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Hypothèse n°2 : l’attitude des sages-femmes face aux patientes présentant

3.2 Discussion des résultats

3.2.2 Hypothèse n°2 : l’attitude des sages-femmes face aux patientes présentant

desordenado pelo ruído, que perturba a coordenação e recebimento de informações do meio.

Alguns teóricos acreditam que quanto mais variável, intermitente e irregular, maior o incômodo, devido a capacidade do Homem de se acostumar com uma situação mais constante. Porém, outros acreditam, como já mencionado, que o ruído constante de uma máquina, por ser artificial, é mais perturbador. Na verdade, o grau de incômodo depende de diversos fatores, por isso que a análise sempre deve especifica de uma fonte sonora.

Raramente nos queixamos de um ruído que nós mesmos fizemos, ou seja, não está diretamente relacionado com atividade isoladas, mas com o contexto global. Quando um ruído é produzido por uma fonte desconhecida ou que se move, quanto menos seguro se está da posição da fonte, mais incomodo gera. Por esta razão que, apesar do Homem ser mais sensível a sons agudos, os sons graves pouco direcionais perturbam muito também.

Uma conseqüência física da intensidade do ruído é o Mascaramento

residual, que em audiologia é chamado de ‘perda temporária do umbral da

audição’, que depende da intensidade, duração e freqüência do estímulo, e pode durar horas. É uma espécie de fadiga auditiva, mas que pode causar danos permanentes.

Em situações graves, mas freqüentemente identificadas nas cidades contemporâneas, o ruído pode causar: Enjôos e sonolência, dor de cabeça, perda da concentração, baixa produtividade, insônia, estresse, perda parcial da audição, e outras consequências no sistema nervoso central.

CAPÍTULO 5

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO SONORA

É necessário compreender o comportamento do som no espaço construído, mas somente com um método de avaliação acústica, ou a combinação destes, é possível afirmar a qualidade sonora do ambiente urbano. Neste capítulo se pretende apresentar formas de avaliação da paisagem sonora da cidade, para que, na próxima etapa da pesquisa, algumas metodologias apresentadas sejam aplicadas na avaliação do estudo de caso, que é a rua Teodoro Sampaio, em São Paulo.

Dentre as metodologias de avaliação, pode-se citar três grandes áreas: o “mapa de evento sonoro” que sintetiza as observações técnicas observadas do comportamento do som na cidade; o método experimental ou objetivo, que se baseia em dados obtidos com sonômetro em campo, para avaliar níveis de intensidade sonora; e a avaliação qualitativa, que considera a percepção do Homem em relação a paisagem sonora. Na etapa final do trabalho escolhe-se aplicar estes três métodos principais, devido a sua maior abrangência e comprovação científica, para em seguida inter-relacionar os resultados obtidos. Discute-se ainda formas de classificação que podem auxiliar na avaliação de eventos sonoros; e formas gráficas de representar a paisagem sonora.

5.1 CLASSIFICAÇÃO DO RUÍDO

Para se analisar um contexto sonoro, é necessário primeiramente, elencar todas as fontes de ruído envolvidas, constantes ou eventuais, e caracterizar os seus ruídos produzidos. Este processo de classificação pode ser feito com base em características físicas, na percepção do Homem, entre outros fatores, como explica Murray Schafer:

Os sons podem ser classificados de diversas maneiras: de acordo com suas características físicas (acústica) ou a maneira em que eles são percebidos (psicoacústica), de acordo com a sua função e

significado (semiótica e semântica), ou de acordo com as qualidades afetivas (estética).164 (SCHAFER, 1977, p.133)

O autor acredita que a classificação é uma ferramenta importante para a avaliação de ruídos urbanos. Complementa que "podemos classificar informações para descobrir semelhanças, contrastes e padrões. Como todas as técnicas de análise, isso só pode ser justificado se proporcionar a melhoria da percepção, avaliação e invenção."165 (SCHAFER, 1977, p.133)

A primeira forma de análise de um evento sonoro é feita a partir as suas características físicas. Como coloca o autor, "a idéia seria ter um cartão em que a informação do som escutado poderia ser rapidamente notada e comparada com outros sons."166 (SCHAFER, 1977, p.134) Inicialemente,

Schafer propõem o questionário de avaliação abaixo (1977, p.135):

DEFINIÇÃO (do evento sonoro)     1. Distância estimada do observador: ________________ (em metros)  2. Intensidade estimada de som original: ____________ (decibels)  3. Audição: Clara (   ), moderadamente clara (   ),  ou  pouco clara  (   );  acima do som ambiente (   )  4. Textura do ambiente: Hi‐fi (   ); Lo‐fi (   ); natural (   ); humano (   );  tecnológico (   ).  5. Ocorrência isolada (   ); repetitiva (   ), ou parte de um grande  contexto ou mensagem (   )  6. Fatores ambientais: nenhuma reverberação (   );   Pouca reverberação (   ); Muita reverberação (   ); Eco (   );  Enfraquecimento (   ); Dispersão(   ).        

164 “Sounds may be classified in several ways: according to their physical characteristics (acoustics) or the way in which they are perceived (psychoacoustics); according to their function and meaning (semiotics and semantics); or according to their emotional of affective qualities (aesthetics).”

165 “We classify information to discover similarities, contrasts and patterns. Like all techniques of analysis, this can only be justified if leads to the improvement of perception, judgment and invention.”

166 “The idea would be to have a card on which the salient information of sound heard could be  quickly notated to be compared with other sounds.”  

Como já mencionado, em um ambiente Hi-fi o nível de ruído equivalente é baixo, e por isso é possível perceber nuances do som; enquanto na paisagem sonora Lo-hi, os níveis de intensidade sonora muito elevados, o que mascara os sons mais característicos do local.

Em relação ao fatores ambientais, o ‘enfraquecimento’ (quando o som perde intensidade) ou a ‘dispersão’ (quando o ponto de origem é ambíguo) acontecem normalmente devido a perturbações atmosféricas como o vento ou a chuva. Alguns exemplos dos resultados obtidos com o questionário são colocadas pelos autor:

LATIDO DO CACHORRO 1. 20 metros 2. 85 dB 3. Clara 4. Hi-fi, humano 5. Repetitivo; irregular 6. Pouca Reverberação CANTO DE UM PÁSSARO 1. 10 metros 2. 60 dB 3. Clara 4. Hi-fi, natural

5. Parte de uma música 6. Sem Reverberação ALERTA DE NEBLINA 1. 1.000 metros 2. 130 dB 3. Clara 4. Hi-fi, natural 5. Repetição periódica 6. Muita Reverberação; dispersão SINO DA IGREJA 1. 500 metros 2. 95 dB 3. Pouco Clara 4. Lo-fi, tecnológico 5. Repetitivo; irregular 6. Média Reverberação; enfraquecimento TELEFONE 1. 3 metros

MOTO (PASSANDO NA AVENIDA) 1. 100 metros

2. 75 dB 3. Clara 4. Hi-fi, humano 5. Repetitivo 6. Sem Reverberação 2. 90 dB

3. Pouco claro; claro; pouco claro 7. Lo-fi, tecnológico

4. Isolado

5. Sem Reverberação

A partir deste levantamento inicial, o autor propõem a realização de cartões para a descrição de um certo evento sonoro, conforme a ilustração abaixo. Neste utiliza símbolos, que não tem a intenção de serem análogos aos fenômenos físicos, mas sim, de facilitar o processo de comparação.

 

5.1 Exemplos da definição de um evento sonoro