B.II.1.3 L’apprentissage supervisé
B. II.1.5 Révision des connaissances en intelligence artificielle
No Quadro 13, emerge o tema promoção e oportunidades criadas para a autonomia, entendida como a experiência do estudante em saber decidir, como, quando e o que fazer no contexto dos cuidados de enfermagem.
Este tema divide-se em duas categorias: desenvolvimento da responsabilidade profissional e desenvolvimento como aprendente. Da categoria desenvolvimento da responsabilidade profissional, fazem parte as sub-categorias, gestão de cuidados, tomada de decisão e execução autónoma. Para a categoria desenvolvimento como aprendente surge a sub-categoria consciência da evolução.
Quadro 13 – Tema: Promoção e oportunidades criadas para a autonomia
Categorias Sub – categorias
Gestão de cuidados Tomada de decisão Desenvolvimento da responsabilidade
profissional
Execução autónoma
Desenvolvimento como aprendente Consciência da evolução
3.1 Desenvolvimento da responsabilidade profissional
O Quadro 14 mostra-nos que os estudantes percepcionam o desenvolvimento da sua responsabilidade profissional quando lhes possibilitam gerir os cuidados de enfermagem, tomar decisões e executarem procedimentos técnicas autonomamente, embora sabendo que estão sob supervisão. Os enfermeiros orientadores criam oportunidades para que possam gerir os cuidados aos doentes e vão-lhes atribuindo mais doentes ao longo do estágio, “dava oportunidade para executar mais actividades (…). Foi-me atribuindo mais doentes, mais autonomia, deixou-me ir fazendo mais coisas (…) no início só administrava terapêutica aos doentes que me eram atribuídos, depois passei a administrar aos meus doentes e aos doentes do enfermeiro orientador, quando fazíamos noite, era só um enfermeiro por ala, era eu que planeava os cuidados do turno, e começamos pelas noites por serem turnos mais calmos, mas depois também passou a ser nos outros turnos” (E2).
A capacidade de tomar decisões foi estimulada, pela possibilidade do contacto directo com a equipa multidisciplinar, “ (…) acho que foi extremamente positivo porque contactámos directamente com a equipa multidisciplinar, acontecia qualquer problema ou dificuldade e desta vez era com o orientador que tínhamos que falar” (E1) e a
ausência do enfermeiro professor é entendida como uma experiência positiva. Tal como refere Abreu (2003) a área clínica é o espaço de eleição para o aluno se libertar gradualmente da tutela do professor construindo a sua própria personalidade e definindo os seus espaços de autonomia, “ (…) fui ganhando a minha própria autonomia” (E4), sabendo, que o seu apoio é efectivo, “ (…) apesar do professor estar longe eu sabia que podia contar com o seu apoio” (E1).
Quadro 14 – Categoria: Desenvolvimento da responsabilidade profissional
Sub – categorias Indicadores UR FRE
ABS Gestão
de cuidados Cuidar de mais doentes ao longo do estágio
E2.26 E2.32 E2.35 E8.33 4 Total 4
Contacta directamente com enfermeiro
orientador e equipa E1.3 1
Apoia à distância (O professor) E1.4 1
A ausência do professor foi uma experiência
positiva E4.12 1
Tomada de decisão
Planeia a forma como presta cuidados E6.6 1
Total 3
Sente segurança ao executar as técnicas E10.17 1
Execução
autónoma Permite que execute as técnicas sózinha (O
enfermeiro orientador) E10.19 1
Total 2
No contexto particular de cuidados, o estudante planeou e prestou cuidados de enfermagem, tendo constituído um estímulo à sua autonomia, “ (…) o facto de eu não poder (…) ir às enfermarias – celas sozinha (…) limita um pouco. Uma vez queria ir avaliar os sinais vitais e pedi para ir sozinha e o enfermeiro chefe disse, «tu já tens autonomia suficiente para saberes aquilo que podes fazer e aquilo que não podes fazer» e (…) fui avaliar os sinais vitais mas em vez de ir às enfermarias pedi aos doentes para
virem ao corredor onde estava o guarda e assim atingi os meus objectivos, prestei cuidados, sem perder autonomia e sem me prejudicar em termos de segurança” (E6).
Observamos que um dos entrevistados considera estimulante para a sua autonomia e segurança, o facto do enfermeiro orientador confiar no seu trabalho permitindo que execute algumas intervenções autonomamente, “ (…) quando havia punções venosas para fazer ele dizia-me para eu ir, tínhamos um acordo, se não conseguisse chamava-o e quando ia sozinha, sentia-me segura e sabia que fazia as coisas bem (…) não havia maneira de ver, é porque tinha confiança em mim, porque ao longo das primeiras semanas tive de fazer várias técnicas com ele e vai-se adquirindo confiança” (E10).
3.2 Desenvolvimento como aprendente
Na categoria desenvolvimento como aprendente surge a sub-categoria consciência da evolução, tendo sido identificados dezassete indicadores (Quadro 15).
Os estudantes reconhecem a sua evolução no Ensino Clínico de Enfermagem Médico-Cirúrgico, referindo-se ao seu crescimento pessoal “ cresci imenso (…) aprendi a lidar com situações menos boas” (E1), para outro dos inquiridos “ (…) fico com a noção de todo o estágio, do meu crescimento, as dificuldades ultrapassadas, e os objectivos concretizados” (E8), e à sua maturidade, “ (…) planear faz com que se cresça como pessoa e como futuros profissionais (…) deu-me mais maturidade” (E5). Estão conscientes da aquisição de conhecimentos teórico-práticos, dos seus progressos no desempenho das intervenções de enfermagem, “ (…) senti que progredi muito porque não sabia executar as técnicas, sabia teoricamente, mas na prática nunca tinha feito, senti – me muito bem já sei fazer “ (E9), também são capazes de detectar áreas do
conhecimento a desenvolver, “ (…) tivemos muitos doentes com cancro do cólon e nessa área sentia-me pouco à vontade, tive de aprofundar os conhecimentos (…) durante o estágio” (E9) e o feedback dado pelos colegas é importante para o seu desenvolvimento, “ acontecia muitas vezes quando estava com outra colega (…), completávamos as acções uma da outra e crescemos muito, há essa camaradagem, ajudamo-nos e a opinião do colega é importante” (E12).
Quadro 15 – Sub-categoria: Consciência da evolução
Indicadores UR FRE ABS Crescimento pessoal E1.5 E1.60 E4.31 E8.10 E12.1 5
Aquisição de conhecimentos teórico-práticos ao longo do curso E3.6 1
Actividades desempenhadas ajudaram no desenvolvimento E5.3 1
Evolução nas intervenções de enfermagem e no planeamento de
cuidados E5.24 1
Mais maturidade E5.47 1
Planear os cuidados é crescer tanto pessoal como
profissionalmente
E5.45
1
O estágio foi sempre em sentido ascendente E6.39 1
Desenvolvimento das capacidades e maior autonomia E7.41 1
Vê que está melhor, tendo ultrapassado as dificuldades E8.35 1
Sente que tem um bom desempenho E9.10 1
Procura adquirir conhecimentos em novas áreas E9.4 1
Sente progressos na execução de procedimentos técnicos. E9.39 1
O feedback dos colegas faz crescer E12.27 1