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Chapter 3: Presentation of Research Method and Tool

3.2 Heuristic Evaluation Method

Estado do Maranhão. O colégio f funcionários, é uma das ma

um total de 1.022 alunos, apresentando um crescimento médio de 8,2% n

nos últimos dois anos. Em 2010 os registros do CASL indicam um total de 1310 alunos (DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MARANHENSE,

29,4% de crescimento em relação a 2009.

Fonte: Departamento de Educação d

aconteciam semanalmente e estes estavam sempre relacionados aos conteúdos lembro uma vez que foi o Dia do Livro e eu até ensinei a Bíblia na época, tinham as encenações, tinha participação dos alunos, era bom por causa disso”

a questão espiritual é o diferencial do CASL, “a escola nos educa, nos dá embasamento religioso, nos dá fé, eu acho isso bacana”. Apesar de manter sua proposta o dos limites das doutrinas da Igreja, o CASL foi se voltando, cada vez adventista com uma postura, progressivamente, menos doutrinária, o colégio foi se adaptando a realidade de São Luís.” Com um perfil menos restrito e com interesse em conquistar espaço, o CASL foi criando estratégias para o crescimento do número de matrículas e consequentemente para a ampliação da IASD que agora, de uma forma mais tácita, constrói a rotina escolar.

3.5.1 Analisando os Índices de Expansão

, hoje, o principal representante da rede de Escolas Adventis

. O colégio fechou o ano de 2008 com um quadro de 47 professores e 42 uma das maiores escolas da rede no Brasil. Em 2009 seus registros apontavam 1.022 alunos, apresentando um crescimento médio de 8,2% n

Em 2010 os registros do CASL indicam um total de 1310 alunos DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MARANHENSE,

29,4% de crescimento em relação a 2009.

Gráfico 2 - Crescimento do CASL (2006-2010)

Departamento de Educação da Associação Maranhense, 2010

aconteciam semanalmente e estes estavam sempre relacionados aos conteúdos lembro uma vez que foi o Dia do Livro e eu até ensinei a Bíblia na época, tinham as encenações, tinha participação dos alunos, era bom por causa disso”. Para

a escola nos educa, nos dá Apesar de manter sua proposta greja, o CASL foi se voltando, cada vez adventista com uma postura, progressivamente, menos doutrinária, .” Com um perfil menos restrito e com interesse em conquistar espaço, o CASL foi criando estratégias para o crescimento do número de matrículas e consequentemente para a ampliação da IASD que

o principal representante da rede de Escolas Adventistas no um quadro de 47 professores e 42 iores escolas da rede no Brasil. Em 2009 seus registros apontavam 1.022 alunos, apresentando um crescimento médio de 8,2% no número de alunos Em 2010 os registros do CASL indicam um total de 1310 alunos DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MARANHENSE, 2009) com

De acordo com os dados explicitados no gráfico 2, no ano de 2006 o CASL sofreu um decréscimo de -9,9% no número de alunos em detrimento de uma medida retificadora, tomada pela administração do colégio na pessoa do prof. Almir Pires, para resolver um problema grave – o alto índice de distribuição de bolsas para alunos adventistas e não-adventistas. Com a situação financeira comprometida o colégio enfrentava uma sequência de anos sem alcançar um lucro satisfatório, por esse motivo, o valor das bolsas foi reduzido para revitalizar a situação financeira e, assim, muitos alunos saíram por problemas financeiros. Ana explica que

[...] com o tempo abriu-se muito as portas dos descontos e bolsas. Para resolver o problema houve um corte nas bolsas e quando se faz isso se reduz o número de alunos. A escola passou por uma crise financeira, foi justamente nesse período que teve que apertar, que houve uma diminuição de alunos por conta dos cortes nos descontos e bolsas. Diminuição de alunos, consequentemente demissões, muitas demissões. Foi um período crítico.

Com uma perda considerável do número de alunos e com o quadro de funcionário sendo “enxugado” o CASL precisou da intervenção da Missão Maranhense para superar esse momento de crise, já no ano seguinte (2007) o colégio reagiu e confirmou 3,1 de acréscimo no número das matrículas. A liberação inapropriada das bolsas aconteceu por causa da necessidade de aumentar o número de alunos para justificar todo o investimento aplicado no CASL. Após essa grande crise, em que o Ensino Confessional Adventista em São Luís esteve em grande risco de não se recuperar, as estratégias de expansão foram construídas vislumbrando alcançar destaque em São Luís entre os melhores colégios, efetivando a estabilidade financeira da instituição em situação ascendente em relação ao primeiro ano do seu funcionamento em 1943. Vejamos a tabela 8 que demonstra a expansão do CASL no decorrer da sua história.

Tabela 8 - Comparativo Ano-Número de Matrículas

Ano Número de Matrículas

1943 40 alunos (aproximadamente) 1951 30 alunos 1952 120 alunos 1952-1953 140 alunos 1985-1988 170 alunos 1991 171 alunos 2005 940 alunos

2006 847 Alunos

2010 1310 alunos

Fonte: A pesquisadora, 2010

Em 67 anos, o CASL cresceu 3.275% considerando o primeiro e o atual ano de funcionamento. É importante destacar que essa linha ascendente se acentuou após a mudança para a Avenida Daniel de La Touche, uma das principais avenidas de São Luís, e depois da abertura do Ensino Médio. Posteriormente a crise de 2006, os índices de expansão têm sido superados a cada ano, com maior visibilidade no mercado educacional de São Luís o CASL tem conquistado reconhecimento social. No dia 28 de janeiro de 2010, o Colégio Adventista de São Luís recebeu a premiação da empresa de publicidade Globo Marketing que entrega a cada ano o prêmio de melhor marketing desenvolvido pelos diversos segmentos empresariais e institucionais existentes em São Luís-MA. A Educação Adventista ficou em primeiro lugar superando as 267 instituições de Ensino Fundamental e Médio do Maranhão.

O departamental de educação da AMA em seu agradecimento declarou: “Um prêmio como este, traz grandes alegrias, pois no ano de 2009 mantivemos uma equipe de trabalho focada no ensino, investimos na estrutura física, em que fachadas harmônicas e modernas fizeram dos colégios alvo dos olhares, e ainda tivemos eventos de qualidade em que a família do aluno foi priorizada. Por diversas vezes a mídia local esteve presente nestes eventos, fazendo assim com que o marketing fosse concretizado. A estes fatores e, principalmente, a direção de Deus é que atribuímos mais este mérito em nossa história” (ASSOCIAÇÃO MARANHENSE, 2010). Muitos dos expectadores da Educação Adventista não poderiam imaginar que esta rede de escolas internacional e com proeminência social tem nos seus registros de origem uma história bastante simplória e com objetivos contrapostos aos da atualidade. Isto se justifica na mudança de postura das Instituições Educacionais Adventistas em todo o mundo, especialmente em São Luís, o foco nas estratégias empresarias e a busca pela visibilidade social são importantes nesse processo, como é evidenciado na fala do prof. Almir e diferem da posição simplista de educar apenas os filhos da Igreja como era o propósito da escola adventista no início da sua trajetória no mundo, no Brasil e no Maranhão. Além dessa premiação, o CASL recebeu mais dois destaques no ano de 2010, como melhor escola de São Luís pelas empresas Topp Brasil Marketing Comercial LTDA e CONBRAPE – Pesquisas e Estatísticas. Nos registros da empresa Topp Brasil Marketing foi possível encontrar a seguinte menção: “O Colégio Adventista foi escolhido como a melhor escola e o melhor ensino de São Luís”.

A partir do cenário atual do CASL voltamos à análise do interesse dos líderes da IASD e o quanto as estratégias foram se transformando para atingir esses interesses. Bourdieu (1990, p. 127) afirma que “o interesse é simultaneamente condição de funcionamento de um campo, na medida em que isso é o que estimula as pessoas, o que as faz concorrer, rivalizar, lutar, isso é produto do funcionamento do campo.” A legitimação de influência e o interesse dos indivíduos que ocupam um determinado grupo estão interligados, afinal, juntamente com o crescimento do colégio, cresce também a Igreja.

A função genérica de legitimação não pode realizar-se sem que antes esteja especificada em função dos interesses religiosos ligados às diferentes posições na estrutura social. Isto ocorre pelo fato de que o interesse religioso naquilo que ele tem de pertinente para a sociologia, a saber, o interesse que um grupo ou uma classe encontra em um determinado tipo de prática ou crença religiosa e, sobretudo na produção, reprodução, difusão e consumo de um tipo determinado de bens de salvação (dentre os quais a própria mensagem religiosa), é função de reforço que o poder de legitimação do arbitrário contido na religião pode trazer a força material e simbólica possível de ser mobilizada por este grupo ou classe ao legitimar as propriedades materiais ou simbólicas associadas a uma posição determinada na estrutura (BOURDIEU, 1996, p. 48).

É nesse sentido de reforço das regras oficias da IASD que percebemos o interesse pela educação, reforço para garantir o poder de influência, reforço para criar condições de existência na estrutura social, no campo religioso maranhense. Esse poder se manifesta em propriedades materiais (escolas, hospitais, editoras, etc.), e nas propriedades simbólicas (influência, persuasão, capacidade de criar um habitus religioso, etc.) (BOURDIEU, 1996).

Voltamos, também, a idéia de reforço para buscar nessa análise as funções dos discursos que possibilitam a solidificação das representações de um grupo específico, no caso a Educação Adventista. Em nome desse reforço, vários discursos se desenvolvem com o efeito de criar hábitos mentais que remetem aos condicionamentos de comportamentos, que nem sempre são conscientes, mas que são interiorizados e que “fazem com que um grupo ou uma sociedade partilhe, sem que seja necessário explicitá-los, um sistema de representações e um sistema de valores.” (CHARTIER, 1988, p. 41). O mesmo defende que

As idéias apreendidas por meio da circulação das palavras que as designam, situadas nos seus enraizamentos sociais, pensadas na sua carga afetiva e emocional, tanto quanto no seu conteúdo intelectual, tornam-se assim, tal como os mitos ou os complexos de valores, uma dessas forças coletivas pelas quais os homens vivem o seu tempo e, portanto, uma das componentes da psique coletiva de uma civilização (CHARTIER, 1988, p. 48)

A escola é esse lugar onde as palavras circulam e os discursos têm esse efeito de inculcação das regras oficiais de um grupo. É preciso tentar captar o discurso manifesto e também o não manifesto que escondem verdades implícitas e relações complexas. Foucault (1987, p. 84) defende que atrás do sistema acabado, o que a “análise das formações descobre não é a própria vida em efervescência, a vida ainda não capturada; mas sim uma espessura imensa de sistematicidade, um conjunto cerrado de relações múltiplas.” É necessário compreender que esse discurso está repleto do ausente, do distante, do oculto que se manifestos desvendariam os limites e características de um grupo.

As apreensões do discurso possuem ligações estreitas com o desejo e com o poder, nos discursos não estão apenas os saimentos da tradução das lutas ou “dos sistemas de dominação”, mas o motivo da luta e o poder que se deseja ter com a disseminação desse discurso. Os discursos evocam poder, domínio e são utilizados por instituições para atingir a sociedade através de um influência coercitiva, Certeau (1982, p. 70) afirma que um discurso está associado a uma ordem social que se configura nos enunciados individuais e que, muitas vezes, esconde um sentido particular. “Que o discurso como tal, as regras próprias, isto não o impede de articular-se com aquilo que não diz – com o corpo, que fala à sua maneira.” Cada grupo possui procedimentos internos de propagação dos seus discursos que servem como instrumento de influência, afinal, o novo não está no que é dito, mais nos efeitos, nas consequências, nos acontecimentos que derivam desse dito que é a autoridade e que, por sua vez, remete ao poder.