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Inférence de réactions

4.3 Méthode ab-Pantograph

4.3.2 Inférence de réactions

Para a análise energética de S1 foi considerado na modelação do edifício, a solução semelhante aquela adotada após a intervenção realizada em 2015, isto é, foi considerada a colocação de isolamento térmico na cobertura com a introdução de painel sandwich com 8cm de XPS, sistema de ventilação, sistema de climatização, sistema de iluminação LED e a instalação de unidades de tratamento de ar (UTA).

Efetuada a simulação é possível observar na seção “Valores Chave” do relatório (Figura 4.39) os dados de projeto mais importantes. Além dos dados gerais do projeto (nome do projeto, localização e dados climáticos), podem ser observados o intervalo de valores de coeficientes de transmissão térmica (U) da envolvente externa do edifício e vãos envidraçados calculados. Também é possível verificar nesta seção, quais os valores de área do pavimento, área da envolvente externa, volume de envidraçado e proporção de envidraçado, sendo que estes se mantêm constantes ao longo de todas as soluções estudadas.

Da observação do conjunto de dados fornecidos realça-se o valor médio de U do invólucro do edifício, calculado através de um algoritmo fixo de cálculo do Valor U que calcula o coeficiente médio de tranferência de calor de materiais de construção, utilizado pela maioria das normas nacionais. Para a solução simulada o valor de U médio é de 3,84 W/m2. K. É possível também verificar, observando a secção dos “Valores Chave” referente ao zonamento climático, que o valor apresentado relativamente aos graus-dia é efetivamente diferente do valor estipulado pelo NUT II para a zona em estudo. Conforme referido anteriormente, o ficheiro climático relativo à zona de Oeiras provém do site do LNEG. A informação existente neste não pode ser manipulada, não tendo sido possível compatibilizar o valor referente aos graus-dia conforme o valor de referência existente no documento referente ao NUT II. Assim sendo, foi admitido para este trabalho o valor apresentado conforme figura 4.39.

Na Figura 4.40 é possível observar a seção alusiva ao balanço energético do projeto onde são fornecidos os seguintes valores relativos ao consumo de energia emitida por mês: i) iluminação e equipamentos; ii) ganho de calor humano; iii) infiltração e ventilação. O eixo vertical do gráfico apresenta uma escala de energia (em Megawatt por hora), e o eixo horizontal os doze meses do ano.

Do lado direito do diagrama constam os valores relativos ao fluxo de energia anual, divididos por categorias. O conjunto de categorias apresentado no diagrama são iguais para todas as soluções. Estas dependem da definição considerada aquando da modelação, feita a partir da janela de diálogo “Sistemas de Edifício”. Os valores apresentados para cada categoria constituem as barras do gráfico apresentando também o respetivo valor de fluxo de energia anual em MWh/a.

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Da análise é de considerar o valor das necessidades de aquecimento anuais do edifício com 25862,6 MWh/ano e o valor da necessidade de arrefecimento anual de 30357,0 MWh/ano. Proveniente da simulação consta no relatório uma tabela referente aos consumos de energia por objetivos (Figura 4.41) e os respetivos gráficos circulares (Figura 4.42) para as seguintes componentes: i) quantidade de energia; ii) energia primária; iii) custo; iv) emissão de dióxido de carbono. A cada coluna da tabela gerada correspondem os respetivos valores, expressa em MWh/ano, de cada componente referida anteriormente.

Figura 4.41 Consumo de energia solução S1

Após realizada a análise de consumo de energia por objetivos é observável que o custo anual do projeto no que diz respeito aos objetivos tem o valor de 143.444 € por ano e o valor de emissão de dióxido de carbono anual de todos objetivos é de 140.786 kg.

Da análise da Figura 4.41, é possível observar que apesar de existir um valor positivo para a quantidade de energia consumida para aquecimento, não existe um custo associado a esta. Apesar de terem sido verificadas as condições relativas ao custo de energia associado a este alvo não foi possível identificar o motivo pelo qual os valores apresentados para o consumo primário, custo e emissão de CO2 apresentarem valores nulos,

Os gráficos de consumo de energia por objetivos (Figura 4.42) incorporam a energia necessária para o fabrico, transporte e o processamento das matérias-primas da fonte de energia, bem como o seu transporte para o local de utilização.

Figura 4.42 Consumo de energia por objetivos (solução S1)

Analisando os gráficos circulares observa-se que relativamente à quantidade consumida de energia a maior parcela, com 94% da totalidade consumida, refere-se ao objetivo atribuído à “Iluminação & eletrodomésticos”. Também é possível observar que 92% da energia total consumida para o cumprimento dos objetivos é proveniente de fonte de energia secundária mais concretamente da electricidade. As restantes componentes têm naturalmente a mesma tendência, onde se observa novamente os maiores valores percentuais para o mesmo objetivo e a mesma fonte de energia.

A última secção do relatório gerado faz um resumo do impacto ambiental de funcionamento do edifício, apresentando a emissão de dióxido de carbono e a energia primária, de acordo com as fontes de energia utilizadas no mesmo (Figura 4.43).

Figura 4.43 Impacto ambiental do edifício solução S1

Conforme referido anteriormente existe um maior consumo de energia proveniente de uma fonte secundária (electricidade) que se traduz num valor de emissão de CO2 significativo. Por não terem sido consideradas fontes de energia renovável os valores obtidos para esta origem não têm expressão relativamente às restantes.

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