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Os dados coletados nos livros didático e nas observações realizadas nas pesquisas nos forneceram alguns elementos para tentar responder à questão central do trabalho e para tentar obter respostas aos objetivos.

Na minha observação no estágio, foi possível perceber que a resolução de problemas envolvendo a adição e a subtração durante o ensino de matemática estava sendo caracterizada como fonte de dificuldade por parte de alguns alunos do terceiro ano, no Ensino Fundamental.

Algumas contribuições da Educação Matemática nos auxiliaram na busca para compreender como a Educação Matemática e a escola se relacionam. Foi possível perceber esses conceitos se relacionam desde quando as crianças entram na escola. Assim, a criança desenvolve a linguagem matemática e amplia sua capacidade humana de mantendo-se vivo e confortável para realizar as atividades propostas em sala.

Durante essa pesquisa é possível perceber que nos dois livros didáticos do 3º ano os problemas de estruturas aditivas elencados pelas seis categorias de Vergnaud estão presentes nos conteúdos, de acordo com a análise das coleções do PNLD de matemática.

De acordo com o estudo da Teoria dos Campos Conceituais, ensinar adição e subtração é mais do que apenas ensinar um algoritmo ou um cálculo numérico, mas ir além do que a criança sabe para estimular ela desde a pré-escola a estabelecer relação entre somar e subtrair, de modo a expandir seu conceito inicial de juntar, tirar e comparar.

Diante da Teoria dos Campos Conceituais de Gérard Vergnaud e a análise nos livros didáticos, foi possível identificar que alguns problemas de adição e subtração apresentam um enunciado complicado de compreender, tornando-se uma dificuldade para os alunos na hora de resolvê-los; pois como afirmei no início do trabalho a observação de estágio a dúvida das crianças era quando usar a adição ou a subtração para resolver um problema.

Partindo da análise dos livros didáticos, percebi que os livros didáticos poderiam trazer os enunciados dos problemas mais complexos de adição e de subtração, de forma clara, para que os alunos consigam coordenar e compreender a construção operatório dos conceitos de adição e de subtração, não tendo dúvidas na hora de resolver, sem

explicitar a pergunta: “professora, é de mais ou de menos”? Porque a forma de apresentar os problemas influencia o nível de sucesso dos alunos.

As estruturas aditivas nos mostram um desenvolvimento nos anos iniciais, mas precisamente do primeiro ao terceiro ano do Ensino Fundamental, mostrando que as crianças têm capacidade de resolver problemas simples de adição e subtração, basta ter um enunciado de fácil entendimento. E é nessa etapa dos anos iniciais que os alunos desenvolvem esses conceitos: de juntar, tirar, acrescentar, completar utilizadas na adição ou na subtração, a fim de resolver uma situação ou um problema sugerido na escola. Considerando que as crianças descobrem muitos significados, e durante o ensino de matemática, a adição e a subtração são uns dos primeiros conceitos e operação a ser trabalhados em sala.

Nessa análise dos livros didáticos nas coleções do “Novo bem me quer” e no “Projeto prosa alfabetização matemática”, me permitiu ver que essas coleções participam desse processo de aprendizagem das crianças como um recurso que auxilia na condução do trabalho didático realizados pelos professores para com as crianças do 3º ano.

Nos livros didáticos analisados foi possível encontrar algumas abordagens relativas ao ensino da adição e da subtração, partindo de um levantamento realizado nos livros didáticos “Novo bem me quer” e no “Projeto prosa alfabetização matemática” que nos permitiu constatar que, em relação aos tipos de relações de base das estruturas aditivas estavam presente nos problemas de categoria 2 encontrados nas figura 1 e figura 5, e de categoria 6 foram encontradas as mesmas composições na figura 8 e figura 9, em geral, os materiais apresentaram praticamente as mesmas relações, com isso foi possível perceber que as estruturas aditivas estavam presentes nos dois livros didáticos analisados.

Perspectivas de novos trabalhos: este trabalho poderá ser desdobrado em futuras pesquisas, nomeadamente com estudos mais aprofundados nas estruturas multiplicativas, discutindo as abordagens para o ensino desses conceitos e desenvolvendo uma compreensão sobre as estruturas multiplicativas.

Ou avançando em pesquisas futuras na análise de material de exemplares dos outros anos como 4º, 5º e 6º ano.

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