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The multifaceted role of zoological gardens and aquaria in conservation

3. B ACKGROUND

3.3 The multifaceted role of zoological gardens and aquaria in conservation

No exercício de classificação das disciplinas das grades curriculares, destacaram-se alguns fatores, entre os quais estão a diversidade de nomes para a mesma disciplina, a presença de determinadas discussões em algumas regiões do país, a inovação temática em algumas universidades e, por fim, a escassez de algumas disciplinas e discussões no curso.

Sobre a diversidade de nomes para uma mesma área, citamos a Didática, que aparece com essa denominação e como Didática e Organização do Trabalho Pedagógico (UFMS), Didática Geral (UFPE), Didática e Formação de Professores (UFG), Didática I: fundamentos da teoria pedagógica para o ensino (UFSC), Didática e Prática Docente no Ensino Fundamental (UFPA). A Educação Especial, fortemente presente nas DCNP, foi contemplada nas grades curriculares como Educação Especial (UNIR, UFAL, UFMA), Educação Especial e Inclusão (UFRGS), Educação Inclusiva para a PNEE (UNIFAP), Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (UFRN), Educação Inclusiva (UFPA, UFC), Fundamentos da Educação Inclusiva (UFPE, UFMG, UFS), entre outras. A área Trabalho e Educação, pouco presente como disciplina obrigatória, é chamada de Educação e Trabalho (UFPR, UNIFAP, UFPB, UFRJ, UFSC), Trabalho e Educação (UFES, UFS), Economia e Educação (UFAM, UFPB), Fundamentos Econômicos da Educação (UFMA), Trabalho e Educação: realidade, tendências e desenvolvimento humano (UFPE), Capitalismo e Educação (UFSC), Estado e Economia (UFMS) e Marxismo e Educação (UFRJ).

Diferentes denominações para uma mesma área podem representar mudança de perspectiva ou ampliação da abordagem, presença de grupos e tendências teóricas nas instituições ou tentativas de inovação para torná-los mais atrativos ou, ainda, mais coetâneos com a realidade social. Libâneo (2010) constatou que, no caso das disciplinas de Didática nos CPe do Estado de Goiás, as alterações não foram substanciais, permanecendo as abordagens históricas instrumentalistas. Ainda que as diferenças entre as disciplinas só possam ser apreendidas por meio de uma análise verticalizada de suas ementas e bibliografias, os elementos arrolados possibilitam reconhecer a variedade existente.

No tocante à presença de temáticas específicas regionais, citamos as disciplinas de Educação Indígena, mencionada em seis componentes curriculares, sendo três obrigatórios e três optativos (UFAM, UFRR, UFAC, UFMT, UFMS); de Estatísticas Aplicadas à Educação ou Estatística Educacional, citadas em sua quase totalidade pelas universidades da região Norte e Nordeste, totalizando 14 disciplinas em diferentes componentes curriculares;100 de Educação Ambiental, com predominância entre IFES do Norte, Nordeste e Centro-Oeste;101 e disciplinas que discutem especificidades de um determinado povo, como Educação do Campo e das Populações Tradicionais da Amazônia (obrigatória na UNIR), História da Educação Brasileira e da Amazônia (obrigatória na UFPA), Educação da Região Amazônica (obrigatória na UFAM) e Tópicos de História da Educação em Alagoas (componente eletivo na UFAL). A Educação Indígena é pouco tematizada na formação de professores em CPe nas Universidades Federais estudadas.

Nas 27 universidades, foram encontradas algumas disciplinas obrigatórias raras ou pouco comuns em CPe, como: Função Social do Pedagogo (UFPR), Experimentação para Ciências Agrárias (UFRR), Educação Comparada (UFBA, UFPE, UFRJ, UFPR), Educação e Economia Solidária (UFAL), Prática de Ensino no Magistério e Disciplinas Pedagógicas no Ensino Médio (UFRJ), Educação Continuada (UFRN), História Social da Escola (UNIFESP), Orientação Vocacional/Profissional (UnB), Práticas Educativas e Multirreferencialidade (UFPI), Psicanálise e Educação (UNIFESP), Psicopedagogia (UFRGS), Educação e Saúde (UFMS) e Educação Ambiental (UNIR, UFT, UFS, UFRJ).

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.As IFES que possuem disciplinas no campo da estatística são a UFAC (uma OBR), a UFPA (uma OBR), a UFRR (uma OBR), a UFAL (uma OBR), a UFBA (uma disciplina OPT), a UFC (duas disciplinas, sendo uma OBR e outra OPT), a UFMA (uma OBR), a UFPB (uma OPT), a UFPE (duas eletivas), a UFPI (uma OPT), a UnB (uma OPT) e a UNIFESP (uma eletiva). Dessas 14 disciplinas, destaca-se como as mais diferentes “Ensino de Estatística nos Anos Iniciais” (UFPE) e “Estatística Aplicada à Administração da Educação” (UnB).

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.Localizamos 16 disciplinas que discutem Educação Ambiental, com variações no nome. Dessas, as quatro obrigatórias estão no Norte ou Nordeste do país (UFAM, UFT, UNIR, UFC). As 12 disciplinas restantes correspondem a uma eletiva (UFAL) e as demais optativas, uma no Sul (UFPR), uma no Sudeste (UFRJ), três no Nordeste (UFAL, UFBA, UFPB) e seis no Centro-Oeste (UFG, UFMT, UFMS e três disciplinas no CPe da UnB).

Chamou-nos atenção a presença de diversas modalidades de ensino, contempladas nas disciplinas das grades curriculares sob os mais variados nomes. Com maior incidência em componentes curriculares está a Educação Especial, que aparece em todas as universidades, em mais de 60 disciplinas – ressalva feita à disciplina de Libras, que é obrigatória em todas as licenciaturas, razão pela qual não a contabilizamos. Ainda que as denominações sejam variadas, predomina nessa área o uso da expressão educação especial, em segundo lugar necessidades especiais, e em terceiro inclusão. Outra modalidade bastante mencionada é a EJA, presente em 23 IFES, com 54 disciplinas (vinte obrigatórias, dezesseis optativas, onze disciplinas de NADE, cinco estágios e duas eletivas)102. Além dessas, acrescenta-se a Educação Indígena, presente em cinco grades curriculares, com seis disciplinas (UFAM, UFRR, UFAC, UFMT, UFMS); a Educação à Distância, com quatorze disciplinas (uma obrigatória, três eletivas e dez optativas) em doze IFES;103 e a Educação do Campo, com 25 disciplinas, em oito universidades (UFAM, UNIR, UFAL, UFES, UFRN, UnB, UFPR, UFSC) e/ou Educação no Campo, com cinco disciplinas, todas em um NADE da UFMS. Com exceção da Educação Especial, nas demais modalidades predominam os componentes curriculares optativos, sendo assim impossível garantir-se a regularidade da sua oferta.

Ainda quanto à análise das matrizes curriculares, identificamos a presença de temáticas emergentes, indicadas em documentos de política de formação docente oriundos de diferentes movimentos sociais, do Estado, de OM e de organizações da sociedade civil, com designação e frequência variada e em diferentes tipos de componentes curriculares (obrigatório, optativo, eletivo e NADE). No campo da Diversidade, que, por si só, é expressão bastante recorrente e aparece como a temática central em quatorze disciplinas (UFRR, UFAL, UFC, UFES, UFPB, UFPE, UFG, UFMS, UnB, UFMG); gênero/sexualidade, quatorze disciplinas (UNIR, UFAM, UFC, UFAL, UFPB, UFPE, UFRN, UFMT,

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As IFES que apresentam na grade curricular disciplinas cuja temática central seja a EJA são UFAM, UFRR, UFT, UNIFAP, UNIR, UFAL, UFBA, UFC, UFPB, UFES, UFAM, UFPE, UFPI, UFRN, UFG, UFMS, UFMT, UFMG, UNIFESP, UFRJ, UFPR, UFSC e UFRGS.

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Os CPe que têm disciplinas direcionadas à EaD são os da UFAL, da UFBA, da UFC, da UFPE, da UFS, da UFG, da UFMS, da UFMT, da UFRJ, da UFSC, da UFES e da UnB. As duas últimas com duas disciplinas optativas cada.

UFMS, UFRJ, UNIFESP, UFPR), afrodescendência/africanidade/diversidade étnico-racial, doze disciplinas (UNIFAP, UNIR, UFT, UFPE, UFAL, UFMA, UFMT, UnB, UNIFESP, UFSC); religiosidade/multiculturalismo, quatro optativas e uma eletiva (UFPB, UFPE, UFRJ, UnB); movimentos sociais, treze disciplinas (UFAM, UNIFAP, UNIR, UFAL, UFC, UFPE, UFPI, UFS, UFG, UFMT, UnB, UFMG, UFRJ, UFSC).104 No campo do Direito, direitos humanos conta com sete disciplinas não obrigatórias (UFAM, UFMA, UFPE, UFPB, UFMS), e cidadania também sete (UFES, UFPE, UFPI, UFMS, UnB, UFMG). Com a maior incidência entre as IFES (22), destaca-se o debate sobre o uso de Tecnologias na educação, com 32 disciplinas (dezesseis obrigatórias, quatorze optativas e duas eletivas). Se levarmos em conta que, possivelmente, tecnologias educacionais também são trabalhadas nas disciplinas sobre a EaD,105 então temos 45 disciplinas nesta área, nas 27 IFES.106

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Entre essas disciplinas, observamos que algumas contemplam, numa mesma carga horária, diferentes assuntos como Educação, Gênero, Relações Étnico- raciais e Movimentos Sociais, componente curricular obrigatório, com 80h/a (UNIR, 2009); Cultura, Gênero, e Religiosidade, disciplina optativa, com 60 h/a (UFPB, 2006); Família, Gênero e Educação na Perspectiva Sócio- Filosófica, eletiva, com 60 h/a (UFPE, 2007); Educação, Diversidade e Cidadania, obrigatória, com 60h/a (UFES, 2010); Relações Étnico-Raciais e de Gênero na Educação (UNIFESP, 2010), além de outras. Algumas disciplinas trazem no nome movimentos sociais e EJA – como Movimentos Sociais e Educação de Jovens e Adultos (UFES, 2010) –, ao passo que, na maioria dos cursos que contemplam o assunto, ou há apenas uma das discussões ou são assuntos trabalhados separadamente – exemplo do CPe da UFAM ([2007?]): Educação de Jovens e Adultos, obrigatória, e Movimentos Sociais e Educação, optativa.

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Numa mesma grade curricular é possível encontrar disciplinas diferentes que abordam as duas temáticas – tecnologias e educação à distância – caso, por exemplo, do CPe da UFAL, UFBA, UFES, UFPE, UnB.

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As temáticas listadas nas matrizes curriculares de CPe, predominantemente de IFES das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, deverão ser também contempladas nos demais cursos de licenciatura, conforme definido na Resolução CNE/CP 2/2005 (BRASIL, 2015, p. 11; 12; 13). No art. 13, § 2º; no art. 14, § 2º; e no art. 15, § 3º afirma-se que todos os cursos de formação docente “deverão garantir nos currículos conteúdos específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial,

As discussões consideradas escassas, primeiramente, referem-se à Pedagogia, que aparece nas disciplinas Introdução à Pedagogia (UNIFAP, UFT, UFSC), História da Pedagogia (UFC, UFMS), Seminário de Introdução ao Curso de Pedagogia (UFPI) e Introdução ao Campo da Educação (UNIFESP, 2010). Há outras disciplinas que trazem no título a palavra, mas a ementa não tem relação com o tema. Nas demais instituições, esse debate pode ocorrer em outras áreas de conhecimento, mas não como foco principal. Nas grades curriculares a expressão pedagogo é usada, exclusivamente, em duas disciplinas, Função Social do Pedagogo (UFPR) e Pedagogo: identidade e campo profissional (UFC). Mesmo se tratando de uma Licenciatura em Pedagogia, é possível observar que o tema parece secundarizado em quase todas as IFES. Sobre o professor e sua formação, apenas cinco disciplinas abordam esta temática: Formação de Professores e Educação Profissional (UFRR); Profissão Docente (UFAL); Profissão Docente: Identidade, Carreira e Desenvolvimento Profissional (UFAC); Educação do Professor (UFMS), que faz parte do NADE Formação Inicial e Continuada de Professores; e um NADE de Políticas Internacionais para a Educação e Formação de Professores (UFSC).

Problematizamos o fato de serem praticamente inexistentes os espaços nos CPe que possibilitem o estudo e o questionamento sobre o objetivo dessa profissão e o profissional a ser formado. Muito se estuda sobre o que e como deve ser feito, mas quase nada é falado sobre a sua constituição profissional e seus determinantes. Ao discutirmos a formação inicial de jovens professores no Brasil, em produção anterior, afirmamos que

A formação oferecida cobra dele [jovem professor] uma constelação tão agigantada de “competências” que é possível vislumbrá-lo esmagado sob seu peso. Poderíamos perguntar: o jovem de 17, 18, 19 anos, ao fazer sua formação inicial em nível superior para a carreira do magistério, tem consciência das implicações da proposta de formação subjacente às DCNP? Aquilo que elas impõem como eixos futuros de seu exercício profissional é explicitado em seu percurso formativo? Recuperemos o pensamento de gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras), educação especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas”.

de Marx (2009, p. 47): “As ideias da classe dominante são, em cada época, as ideias dominantes, isto é, a classe que é força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante.” O excerto responde à questão formulada, colocando-a no seu justo lugar. Os pretendentes ao magistério, em sua maioria, não podem saber dessas determinações aprioristicamente, precisamente por que suas consciências estão implicadas na reprodução material e espiritual do modo de produção capitalista. Tornar-se professor parece uma estrada com saída fechada. Entretanto não o é. (EVANGELISTA; TRICHES, 2012, p. 306). Mencionamos neste trabalho o papel dos docentes na (contra)conformação social, para servir e contribuir com a classe trabalhadora à qual pertencem, mas é necessário, sem dúvida, uma formação docente que contemple, entre outros conhecimentos, a problematização da sua profissão, da sua finalidade social e da sua identidade.

Por fim, mencionamos a quase inexistência nas grades curriculares de disciplinas que discutam o capitalismo; há somente uma em todas as matrizes (UFSC, 2008). Ao buscarmos as palavras capital e capitalismo nos documentos, não só nas grades, encontramos, em pouco mais de 2.425 páginas, 59 aparições. Não há menção a nenhuma delas em dez universidades (UFRR; UFBA; UFMA; UFPB; UFG; UnB; UFMG; UFRJ; UNIFESP, UFRS); foi citada uma única vez em seis instituições (UNIFAP; UFAL; UFRN; UFMS; UFMT; UFES). Ainda que este dado não determine o tipo de leitura que se faz sobre a sociedade, tampouco signifique que essa discussão não seja feita, consideramos esse resultado preocupante, pois pode indicar pouca ou nenhuma problematização nos PPCPe dos determinantes econômicos na educação e, principalmente, na formação docente.

A ausência ou carência de determinadas discussões no CPe, bem como a emergência de outras, pode contribuir ainda mais para a manutenção da hegemonia capitalista, tendo em vista a pequena, quando não inexistente, discussão crítica sobre ela. Tendo isso em vista é que denominamos o profissional proposto nas DCNP como professor- instrumento da reforma, como aquele que aplica, interpreta e é responsabilizado pela implementação das políticas, pelo bom andamento da escola, pela solução de seus problemas, pela produção de bons

resultados nas avaliações em larga escala, como se ele fosse o único “indivíduo” capacitado para tal, em razão da sua condição profissional.

Para além das disciplinas novas ou pouco usuais no CPe, outro fator que contribui para a manutenção do pensamento burguês está no vocabulário usado nos últimos tempos na agenda educacional, facilmente encontrado nos PPCPe, e representa a última tendência a ser ressaltada nesta seção.

4.4 QUARTA TENDÊNCIA: A AGENDA POLÍTICA E

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