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Groups involved into cultural heritage protection related activities

Chapter 2. Conceptualization

2.4 Groups involved into cultural heritage protection related activities

Para a coleta de dados foi elaborado um instrumento especificamente para este estudo, o qual foi submetido ao processo de validação de conteúdo por três juízes com titulação de doutor, experiência relevante e reconhecida na área de Enfermagem, na docência e na pesquisa de práticas baseadas em evidências.

O instrumento foi constituído por cinco partes (APÊNDICE A): Parte I - Identificação e dados sociodemográficos

- constituída por dados referentes à identificação do doador, como iniciais do nome e número do registro do doador no serviço e, variáveis sociodemográficas, incluindo sexo, data de nascimento, nível de escolaridade, estado civil, profissão, naturalidade e procedência.

Parte II - Dados relacionados ao processo de doação

- composta por variáveis como turno das doações, tipo de doação, número de doações e data da última doação.

Parte III – Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE)

Instrumento elaborado por Spielberg et al. (1970), traduzido e validado para a língua portuguesa por Biaggio e Natalício (1979), com medidas psicométricas superiores se comparadas com as medidas da versão em inglês e em espanhol. A consistência interna mostrou que os coeficientes alfa de Cronbach foram 0,93 para homens e 0,88 para mulheres (MELO et al., 2018). Tal instrumento refere-se a um questionário de autoavaliação amplamente utilizado na monitorização de estados ansiosos (MALUF, 2002). Esta ferramenta tem sido utilizada extensivamente em estudos de intervenção musical, demonstrando altos níveis de confiabilidade e validade (BUFFUM et al., 2006).

O IDATE (ANEXO B) é um instrumento composto por duas escalas elaboradas para avaliar dois conceitos distintos de ansiedade: traço de ansiedade (IDATE-T), isto é, o estado usual de ansiedade do indivíduo ou característica da personalidade, e o estado de ansiedade (IDATE-E), definido como uma condição cognitivo-afetiva transitória, estado de ansiedade atual ou sentimento do indivíduo naquele momento (GATTI, 2005; SPIELBERGER et al., 1979).

Cada escala é formada por 20 afirmações, com quatro alternativas de respostas. Para a IDATE-E, as opções são: absolutamente não (=1); um pouco (=2); bastante (=3) e muitíssimo (=4). Já para a IDATE-T as alternativas são: quase nunca (=1); às vezes (=2), bastante (=3) e quase sempre (=4). O escore total de cada escala varia de 20 a 80 pontos.

Com o propósito de evitar a influência da “tendência à aquiescência” nas respostas, alguns itens são pontuados de forma inversa, ou seja, as respostas nas afirmações que foram marcadas com 1, 2, 3 ou 4; recebem respectivamente os valores 4, 3, 2 ou 1. Na escala IDATE-E, inverte-se os itens de 10 questões (1,2,5,8,10,11,15,16,19,20) e na escala IDATE-T inverte-se os itens de sete itens (1,6,7,10,13,16,19) (MALUF, 2002).

Após as inversões, procede-se à somatória dos itens de cada escala e classifica-se os escores de ansiedade do indivíduo em: Baixo - escores entre 20 e 34; Moderado - escores entre 35 e 49; Elevado - escores entre 50 e 64; Altíssimo - escores entre 65 e 80 (GATTI, 2005; SPIELBERGER et al., 1979).

O instrumento de coleta de dados constituiu-se das seguintes variáveis: - escore ansiedade-estado pré-intervenção ou rotina padrão;

- escore ansiedade-estado pós-intervenção ou rotina padrão; - escore ansiedade-traço pré-intervenção ou rotina padrão.

Parte IV - Avaliação dos parâmetros fisiológicos: pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e saturação de oxigênio (SatO2).

A ansiedade desencadeia reações fisiológicas e psicológicas no corpo humano. Frente ao estresse, o eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal e o sistema nervoso simpático são ativados, desencadeando a liberação de hormônios e catecolaminas, que se manifestam objetivamente com palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, frequência respiratória e sudorese. Subjetivamente manifesta-se com sentimentos de agressão, apreensão e tensão (PITTMAN; KRIDLI, 2011).

Acredita-se que a música influencia os sentimentos, as emoções e as respostas fisiológicas do indivíduo, reduzindo a atividade do sistema nervoso simpático e tem como consequência a redução da atividade adrenérgica, a diminuição da excitação neuromuscular, com redução da frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, do consumo de oxigênio, nível de adrenalina, acidez e motilidade gástrica e atividade da glândula sudorípara (ARSLAN; ÖZER; ÖZYURT, 2008).

Há indícios seguros de que a música, especialmente a música relaxante, produz efeitos ansiolíticos por promover controle da apreensão e da ativação do sistema nervoso autônomo. Ela ocupa os canais de atenção no cérebro, promove distração, relaxamento, redução da frequência cardíaca e de outros parâmetros fisiológicos (LINDQUIST; SNYDER; TRACY, 2014; NOCITI, 2010).

Os parâmetros fisiológicos foram verificados em todos os participantes, antes e após a intervenção ou rotina padrão e antes da efetivação da doação de sangue, para análise das seguintes variáveis:

- pressão arterial antes e após a intervenção ou rotina padrão; - frequência cardíaca antes e após a intervenção ou rotina padrão; - frequência respiratória antes e após a intervenção ou rotina padrão; - saturação de oxigênio antes e após a intervenção ou rotina padrão;

Para a mensuração da pressão arterial utilizou-se o método indireto com técnica auscultatória, utilizando-se um estetoscópio adulto marca Premium® e esfigmomanômetro aneróide adulto, calibrado, marca Premium®, com braçadeira 14 x 51cm. A técnica de avaliação das medidas pressóricas seguiu protocolo recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2016, p. 7-8). Na aferição da frequência cardíaca e saturação de oxigênio, utilizou-se o oxímetro de pulso portátil, adulto, marca More Fitness®, modelo MF-415. Já a frequência respiratória foi mensurada a partir da observação dos movimentos respiratórios (inspiração e expiração) por um minuto, sendo utilizado um relógio com ponteiro de segundos para aferição (Figura 3).

Figura 3 - Equipamentos utilizados para mensuração dos parâmetros

fisiológicos. Uberaba/MG, Brasil, 2018. Fonte: Do autor, 2018.

Parte V - Análise dos níveis de cortisol sanguíneo

A ansiedade é capaz de induzir alterações fisiológicas significativas, dentre elas está a liberação de cortisol, um hormônio glicocorticoide secretado e liberado pela glândula suprarrenal que, tradicionalmente, tem se mostrado como importante marcador biológico da resposta ao estresse (JOCA; PADOVAN; GUIMARÃES, 2003).

A subjetividade envolvida nas escalas que avaliam a ansiedade indica a necessidade de critérios objetivos. Destaca-se entre esses métodos a dosagem de cortisol, que pode ser analisada através de amostras de sangue, urina ou saliva (BRÊDA JUNIOR, 2012).

De todos os participantes foram coletadas amostras de sangue antes e após a intervenção ou rotina padrão, antes da doação de sangue, para análise das seguintes variáveis:

- cortisol sanguíneo antes da intervenção ou rotina padrão; - cortisol sanguíneo após a intervenção ou rotina padrão;