5.3 Experimental setup: the Sequeval framework
5.3.3 Implementation
Analisando os dados recebidos da primeira pesquisa, isto é, as 22 respostas apensadas, verificou-se que 64% eram bolsistas e voluntários do sexo feminino e 36% masculino (Gráfico 16).
Gráfico 16 - Quantidade participantes x gênero
Fonte: a autora
Com relação à participação dos discentes por centro, observou-se que o Centro de Ciências da Saúde apresentou o maior número de participantes na pesquisa preliminar envolvendo os discentes dos cursos Enfermagem, Fonoaudiologia e Medicina, e Biomedicina do Centro de Biociências. (Gráfico 17).
25 Os objetivos da pesquisa estão explícitos no questionário
feminino; 14; masculino;
Gráfico 17 - Quantidade de Participantes x Centros Acadêmicos
Fonte: a autora
Outro elemento fornecido pela pesquisa foi o tempo de permanência em projetos de extensão que varia de 01 a 7 anos, sendo que o período de 2 anos tem o maior nº de discentes participantes (Gráfico 18).
Gráfico 18 - Quantidade Participantes x Tempo de Permanência em Projetos
Fonte: a autora
Das 22 respostas da pesquisa 12 eram bolsistas e 10 voluntários (Gráfico 19.) 3 2 1 1 7 3 2 3 0 0 0 0
CAC CCB CCEN CCJ CCS CCSA CE CFCH CAV CAA CTG CIN
01
anos
02
anos
03
anos
04
anos
06
anos
07
anos
7
8
3
1
1
2
Gráfico 19 Quantidade x Participação de discentes
Fonte: a autora
As respostas positivas, isto é, as que os discentes confirmaram que os projetos de extensão contribuíram para o crescimento acadêmico e profissional foram 91%, e 95% respectivamente. (Gráfico 20 e 21).
Gráfico 20 - Número de Respostas X Crescimento Acadêmico
Fonte: a autora
voluntário
bolsista
10
12
SIM; 20
91%
NÃO; …
Gráfico nº 21 - Número de Respostas X Crescimento Profissional
Fonte: a autora
Com base nas respostas acima citadas passamos para a segunda fase da pesquisa que era entrevistas os 22 discentes egressos, objetivando compreender, de forma efetiva, qual a contribuição dos projetos de extensão na formação acadêmica e profissional desses egressos no período estudado.
Esta etapa trata-se de uma pesquisa de caráter social, na qual os procedimentos adotados e a seleção dos instrumentos metodológicos se inserem, como já citado, no paradigma de uma pesquisa qualitativa e com isso assegurou a visualização do fenômeno com riqueza de dados.
Seguindo a classificação de Meihy (2007) em seu livro Historia Oral: como fazer-como pensar, optamos pela história oral pura26 de vida com recorte temático27. Esta fase seguiu os procedimentos abaixo:
a) Entrevistas, através de gravações com os discentes-egressos; b) Análise e tratamento do corpus documental e;
c) Análise dos resultados.
A análise das respostas forneceu dados, muito significativos, e para que isso transcorresse, as interpretações foram feitas através de análise de conteúdo que de acordo com Bardin (1977, p.42) é:
26 Valoriza o discurso como fonte peculiar
27 Metodologia ou técnica que admite o uso do questionário. Sempre de caráter social.
SIM; 21
95%
NÃO; 1
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.
Esta técnica, que surgiu no início do século XX nos Estados Unidos, busca analisar o que é explícito no texto para encontrar indicadores que permitam fazer inferências. Para esse tipo de entrevista o pesquisador deve fazer uma primeira leitura das entrevistas a serem analisadas, almejando codificar (salientar, classificar, agregar e categorizar) trechos das entrevistas transcritas. O que significa desmontar a estrutura e as informações, no caso, os depoimentos objetivando clarificar a sua significação. Entretanto, Laville e Dionne (1999, p. 21) advertem que:
A análise de conteúdo não é um método rígido, no sentido de uma receita com etapas bem circunscritas que basta transpor em uma ordem determinada para ver surgirem belas conclusões. Ela constitui, antes, um conjunto de vias possíveis nem sempre claramente balizadas, para a revelação – alguns diriam reconstrução – do sentido de um conteúdo. Assim, pode-se, no máximo, descrever certos momentos dele, fases que, na prática, virão às vezes entremear-se um pouco, etapas no interior das quais o pesquisador deve fazer prova de imaginação, de julgamento, de prudência crítica.
As entrevistas, apensadas, dos depoentes foi do tipo semiestruturada, uma técnica de aproximação que coleta dados bastante utilizada nas pesquisas qualitativas, e visa, esclarece Dauster (1999, p. 2) “compreender as redes de significados a partir do ponto de vista do outro”. Além disso esse tipo de entrevista permitiu colocar perguntas ao longo da conversação que não estavam previstas.
Dos 22 questionários recebidos na primeira fase, resultaram entrevistas com 15 depoentes. Os 7 restantes apresentaram algum tipo de dificuldade: 1 depoente, docente da UFPE, não demonstrou interesse em participar; 3 estavam impossibilitados devido a graves problemas de saúde, e 3 os e-mails retornaram por diversas vezes.
Ficou explícito, no formulário referente aos dados dos depoentes que, a grande maioria, ainda tinham lembrança dos títulos dos seus projetos, nos períodos em que participaram e os nomes dos coordenadores, com os quais, um percentual, ainda alimentam alguma ligação, com objetivos acadêmicos ou pessoais.
Todos os egressos são da área de humanas, e estão distribuídos por curso conforme quadro 11 abaixo.
Quadro 11 - Curso x Quantidade de Egresso
CURSOS QUANT. EGRESSOS
BIBLIOTECONOMIA 1 BIOMEDICINA 2 DIREITO 1 ENFERMAGEM 2 FONOAUDIOLOGIA 1 HISTÓRIA 1 LETRAS 1
LICENCIATURA EM CIÊNCIA BIOLÓGICAS 1
MEDICINA 1 PEDAGOGIA 1 PSICOLOGIA 1 SECRETARIADO 1 SERVIÇO SOCIAL 1 Fonte: a autora
Desses 15 depoentes, só uma permaneceu com a graduação, a sua grande maioria seguiu a carreira acadêmica dentro da UFPE com pós-graduação - 33%, mestrado - 27%, e doutorado - 33%, todos dentro de das suas áreas de atuação. (Quadro 12).
Quadro 12 - Titulação dos Depoentes -2016
TITULAÇÃO QUANT Graduação 1 Pós-Graduação 5 Mestrado 4 Doutorado 5 Fonte: a autora
Com relação ao sexo, foram 10 egressos femininos e 5 masculinos. Ainda, desses depoentes, seis foram bolsistas, o que equivale a 40%, quatro voluntários, 27% e cinco foram em momentos diferentes bolsistas e voluntários, 33%, isto é, quando o projeto perdeu o apoio financeiro na questão a bolsa, eles resolveram continuar na perspectiva crescimento acadêmico. Dos egressos entrevistados foram 5 do Centro de Ciências da Saúde, 2 para: CAC, CB, CCSA, CFCH e para o CCJ e CE foram 1 para cada centro.
Dos 15 egressos conforme gráfico nº 22, abaixo, observou-se que a maioria, isto é 40% permaneceram durante 02 anos e 27% continuaram durante 1 ano. Um dos egressos permaneceu no projeto durante 4 anos, pois o mesmo foi renovado e posteriormente o docente entrou com um outro projeto dentro da mesma temática, o que fez com que ele permanecesse mais 2 anos. Outros 2 egressos permaneceram em projetos durante 6 e 7 anos. O discente com 6 anos participou como bolsista e posteriormente como voluntário em projetos na área de Odontologia, o outro discente participou durante um longo período no projeto de assessoria jurídica. Este se desvinculou do projeto no final da pós-graduação e hoje professor de instituição pública federal continua com o mesmo tipo de projeto em sua universidade.
Gráfico 22 - Egressos x Tempo de Participação em Projeto de Extensão
Fonte: a autora
A partir da identificação desses 15 egressos e de posse de suas entrevistas passamos para a análise de conteúdo. Laville e Dionne (1999) reforçam que a AC é constituída por três diferentes etapas, que são: a pré-análise, a exploração do material, o tratamento dos resultados e interpretação.
A primeira etapa é a fase de organização do material, o que significa a leitura que envolve procedimentos como levantamento de hipóteses, objetivos e elaboração de indicadores que baseiem a interpretação.
A segunda etapa, por sua vez, corresponde ao momento de codificar os dados a partir das unidades de registro e a última etapa é hora de caracterizar, ou seja, classificar os elementos a partir das semelhanças e diferenças e de agrupá-los em
4
6
2
1 1 1
função das características em comum. A partir dessa coleta dar início a análise das entrevistas na perspectiva de encontrar respostas.
Os caminhos percorridos foram árduos, pois nos levaram a ler todos os 1.131 projetos. Entretanto, esse momento nos deu a dimensão da riqueza, através de seus objetivos, que os projetos extensionistas proporcionam para os estudantes de graduação envolvidos. São verdadeiros processos de aprendizagem na construção de conhecimento indissociáveis à pesquisa e ao ensino. Essas atividades corroboram na construção de projetos educativos, científicos e sociais da UFPE.