ETUDE DESCRIPTIVE
B. Dépistage colposcopique
II. GESTITE, PARITE ET AUTRES FACTEURS INFLUEN ç ANT LE CANCER DU COL UTERIN
QUALIDADEDEVIDADEADOLESCENTESCOMDIABETESTIPO1
Ana Cristina Almeida1, Maria Graça Pereira2, & Engrácia Leandro1
1 Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho; 2Escola de Psicologia, Universidade do
Minho
As variáveis clínicas e psicossociais de 100 adolescentes com diabetes tipo 1 e as psicossociais dos respetivos progenitores que os acompanhavam numa consulta de endocrinologia de rotina foram analisadas para discriminar os adolescentes com boa qualidade de vida versus má qualidade de vida. Os adolescentes responderam ao Self-Care Inventory-Revised (La Greca, Swales, Klemp, & Madigan, 2005), Diabetes Quality of Life (Ingersoll & Marrero, 1991), Diabetes Family Behavior Scale (McKelvey et al., 1993), Questionário de Apoio Escolar (Pereira & Almeida, 2009). Os progenitores responderam ao Coping Health Inventory for Parents (McCubbin et al., 1983). Ambos responderam ao Brief Illness Perception Questionnaire (Broadbent, Petrie, Main, & Weinman, 2006). O controlo metabólico foi +avaliado através da HbA1c. Os adolescentes com diabetes tipo 1 que têm maior apoio escolar, melhor adesão e maior suporte familiar são os que apresentam boa qualidade de vida. Os adolescentes com representações da doença mais ameaçadoras (mais consequências, menor controlo pessoal e menor compreensão), com progenitores que percecionam a diabetes dos filhos como mais ameaçadora (mais consequências e menor controlo pessoal) e pior controlo metabólico são aqueles que apresentam má qualidade de vida. Assim, para promover a qualidade de vida de adolescentes com diabetes tipo 1, os programas de intervenção devem incluir o adolescente e os progenitores para melhorar os seus conhecimentos e as suas competências na gestão dos autocuidados e no controlo da doença e a escola e os pares para que o seu apoio se torne mais eficiente e possibilite a participação do adolescente em todas as atividades escolares.
Ana Cristina Neves de Almeida
Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho
Urb. Quinta S. Luis, Lote 97, 1º Esq., 3140-348 Pereira, MMV [email protected]
FUNCIONAMENTOPSICOLÓGICOEPSICOSSOCIALDECRIANÇAS
SOBREVIVENTESDETUMORESDOSISTEMANERVOSOCENTRAL–
EXPERIÊNCIADOHOSPITALPEDIÁTRICOINTEGRADODESÃOJOÃO
J. Paulo Almeida1, M J Gil da Costa2, A.P. Fernandes2, M. Bom Sucesso2, N Farinha2, S Nunes2, J. Pereira3, L. Osorio4, & J. Namorado5
1Unidade de Psicologia/ Desenvolvimento do Hospital Pediátrico Integrado de S. João e
ISMAI; 2 Unidade de Hematologia-Oncologia do Hospital Pediátrico Integrado de S. João;
3Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar São João; 4Serviço de Radioterapia do Centro
Hospitalar São João; 5 ISMAI
As crianças com Tumores do SNC constituem aproximadamente 20% da população oncológica em idade pediátrica, sendo este grupo de cancro o segundo em incidência. As taxas de sobrevida nestas crianças têm crescido de forma gradual nos últimos 30 anos. A melhoria dos cuidados prestados leva à necessidade de focar a atenção na adaptação psicológica, psicossocial e qualidade de vida destas crianças.
Foi objetivo do presente estudo conhecer o impacto do diagnóstico de tumor do SNC e respetivo tratamento no auto-conceito psicológico, no comportamento e integração psicossocial num grupo de 39 crianças que concluíram o tratamento há mais de um ano e avaliar o impacto do suporte social nas variáveis psicológicas e psicossociais referidas.
Estudo retrospectivo dos doentes tratados pela Unidade de Hematologia-Oncologia Pediátrica do Centro Hospitalar São João com diagnóstico de Tumor do SNC.
Foram utilizados os seguintes instrumentos: ficha de caraterização demográfica, Questionário de resposta dos pais sobre o comportamento dos filhos - CBCL (Achenbach, 1991); SPPC (Harter, 1989); SSSC (Harter, 1989).
Os resultados da avaliação psicológica (comportamental) indicam que este grupo de crianças apresenta uma frequência acrescida de queixas somáticas (19,4%), de isolamento em relação aos pares (19,4%), de ansiedade / depressão (17,6%) e de problemas de atenção/concentração; no domínio psicossocial, constata-se um menor envolvimento nas atividades lúdicas e desportivas (27%), nas atividades sociais (24,3%) e 67% referem algum tipo de limitação nas suas competências psicossociais.
As crianças sobreviventes de Tumores do SNC recebem elevados níveis de suporte social dos diversos intervenientes no seu contexto social, nomeadamente dos pais e professores e que o mesmo suporte é fundamental para a sua estabilidade comportamental e emocional, para a integração psicológica, para o desenvolvimento do seu autoconceito e da sua integração social. J. Paulo Almeida
Hospital Pediátrico Integrado de S. João & ISMAI Alameda Prof. Hernani Monteiro, Porto
[email protected] 962300728
RELIGIOSIDADEEESPIRITUALIDADEDASPESSOASIDOSAS:MANIFESTAÇÃO
DEFENÓMENOSRELIGIOSOSOUFATORFACILITADOREDEADAPTAÇÃOÀS
PERDAS
Maria de Lurdes Ferreira de Almeida
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Com base no princípio que a espiritualidade é uma necessidade humana fundamental consideramos ser necessário conhecer o significado da espiritualidade para os idosos bem como descrever a importância que eles atribuem à religiosidade/espiritualidade.
Realizámos um estudo de caso com abordagem qualitativa e recurso à investigação fenomenográfica. A entrevista semiestruturada e o focus group foram as técnicas de colheita de informação utilizadas. A escolha dos participantes obedeceu aos critérios: ter mais de 75 anos, sem défice cognitivo (avaliado pelo MMSE de Folstein) e manifestar intenção em colaborar no estudo (consentimento informado). Participaram no estudo 49 idosos, utentes de Centro de Dia de Apoio ao Idoso da Cidade de Coimbra.
Emergiram da análise: a religiosidade confere aos idosos força, conforto e ajuda a conter a solidão; a espiritualidade, dá sentido à vida e é percebida como um movimento ou disposição internos, com valores éticos e morais próprios do credo religioso professado.
O significado de religiosidade e espiritualidade, entendidos pelos idosos como sinónimos são uma forma específica de manifestação de fenómenos religiosos e também são fatores facilitadores de adaptação às perdas, mudanças e alterações, presentes nas pessoas que envelhecem e podem ter um papel protetor e fortalecer a pessoa para resistir e superar as perdas, além de ser um propósito para continuar a existir.
Maria de Lurdes Fereira de Almeida Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
[email protected] 968898212
AVALIAÇÃODASNECESSIDADESPARENTAISPORMÃESEPAISDE
PREMATUROSINTERNADOSEMNEONATOLOGIA
Elisabete Alves 1, 2, Mariana Amorim1, Inês Dias 1, & Susana Silva1, 2
1Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto; 2Departamento de Epidemiologia Clínica,
Medicina Preditiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Pretende-se avaliar a importância atribuída a diversas necessidades parentais por mães e pais de crianças prematuras internadas em Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) e descrever a sua associação com características sociodemográficas, obstétricas e do bebé ao nascimento. Entre janeiro e setembro de 2013, 55 mães e 42 pais de crianças prematuras internadas pelo menos 8 dias, em todas as UCIN de nível III do Norte de Portugal, aceitaram participar. Foi autoadministrado o Inventário de Necessidades da Família na UCIN com 56 itens, classificados desde (1) Nada importante até (4) Muito Importante. Odds ratios (OR) ajustados para a idade e sexo com os respetivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) foram estimados por regressão logística. As subescalas mais frequentemente consideradas muito importantes foram a “confiança e segurança nos cuidados de saúde” (mediana(Q25-Q75): 3,9(3,8-4,0)), a “proximidade física e emocional” (mediana(Q25-Q75): 3,8(3,6-3,9)) e as “necessidades de informação” (mediana(Q25-Q75): 3,8(3,5-3,9)). A perceção do “conforto” e “suporte social” como muito importantes foi menos frequente (mediana(Q25-Q75): 3,3(3,0- 3,6) e 3,1(2,8-3,5), respetivamente). Após ajuste, as necessidades de “conforto” e “suporte social” foram consideradas menos importantes pelas mães e pais mais escolarizados (OR=0,36; IC95%:0,14-0,93, e OR=0,15; IC95%:0,05-0,47, respetivamente). O “suporte social” foi percecionado como menos importante pelos homens (OR=0,19; IC95%:0,06-0,63). Mães e pais valorizaram as necessidades relacionadas com o bebé, e secundarizaram o seu próprio conforto e suporte social. Atendendo a que estas dimensões são fundamentais na promoção do bem-estar de pais e sobretudo mães, a sua incorporação nos cuidados de saúde centrados na família poderá ser incentivada.
Susana Manuela Ribeiro Dias da Silva
Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto Rua das Taipas, nº 135 4050-600 Porto
UMAETNOGRAFIADOENVOLVIMENTOPARENTALEMUNIDADEDE
CUIDADOSINTENSIVOSNEONATAIS
Elisabete Alves1, 2 & Susana Silva1, 2
1 Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto; 2Departamento de Epidemiologia
Clínica, Medicina Preditiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Esta etnografia pretendeu compreender de que forma mães e pais de crianças hospitalizadas em Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) experienciam o envolvimento parental na prestação de cuidados à criança. Com base em técnicas de observação não participante, conduzida entre Outubro de 2012 e Abril de 2013 na UCIN de um hospital público do Porto, propõe-se uma análise reflexiva sobre os itinerários percorridos por mães e pais na realização de cuidados higiénicos, na escolha e manuseamento da roupa da criança, nas opções de aleitamento e nas oportunidades de contacto físico. Na UCIN, o envolvimento parental em
atividades de prestação de cuidados à criança restringia-se ao aleitamento e à proximidade física, quase sempre sob supervisão de profissionais de saúde e de acordo com o estado de saúde da criança. A extração de leite materno constituia a única actividade realizada exclusivamente pelas mães. A exclusão de mães e pais da execução de cuidados básicos, como o banho, a mudança da fralda e vestir as crianças ou escolher as suas roupas, pode contribuir para que estes se sintam incompetentes e pouco confiantes para desempenhar os seus papéis parentais, restringindo a autonomia dos mesmos no envolvimento nos cuidados à criança. Estes resultados alertam para a necessidade de ampliar e diversificar as oportunidades de participação parental ativa nos cuidados prestados à criança. Para tal, importa flexibilizar as normas de funcionamento da UCIN e projetar instalações confortáveis e adaptadas à presença simultânea de mães e pais.
Susana Manuela Ribeiro Dias da Silva
Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto Rua das Taipas, nº 135 4050-600 Porto
AEXPRESSIVIDADEDASOBRECARGANOCUIDAR-SUAIMPLICAÇÃONA
SAÚDEMENTALDOCUIDADORINFORMALDOSUJEITOCOMLESÃO
MEDULARTRAUMÁTICA
José Bruno Alves1, Ana Ribas Teixeira1, António Santos2, & Juan Gestal-Otero3 1Universidade de Santiago de Compostela, Espanha; 2 Escola Superior de Saúde do Vale do
Ave, IPSN-CESPU,CRL, Vila Nova de Famalicão, Portugal; 3Escola de Medicina e Odontologia, Universidade de Santiago de Compostela, Espanha
A lesão vertebro-medular traumática (LVM) é um dos mais devastadores acontecimentos de vida em termos das sequelas físicas subsequentes. No processo dinâmico de reabilitação do sujeito lesionado, o seu cuidador informal (CI) vivencia enormes desafios, relacionados com a promoção da maximização do funcionamento físico, a prevenção de complicações secundárias, a reintegração na família e na comunidade, bem como o de lidar com as suas próprias necessidades pessoais.
O presente estudo visa conhecer a expressividade da sobrecarga do CI de sujeitos com LVM traumática e o impacto na sua saúde mental.
Foi recolhida uma amostra de 160 CI de sujeitos com LVM traumática em Portugal, durante o ano 2012. A sobrecarga foi avaliada com recurso ao QASCI e para rastreio da sintomatologia ansiosa e depressiva recorreu-se ao HADS.
Os valores médios de sobrecarga foram os seguintes: sobrecarga financeira (48,05%, DP= 35,09), implicações na vida pessoal (39,25%, DP= 25,35) e sobrecarga emocional (28,87%, DP= 25,18).
Observa-se uma relação estatisticamente significativa positiva em relação a sintomatologia depressiva a sobrecarga emocional (r= 0,31; p=0,00), as implicações na vida pessoal (r= 0,31; p=0,00), a sobrecarga financeira (r= 0,28; p=0,01) e sobrecarga total (r= 0,23; p=0,02). E uma relação negativa estatisticamente significativa em relação ao mecanismo de eficácia e de controlo (r= -0,26; p=0,01).
Estes resultados destacam a importância de se avaliar a morbilidade psicológica e desenvolver e implementar estratégias para promover o bem-estar psicológico do CI e diminuir os níveis de sobrecarga, favorecendo os seus mecanismos de eficácia de controlo.
José Bruno Alves
Universidade de Santiago de Compostela [email protected]
LESÃOMEDULARTRAUMÁTICA-REFLEXOSNAQUALIDADEDEVIDADA