Para este trabalho seguiu-se todo o procedimento conforme as normas da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012 do Comitê de Ética em Pesquisas. No Apêndice A é possível encontrar Informações do Projeto, que foram apresentados aos participantes e constam informações como título do projeto, procedimentos da pesquisa, sigilo, riscos, benefícios, entre outras informações. No Apêndice B, modelo de Autorização para Pesquisa da Instituição Participante, enquanto que no Apêndice C a Autorização para Pais e/ou Responsáveis. Dando continuidade aos apêndices, destacam-se os Apêndices D, E e F, referentes aos Termo de Consentimento Livre, após esclarecimento, Termo de Consentimento Livre, após esclarecimento para as crianças e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - Entrevista semiestruturada para profissionais da área, respectivamente.
Os instrumentos utilizados para a coleta dos dados foram: I- Questionário com questões objetivas com profissionais da I1 (APÊNDICE G); II- observação dos sujeitos e aplicação de um questionário da I2 (APÊNDICE H) e III- Entrevista semiestruturada com profissionais da I2 (APÊNDICE I); O primeiro instrumento, o questionário quantitativo, foi aplicado no projeto piloto, contando com o apoio dos profissionais da I1.
O roteiro utilizado durante a observação do sujeito é possível encontrar no Apêndice J. Do Apêndice K a W são destacados as respostas dos profissionais da I2. No Apêndice X são destacadas algumas fotos dos alunos durante a observação. No Apêndice Y é possível encontrar algumas animações em 3D do software, no Apêndice Z algumas telas do jogo da versão 2 e finalizando a sessão de apêndices, são disponibilizados parte do código fonte e arquivo de configuração artoolkit (APÊNDICES AA e BB).
Na etapa I, participaram oito profissionais, que trabalham diretamente com alunos surdos, respondendo ao questionário com perguntas objetivas. Sete (7) deles são intérpretes e, além de trabalharem nas aulas diárias dos alunos, os acompanham didaticamente em suas atividades diárias e umas dessas profissionais é professora/intérprete e surda. A outra profissional, além de ser intérprete, é professora de Português para surdos, onde, os alunos, ao invés de terem uma aula normal de Português, têm especificamente uma aula em que é ensinado o português para crianças surdas.
Ainda nessa primeira etapa e visando melhorias no software proposto, foram ouvidos 4 (quatro) alunos surdos do ensino médio. Alunos mais maduros e com conhecimentos mais avançados, quando comparados com os alunos do ensino fundamental. Esses alunos utilizam a comunicação através da Libras, mas, como o foco não é esse, não foram destacados os
resultados desse diálogo informal com os alunos, mas foram opiniões cruciais e importantes para melhorias do software.
Na etapa II, para a entrevista semiestruturada foram selecionados professores, psicopedagogos e intérpretes de Libras da I2. Todos esses profissionais trabalham com crianças surdas usuárias da Libras. No Quadro 10, é apresentado o perfil das pessoas entrevistadas da pesquisa e, para cumprir o sigilo, cada entrevistada foi chamada de E1 até E10. Etapa muito importante durante a construção e elaboração do SELP, já que os profissionais trabalham diariamente com os alunos surdos da instituição, colaborando com os temas e assuntos que seriam disponibilizados no SELP e assim validando todo o assunto abordado.
É recomendado aplicar a entrevista para todos os funcionários em um único momento, pois assim, o entrevistador teria uma melhor análise e base de dados para comparar a opinião de diversos profissionais, mas isso não foi possível, já que o entrevistado não tinha todo o tempo disponível para expor suas ideias ao entrevistador, e essas ideias poderiam levar mais de um dia e, além disso, uma pesquisa qualitativa busca qualidade de informações e não simplesmente a coleta para tabulação de dados. Os questionários aplicados estão no apêndice deste trabalho.
Quadro 10: Perfil dos profissionais participantes da entrevista semiestruturada.
NOME SEXO FORMAÇÃO Interprete
Libras
Surda Utiliza
Libras
E1 F Graduação em Pedagogia NÃO NÃO SIM
E2 F Graduação em Pedagogia Especialização em Educação Especial
Às vezes NÃO Às vezes
E3 F Licenciatura em Historia e Especialização e Ludicidade e Desenvolvimento Criativo de
Pessoas
NÃO NÃO SIM
E4 F Graduação em Pedagogia e Especialização em Psicopedagogia, Educação Inclusiva e Libras
NÃO NÃO SIM
E5 F Graduação em Pedagogia. Mestre em Educação e contemporaneidade
NÃO NÃO SIM
E6 F Graduação em Historia. Especialização em educação Especial. Mestre em Educação.
NÃO NÃO SIM
E7 F Graduação em Pedagogia. Mestre em Educação e contemporaneidade
NÃO NÃO SIM
E8 F Graduação em Pedagogia e Especialização em Psicopedagogia
NÃO NÃO SIM
E9 F Graduação em Pedagogia NÃO NÃO SIM
E10 F Letras Libras e Especialização em Libras SIM SIM SIM
Dos profissionais que participaram desta etapa, 9 (nove) delas utilizam Libras e 1 (uma) às vezes, 9 (nove) são ouvintes e 1(uma) é surda. A surda, também é interprete de Libras, 8(oito) delas também e 1(uma) às vezes. Todas as profissionais envolvidas nesta etapa são do sexo feminino. Na análise da formação de cada profissional, 7 (sete) são formadas em pedagogia, 2 (duas) na licenciatura em História e uma em Letras Libras, 3 (três) são mestres, 5(cinco) especialistas e 2(duas) graduadas.
O desenvolvimento do software contou com a participação de profissionais da Educação, além da equipe de desenvolvimento responsável pela modelagem e animações em 3D autoexplicativos com o objetivo de melhorar o entendimento dos alunos. Foram utilizadas
softwares 3D Studio, Blender e Vivaty para a criação dos objetos em 3D, e o ArtoolKit, para a
compilação desses objetos com o auxílio dos marcadores e de uma webcam. Cada etapa e versão do software teve o aval de especialistas de cada área.
Na etapa III, ocorreu a aplicação do software e um questionário durante a sessão de observação do sujeito surdo, e contou com a participação de 7 (sete) sujeitos surdos alunos da I2. O questionário possui questões tipo matriciais do I2.
No Quadro 11 é possível encontrar os perfis dos alunos no qual foi aplicado o software aqui proposto, totalizando 7 (sete) crianças.
Quadro 11: Perfil dos alunos entrevistados na I2
NOME ALUNO
IDADE SÉRIE SEXO TEMPO
INSTITUIÇÃO
GRAU DEFICIÊNCIA
TVQ 7 anos 1 ano F 4 anos Perda auditiva bilateral
profunda
TLJ 11 anos 1 ano F 4 meses Perda auditiva bilateral
TJS 17 anos 3 ano M 7 anos Paralisia cerebral
Diplegia Espástica e déficit auditivo
THS 13 anos 1 ano M 1 ano Perda auditiva sensório neural
bilateral
TSS 11 anos 5 ano F 4 anos Perda auditiva sensório neural
bilateral moderada
TPL 11 anos 4 ano M 4 anos Perda auditiva bilaterial
TDL 13 anos 4 ano M 7 anos Perda auditiva bilaterial de
grau pequeno Fonte: Elaboração do autor
Os alunos participantes da pesquisa nesta etapa III, 3(três) tem 11 anos, 1(um) 17 anos, 1(um) 17 anos e 2 (dois) 11 anos. Dos alunos, 4(quatro) são do sexo masculino e 4(três) do sexo feminino. Todos os alunos utilizam a Libras como abordagem de comunicação e o
Português como segunda língua (a escrita) e tem perda auditiva, e um desses alunos, além da perda auditiva tem paralisia cerebral.
Durante a etapa de observação, a facilidade e a vontade de utilizar o software, pelo aluno, não dependerão apenas da interface do software, mas também de seus conhecimentos sobre os assuntos abordados e da forma como é explorada nessa interface. Após a análise desses aspectos foi possível aplicar um questionário no qual as crianças responderam a características relacionadas ao SELP, como facilidade no uso do software, acessibilidade, entre outras.
Respeitando o anonimato destas crianças, adolescentes e jovens, foram criados apelidos, iniciando com a letra T (de tecnologia) e as inicias dos dois primeiros nomes das crianças, por exemplo, LUIZ ANTONIO, utilizou-se a nomenclatura de TLA. No próximo capítulo são destacados os resultados e análise de dados de cada instrumento aplicado nesta tese.