Spreading Activation Methods
Rule 7. If the increase in the objective function at H current steps is less than ε (H and ε are given by the experts and decision makers in advance) then stop
Dentre os tipos de rochas extrusivas que ocorrem na crosta terrestre, os derrames de composição basáltica são os mais comuns e geralmente ocorrem associados a dorsais meso-oceânicas (ex: Cordilheira Meso-oceânica do Atlântico), ilhas oceânicas (ex: Islândia), no Interior de placas continentais (ex: Deccan Traps e Sibéria) e ao longo dos limites de placas tectônicas (ex: Islândia e Nova Zelândia), (WAICHEL, 2006).
Igualmente aos derrames encontrados no Deccan Traps e na Sibéria os derrames basálticos da BP se desenvolveram no interior de placas continentais e se assentam sobre arenitos eólicos da Formação Botucatu, sendo essencialmente sub- horizontais, com inclinações médias de aproximadamente 5 graus em direção ao centro da bacia. Na região norte-nordeste (Estados de Goiás e Minas Gerais) as rochas estão dispostas em contato direto com o embasamento pré-cambriano, sendo recobertas por rochas sedimentares do Grupo Bauru. Além disso, os derrames basais apresentam algumas vezes inclinações mais altas, causadas por
variações topográficas nas rochas sedimentares componentes da bacia (MARQUES; ERNESTO, 2004).
De acordo com Marques (2004), do ponto de vista petrográfico e mineralógico, as rochas basálticas apresentam fenocristais e/ou microfenocristais (0,2 a 0,5 mm) de augita, plagioclásio, pigeonita, pequenas porções de titanomagnetita e rara olivina (completamente alterada), em matriz composta essencialmente por estes minerais. Nardy (1995) identificou que os basaltos e andesito-basaltos possuem coloração escura (cinza a negra), apresentam estrutura maciça e também vesicular a amigdalóide, podendo ocorrer como lavas afíricas a sub-afíricas (BELLIENI et al., 1986).
Ademais sobre o aspecto geoquímico, a maior parte do empilhamento magmático da BP pode ser visto como uma sequência homogênea de basaltos toleiíticos (COMIN-CHIARAMONTI et al., 1988 apud PEATE, 1997), contudo uma variação composicional significativa é presente nas suas rochas constituintes. Estudos geoquímicos, baseados em um grande número de análises de rochas espalhadas por toda a bacia, mostraram que os basaltos e andesi-basaltos toleiíticos podem ser agrupados em dois grandes conjuntos que se diferenciam pelos seus teores de titânio (BELLIENI et al., 1984; PICCIRILLO et al., 1988). O grupo contendo TiO2 > 2% (Alto Titânio - ATi) é caracterizado também por apresentar concentrações relativamente altas de P2O5 e de elementos traços incompatíveis tais como, Sr, Zr, Hf, Ba, Ta, Y e terras raras leves em relação as rochas básicas com TiO2 ≤ 2% (Baixo Titânio – BTi) (MARQUES; ERNESTO, 2004).
Anteriormente as classificações iniciais dos basaltos atestavam que os do grupo de baixo-Ti eram restritos a porção sul da província magmática e que os do grupo de alto-Ti eram dominantes da porção norte (BELLIENI et al., 1984; MANTOVANI et al., 1985 apud PEATE, 1997). Contudo, com novas aquisições de dados geoquímicos, a escolha do valor de 2 para o peso% de TiO2 com o objetivo de separar basaltos de alto e baixo titânio pareceu ser arbitrária e não parecia ser regida por qualquer tipo de divisão natural para a distribuição do conteúdo de TiO2 nos basaltos. Em síntese, o critério não explicava o aparecimento de magmas basálticos de alto-Ti na porção sul da província que diferem geoquimicamente do
grupo principal do norte da província (BELLIENI et al., 1984 apud PEATE et al. 1997).
Peate et al. (1992), tentaram elucidar a condição dos diferentes grupos composicionais dentro das lavas pertencentes a província Paraná-Etendeka, com o objetivo de utilizar estes grupos para se verificar as estratigrafias internas dos derrames como um todo e simplificar o seu modelamento petrogenético. Dessa forma, seis magmas tipo foram distintos com base na abundância dos elementos maiores e traços e suas razões. Os critérios de composição que permitem que os fluxos sejam atribuídos a um tipo de magma particular foram deliberadamente escolhidos a partir de elementos analisados com frequência pelo método de fluorescência de raios-X (FRX) a fim de que pudessem ser amplamente aplicados (PEATE, 1997).
Antes, Peate et al. (1992), definiram os magmas-tipo por meio do agrupamento das variedades de baixo-Ti (Gramado, Esmeralda) e alto-Ti (Urubici, Pitanga, Paranapanema, Ribeira) baseado em uma ampla gama de características composicionais semelhantes. Os magmas-tipo Gramado e Esmeralda são magmas de baixo-Ti, conforme estabelecido por Hergt et al. (1991 apud Peate, 1997), para distinguir um grupo de magmas composicionalmente distintos identificados em todas as províncias basálticas Mesozoicas do Gondwana que possuem valores baixos para a razão Ti/Y (<310) semelhantes ou menores que os identificados nos magmas do tipo MORB. Mesmo que os tipos de magma de Paranapanema e Ribeira se sobreponham em conteúdos de Ti com os magmas-tipo Gramado e Esmeralda (baixo-Ti), eles são designados como alto-Ti devido aos seus valores elevados na razão Ti/Y (> 310) e outras semelhanças de composição com os outros magmas-tipo de alto-Ti (PEATE, 1997).
Além disso, no histórico de formação dos derrames é registrada entre os pacotes de deposição de lavas basálticas a ocorrência de brechas peperíticas ou peperitos (WAICHEL, 2006). O termo peperito, refere-se a sua gênese aplicada a uma rocha formada essencialmente por desintegração de magma que intrude o embasamento e se espalha pela superfície, se misturando com sedimentos não consolidados ou mal consolidados. Este termo também se refere a misturas similares geradas pelos mesmos processos que operam nos contatos de lavas e
outros depósitos vulcanoclásticos quentes com tais sedimentos. Peperitos são desenvolvidos em uma grande variedade de sucessões formadas onde o magmatismo e a sedimentação são contemporâneos e onde o sedimento do hospedeiro é provavelmente úmido. Por esta razão, peperitos são muito comuns associados a intrusões sin-vulcânicas em sequências sedimentares submarinas (SKILLING; WHITE; MCPHIE, 2002).
A geometria e volume dos peperitos, bem como a relação espacial com a intrusão adjacente, a lava ou o depósito vulcanoclástico, sua estrutura interna e as variações espaciais na textura são características que permitem a distinção do peperito de outras rochas vulcanoclásticas similares. Os domínios dos peperitos variam em volume de menos de alguns metros cúbicos para exemplos ao longo de contatos entre sedimentos e intrusões, lavas e depósitos vulcanoclásticos quentes de vários quilômetros cúbicos(SKILLING; WHITE; MCPHIE, 2002).