4.3 Considérations sur les incertitudes
4.3.2 Quantification des incertitudes
4.3.2.4 Incertitude due au code de traitement
Na construção civil, a cal é aplicada na forma hidratada, na preparação de argamassas de grande durabilidade e desempenho, na construção de estradas, em estabilização de solos e no preparo de tintas. Como aglomerante, é utilizada em
argamassas de assentamento, reboco e emboço, misturas asfálticas, materiais isolantes, misturas solo-cal, produtos com silicato cálcico e tijolo silico-cal (ABPC, 2013). Ainda, de acordo com a mesma instituição, a cal pode ser empregada em diversos setores, na siderurgia, em processos químicos e industriais, na produção de papel e celulose, é também empregada como fundente em vidrarias e em outros processos industriais, como a produção de refratários, de borracha, de pigmentos e em curtumes. Pode ser utilizado na indústria alimentícia, na produção de açúcar e de álcool, na agricultura, na saúde e na preservação ambiental. Na Figura 7 estão apresentadas as aplicações da cal em todo o território brasileiro.
Figura 7 – Áreas de consumo da cal no Brasil
Fonte: ABPC, 2013
Bell (1996) estudou o efeito da estabilização de argilas e solos utilizando cal virgem. Identificou em seus resultados melhora no desempenho mecânico nos quesitos resistência e Módulo de Young. O período de cura assim como a temperatura em que o mesmo ocorreu, influenciou diretamente os resultados.
Sébaïbi et al. (2004) estudaram a capacidade de absorção de água de uma argamassa de cimento cal e avaliaram a influência das características físico químicas da cal no desempenho do compósito desenvolvido.
Goswami e Mahanta (2007) estudaram o efeito da incorporação da cal e cinzas volantes para correção de solos a fim de utilizar o material para aplicações geotécnicas. Os autores afirmam que as misturas estabilizadas do solo compactadas ligeiramente abaixo da densidade seca máxima de 95% e curadas por um período de 7 dias não são adequadas para uso como material de revestimento. Essa afirmação é justificada pelo fato de que a condutividade hidráulica do material, em geral, aumenta com a adição de cinzas e cal. No entanto, a adição de 20% de cinzas volantes torna a mistura menos
permeável, o que aumenta sua viabilidade como material de revestimento. Oza e Gundaliya (2013) utilizou cal para estabilização de solo para base de estradas. Os resultados mais satisfatórios foram alcançados com a adição de 9% de cal em pó.
Schifano et al. (2007) realizaram uma investigação acerca do desempenho da cal virgem para tratamento de solos contaminados com petróleo. O estudo confirmou que a mistura de cal virgem é uma técnica viável para tratamento de solos contaminados com hidrocarbonetos de petróleo. A mistura resultou em decréscimo nas concentrações e no grau de lixiviação dos compósitos, sendo que as reações mais significativas ocorrem imediatamente, podendo ainda continuar ocorrendo ao longo do tempo. O aumento da temperatura devido às reações exotérmicas de hidratação da cal virgem é responsável por volatizar os compostos leves. Nas amostras de solo composto por argila, as maiores reduções nas concentrações de hidrocarbonetos de petróleo após o período de cura de 30 dias foram observadas na amostra que continha 10% de cal virgem em sua composição.
Safari et al. (2007) utilizaram cal para remoção de zinco e manganês de chorume. Estudaram a possibilidade de remoção in situ de metais pesados encontrados no chorume gerado em aterros sanitários por meio da alteração das propriedades do solo utilizado para cobertura diária dos resíduos. A amostra de solo analisada continha cerca de 17% de argila, os teores de cal adicionados variaram de 0-6% em massa. Os resultados obtidos indicaram um aumento na eficiência da remoção de metais pesados por meio da adição de cal.
Yang et al. (2009) fizeram uma revisão acerca da utilização da cal na antiguidade chinesa. Grande quantidade de dados históricos apontam que a aplicação de materiais orgânicos em argamassa inorgânica era uma característica comum durante o processo de desenvolvimento de materiais de construção na China antiga. O caso estudado em laboratório pelos pesquisadores foi a argamassa de cal e arroz. Foi possível verificar que o arroz atuou como uma matriz de biomineralização que afetou a microestrutura do cristal de carbonato de cálcio e foi a cooperação entre o arroz e a calcita que resultou em elevados níveis de desempenho das argamassas.
Millogo et al. (2012) estudaram o efeito da adição de cal para construção de estradas. Tais adições resultaram em redução da fração argilosa, índice de plasticidade e densidade máxima seca além do aumento do teor de umidade. Os resultados mostraram também que as misturas de cal virgem, resultaram na formação de hidrato de silicato de cálcio tipo I (C-S-H (I)), portlandita e calcita.
blocos de solo compactado com adição de cinzas de bagaço de cana de açúcar e cal como aglomerante. A adição de 10% de cinza de bagaço de cana em combinação com 10% de cal melhora significativamente as propriedades mecânicas e de durabilidade dos blocos de solo compactados. Os resultados dos ensaios de difratometria de raios X confirmaram a formação de compostos químicos estáveis. Para este estudo, não foi observado crescimento significativo do valor das resistências ao longo de tempo, bem como quando os blocos produzidos foram levados a condições de saturação total, tiveram perda de quase 65% de sua resistência à compressão. Como diferencial, os autores destacam que o material produzido não necessita de sinterização, reduzindo a quantidade de emissão de CO2 decorrente do processo de produção de blocos cerâmicos, por exemplo.
Rodríguez et al. (2012) avaliaram um processo industrial para a estabilização de lodo de esgoto com cal virgem e posteriormente estudaram a viabilidade do produto estabilizado, como matéria-prima para a indústria de cimento. Os resultados do presente estudo demostraram que o processo proposto para o tratamento de esgoto tem uma série de vantagens sobre os tratamentos tradicionais.