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Indicateurs macroéconomiques environnementaux

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Analyse macroéconomique de la dépréciation du capital minier

3.2. Indicateurs macroéconomiques environnementaux

Como já comentado anteriormente, os estudos presentes na literatura sobre competência revelam diferenças na conceituação adotada principalmente nos EUA e no Reino Unido. Garavan e McGuire (2001) resumiram estas principais diferenças conforme apresentado no Quadro 2.

Quadro 2 – Principais diferenças na definição de competência: escola Norte- Americana versus escola Britânica

Dimensão Escola Norte-Americana Escola Britânica

Propósito Desenvolvimento de competências para melhorar o desempenho Avaliação e certificação dos trabalhadores Foco Concentra-se no comportamento e nos atributos individuais Concentra-se nas características do trabalho/individuais e na acumulação de competências Procedimento para desenvolvimento Produzir descrições de comportamentos e atributos excelentes para definir padrões Produzir padrões de desempenho para funções e profissões Papel do contexto organizacional O contexto define os comportamentos e os traços requeridos

O contexto não é tão significante como a área profissional e as funções específicas Conceituação do

trabalho/indivíduo

È dada grande ênfase ao indivíduo, ao invés das tarefas específicas

As características do trabalho são o ponto de partida

Abordagem metodológica

Racionalista e positivista Multi-método e quantitativo

Abrangência As competências são específicas das organizações As competências são específicas para as profissões e para as funções

Dimensão Escola Norte-Americana Escola Britânica

Mensuração Mensuração quantitativa e identificação de correlações entre a posse de atributos e o desempenho no trabalho A documentação de evidências das atividades de trabalho denota a evidência da competência

Papel do avaliador Avaliação do desempenho pelos supervisores e pelo ocupante da função Formalmente avaliada por um avaliador externo para determinar o nível Perspectiva de aprendizagem defendida Perspectiva cognitivista de aprendizagem Perspectiva construtivista de aprendizagem

Fonte: Adaptado de Garavan e McGuire (2001)

Conforme discutido nos tópicos anteriores, nos EUA a percepção de competência está relacionada ao indivíduo e se ele possui habilidades e conhecimento para realizar um trabalho específico ou função. Por outro lado, no Reino Unido a percepção de competências não está relacionada apenas com os atributos que o indivíduo possui, mas também se refere a uma série de diretrizes e questões de eficácia pessoal, necessárias para realizar um trabalho (GARAVAN; MCGUIRE, 2001).

Dentro da abordagem adotada no Reino Unido, as competências são vistas como padrões para funções de trabalho e profissões, já na abordagem norte-americana, o comportamento de indivíduos com um excelente desempenho é considerado a base para o desenvolvimento de testes de competências relevantes (GARAVAN; MCGUIRE, 2001).

Para Garavan e McGuire (2001), tanto na perspectiva norte- americana como na britânica, as competências são vistas como relacionadas às características dos indivíduos. Porém para Mitchelmore e Rowley (2010), apesar de estarem ligadas demonstram-se distintas, pois enquanto na primeira a competência é definida como a avaliação de desempenho em um domínio específico de atividade, na segunda, a competência é uma classe de elementos que podem ser utilizadas para caracterizar os indivíduos e seus comportamentos.

Contudo, apesar de se diferenciarem, cada uma das abordagens apresentadas, conforme explicam Le Deist e Winterton (2005), possuem seus pontos fortes. Para eles, a abordagem comportamental norte- americana demonstra à importância das características individuais e da utilização da competência comportamental como meio do indivíduo

desenvolver um desempenho superior. Já a abordagem funcional, predominante no Reino Unido, deixa claro o valor das profissões definidas nas normas de competência funcional e sua aplicabilidade no local de trabalho.

Por outro lado, a abordagem multidimensional e holística, adotada, por exemplo, na França, Alemanha e Áustria, tem demonstrado o potencial da utilização de um conceito de competência multidimensional e mais analítico (LE DEIST; WINTERTON, 2005).

Le Deist e Winterton (2005) argumentam que estruturas de competência unidimensionais são inadequadas e consequentemente tem dado lugar a estruturas de competência multidimensionais, observando- se sinais de convergência entre abordagens que eram tratadas de maneira isolada. Os autores explicam que nos EUA, por exemplo, está sendo cada vez mais frequente a utilização de competências funcionais e cognitivas em conjunto com as competências comportamentais nos modelos de competência.

Da mesma forma, no Reino Unido, as competências comportamentais e cognitivas têm sido adicionadas aos modelos de competência profissional, que anteriormente adotavam apenas a abordagem funcional. Em países que a discussão de competências é mais recente, como França, Alemanha e Áustria, se observa a adoção de estruturas mais holísticas, ou seja, que consideram conhecimentos, habilidades e comportamentos como dimensões da competência (LE DEIST; WINTERTON, 2005).

Neste sentido, Le Deist e Winterton (2005) defendem uma estrutura holística pode auxiliar na compreensão e identificação da combinação de competências necessárias para determinadas profissões. Os autores propõem um modelo holístico de competências composto por quadro dimensões: competências cognitivas, competências funcionais, competências sociais e meta-competências.

As três primeiras dimensões (competências cognitivas, funcionais e sociais), conforme explicam Le Deist e Winterton (2005), são consistentes com a abordagem francesa (savoir, savoir faire, savoir être) e com os denominados “conhecimentos, habilidades e atitudes” (knowledge, skills and atitudes – KSA). Segundo eles, a competência cognitiva captura o conhecimento, bem como a compreensão, a competência funcional captura as habilidades e a competência social captura as competências comportamentais e de atitude. Por outro lado, as meta-competências diferem bastante das outras dimensões, uma vez que é responsável por facilitar a aquisição das demais competências (LE DEIST; WINTERTON, 2005).

Diante do exposto, é possível verificar que existe muito a ser discutido ainda sobre o tema, e mais do que considerar que uma abordagem é mais correta que outra, é possível concordar com alguns autores que consideram que o conceito deverá ser definido de acordo com o contexto que será empregado e o objetivo a ser alcançado.

De fato, é possível observar que mesmo considerando estas particularidades, e não desmerecendo nenhuma abordagem adotada por pesquisadores até aqui, sem dúvidas abordagens mais holísticas e multidimensionais são preferíveis, pois consideram vários aspectos das características do profissional atual. É importante também levar em consideração, além da terminologia empregada para designar as características necessárias para que o profissional cumpra seu trabalho, o contexto que ele está inserido e as necessidades futuras da profissão.

Apesar de uma aparente falta de consenso na literatura sobre o assunto, é possível perceber que a definição de competência está relacionada a comportamentos que resultem em um desempenho superior (BOYATZIS, 1982; SPENCER; SPENCER, 1993), bem como a características possuídas pelo indivíduo que o tornem apto para realizar determinadas tarefas e funções (CHENG; DAINTY; MOORE, 2003; MITCHELMORE; ROWLEY, 2010).

Pode-se, então, considerar como parte integrante da competência: conhecimentos, habilidades, capacidades, atitudes e comportamentos empregados para realização dos objetivos pretendidos no ambiente profissional ou acadêmico.

Neste estudo, o conceito adotado para definição de competências leva em consideração uma abordagem mais ampla, isto é, não considera apenas a abordagem comportamental ou a abordagem funcional. É considerado como competência o conjunto de características, sejam conhecimentos, capacidades, habilidades, comportamentos ou atitudes, empregadas pelo indivíduo para realização das tarefas pertinentes a sua profissão, que o permita apresentar um desempenho eficaz e adicionar valor para si mesmo, para sua empresa, e para os demais envolvidos na relação de trabalho.

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