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L’INSUFFISANCE DU CONTRÔLE DÉMOCRATIQUE DU PROCESSUS NORMATIF ANTI-BLANCHIMENT DANS LA CEMAC

A. Un pouvoir décisionnel quasi-inexistant du parlement CEMAC

2. Une implication croissante du parlement européen dans le processus normatif

Outra das categorias que integra o tema “Envolvimento na reorganização curricular” diz respeito à atitude dos professores face às novas áreas curriculares não disciplinares e é a segunda categoria mais expressiva do tema, com uma frequência de f=163, o que equivale a 25,2% do total de unidades de sentido.

É composta por duas subcategorias: a mais expressiva, em termos de frequência, que é respeita à “inovação” já existente na prática dos professores, quanto às áreas não disciplinares; a segunda é relativa à repercussão que a introdução dessas mesmas áreas teve na prática das entrevistadas.

A primeira das subcategorias comporta cinco indicadores, constituídos por 95 unidades de sentido, valor que corresponde a 58,3% da categoria (Quadro XVII-A).

Os quatro indicadores mais significativos superam a média da categoria (X =12,5)

e, à excepção do terceiro, situam-se acima da média da subcategoria (X =19), e

evidenciam que as entrevistadas não consideram que estas áreas tragam alguma inovação ao desenvolvimento curricular que já efectuavam.

Quadro XVII - A

Envolvimento na reorganização curricular

Atitude face às novas áreas não disciplinares – Inovação face às práticas dos professores

Atitude face às novas áreas não disciplinares - Inovação face às práticas dos professores -

A B C D E Total 1*

% Total 2**

%

“Já se fazia Estudo Acompanhado” 4 1 7 10 4 26 16,0 11 73,3

”A Área de Projecto já se praticava” 1 3 9 1 6 20 12,3 10 66,7

”A Formação Cívica já se praticava” 2 1 2 3 6 14 8,6 9 60,0

“As novas áreas já eram trabalhadas” 11 4 6 3 24 14,7 8 53,3

“As novas áreas trazem alguma inovação” 2 7 2 11 6,7 4 26,7

De facto, as transcrições relativas aos indicadores: “já se fazia Estudo Acompanhado”, com 26 unidades de sentido (16%), de 11 das entrevistas (73,3%); ”a Área de Projecto já se praticava”, com uma frequência de f=20 (12,3%), devida a 10 das entrevistadas (66,7%); “a Formação Cívica já se praticava”, relativo a 14 unidades de sentido (8,6%), de 9 respondentes (60%); e “as novas áreas já eram trabalhadas”, com uma frequência de f=24 (14,7%), de 8 das entrevistadas (53,3%), são elucidativas das perspectivas das protagonistas do estudo:

(...) Eu nos outros anos, quando tinha terceiro ano também começava a fazer isso! [Estudo Acompanhado]

Mudam-lhe o nome! (E1)

(...) A Área de Projecto... a gente fazia mas não sabia que estava a fazer, eu acho... (E3)

(...) A Educação Cívica e a Educação para a Cidadania... O que é que a pessoa faz durante o dia mais? (...) Eu acho que eles mudaram-lhe simplesmente o nome! (E1)

(...) Por muito que me digam que se vai introduzir a área de Estudo Acompanhado ou que se vai introduzir

a outra área... de Educação Cívica ou outro tipo de áreas, eu penso que isso já tudo era tratado, só que não lhe era chamado esse nome, não era catalogado (...) (A2)

Somente o indicador “as novas áreas trazem alguma inovação” parece fugir a esta regra, a ele correspondendo 11 unidades de sentido (6,7%), colhidas no discurso de 4 das entrevistadas (26,7%).

No tocante à distribuição das unidades de sentido pelas etapas da carreira, é de salientar o facto dos indicadores de maior peso, em termos de frequência, confirmarem a importância que já lhes fora atribuída. Na verdade, “já se fazia Estudo Acompanhado”, “a Área de Projecto já se praticava” e “a Formação Cívica já se praticava” estão presentes em todas as etapas e “as novas áreas já eram trabalhadas” em quatro delas.

Por seu lado, o indicador de menor visibilidade: “as novas áreas trazem alguma inovação” encontra-se presente em apenas três etapas.

Justifica-se também referir que, confirmando o sentido dos indicadores que mais prevalecem na categoria anterior, as professoras envolvidas neste estudo não perspectivam as novas áreas curriculares como espaços de inovação (Quadros XVI-A, B e C).

Esta ilação assume um maior significado para a primeira e para as duas últimas etapas, que são as que apresentam valores mais elevados, em termos de unidades de sentido.

A outra subcategoria refere-se às repercussões que as áreas curriculares não disciplinares terão na prática dos professores. Os seus oito indicadores abarcam 68 unidades de sentido, equivalentes a 41,7% da categoria (Quadro XVII-B).

Quadro XVII - B

Envolvimento na reorganização curricular

Atitude face às novas áreas não disciplinares – Repercussão na prática

Atitude face às novas áreas não disciplinares - Repercussão na prática- A B C D E Total 1* % Total 2** %

“Vão alterar pouco a minha prática” 3 2 5 2 5 17 10,4 8 53,3

“Vou preocupar-me um pouco mais com estes aspectos” 3 9 10 22 13,5 6 40,0

“Já tenho um horário flexível estabelecido para as novas áreas“ 3 3 2 1 9 5,5 4 26,7

“Só a planificação é que vai mudar” 1 1 2 4 2,5 3 20,0

“Vou ter uma maior preocupação com os registos das actividades” 2 2 4 2,5 2 13,3

“Aproveito os momentos mais oportunos para trabalhar as novas áreas” 2 1 3 1,8 2 13,3

“Ainda não tenho horário pré-estabelecido para as novas áreas” 1 1 2 1,2 2 13,3

“Vou ter uma maior preocupação com os instrumentos de avaliação” 7 7 4,3 1 6,7

Total 15 3 10 15 25 68 41,7 --- ---

*Total 1 - número de respostas dadas (respostas múltiplas); **Total 2 - número de respondentes. N= 15 X = 8,5 (unidades de sentido); ( da categoria = 163 ; X = 12,5).

São dois os indicadores que se situam acima da média da categoria (X =12,5): “vão

alterar pouco a minha prática”, com 17 unidades de sentido (10,4%), relativas a 8 entrevistadas (53,3%), e “vou preocupar-me um pouco mais com estes aspectos”, com uma frequência de f=22 (13,5%), referente a 6 respondentes (40%). A propósito, atentemos nos seguintes extractos de duas entrevistas:

(...) Pelo menos este ano ainda não, ainda não... [mudei a minha prática] (...) (B3)

(...) Agora há uma maior preocupação em se fazer mais regularmente... os projectos... os trabalhos de

pesquisa... mais cuidado no acompanhamento dos alunos... (E1)

Note-se que os indicadores de maior peso apontam para uma diminuta alteração do desenvolvimento do currículo, por parte das entrevistadas. Na verdade, as mudanças referenciadas dizem respeito, basicamente, à gestão do tempo e a aspectos mais formais relacionados com a planificação e os registos das actividades.

Assim, o indicador “já tenho um horário flexível estabelecido para as novas áreas”, que se situa acima da média da subcategoria (X = 8,5), tem 9 unidades de sentido (5,5%),

provenientes de 4 respondentes (26,7%).

Também relacionados com a gestão do tempo, há a considerar os indicadores referentes a 2 entrevistas (13,3%), cada um: “aproveito os momentos mais oportunos para trabalhar as novas áreas” e “ainda não tenho horário pré-estabelecido para as novas áreas”, com 3 (1,8%) e 2 unidades de sentido (13,3%), respectivamente. As transcrições, que se seguem, são elucidativas:

(...) há alturas em estamos a fazer um trabalho e um miúdo apresenta uma dificuldade (...) Então, nós

mudamos completamente aquilo que tínhamos pensado fazer e vamos tentar trabalhar... onde há mais necessidade... (...) E o mesmo acontece com o Estudo Acompanhado. Há um momento em que eu vejo que eles estão mais propícios para isso e, então, acabo por introduzir, fazemos isso... (...) (A2)

(...) Agora temos que fazer um horário... Eu ainda não tenho, mas vou ter que fazer: naquela hora o

Estudo Acompanhado; na outra hora, a Área de Projecto... assim... (...) (C3)

Os restantes três indicadores também concretizam algumas alterações nas práticas das entrevistadas, subsequentes à introdução o desenvolvimento das novas áreas. São eles: “só a planificação é que vai mudar”, com 4 unidades de sentido (2,5%), relativas a 3 das entrevistadas (20%), e “vou ter uma maior preocupação com os registos das actividades”, com uma frequência de f=4 (2,5%), proveniente de 2 respondentes (13,3%). Demos a palavra às entrevistadas, sobre estes aspectos:

(...) [O desenvolvimento das novas áreas] Acaba por mudar a planificação, a orientação acaba por mudar (...) Mas... (...) o resto acho que não... Acho que não... (A1)

(...)[Antes da introdução das novas áreas] nem havia uma preocupação tão grande em fazer... ou em

registar... (...) Agora, claro, tem de haver mais essa preocupação... (A3)

O único indicador que pode traduzir uma mudança mais significativa: “vou ter uma maior preocupação com os instrumentos de avaliação”, com uma frequência de f=7 (4,3%), tem origem no discurso de apenas 1 entrevistada (6,7%), de que se retirou o seguinte excerto:

(...)[Com as novas áreas] Talvez eu me preocupe mais com os instrumentos [De avaliação]... e os use por

sistema... (...) Estou a falar naquelas grelhas que se fazem... de avaliação de comportamentos, de atitudes, de auto-avaliação... (...) (E2)

Em relação ao desenrolar da carreira, “vão alterar pouco a minha prática” é o único indicador que, embora com oscilações de valores, figura em todas as etapas.

Por ordem decrescente de importância relativa, surgem os indicadores: “já tenho um horário flexível estabelecido para as novas áreas”, com presença em quatro das etapas; “vou preocupar-me um pouco mais com estes aspectos” e “só a planificação é que vai mudar”, que fazem parte de três etapas, cada um. Os restantes indicadores abarcam uma ou duas etapas, de acordo com o seu nível de importância atribuída.

As etapas que apresentam os maiores valores de unidades de sentido são a primeira e as duas últimas, o que poderá quer evidenciar que é no princípio e para o fim da carreira que existirá maior resistência à mudança, o que se mostra, aliás, congruente com o modelo de referência.