B. Modifications du sommeil liées à la prise de benzodiazépines
2. Impact des benzodiazépines sur le sommeil
78 PRINCIPAIS TÉCNICAS
Na evocação e identificação dos PA utilizam-se, segundo Knapp (2004), as seguintes técnicas cognitivas:
(1) Questionar diretamente o paciente sobre o que é que ele está a pensar naquele preciso momento ou o que pensou imediatamente antes de ter ocorrido determinada mudança de humor durante a sessão;
(2) Questionamento socrático o qual, através da descoberta guiada, revela padrões disfuncionais de pensamento ou comportamento do paciente;
(3) Análise A-B-C (Ellis, 1962), em que o “A” são os acontecimentos/situações/experiências ativadoras, o “B” são beliefs que envolvem todos os níveis de cognições (PA, pressupostos ou esquemas) e são “todas e quaisquer ideias, conceitos, avaliações” (Knapp, 2004, p. 136) que o paciente tem ou faz acerca de si próprio e dos outros e o “C” são as consequências ou reações que podem ser emocionais, comportamentais ou físicas. Este modelo de análise irá ajudar o paciente a identificar as cognições que estão relacionadas com a situação em causa e as suas respetivas consequências emocionais e comportamentais.
Por sua vez, as técnicas para avaliar e modificar os PA são:
1) Registo de pensamentos disfuncionais que é utilizado na identificação, avaliação e modificação das cognições e que utiliza as técnicas de identificação de pensamentos disfuncionais, identificação das emoções, avaliação do grau da emoção associada com o pensamento, categorização das distorções cognitivas e exame das evidências;
2) Análise de custo-benefício que consiste em fazer um balanço das vantagens e desvantagens de manterem ou não um determinado pensamento ou comportamento;
3) Colocação da situação em perspetiva em que o paciente é incentivado a avaliar a situação ao longo de um intervalo de 0 a 100;
4) Construção de explicações alternativas, especialmente alternativas mais positivas; 5) Descatastrofização, realizada através de questões que estimulam o paciente a reavaliar as suas distorções exageradas e trágicas;
6) Reatribuição em que se pede ao paciente que considere todos os fatores e indivíduos envolvidos numa determinada situação e que depois disso pondere a responsabilidade de cada um desses fatores e indivíduos;
79 7) Resignificação que tem como objetivo ajudar o paciente a dar uma resposta racional aos acontecimentos, isto é, a produzir uma versão mais lógica, realista e adaptativa do pensamento automático;
8) Padrões duplos que consiste em perguntar ao paciente se ele aplicaria “o mesmo padrão de cobrança aos seus familiares ou a outras pessoas” (Knapp, 2004, p 142);
9) Exame das contradições internas no discurso do paciente entre aquilo que o próprio quer e o que realmente é possível conseguir;
10) Transformação da adversidade em vantagem ao tomar iniciativas concretas, ao invés de ficar paralisado pelos seus próprios sentimentos;
11) Educação sobre a perturbação através da transmissão de matéria científica acerca do seu problema, com o objetivo final de corrigir interpretações distorcidas;
12) Imaginário em que se pede ao paciente para imaginar-se, a curto prazo, sem a perturbação atual.
No que diz respeito às técnicas utilizadas para identificar, analisar e, posteriormente, modificar as crenças subjacentes destacam-se:
1) Seta descendente a partir de um conjunto de perguntas que procura o significado que os PA têm para o paciente, o que permite descobrir os seus pressupostos e as regras;
2) Identificar temas recorrentes que servem para identificar as crenças subjacentes; 3) Experiências comportamentais que possibilitem verificar e desafiar os pressupostos;
4) Cartões-lembrete, de leitura fácil e que o paciente tem que ter sempre à mão, onde se sugere que escreva um plano para a mudança dos seus pressupostos e regras;
5) Role play racional-emocional em que o paciente, ao dramatizar a parte “racional” do seu pensamento, tem que rebater os argumentos do seu psicólogo, o qual interpreta a parte “emocional”, havendo, de seguida, uma troca daqueles papéis, para que o paciente aprenda a distanciar-se emocionalmente das suas crenças;
6) Uso da imaginação através da qual o paciente verifica que o que realmente acontece não é, de todo, aquilo que ele catastrofiza.
Relativamente à identificação e modificação das crenças nucleares, salientam-se as seguintes técnicas:
1) Psicoeducação que auxilia a evocação e identificação das crenças nucleares do paciente;
80 2) Registo de crenças nucleares que ajuda o paciente a automonitorizar, de forma objetiva e real, os acontecimentos da sua vida;
3) Agir como se fosse outra pessoa que proporciona ao paciente uma nova forma de pensar e de se sentir diferente.
Ainda de acordo com Knapp (2004), a modificação dos pressupostos subjacentes implica a utilização ativa de técnicas comportamentais. Entre as mais utilizadas evidenciam- se:
1) Automonitorização com recurso a um formulário, preenchido entre as sessões, onde o paciente assinala os seus comportamentos, pensamentos e emoções;
2) Programação de atividades diárias prazerosas para o paciente;
3) Prescrição de tarefas graduais ao paciente tendo em conta o seu grau de dificuldade; 4) Solução de problemas ao disponibilizar ao paciente um conjunto de respostas concretas e viáveis, para resolver uma situação complexa, entre as quais, deverá escolher a que achar mais efetiva e pô-la em prática;
5) Treino de competências sociais entre as quais a assertividade, a escuta ativa e a comunicação interpessoal;
6) Objetivos comportamentais que dizem respeito a determinados comportamentos que o utente quer modificar;
7) Modelagem do comportamento pretendido realizada pelo psicólogo;
8) Ensaio comportamental em que o paciente dramatiza o comportamento esperado; 9) Exposição com prevenção de resposta a uma situação temida pelo paciente;
10) Hierarquia de respostas/estímulos através de uma listagem, por ordem crescente de dificuldade, das situações/respostas a serem alvo de exposição;
11) Auto-recompensas (e.g. elogios ou gratificações) para incentivar os comportamentos pretendidos;
12) Treino de relaxamento com recurso à prática de exercícios respiratórios, à imaginação de imagens tranquilizantes ou ao relaxar progressivo dos diferentes grupos musculares.
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