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GRUB et le Noyau GRUB

Dans le document Le multiboot sous GNU/Linux (Page 54-57)

As considerações alicerçadas pela experiência profissional citadas na introdução deste trabalho, buscam estruturar cientificamente e conduzir melhor o nosso conhecimento sobre as percepções infantis acerca do tema proposto para o estudo. Vislumbrar-se com isso ofertar também às crianças oportunidades para que possam desenvolver as suas percepções com condições essenciais para o entendimento de um mundo, uma busca de qualidade de vida em um ambiente em que possam crescer, ser cuidadas, educadas e felizes.

Falar sobre meio ambiente requer compreender as suas dimensões, “trocar as nossas lentes” as nossas visões, nossas aprendizagens e conceitos. Devemos pois, considerá-lo como “um espaço relacional em que a presença humana aparece como um agente que pertence a teia de relações da vida social, natural, cultural e interage com ela” (CARVALHO, 2004, p.37).

Este ambiente, ou melhor dizendo, meio ambiente, é um espaço que, segundo Reigota (2002, p.14) é

determinado pelo tempo [...] é também percebido, já que cada pessoa delimita em função de suas representações, conhecimentos específicos e experiências cotidianas nesse mesmo tempo e espaço; é também um meio onde as relações são dinâmicas e interativas, às quais indicam a constante mutação, como resultado da dialética das relações entre os grupos sociais e o meio natural e construído, implantando um processo de criação permanente que estabelece e caracteriza as culturas em tempo e espaços específicos.

Diante da interlocução estabelecida entre os pesquisadores já descritos e a citação de Reigota, vemos a necessidade do desenvolvimento de hábitos, atitudes, conhecimentos, habilidades e competências que conduzam as crianças a uma mudança de posicionamento diante do ambiente natural. Mas, para isto, é necessário que as crianças tenham uma percepção clara das questões ambientais e, ainda, o que representa esse meio ambiente para o seu convívio cotidiano, seu lazer, pois segundo Tuan (1980, p.4) “o mundo da criança pequena está reduzido aos seus arredores imediatos”.

Ao delinear estas questões, convém registrar o papel do professor como mediador e construtor de saberes ricamente texturizados e culturalmente significativos e que tenham habilidades para avaliar a viabilidade futura da qualidade de vida das crianças. Ao fazermos tais observações, reafirmamos o nosso papel de educador pesquisador. É preciso levar em conta que:

As crianças têm uma posição singular para exercer papel integral na mudança do curso da história humana da Terra. Sua flexibilidade de resposta à mudança, sua tendência de admirar-se, sua curiosidade natural e a necessidade de moldar um relacionamento inicial com o mundo podem, juntos, servir como um ponto crucial para ajudarmos a próxima geração a construir um relacionamento ecologicamente sensível com o mundo (HUTCHISON, 2000, p.160).

Assumindo a nossa função de pesquisadores do meio ambiente, estaremos com isso, observando junto com as crianças, explorando, coletando informações sobre as relações que mantemos com o meio ambiente em que vivemos. Enfim, percebemos e aprendemos como a sociedade atual tem lidado com o meio ambiente, pois como escreveu Penteado (2001, p.9) “as questões sobre o meio ambiente se apresentam como um dos problemas urgentes a serem resolvidos nos tempos [...] a fim de que a vida do homem na face da Terra seja preservada, saudável, digna e produtiva”.

Trata-se, portanto, de uma tarefa a ser cultivada desde os primeiros anos de vida e de escolaridade, período em que as percepções das crianças estão muito aguçadas, no qual uma “cosmologia ecologicamente sensível pode fixar raízes e encontrar expressão na busca da criança para uma cosmologia funcional do universo” (HUTCHISON, 2000, p.136). A presença do adulto educador é, nesta fase imprescindível, como referência para o desenvolvimento de comportamentos adequados para as crianças, assim como para a preservação meio em que convivem. A respeito disso, Del Rio e Oliveira (1999, p.158) descrevem que

O meio ambiente físico influencia, não somente a vida no sentido biológico, como também chega a determinar emoções que não obedecem a regras estabelecidas, em relações que variam diametralmente nas formas de perceber, estruturar e interpretar este espaço, enquanto vivido.

No processo ensino-aprendizagem é importante desenvolver a sensibilidade das crianças, para que suas visões possam ser ampliadas em relação ao meio ambiente em que vivem. Os seus

olhares diferenciados buscarão informações e significados para um ensino da Geografia através da percepção da paisagem, fundamentando-se na crença de que, assim, haverá uma melhor compreensão sobre a (inter) relação entre os elementos que a compõem, as impressões e expressões sociais, culturais e simbólicas. Nessa direção, através da percepção da paisagem, é que podemos dar valor aos lugares de habitar, de passear, de trabalhar.

O conceito de paisagem atravessa a Antiguidade Clássica, estudada através de descrições dos lugares realizados por grandes filósofos como Heródoto, Hipócrates e Aristóteles, chegando ao século XX pela Geografia Crítica. A paisagem passa a ser conceituada como “objeto de mudança”. É um resultado de adições e subtrações sucessivas. É uma espécie de marca da história do trabalho das técnicas (SANTOS, 1997, p.68). Com este pensamento, as paisagens vão sendo criadas paulatinamente e é uma herança de muitos momentos no decorrer do tempo histórico.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais da Geografia (1998, p.28) trazem outra conceituação de paisagem, definida como “uma unidade visível do território, que possui identidade cultural visual, caracterizada por fatores de ordem social, cultural e natural, contendo espaços e tempos distintos: o passado e o presente. A paisagem é o velho no novo e o novo no velho”

E para as crianças possuidoras de sensibilidades aguçadas, frente ao objeto observado, cremos que irão, com muita autenticidade, descrever o que sentem, pensam sobre o meio ambiente estudado, e a paisagem percebida.

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