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Illustration de la m´ ethodologie

Dans le document Identité numérique en contexte Télécom (Page 76-104)

Mod` ele d’analyse des syst` emes de gestion d’identit´es

3.5 Illustration de la m´ ethodologie

As neoplasias mesenquimatosas têm origem em elementos do tecido conjuntivo, como fibroblastos, osteoblastos, adipócitos e células de revestimento vascular. Por este motivo, trata-se de neoplasias pouco celulares, compostas por células por vezes de aparência fusiforme (Raskin & Meyer, 2003).

As apresentações citológicas têm aparência desorganizada, geralmente com abundante matriz extracelular e células individualizadas ou agrupadas em grandes agregados (Cowell et al., 1999). As células são de menor dimensão que as células epiteliais, com bordos citoplasmáticos indistintos. O seu citoplasma possui duas caudas que se afastam do núcleo em

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uma ou duas direcções. Os núcleos arredondados a elípticos coram-se de intensidade média e podem não ser visíveis (Cowell et al., 1999; Raskin & Meyer, 2003).

Exemplos de neoplasias mesenquimatosas incluem fibroma e fibrossarcoma, hemangioma e hemangiossarcoma, melanoma e sarcoma diferenciado (Dobson & Lascelles, 2011; Raskin & Meyer, 2003).

3.3.1 Fibroma

O fibroma é uma neoplasia benigna, pouco frequente, que se manifesta como uma lesão solitária e bem delimitada, de crescimento lento, que raramente ulcera e que pode ocorrer na derme ou tecido subcutâneo das extremidades, cabeça, flanco e virilha (Cowell et al., 1999; Raskin & Meyer, 2003; Viadel & Morales, 2005).

O fibroma inclui massas moderadamente celulares com escasso colagénio assim como massas com poucos fibroblastos embutidos em colagénio abundante (Gross et al., 2005). As células neoplásicas geralmente sintetizam e são separadas por quantidades significativas de colagénio (Jones et al., 2000). As margens tendem a ser bem delimitadas, embora não se trate de uma neoplasia com cápsula (Gross et al., 2005; Jones et al., 2000).

O fibroma dérmico apresenta pequenas dimensões, é circunscrito e trata-se de uma lesão que muitas vezes invade, gradualmente, o colagénio adjacente à derme. No caso do fibroma subcutâneo, é uma lesão muito bem circunscrita que normalmente possui uma dimensão maior (Gross et al., 2005).

Os fibromas são compostos por feixes de colagénio que normalmente são mais grossos e com mais padrões repetidos do que os presentes na derme normal. O estroma pode conter pequena quantidade de mucina. A epiderme que cobre a lesão pode encontrar-se sem alterações ou atrofiada. As estruturas anexas encontram-se normalmente deslocadas devido ao colagénio dos fibromas dérmicos (Gross et al., 2005).

Normalmente a lesão apresenta uma baixa quantidade de células uniformes de forma espiralada, geralmente individualizadas ou em pequenos feixes (Cowell et al., 1999; Gross et

al., 2005; Raskin & Meyer, 2003). A presença de fibrócitos de pequenas dimensões e bem

diferenciados pode ser observada entre os feixes de colagénio. O núcleo dos fibrócitos é fusiforme, eucromático podendo encontrar-se ligeiramente aumentado de tamanho (Gross et

al., 2005). Os nucléolos são imperceptíveis e o índice mitótico é baixo (Gross et al., 2005;

Jones et al., 2000).

O tratamento consiste na excisão cirúrgica. Em geral, o prognóstico é bom, excepto no caso de recidiva local (Raskin & Meyer, 2003).

45 3.3.2 Fibrossarcoma

O fibrossarcoma é uma neoplasia maligna dos fibroblastos com quantidades variáveis de colagénio (Misdorp, Else, Hellmén & Lipscomb, 1999).

Em geral, ocorre com maior frequência do que o fibroma e tratam-se de neoplasias com origem no tecido conjuntivo fibroso. Os fibrossarcomas, em comparação com os fibromas, apresentam um índice mitótico elevado, são habitualmente mais celulares, sintetizam menor quantidade de colagénio e geralmente invadem os tecidos em vez de os comprimir (Jones et

al., 2000). O fibrossarcoma tende a esfoliar maior quantidade de células e uma população

celular menos fusiforme, quando comparados com os fibromas (Cowell et al., 1999).

Macroscopicamente observam-se lesões solitárias, firmes e mal delimitadas, frequentemente ulceradas e infectadas (Cowell et al., 1999; Raskin & Meyer, 2003; Viadel & Morales, 2005). Estas neoplasias apresentam um crescimento rápido invadindo velozmente os tecidos profundos, como fáscias, tendões e músculos (Raskin & Meyer, 2003; Viadel & Morales, 2005).

Os fibrossarcomas são compostos por fibroblastos pleomórficos rodeados por uma quantidade variável de fibras de colagénio (Janert, 1998; Munday, Stedman & Richey, 2003). Ocasionalmente podem haver células multinucleadas (Cowell et al., 1999; Raskin & Meyer, 2003). Pode ser difícil estabelecer o diagnóstico diferencial entre fibrossarcomas necróticos ou hemorrágicos e abcessos encapsulados ou hemorragias. No entanto, a zona periférica destas lesões permite normalmente realizar o diagnóstico correcto (Misdorp et al., 1999). À medida que o potencial maligno aumenta encontra-se um aumento de basofilia citoplasmática, aumento do rácio núcleo:citoplasma, anisocitose, anisocariose e anisonucleolise com intenso pleomorfismo celular (Cowell et al., 1999; Raskin & Meyer, 2003).

Segundo Quinton (2005), os furões (Mustela putorius furo) exibem uma predisposição para o desenvolvimento de fibrossarcomas nos membros e cavidade oral. Sempre que a localização o permitir, deve-se proceder à sua excisão. No caso de se localizar na boca deve-se proceder a um exame radiológico de forma a observar se já existe envolvimento ósseo antes de se proceder à intervenção cirúrgica.

Nos furões (Mustela putorius furo), já foram reportados casos de fibrossarcomas no local de inoculação de vacinas. Um estudo revelou que sete em dez fibrossarcomas dérmicos ou subcutâneos localizavam-se em regiões utilizadas para vacinações (interescapular, zona dorsal do pescoço ou na região dorsal do tórax) (Munday et al., 2003). Este estudo é importante do ponto de vista que, até ser apresentado, a vacinação não tinha sido anteriormente associada a processos oncológicos sem ser em espécies felinas (Keeble & Meredith, 2008).

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Para obtenção de um diagnóstico definitivo deve-se proceder a uma análise histológica ou imunohistoquímica (Raskin & Meyer, 2003).

O fibrossarcoma, ao tratar-se de uma neoplasia maligna localmente invasiva, pode metastizar por via hematogénea (Raskin & Meyer, 2003; Viadel & Morales, 2005). O tratamento consiste na excisão cirúrgica com uma margem de segurança considerável, sendo o prognóstico de bom a desfavorável dependendo da localização da lesão e do seu grau de anaplasia. Posteriormente pode-se ponderar a utilização de radioterapia no local (Keeble & Meredith, 2008; Raskin & Meyer, 2003).

3.3.3 Lipoma

Trata-se de uma neoplasia benigna de adipócitos bem diferenciados que ocorre com alguma frequência, podendo ser observado na maioria das espécies domésticas. Os lipomas são bem delimitados, de consistência mole e mobilidade variável (Cowell et al., 1999; Jones et al., 2000; Meuten, 2002; Mitchell & Tully, 2009; Raskin & Meyer, 2003; Viadel & Morales, 2005). A coloração é variável entre branco e amarelo, não sendo possível distingui-lo da gordura normal (Jones et al., 2000; Meuten, 2002). Em geral, trata-se de nódulos dérmicos e subcutâneos caracterizados pela proliferação de adipócitos ocorrendo em diversas localizações anatómicas como massas de tecido adiposo com tamanho e forma variável (Gross et al., 2005; Jones et al., 2000). O crescimento desta neoplasia é lento, mas pode atingir grandes dimensões, podendo prejudicar a mobilidade e bem-estar do animal (Cowell et

al., 1999; Mitchell & Tully, 2009; Raskin & Meyer, 2003; Viadel et al., 2005).

A infiltração entre os músculos e fáscias musculares é possível (Cowell et al., 1999; Raskin & Meyer, 2003; Viadel & Morales, 2005).

As células dos lipomas exibem vacúolos grandes que substituem o citoplasma e provocam a deslocação do núcleo para a periferia e sua compressão (Cowell et al., 1999; Gross et al., 2005; Jack et al., 2005; Meuten, 2002; Raskin & Meyer, 2003). Os adipócitos por vezes apresentam grandes dimensões ou com uma variabilidade de tamanho superior aos presentes na gordura normal. Figuras de mitoses não são observadas e alterações degenerativas isquémicas podem ocorrer em massas maiores. A necrose dos adipócitos é geralmente acompanhada por hemorragia, fibrose e um número variável de macrófagos espumosos. A ausência de vasos de grandes dimensões e fibras nervosas permite distinguir os lipomas da gordura normal (Gross et al., 2005).

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Nos casos em que se observem células inflamatórias e adipócitos à citologia, deve-se suspeitar de inflamação do tecido adiposo como necrose da gordura ou paniculite, uma vez que a inflamação é rara nos lipomas (Cowell et al., 1999).

Como tratamento recomenda-se a excisão cirúrgica sendo o prognóstico excelente (Mitchell & Tully, 2009; Raskin & Meyer, 2003). Nos lipomas infiltrativos, a excisão cirúrgica pode ser dificultada devido à localização da neoplasia, sendo por isso difícil a remoção da totalidade da neoplasia (Raskin & Meyer, 2003).

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