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III/ 2 Des mutations qui traduisent un nouveau mode de management des individus

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entre 1 e 120, de acordo com cinco índices, a saber:

IDP (Índice de Distância de Poder): refere-se ao trato das desigualdades. A pontuação indica o nível de distância hierárquica, ou seja, como tratar o fato de que as pessoas são desiguais. Quanto maior a pontuação, mais acentuada é a desigualdade de poder e riqueza do país. Esta dimensão relaciona-se aos valores do sistema quanto à autoridade hierárquica, e menos pelo poder de seus membros. A pontuação expressa a maneira como membros menos poderosos de uma organização ou instituição dentro de um país esperam e aceitam que o poder seja distribuído desigualmente.

IDV (Índice de Individualismo): o índice de individualismo refere-se ao grau que uma cultura valoriza os laços entre indivíduos, desde o grupo familiar. A alta pontuação corresponde à grande importância da individualidade e a baixa pontuação indica que o país valoriza mais o grupo, seja a família, a pátria, entre outros grupos. Um baixo índice de individualismo indica uma sociedade mais coletivista na qual seus membros se apoiam na responsabilidade coletiva.

MAS (Índice de Masculinidade): refere-se ao grau de oposição entre masculinidade-feminilidade. O valor dado ao papel atribuído a homens e mulheres é medido pela dimensão de masculinidade. A masculinidade refere-se a sociedades nas quais os papéis de ambos os sexos são claramente distintos: a força, a dureza e o interesse pelo êxito material seriam papéis masculinos e a modéstia, ternura e preocupação com a qualidade de vida seriam papéis femininos. A alta pontuação do grau de masculinidade indica grande diferenciação entre gêneros. Em países de baixa pontuação, há menos diferenciação e discriminação entre os sexos.

IAI (Índice de Aversão à Incerteza): o nível de tolerância para com a incerteza e ambiguidade dentro de uma cultura é medido pelo índice de aversão à

incerteza. A incerteza é essencialmente uma experiência subjetiva. As maneiras de confrontá-la formam parte da herança cultural de uma sociedade e são transmitidas e reforçadas por instituições básicas como a família, a escola e o Estado. O grau de aversão à incerteza de um país refere-se a como os membros de uma cultura sentem-se ameaçados frente a situações desconhecidas ou incertas. Este sentimento se expressa, entre outras coisas, mediante o estresse e a necessidade de previsão: uma necessidade de normas, regras e leis, escritas ou não. Baixo nível de tolerância à incerteza é percebido em culturas com alta pontuação. Um país de baixa pontuação lida melhor com ambiguidades e incertezas, estando menos orientado por regras, mais disponível a mudanças, nova ideias e riscos.

OLP (Orientação de Longo Prazo): em oposição à orientação de curto prazo, mede a importância que é dada ao futuro, à poupança (austeridade) e à perseverança. Os países com raízes confucionistas valorizam o respeito à tradição e à ordem nas relações de acordo com as posições sociais, proteção à dignidade, importância das boas maneiras e rituais, entre outras questões. Outros países sem essa herança têm estas características, embora não confucionistas. Os ensinamentos de Confúcio têm uma influência profunda para os países asiáticos, cujos valores implicam a economicidade, a persistência com resultados lentos, a adaptação de tradições para um contexto moderno, a aceitação de relações desiguais, a preocupação com a virtude.

Sobre as diferenças culturais, Hofstede alerta que devem ser entendidas como tendências e não características dos indivíduos. Uma pessoa nascida no Japão, por exemplo, pode ter uma “aversão à incerteza” muito baixa em comparação com um filipino, mesmo considerando que suas culturas nacionais apontam para direções diferentes. Portanto, o índice do país não deve ser interpretado como determinista.

Hofstede refere-se ao estudo das dimensões relativizando sua abrangência, quando diz:

“O modelo das quatro dimensões de diferenças nacionais de cultura certamente não representa a verdade final sobre o assunto, mas tem servido como uma estrutura útil tanto para os professores quanto para os profissionais e estudantes, para guiar previamente projetos de pesquisa no confuso campo de culturas nacionais” (HOFSTEDE et al., 1990, p. 288).

De acordo com este modelo das dimensões culturais, o Brasil e a China apresentam os números segundo a tabela 5 e comparação relativa no gráfico 3:

Tabela 5 - Pontuação do Brasil e da China

País

IDO IDV MAS IAI OLP

Índice de Distância de

Poder

Individualismo Masculinidade Índice de aversão à Incerteza

Orientação de Longo Prazo

Brasil 69 38 49 76 65

China 80 20 66 30 118

Fonte: Adaptado de Hofstede (2001).

As dimensões de Hofstede foram originalmente publicadas em 1984.

Gráfico 3 – As 5 Dimensões Culturais de Hofstede: Comparação entre Brasil e China

Fonte: Adaptado de Hofstede (2001).

Veras e Veras (2011) comparam o Brasil e a China através das dimensões e afirmam:

1) Sobre o Índice de Aversão à Incerteza (IAI), o Brasil apresenta número muito semelhante aos países da América Latina. Possui baixo nível de tolerância para com a incerteza, sendo essa uma característica que se destaca entre as demais. O Índice de Aversão à Incerteza (IAI) traz pontuação 76 e é o maior dentre todos os índices das dimensões culturais de Hofstede. O país adota regras rígidas, leis, políticas e regulamentos no sentido de minimizar, eliminar ou evitar o inesperado ou desconhecido. O Brasil tende a não aceitar a mudança e é muito avesso a riscos. A China possui pontuação 30, ou seja, com nível de tolerância maior que o Brasil.

2) Quanto ao Individualismo (IDV), a pontuação do Brasil é 38 e, assim, maior que a média de 21 pontos dos países latino-americanos considerados coletivistas, ou seja, comprometidos com o grupo (família, a família estendida, ou os relacionamentos com outras pessoas). A pontuação da China é 20, a mais baixa da Ásia, se comparada a uma média de 24 no continente. A ênfase na cooperação, onde as relações duradouras assumem grande importância bem como o regime comunista, podem, em parte, explicar isso. 3) A Orientação de Longo Prazo (OLP) do Brasil conta 65 pontos, enquanto a China fica em 118, o fator de pontuação mais alto na análise de Hofstede, o que se aplica a todas as culturas asiáticas. Esta dimensão indica a perspectiva temporal da sociedade e sua atitude de perseverança. A obstinação, a força e a perseverança são usadas para vencer obstáculos. 4) O Índice de Distância de Poder (IDP) chinês de 80, se comparado à média dos outros países do Extremo Oriente asiático de 60, e à média mundial de 55, é significativamente mais elevado. Embora o fator 69 para o Brasil também esteja compatível com o alto nível de desigualdade de poder e de riqueza na sociedade de ambos os países. Tal condição não é necessariamente imposta à população; esta muitas vezes a aceita como sua herança cultural.

3.7. Diferenças entre cultura nacional e cultura organizacional em

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