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Une gestion rigoureuse et transparente

Dans le document Les lymphomes hodgkiniens (Page 31-34)

Dentro de três anos, ou seja, em 2020, preve-se que a geração millennial represente cerca de 50% da força de trabalho do mundo. Atualmente, já são cerca de dois terços e a sua atitude para com o trabalho e o conhecimento que possuem sobre as novas tecnologias estão a definir uma nova cultura no local de trabalho. Estão a mudar o local e a forma de trabalhar (Deloitte, 2016).

A constatação da Deloitte é confirmada por uma pesquisa realizada pela Cia Talentos (Florentine, 2015), onde se conclui que os millennials estão a introduzir alterações significativas no local de trabalho, estando a modificar a cultura organizacional das empresas e as suas estruturas de funcionamento. No entanto, estas alterações nem sempre são compreendidas pelos mais velhos, pois consideram-nas utópicas e designam os millennials como insubordinados, indisciplinados e informais.

Para Florentine (2015) esta insubordinação não é mais do que a procura de inclusão na corporação, negando a diferenciação por cargos ou status. A indisciplina foi a forma que encontraram para reduzir a burocracia e estimular a meritocracia. A informalidade foi o modo de mostrar que se pode manter a individualidade, e em simultâneo continuar a fazer parte de uma corporação.

Esta é uma geração incómoda no local de trabalho. Ao contrário do que era tradicional, que as ordens vinham de cima para baixo, sem grande questionamento, esta geração questiona muito e abertamente, nem que seja para demonstrar a sua insatisfação. Incomodidade que tem as suas vantagens, pois obrigam a chefia a “ser e a fazer melhor”.

Para Maurer (2013) esta é uma geração caraterizada por relações próximas e abertas, que não identifica barreiras hierárquicas quando se expressa. As reuniões de trabalho podem ser substituídas por conversas, pois têm pressa para concluir as tarefas.

Embora estejam a mudar a forma como se trabalha, o Centre Women Business da Universidade de Bentley (Bentley University, 2016), colocou em evidência que os millennials embora seja a geração mais instruída de sempre, quando chegam ao local de trabalho necessitam de aprender. Isto porque cresceram sobre forte proteção parental, não tendo experimentado grandes dificuldades. Muitos não estão preparados para trabalhar arduamente, nem para aceitar observações ou exigências. Da mesma forma que acontece em casa, esperam grande proteção no local de trabalho, o que nem sempre acontece.

Já William Strauss e Howe, citados por Emeagwali (2011), tinham identificado esta forte proteção parental durante a infância, o que levou a que crescessem com o sentimento de que eram muito especiais e importantes. Sentimento, que devido à sua desmesurada ambição, lhe causa grande pressão perante o sucesso. Contudo, por natureza são confiantes e otimistas no local de trabalho, procurando o trabalho colaborativo. Talvez por serem muito adversos ao risco, procuram constantemente o consenso do grupo, cultivando a ajuda mutua.

Para Dowd-Higgins (2013), os millennials pretendem fazer trabalho com propósito e de forma a sentirem-se parte do processo. Valorizam o trabalho em equipa e o trabalho com significado diz-lhe mais do que um grande vencimento. O equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional é fundamental, esperando trabalhar quando e onde quiserem. Como refere Florentine (2015), esta geração quer “flexibilidade, equilíbrio trabalho-vida pessoal, propósito e significado do seu trabalho”. Não negam o mundo corporativo, no entanto, se o trabalho não se identificar com os seus valores pessoais, facilmente procuram outras opções, podendo mesmo criar o seu próprio posto de trabalho.

Segundo o “Preparing for the Millennials Shift”, da Randstad (2013), os millennials trazem grande expetativas em relação ao trabalho, designadamente no que respeita ao como, quando e onde ele é feito. Tal resulta do facto de terem crescido numa sociedade digital, em que a tecnologia é uma extensão do corpo. Esperam encontrar esta realidade no local de trabalho, o que na maior parte das vezes não acontece. A pesquisa demonstra que são poucas as empresas que o garantem, o que constitui uma desvantagem competitiva, com fortes implicações para a atração e retenção destes nativos digitais.

A integração dos parelhos individuais como smartphone, tabletes e portáteis no local de trabalho é cada vez mais uma exigência destes nativos digitais (SocialBase, 2015). É que a utilização destes meios permite flexibilidade em relação ao local de trabalho, fator muito

valorizado. Pretendem trabalhar em qualquer lugar e a qualquer hora, comparecendo de uma forma eventual ou facultativa no local de trabalho. Apreciam a mobilidade, as viagens, os espaços de trabalho partilhados e a possibilidade de definir os seus horários de trabalho. Valorizam a autonomia e a independência, e adoram os desafios de colaborar e criar coletivamente.

Esta tendência encontra reflexo no crescimento do número de espaços de coworking. Segundo Barbedo (2017), de 2013 para 2017, o número de espaços de cotrabalho em Portugal passou de 42 para 87, localizando-se sobretudo em Lisboa e no Porto. Estes centros de cowork são utilizados principalmente por millennials que se encontram em início de carreira. Escolhem este modelo de trabalho pelo networking, pela possibilidade de criar sinergias e pela flexibilidade, informalidade, criatividade que estes ambientes proporcionam. É um modelo de trabalho em franca expansão, prevendo-se que a nível mundial o número de utilizadores em 2020 seja de cerca de 4 milhões.

Esta necessidade de sociabilização encontra-se comprovado num estudo realizado pela Cornerstone OnDemand e citado por Kaneshige (2013) onde se conclui que os millennials não são anti-sociais. Apreciam no local de trabalho uma boa conversa, à “maneira antiga”, face-to-face. Esta pesquisa revela ainda que os millennials no local de trabalho são mais parecidos do que se julga com as restantes gerações. Tem preocupações comuns, como seja o desejo de segurança no emprego.

No que respeita às expetativas do local de trabalho, um estudo da Oxford University, citado por Mateus (2016), conclui que no posto de trabalho estes nativos digitais valorizam o silêncio, no sentido de realizar as suas tarefas com tranquilidade. Para trabalhar bem, esta geração pede mais privacidade, mais silêncio e menos interrupções durante o dia. Segundo esta pesquisa, a tranquilidade no local de trabalho é fundamental para a felicidade e bem-estar dos millennials, sendo que alguns admitiram trabalhar com os dispositivos de comunicação desligados ou com auscultadores colocados, para desta forma se poderem focar no trabalho.

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