Chapter 8. The Basics of Managing the IdM Server and Services
8.2. About t he IdM Client T ools
Após a aquisição das imagens, o mesmo operador fez a mensuração das inclinações dentárias, com auxílio do software QR DVT-9000. Para cada exame feito pelo paciente, os procedimentos abaixo foram repetidos.
A partir do scout lateral, que é a imagem em duas dimensões do exame, fez- se a reconstrução primária das imagens para se obter os slices dentro dos parâmetros desejados. Como a inclinação e angulação dentárias são obtidas a partir do plano oclusal, segundo metodologia utilizada por Andrews, utilizou-se este plano como referência para a reconstrução primária da maxila, e em seguida, para a reconstrução primária da mandíbula (figura 4.21), de modo que todos os slices tivessem este plano como referência, e fossem paralelos a ele, viabilizando as mensurações de inclinação dentária.
O plano oclusal utilizado tinha como referência na região anterior, a intersecção entre as bordas incisais dos incisivos centrais superior e inferior, e na região posterior, a cúspide mesial do último molar em oclusão. Pela ação das fases de alinhamento e nivelamento nos fios finais do nivelamento ortodôntico, tem-se um plano oclusal bastante alinhado, sem alterações significantes da curva de Spee.
Figura 4.21 – Scout lateral reformatado segundo o plano oclusal
Com toda a imagem volumétrica reformatada segundo o plano oclusal, escolheu-se os slices mais próximos ao centro da coroa clínica dos dentes anteriores (figura 4.22). Estes slices são representados por linhas coloridas, de cores verde, amarela e vermelha, e possuem 0,3 mm de espessura.
Figura 4.22 – Escolha do slice próximo ao centro da coroa
Após a definição da região mais próxima do centro da coroa clínica, três imagens axiais foram disponibilizadas na tela, para escolha (figuras 4.23, 4.24, 4.25, 4.26).
Selecionou-se a imagem axial entre estas três que melhor representava o centro da coroa clínica dos dentes anteriores, e a partir desta imagem selecionada, foram feitos os procedimentos para a reconstrução secundária da mesma. Nesta imagem axial pudermos ter a visualização de todos os dentes axialmente, como uma radiografia oclusal, porém, representando apenas o slice de 0,3 mm, correspondente ao centro da coroa clínica dos dentes anteriores.
Nesta imagem selecionada, utilizaram-se ferramentas do software para definir a imagem transaxial de cada dente, conforme procedimento descrito a seguir.
Com a ferramenta de construção de linha, desenhou-se uma reta que tangencia a porção mais vestibular da face vestibular de cada dente anterior estudado, eqüidistante das faces mesial e distal (figuras 4.27, 4.28).
Figura 4.27, 4.28 – Linha tangenciando a face vestibular
Sobre esta linha, com a ferramenta de angulação do software, colocou-se o vértice do ângulo sobre o centro da face vestibular e acertou-se a angulação em 90° (figura 4.29), para se obter a perpendicular a esta tangente vestibular. Esta reta representa o eixo vestibular da coroa clínica (EVCC).
Figura 4.29 – Obtenção do EVCC
Sobre esta linha perpendicular, fez-se a reconstrução secundária da imagem, na região exata para a obtenção da imagem transaxial do dente, exatamente no EVCC (figura 4.30).
Figura 4.30 – Posicionamento para a reconstrução 2ária e obtenção das imagens transaxiais
A imagem transaxial de cada dente (figura 4.31) é a representação vestíbulo- lingual de toda a extensão do dente, e suas estruturas adjacentes, representada nesta metodologia pelo slice coincidente com EVCC.
Figura 4.31 – Imagem transaxial
Na imagem transaxial de cada dente obtida, fez-se os procedimentos, com o auxílio das ferramentas do software para se determinar a inclinação exata de cada dente.
Primeiramente delimitou-se a junção amelo-cementária (JAC), definindo a coroa anatômica do dente. Conforme preconizado por Orban, e citado por Andrews em sua metodologia, a diferença entre a coroa anatômica e a coroa clínica é de 1,8 mm; por isso, subtraí-se, a partir da JAC, esta medida da coroa anatômica previamente delimitada, para definir-se a coroa clínica do dente, necessária para a obtenção do ponto do eixo vestibular (ponto EV). Para chegar-se a indicação do ponto EV, localizado no centro da coroa clínica do dente sobre EVCC, utilizou-se uma ferramenta que nos dá sua localização exata. Primeiramente a distância total obtida é medida entre as extremidades incisal e cervical da coroa clínica, em seguida, com a mesma ferramenta de distância, determina-se a sua média. Com a ferramenta de angulação, encontra-se a perpendicular a esta linha de medida média da coroa, e onde esta perpendicular coincidir com a proeminência vestibular, encontra-se o ponto EV (figura 4.32). Para se avaliar o valor de angulação da
inclinação do dente, utilizou-se a ferramenta de angulação disponibilizada pelo software.
Figura 4.32 – Obtenção do ponto EV
A angulação exata do dente é dada pelo ângulo formado entre a perpendicular ao plano oclusal, representada no limite da imagem, obtido na reconstrução primária do exame, e uma tangente e paralela ao ponto EV. Para isso, com o vértice do ângulo sobre o limite da imagem transaxial (figura 4.33), ajusta-se um dos seus braços ao ponto EV (figura 4.34), e em seguida, ajusta-se o outro, perpendicular ao plano oclusal (figura 4.35).
Automaticamente, a ferramenta nos dá a medida obtida.
Figura 4.35 – Valor da inclinação dentária
Para valores positivos (figura 4.36), a extremidade do ângulo, perpendicular ao plano oclusal está à frente da extremidade passando por EV, e para valores negativos (figura 4.37), este braço perpendicular está atrás da extremidade passando por EV.
Este procedimento para determinação do valor angular de inclinação dentária foi realizado para cada dente anterior (de canino direito, a canino esquerdo), superiores e inferiores, de maneira individual.
Como forma de padronização, o primeiro dente a ter sua imagem transaxial obtida foi sempre o canino direito, que recebia o número 1 em sua imagem transaxial, seguido do número 2 para o incisivo lateral direito, número 3 para o incisivo central direito, número 4 para o incisivo central esquerdo, número 5 para o incisivo lateral esquerdo, e finalmente o número 6 para o canino esquerdo. Esta numeração também foi respeitada tanto para os dentes da maxila, quanto da mandíbula.
Exemplos de mensuração da inclinação dentária em dois dentes da amostra (figuras 4.38, 4.39).
Figura 4.38, 4.39 – Exemplos de medição com bráquetes
Após a execução de todos estes procedimentos para cada elemento dentário anterior, os valores foram enviados para a análise estatística.