São Martinho

,

São Cristóvão

e

Santiago

323.

Durante esse Inverno, é organizada em Lisboa uma nova armada de 16 navios, incluindo seis galeões de Castela, e três galeões, seis filibotes e uma caravela do rei324, mas nenhum navio da Coroa de Portugal. Entre os galeões do monarca, encontravam-se os galeões

San Pablo

e o

San Simon

325.

Na primavera de 1592, larga de Lisboa a Armada da Índia, que incluía três dos novos galeões da Coroa de Portugal cuja construção tinha sido iniciada logo após 1588, estando dois deles também em funções de naus326. Este será o momento que irá levar ao colapso completo da estrutura militar lusitana pois, a partir deste momento, nunca mais Portugal teve capacidade de, isoladamente, possuir e manter uma força naval própria.

Mais tarde, já em Agosto de 1592, largou de Lisboa uma força naval sob o comando do general Martín de Bertendona, com destino aos Açores, composta por três galeões portugueses e outros dois navios, juntamente com sete patachos sob o comando de Alonso de Bazán327. No regresso, aportou a Santander, onde se formou uma nova composta por nove navios, seis do

323

MNM, ms391, fols.195-196v e AGS GA, Leg.341, fol.216. Os galeões eram comandados por António de Ameste, Martin de Lacerda e Blas Freire de Herrera, respectivamente. AGS GA, Leg.396, fol.106.

324

É muito interessante esta separação entre navios do rei e da Coroa de Castela.

325

MNM ms 391, fol.216.

326 A. G., “Subsídios para o estudo da Carreira da Índia”, ACMN, vol. CXIX, Lisboa, OUT-DEZ

1989, p.784

327

monarca e três particulares. Entre os primeiros, encontrava-se o novo navio

Santa Catarina

, de 300 toneladas328.

Entretanto, dos navios que tinham permanecido em Lisboa, os dois galeões novos de Castela anteriormente mencionados são cedidos, a título de empréstimo, à Coroa de Portugal, assim como outros três galeões da mesma coroa, mais antigos, armados com 91 peças de bronze e ferro329.

Deste modo, nos inícios de 1593, encontrava-se em Lisboa uma armada que incluía 15 navios do rei, dos quais alguns da Coroa de Portugal, e 16 particulares330. Dessa força foram retiradas nove velas, incluindo três galeões de Portugal e seis de Castela331, incluindo aqueles que tinham sido cedidos à Coroa de Portugal, e vieram a formar a primeira Armada do Consulado332.

Esta nova armada, juntamente com outros 18 galeões vindos de Sevilha, sob o comando do general Fernando Tellez de Menezes, largou durante o Verão de 1593, com a missão de apoiar os navios portugueses e de Castela que regressavam dos territórios conquistados.

Juntas, correram a costa da Corunha e da Galiza e, por a estação ir já adiantada, não foram poupados a vários temporais, que dispersaram alguns navios, obrigando-os a passar o Inverno na Galiza. Grande parte da força manteve-se em conserva e arribou a Ferrol contando-se apenas um galeão a

328

AGS GA, Leg.359, fol.55.

329

AGS GA, Leg.358, fol.72 e Leg.359, fol.85.

330 AGS CMC2, Leg.1006 de 7 de Fevereiro de 1593.

331

Um outro documento refere terem sido emprestados apenas cinco. AGS GA, Leg.359, fol.85.

332

arribar a Vigo333. Infelizmente, perdeu-se um galeão da Coroa de Portugal, sob o comando do capitão D. Cristovão de Mello, do qual se salvou toda a gente. O regresso destes navios a Lisboa só se fez em meados de Fevereiro 1594, comboiando apenas uma nau da Índia334 e quatro galeões da Guarda das Índias335.

Em Julho desse ano de 1594, largou de Lisboa a Armada das Ilhas, comandada pelo conde da Feira, D. João Pereira. Ainda antes da sua largada, corsários ingleses, sob o comando do conde de Cumberland, atacaram e incendiaram ao largo dos Açores a nau da Índia

Cinco Chagas

.

Em Outubro, no regresso da Armada das Ilhas, e após o período habitual de patrulha, o conde da Feira ordenou que a força entrasse em Lisboa, apesar do vento falso que se fazia sentir336. Esta manobra arriscada provocou a perda do galeão sob o comando de Fernão de Mesquita de Forjaz, entre S. Julião e os cachopos. Um outro galeão, possivelmente o

São Barnabé

337, ficou muito

maltratado338, tendo perdido o leme339 e, posteriormente, encalhado na praia de Belém340. No primeiro galeão estariam embarcadas 400 pessoas, entre os quais muitos soldados experientes, não se salvando mais de 60. No segundo,

333

AGS GA, Leg.379, fols.103 e 104.

334 Possivelmente a nau São Pantaleão. AGS GA, Leg.379, fol.104.

335

BNL FG. Códice 8750, p.74-75v.

336

MNM, ms 391, fol.343.

337

AGS CMC2 leg.1006, de 30 de Setembro de 1594.

338 BNL FG. Códice 8750, p.75v-76v.

339

MNM ms 391, fol.343.

só morreram aqueles que se atiraram ao mar341. Nos finais do ano seguinte, o navio já havia sido recuperado e estava a ser de novo apetrechado para navegar342.

Após o regresso desses navios a Lisboa, em finais de 1594, foi preparada uma armada espanhola de 11 navios, para transportar e desembarcar soldados na Bretanha, com o objectivo de reforçar as tropas de D. Juan de Aguila. Esta força, segundo instruções do monarca, deveria incluir três navios da Coroa de Portugal, pagos directamente por essa Coroa, ou através da utilização das verbas do Consulado. Contudo, o aprontamento dos navios portugueses encontrava-se atrasado, incluindo a reparação do galeão

São Barnabé

, em

parte motivada por falta de recursos financeiros mas, também, pela grande falta de mestres, de todo o tipo, na Ribeira das Naus.

Para além dos navios portugueses, cujo nome desconhecemos, a participação de Portugal fez-se também através do envio de soldados seus, 200 no total, que embarcaram nos navios da mesma coroa. Existiram algumas dificuldades em encontrar oficiais portugueses para comandar a gente de mar e os navios, já que muitos alegaram razões de doença para não seguirem na armada. Igualmente complicada foi a tarefa de preencher o número necessário de lugares de soldados, tal era aguda a sua escassez, que foi necessário retirar os 800 em falta ao castelo de Lisboa, apesar do risco de nem sequer ficar um quantitativo suficiente para garantir os serviços de guarda mínimos.

341 Memorial de Pero Roiz Soares, edição de M. Lopes de Almeida, Coimbra, Universidade de

Coimbra, 1953, p.305.

342

Apesar de todas essas dificuldades, a expedição até à Bretanha decorreu sem grandes incidentes, tendo as tropas desembarcadas travado diversos combates contra os franceses e ingleses, que os apoiavam. O regresso dos navios a Lisboa conseguiu fazer-se ainda antes do final do ano de 1594, encontrando-se grande parte da infantaria, que integrava as 10 companhias embarcadas nos nove navios de Castela, a necessitar de diversos apoios básicos imediatos, incluindo roupas para vestir343.

De acordo com conceitos do monarca, qualquer ataque aos seus domínio devia ser retaliado com outro. Daí que, aquando do ataque inglês a Pernambuco, no Brasil, em 18 de Abril de 1595, fosse, de imediato, ordenado um ataque espanhol à Cornualha, que ocorreu nos inícios de Agosto de 1595. Esta retaliação, proposta pelo almirante Diego de Brochero, e comandada pelo capitão Carlos de Amezola, foi efectuada apenas por quatro galés –

Capitana

,