• Aucun résultat trouvé

Hypothèses de mécanismes de dégradation de la couche de PVdF-HFP

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 162-167)

Chapitre 4 : Etude de séparateurs vieillis en cellules commerciales . 129

V. Mécanismes de dégradation

V.1. Hypothèses de mécanismes de dégradation de la couche de PVdF-HFP

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) foi criado pela Lei nº 11.892 de 29 de dezembro de 2008. Atualmente, é

composto por doze Campi implantados nas cidades de Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Farroupilha, Feliz, Ibirubá, Osório, Porto Alegre, Restinga, Rio Grande, Sertão, além de outros cinco em implantação (Alvorada, Rolante, Vacaria, Veranópolis e Viamão) e a Reitoria que se localiza na cidade de Bento Gonçalves. O IFRS Campus de Bento Gonçalves existe desde 1959, tendo se originado como Colégio de Viticultura e Enologia de Bento Gonçalves até 1985, quando passou a chamar Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubistchek e, de 2004 até 2008, existiu como CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica. Atualmente, o Campus Bento conta com 1508 alunos matriculados em três cursos do ensino médio e em nove cursos da educação superior, atendidos por cerca de 90 docentes e 70 funcionários efetivos.

O primeiro Campus a se preocupar com a questão da educação inclusiva e criar um Napne (Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) foi o de Rio Grande, em 1998, seguido pelo de Porto Alegre, apenas seis meses depois. Na época, os diretores, que eram a autoridade máxima, visto que ainda não existia o IFRS e sua reitoria, assinaram uma portaria para essa criação. Em 2004, surgem os Napnes de Bento Gonçalves e de Sertão. Nesse mesmo ano, acontece, em Bento Gonçalves, o Curso de Capacitação sobre Educação Inclusiva promovido pelo programa TECNEP (Tecnologia, Educação, Cidadania e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Especiais) – da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC). No momento, todos os doze Campi do IFRS possuem um Napne constituído e atuante. Em 2006, é criado, no Campus Bento Gonçalves, o Projeto de Acessibilidade Virtual (PAV) em parceria com a Renapi – Rede Nacional de Política Industrial (Setec/MEC) – para servir de ferramenta para a implantação de sites acessíveis do governo. Atualmente, o PAV foi institucionalizado pelo IFRS e transformou-se em Centro de Tecnologia Acessível, onde pesquisa extensão e desenvolvimento de soluções acessíveis, com foco nas áreas de Acessibilidade Virtual, Tecnologia Assistiva e Educação Inclusiva, que são responsáveis por verificar a acessibilidade dos sites do governo, e realizando pesquisas e criando TAs de baixo custo, com a finalidade de serem disponibilizadas para os Institutos Federais.

Em 2010, foi criada a coordenadoria de Ações Inclusivas dos IFRS e institucionalizada em 2012, quando se torna Assessoria de Ações Inclusivas (AAI),

responsável pelo planejamento e coordenação das ações relacionadas à política de inclusão no IFRS. Esta Assessoria é composta pelos Napnes, Neabis (Núcleos de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas) e Nepgs (Núcleos de Estudo e Pesquisa em Gênero e Sexualidade) do IFRS, que possuem uma política de ações inclusivas próprias. Em agosto de 2015, é criado o Centro Tecnológico de Acessibilidade (CTA) que passa a integrar a Assessoria de Ações Inclusivas, sendo responsável pela criação de sites, portais e objetos de aprendizagem acessíveis, e pela produção de tecnologia social assistiva para pessoas com deficiência.

4.1.1 O Napne do IFRS Campus Bento Gonçalves

Buscando atender à demanda de inclusão de alunos com necessidades educacionais específicas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Bento Gonçalves foi criado o Napne (Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais), em 17 de dezembro 2004, por portaria do diretor geral. O novo núcleo daria suporte à instituição nas questões de inclusão dos alunos que possuíssem alguma necessidade diferenciada ou que necessitassem de adaptações para poder compreender o conteúdo transmitido pelos professores. A partir de sua institucionalização, o Napne/BG começa a auxiliar na inclusão de estudantes com alguma necessidade especial com ações de orientação, recepção e capacitação. Tendo em vista que os primeiros estudantes incluídos no Campus Bento Gonçalves possuíam deficiência visual, atender a essa deficiência foi uma prioridade do núcleo. (BORTOLINI, 2012)

No início das suas atividades, o Napne contava com uma professora especializada, que para desenvolver seus trabalhos buscou, junto ao programa TECNEP, subsídios para trazer ao Campus Bento Gonçalves recursos para estruturar a parte física da instituição, pensando na acessibilidade e na quebra de barreiras, naquela ocasião focando mais especificamente na questão das melhorias de acesso aos estudantes com deficiência visual.

Hoje, o Napne é um núcleo atuante junto ao Campus Bento Gonçalves que, além de promover as ações de inclusão juntamente com associações de estudo sobre as deficiências, promove ações de extensão. Nestas atividades de extensão,

abertas ao público, pessoas com deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência intelectual e paralisia cerebral têm acesso a cursos de Informática, à utilização dos softwares leitores, cursos de Língua Portuguesa e Libras, para adquirirem maior segurança e confiabilidade em suas tarefas rotineiras. Com isso, têm maior oportunidade de conseguir emprego, viabilizando sua independência financeira e social. Mas, o principal compromisso do Napne é com os estudantes do Campus. Para eles são desenvolvidas e implementadas ações inclusivas e disponibilizados recursos para facilitar seu processo de ensino e aprendizagem, buscando apoiar alunos e professores quanto às adaptações e ao uso de produtos de Tecnologia Assistiva e materiais pedagógicos. Os estudantes com NEEs podem ser identificados no ato da matrícula ao preencher o formulário de inscrição, no qual existe um item específico para declarar se possui alguma deficiência e qual. Caso o estudante não se sinta confortável para identificar-se nesse momento, os professores, já no início das aulas, ao perceberem alguma deficiência ou dificuldade em algum aluno, trazem o caso ao Napne, para que este procure o aluno para uma conversa inicial.

O trabalho de atendimento do Napne inicia com uma conversa com o estudante e, mesmo quando o estudante é maior de idade, com os pais, pois muitas vezes por constrangimento, o aluno não apresenta algumas informações que podem ser relevantes. Também são solicitados atestados médicos, exames e receitas dos remédios que fazem uso. Quando achar necessário, o Napne pode procurar a escola anteriormente frequentada pelo estudante, para uma conversa com a direção e professores e, também, realizar uma visita autorizada ao psiquiatra ou ao psicólogo que o atende. De posse de informações importantes, monta-se um perfil, contendo o histórico do estudante, suas dificuldades, as limitações que possui, comportamento social, enfim, o que de alguma forma possa auxiliar na organização do planejamento do atendimento e de forma a auxiliar o trabalho dos docentes em sala de aula.

Outras ações desenvolvidas pelo Napne são: adaptação das provas em Braille e ampliadas para os Processos Seletivos e Concursos; adaptação de conteúdos e provas para estudantes cegos e com baixa visão; produção de material didático/pedagógico acessível e Tecnologias Assistivas; oferta de aulas de Informática para pessoas da comunidade com deficiência visual e paralisia cerebral

via projeto de extensão; participação em eventos das escolas com palestras sobre Inclusão e Acessibilidade; e atendimento às escolas, organizações e universidades em visita ao Napne e ao CTA, explicando os trabalhos de ações afirmativas realizados.

Estas ações desenvolvidas pelo Napne buscam incentivar e facilitar o processo de inclusão educacional e profissionalizante das pessoas com NEEs, ao mesmo tempo em que promove a cultura da educação para a convivência, aceitação e respeito à diversidade.

Os Napnes do IFRS possuem regulamento próprio aprovado pelo Conselho Superior da Instituição desde fevereiro de 2014. O regulamento contem as finalidades, a constituição, organização, competências e atribuições dos Napnes e dos seus integrantes.

5 AS CONTRIBUIÇÕES DE VYGOTSKY PARA EDUCAÇÃO

O único bom aprendizado é o que é para o avanço do desenvolvimento. Vygotsky

Para abordar o assunto da inclusão de pessoas com deficiência, considero o pensamento de Vygotsky essencial para fundamentar essa pesquisa, pois o autor demonstrou significativo interesse pela área e contribuiu para a compreensão do desenvolvimento do processo de aprendizagem das pessoas com deficiência. Acredito que por intermédio dos estudos de Vygotsky poderemos entender melhor a questão da interação entre professor, conhecimento e estudante. Neste capítulo, abordo inicialmente a forma como Vygotsky apresenta o desenvolvimento e a aprendizagem do sujeito e como ambos influenciam um ao outro. Em seguida, falo sobre a defectologia, estudo ao qual Vygotsky se dedicou por acreditar que era necessário primeiramente compreender a deficiência de uma criança para, só então, encontrar a melhor forma de auxiliá-la a se desenvolver. Concluo explanando sobre a importância da mediação docente para que a educação seja efetivada e quais são as suas implicações na aprendizagem de um estudante com deficiência intelectual.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 162-167)