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GPC Algorithm for a SISO Process

Dans le document Advances in Industrial Control (Page 169-184)

Model-based Predictive Control

3.3 Generalized Predictive Control (GPC) Algorithm

3.3.1 GPC Algorithm for a SISO Process

Entrevistado: Cleber Toledo Cargo: Editor-chefe do Portal CT

Data da Entrevista: 22 de fevereiro de 2013

1 Como iniciou sua trajetória no jornalismo em Palmas?

Comecei no Jornalismo online em 1997 quando fui apresentado à internet. Daí eu disse, rapaz esta é a carta de alforria do jornalista . Por que até então a produção era muito cara, gastos com produção e gráficas encareciam o produto final, já com a internet você elimina todo este processo e barateia muito a produção. Daí fiquei com esta ideia, em seguida criei um blog em tempo real e foi uma experiência muito bacana. Dava aulas na ULBRA, fiz a coluna Antena Ligada do Jornal do Tocantins e participei da cobertura das eleições em 2004.

No Jornal do Tocantins conheci muitas fontes e fui muito beneficiado também pelo momento histórico vivido no Estado, houve o rompimento entre grupos políticos locais e também a realização do Programa Governo Mais Perto de Você do Governo do Estado, através deste programa viajei a muitos municípios tocantinenses. O rompimento político criou muita insegurança, muita dúvida, como iria ser o futuro, sem o “Pai de todos”. Então eu entrevistei todos os líderes políticos da época. Havia uma insegurança enorme. Os prefeitos do interior usavam nosso Blog para saber os rumos da política tocantinense.

Durante as viagens ao interior entreguei o meu cartão e divulgando o blog, ao mesmo tempo que conseguia novas fontes e leitores em todo o Tocantins. Certa vez o senador João Ribeiro me falou: Cleber aconteceu uma coisa engraçada eu cheguei no Bico do Papagaio e um senhor comentou comigo uma ação minha divulgada no seu site. Isso também aconteceu com outras figuras políticas como o deputado Raimundo Palito. Eles ficavam impressionados com a abrangência do site e da internet.

Houve uma mudança cultural, as Tv‟s e o jornal impresso não tinham a mesma penetração, a internet está em todo lugar.

A ideia inicial era fazer apenas uma coluna de bastidores online, depois como não haviam sites dinâmicos, só estáticos que eram dos jornais impressos, então houve uma demanda muito grande por notícias em tempo real e não tinha como ignorar isto. Só que o blog não era o espaço ideal para cumprir esta missão de informar. Tivemos então que evoluir

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para o Portal e o lancei no ano de 2007.

A partir daí o portal „pegou‟ superamos as expectativas de acessos, o crescimento foi enorme, no primeiro mês tive cerca de 7 mil acessos, hoje só numa segunda-feira temos cerca de 92 mil acessos. Já chegamos a quase 3 milhões de acesso num mês, com estes números você percebe a força da Internet.

Eu acho uma coisa curiosa e converso sobre isso com outros jornalistas de outros estados brasileiros. É muito raro da internet liderar no ramo de notícias e aqui no Tocantins é justamente isto que acontece, ela lidera, fica à frente de jornais impressos e de Tv‟s. Os sites são muito mais lidos que qualquer outro veículo.

A atualização dinâmica das notícias na internet é um dos fatores desta liderança e também a paixão tocantinense por política é uma coisa impressionante.

Isto também é reflexo da importância do Estado na vida econômica das pessoas. Aqui qualquer noticia sobre política e funcionalismo público influencia a vida de milhares de pessoas. Por isso que a política tem um espaço especial no site. Já tentei colocar a política em 5º plano, mas a chiadeira foi geral, foi muito grande, as pessoas queriam notícias políticas.

Tem uma pesquisa que fizemos para saber o conteúdo mais lido no site e ela apontou em 1º lugar assuntos ligados ao servidor público, em 2º concursos públicos e em 3º política, ficando na 4ª colocação notícias de polícia.

Cobertura política – Temos que analisar isso do ponto de vista do mercado. Temos que entender que o mercado de comunicação no Tocantins é muito fraco e gira em torno do poder público. Esta é a „desgraça‟ da comunicação no Tocantins. Os veículos acabam tendo que uma cobertura muito apaixonada, disso depende muitas vezes a sobrevivência do veículo. Aí você acaba tendo que torcer para ganhar A, B ou C.

Graças a um trabalho duro que o portal fez eu não passo por isso. Não tenho ligação de dependência financeira com nenhum anunciante, foi uma opção minha fortalecida pelo fato da internet ser de custeio mais barato.

Mas o certo é que existe um problema crônico no mercado e isso atrapalha diretamente a cobertura jornalística das campanhas, porque ela acaba virando uma guerra, um FlaxFlu, as pesquisas são uma palhaçada, e tudo isso acaba atrapalhando e interferindo na qualidade da notícia.

Trabalho basicamente com recursos oriundos da iniciativa privada, quando há crises no setor privado eu corto gastos e faço tudo o que for preciso para baratear custos e assim não depender de dinheiro de governos. Já revi o projeto editorial e o layout do site para facilitar o nosso trabalho. Com uma equipe reduzida, somos eu, duas jornalistas e um estagiário.

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Vivemos na síndrome do estado pobre em termos de anunciantes da iniciativa privada. O empresariado ainda é pequeno, mas aprendi tudo isso na base de muita pancada, após gastar mais de 400 mil reais querendo fazer um projeto independente.

Nós nos recusamos a publicar pesquisas durante as eleições. Em termos de independência editorial nota 10, em termos de qualidade de cobertura nota 6,0, isso porque não tínhamos uma equipe grande e estruturada para cobrir todo o Estado. Mas a nossa redação fez um trabalho excelente dentro de suas possibilidades.

Outro aspecto é que ainda existe no jornal tocantinense muita preocupação com a fofoca política, com o disse me disse, muito mais do que com a informação política. Eu fujo muito desta fofoca.

2 Como avalia os outros veículos?

Os principais sites do Tocantins melhoraram muito seus layouts que eram muito ruins. Em termos de atualização é boa, a interatividade também é boa, o conteúdo segue esta lógica do mercado, tem esta limitação de mercado, que é um mercado pequeno, que não permite a expansão do conteúdo.

Enquanto um portal como o UOL tem uma equipe de 30 a 40 pessoas nós trabalhamos aqui com 3 a 4 pessoas num esforço sobre humano para fazer uma boa cobertura política. Não tem como separar as coisas, o jornalismo é reflexo do mercado que nós temos, se eu tivesse aqui um mercado maior, como o de São Paulo ou Belo Horizonte seriam muitos anunciantes e assim a equipe também seria maior. Mas o mercado está crescendo e vamos chegar lá.

No geral o trabalho realizado pelas equipes tocantinenses é bom.

Sobre as ferramentas sempre fui apaixonado pelo projeto, pela criação, mas o difícil não é criar e sim manter. Tentamos fazer uma revista mais social, dentro do site, mas a falta de recurso financeiros e humanos nos levou a desistir do projeto. Criamos uma galeria de imagens muito bacana, um espaço sobre os artistas e autores tocantinenses, com trechos de suas obras; fizemos uma Tv e nesta época comecei a experiência com links, trabalhamos com Tags, a rádio CT entrou no ar e foi a primeira grande produção do gênero no estado, porém caiu por questão de custo muito elevado.

Após estas experiências eu aprendi que preciso inovar, mas com vistas nos custos e no mercado.

Sobre a cobertura política da eleição nós trabalhamos em Palmas com três repórteres um para cada candidato e cobrimos as principais cidades do interior com nossa equipe aqui,

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acompanhando a movimentação principalmente por telefone.

Fazíamos uma filtragem dos conteúdos de releases que chegavam até a redação e não divulgávamos pesquisas, esta decisão para mim foi a mais acertada, pois havia muita pesquisa montada, muita malandragem, fiquei com muito medo, pensei muito antes de decidir. Mas as pessoas aprovaram esta decisão. Nosso portal fez uma cobertura equilibrada.

Uma coisa que não abrimos mão foi da cobertura dos comícios. Outra coisa legal foi o uso do Twitter que nós lincamos no portal e assim passávamos as informações em tempo real, via twitter e portal. Colocamos 3 colunas, uma para cada candidato e eu achei isto incrível, muito bom a nível jornalístico.

Trabalhamos com postagem de fotos e foi muito legal. Fizemos entrevistas ao vivo pela webcam também e achei fantástico, foi um diferencial e sem dúvidas estas ferramentas tornaram esta a melhor cobertura de campanha da minha vida. Toda a equipe empenhada.

Cada candidato tinha no portal espaço equivalente a seu desempenho com a comunidade. Uns tinham mais, outros menos, alguns cresceram durante a campanha e assim fizemos a cobertura.

3 Como avaliou a cobertura dos outros sites?

Sobre a cobertura e acompanhamento de políticos em 2004 abri espaço no blog para publicar banners de deputados e políticos. Um destes senhores se envolveu num escândalo e sua assessora nos ligou pedindo para não publicar nada a respeito do fato. Eu afirmei que apesar dele ser um anunciante eu tinha um compromisso jornalístico e não deixaria de cumpri-lo, ela imediatamente pediu desculpas e o deputado também ligou se desculpando. Mas algum tempo depois eu retirei este espaço para os banners e parei de trabalhar desta forma.

Fazíamos matérias sobre assuntos parlamentares, cortei também, muitos reclamaram, mas não faço mais.

Temos a preocupação de fazer um trabalho isento, de adequar nossa postura à realidade do mercado, mesmo que tenha que fazer um jornalismo que não é o ideal.

Não faço projetos para o poder público, tenho evitado ligações, vínculos com políticos principalmente.

Quero fazer um jornalismo honesto, decente, que respeita o cidadão, este é o que desejo fazer. Eu estou muito longe de fazer o portal que eu desejo, mas me endividei; hoje estou trabalhando com a realidade, temos um portal que do ponto de vista ético e moral é o

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melhor que eu faço. Melhor que muitos outros fora do estado que estão mais bem estruturados. Eu prefiro trabalhar assim do que ficar comprometido com outras pessoas que não seja o internauta.

Quero crescer com o mercado privado, junto com o desenvolvimento econômico do Tocantins. A solução para a comunicação do Tocantins ser de qualidade chama-se desenvolvimento econômico e crescimento do setor privado. À medida que o mercado cresce a empresa de comunicação cresce junto.

Tem muitos portais que estão mais estruturados, mas eles estão vendidos até a alma para o diabo, eu não quero isso para mim, faço o que é possível sem estar comprometido com Deus e o mundo.

Acho que o poder público deve ser técnico e não político, é extremamente inseguro, falta seriedade nas pessoas que usam esta publicidade, elas usam o poder para chantagear e manter em rédeas curtas os veículos. Nesta eles não me prendem. E o próprio setor público atrasa os pagamentos e contribui ainda mais para a instabilidade dos veículos, há muitos atrasos.

Como trabalhar só com este setor? Temos que sair desta análise barata que a academia de comunicação faz. Existe um abismo entre o mercado e a academia. Temos que falar a mesma linguagem, vocês tem que contribuir com a gente. Esta é a obrigação social da academia. Eu trabalho com novas tecnologias, preciso de ajuda, estou aberto.

Temos uma cultura na comunicação que vem dos anos 70, onde o meio jornalístico é uma cultura de hippies, revolucionários, questionadores, isso é importante, mas não pode ser burro, é diferente, tem que olhar o mercado. Empresa de comunicação não é uma casa de filantropia. Chama-se empresa, precisa ganhar dinheiro e viver com dignidade.

E pra fazer isso meu jornalismo não pode ser o mesmo da Folha de São Paulo, porque senão alguém tem que pagar esta conta, e este alguém vai me exigir algo em troca, exigir que beije a mão dele.

Não quero que minha redação pegue releases, copie e cole, tem que contextualizar. As assessorias de comunicação são parceiras maravilhosas, nós agradecemos. Às vezes o próprio assessor tem esta dificuldade. Outro dia chegou um release aqui e ligamos para marcar entrevista, o assessor perguntou para que entrevista se no release já tinha todas as informações. Não é assim não. O release é só uma ferramenta que usamos. Hoje publicamos poucos releases. Temos critérios, quando é muito relevante, contextualização e criticidade. Não podemos publicar o release e também não podemos ignorar o release. Eu como jornalista, tenho que ler o release, reconhecer se for importante, mas com criticidade e contextualização.

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Duas formas do impacto do leitor/internauta e dos veículos. Em relação aos veículos, eu digo o seguinte, que hoje há uma relação excelente acho que a internet é o maior pauteiro das Tvs e jornais impressos. Eu vejo papéis distintos entre os veículos, não são concorrentes. Houve uma mudança, historicamente, mas cada veículo tem seu público. A matéria-prima é a notícia, mas cada um tem uma abordagem diferente e suas limitações de tempo/espaço.

A internet é a concorrente mais próxima do jornal impresso. A saída do jornal é trabalhar com reportagens mais completas, onde leva mais tempo e custos na produção. E é preciso que seja um profissional mais qualificado também, o que o torna mais caro. Estas reportagens levam de 4 a 5 dias de trabalho e pesquisa. Nos sites não, a produção é mais rápida, o foco é a notícia.

O impresso vai ter que se aprofundar, responder o porquê, e cumprir uma missão social.

A convivência entre os veículos é harmônica. Nós existimos como portal para colaborar.

No aspecto do leitor, o grande leitor de impressos está na faixa dos 30 aos 60 anos, ou seja, é a velha guarda, e ela dá valor ao impresso que ela pega na mão. A internet é da nova geração, de nossos filhos e netos. Eles dificilmente são assinantes de jornais. Eu duvido que eles vão assinar jornal.

O custo do jornal impresso, da TV e do Rádio são mais altos que dos portais na internet. (não tem distribuição, diagramação, gráfica, etc.).

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ANEXO 2 – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM A JORNALISTA ROBERTA

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