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la gestion de la séance

EXPRESSION ECRITE DE LA CLASSE DE 3E

et 02 Lectures méthodiques)

E- BILAN

II. la gestion de la séance

Aluna: Marli Moreira Ribeiro Siqueira orientadores

Professor: Carmen Rosane Segatto Tutora: Rosângela Aparecida Ceregati Costa

Este plano trata o tema inclusão do aluno com necessidades especiais como um dos novos paradigmas da educação brasi- leira, legalmente amparado pela Constituição Federal Brasileira (1988) em seu artigo 208 e pela ldb, lei nº 9394/96, o qual delega à família, à escola e à sociedade o compromisso para a efetivação de uma proposta de escola para todos.

A preocupação com a educação das pessoas com ne- cessidades especiais no Brasil é recente, tendo se iniciado efetivamente no século xix inspirado em experiências norte- -americanas e europeias. Os alunos com deficiências – física, mental ou sensorial – eram excluídos tanto da família como da sociedade, sendo acolhidos em asilos e instituições de cunho filantrópico e/ou religioso. Não raro passavam ali toda a sua vida sem receber nenhum atendimento especial de modo a torná-los produtivos.

Algumas escolas especiais de caráter privado foram surgin- do com ênfase no atendimento clínico especializado. Assim, a sociedade começava a compreender que os deficientes poderiam ser produtivos, e o atendimento foi migrando len- tamente do âmbito da saúde para o da educação.

As últimas décadas constituíram-se em um período marca- do por ações oficiais de âmbito nacional. A educação especial se estabeleceu como sendo uma modalidade de educação escolar, que assegurava um conjunto de serviços educacionais especiais, organizados nas diferentes instituições de ensi-

no: apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns. O objetivo era de garantir o acesso à educação escolar formal e desenvolver as potencialidades dos alunos, perpassando transversalmente todos os níveis de educação e ensino.

A concretização da escola inclusiva baseia-se na defesa de princípios e valores éticos, nos ideais de cidadania e justiça, para todos, em contraposição aos sistemas hierarquizados de inferioridade e desigualdade.

Partindo desse princípio de inclusão, as escolas se con- verteriam em espaços democráticos, atendendo a todos os alunos independentemente de suas diferenças. Implicaria ainda, em uma nova postura da escola que precisaria estar refletindo em seu projeto pedagógico, currículo, metodo- logia de ensino, avaliação e atitude dos educadores, ações que favoreceriam a integração social, adaptando-se para oferecer serviços educativos de qualidade para todos.

Quando se trata da inclusão, é importante considerar aspectos ligados à formação do professor, uma vez que, este deve estar preparado e seguro para trabalhar com o aluno com necessidade educacional especial.

Pensando nisso, na realidade escolar pública e privada, grande parte dos professores não possui conhecimentos teóricos relativos às diferentes deficiências, legislação, programas de apoio e às tecnologias assistivas existentes para desenvolver um atendimento de qualidade em sala de aula.

objetivo geral

Rever concepções e paradigmas, respeitando e valorizando a diversidade dos alunos com necessidades educacionais especiais. objetivos específicos

por meio de reuniões para que o processo educacional não seja conflitante, priorizando o aluno como ser humano em desenvolvimento.

• Propor situações de trabalho que proporcionem mo- mentos de leituras reflexivas com o intuito de diminuir resistências das formas de pensar para que novas práticas pedagógicas possam ocorrer.

• Desenvolver oficinas pedagógicas e de confecção de materiais adaptados e oportunizar trocas de experiências. metodologia

Público-Alvo: Gestores, professores, funcionários, pais e alunos da Escola Estadual Tadakiyo Sakai situada na Rua Hamburgo, 50, Vila Olinda em São Paulo. A escola se situa na periferia da Grande São Paulo, caracterizada por uma comunidade carente nos aspectos econômicos e culturais.

Etapas para o desenvolvimento da proposta:

• Organizar reuniões para dialogar com professores, fun- cionários e pais, a fim de investigar sobre os conhecimentos que possuem acerca das deficiências e das tecnologias assistivas. As reuniões com os professores serão realizadas no Horário de Trabalho Coletivo – htc. As reuniões com os pais serão realizadas a cada bimestre de acordo com o calendário escolar.

• Elaborar materiais didáticos sobre as deficiências, uti- lizando como referencia o material teórico fornecido pelo curso de Atendimento Educacional Especializado.

• Apresentar as sínteses das deficiências durante os htc’s para os professores e posteriormente em palestra para os pais.

• Desenvolver oficinas nos htc’s para confeccionar mate- riais adaptados e oportunizar trocas de experiências entre os professores.

Paralelamente a essas atividades também serão realizadas oficinas, gincanas, saraus com os alunos sobre o tema “Inclu- são”, visto ser uma escola de Ensino Fundamental e Ensino Médio, onde os educandos já têm uma participação muito mais concreta e efetiva em todo o processo educacional.

O material teórico disponibilizado pelo curso de Atendi- mento Educacional Especializado será utilizado para subsidiar as discussões, além de outros recursos, como: Computador, Data Show, Internet, Aparelho de som e microfones e mate- riais de expediente (papel, cola, tesoura, material reciclável). resultados esperados

Após a realização deste plano, espera-se que os envolvidos no estudo valorizem a inclusão de pessoas com suas dife- renças mantendo ainda um ideal de educação em que todos devam aprender juntos, pois aprender com o outro traz como princípio a integração das diferenças. Trabalhar com estas diferenças em uma sociedade que faz valer um padrão de beleza, e “ser – completo” foge as reais necessidades que as pessoas tem de “integrar-se para aprender com a diversidade, para ser parte, para fazer parte”. Sendo assim, enquanto instituição (escola) e sociedade civil precisa e deve respeitar os níveis de desenvolvimento de todas as pesso- as (deficientes ou não) para que possam brincar aprender, trabalhar em cooperação uns com os outros.

A avaliação do trabalho será feita no decorrer de cada apresentação, após a explanação dos conteúdos em con- versa informal com os professores e ou pais. De acordo com a devolutiva dos professores e pais será possível perceber a assimilação dos conceitos abordados e dúvidas que sur- girem. Nesse momento, também poderão ser sugeridas alternativas de ampliação do conhecimento, locais de apoio e atendimento especializado.

2.8

surdez: escola como instrumento