4R Gestion de la qualité
Encadré 33. Gestion de la qualité dans les services de prothèses et d’orthèses
Amanda Letícia Ribeiro Cruz Irizete Maria da Silva Brenda Spíndola Soares Denise Mauriz Sousa Larissa Rafena Martins Araújo Natália Andressa Viana Reis Nancy Nay Leite de Araújo Loiola Batista.
INTRODUÇÃO: O Ministério da Saúde (MS) define educação em saúde como: Processo educativo de construção de
conhecimentos em saúde que visa à apropriação temática pela população, que contribui para aumentar a autonomia das pessoas no seu cuidado e no debate com os profissionais e os gestores a fim de alcançar uma atenção de saúde de acordo com suas necessidades (FALKENBERG, 2014). O MS criou em 1994 a Estratégia Saúde da Família (ESF) na tentativa de repensar os padrões de pensamento e comportamento dos profissionais e cidadãos brasileiros. A ação educativa em saúde se refere às atividades voltadas para o desenvolvimento de capacidades individuais e coletivas visando à melhoria da qualidade de vida. Dentre as ações da ESF, emergem as ações educativas como ferramenta fundamental para estimular tanto o autocuidado como a autoestima de cada indivíduo, de toda a família e comunidade. (ROECKER, 2012).
OBJETIVOS: Identificar na literatura científica os principais modelos de educação em saúde utilizada pelos profissionais da
estratégia de saúde da família.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura. A realização desse estudo ocorreu em seis etapas: escolha do tema, metas
de trabalho, levantamento bibliográfico, leitura do material, seleção e interpretação do material analisado, finalizando com a produção do texto. Deste modo, foram selecionadas as produções científicas sobre a temática no período de agosto de 2015, nas bases de dados Scielo e Google científico, e buscou-se identificar os modelos de educação em saúde mais utilizados pelos profissionais na ESF. Foram encontrados 31 artigos, que no seu contexto abordavam sobre Educação em saúde, sendo 25 artigos excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão: artigos em português com textos completos, publicados nos últimos cinco anos e que correspondessem aos objetivos da citada pesquisa. Como critérios de exclusão, artigos incompletos, em outras línguas, fora do período. Foram utilizadas as palavras-chave: Educação em saúde e Estratégia Saúde da Família.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: De acordo com os objetivos propostos por este trabalho foram encontrados na pesquisa
bibliográfica os modelos de educação em saúde mais utilizados pelos profissionais da ESF, quais sejam: Educação Tradicional Hegemônica Unidirecional e Modelo Dialógico Bidirecional. Rodrigues (2010) aponta que, na prática cotidiana, os profissionais ainda desenvolvem suas ações, na sua maioria, tomando como base o modelo tradicional. Isto é uma educação unidirecional com um repasse de conhecimento pronto da parte do profissional para o usuário. Embora no mesmo estudo mostre que os profissionais tenham conhecimento teórico a respeito de modelo dialógico emancipatório, falta uma formação que traga mudanças nos paradigmas existentes nas práticas de educação em saúde. Junqueira; Santos (2013) afirmam que a atuação do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família mantém ainda uma conduta biologicista, conservando o modelo tradicional e hegemônico, no qual o repasse de informações ainda é feito de forma verticalizada para um usuário passivo. De acordo com a visão das mesmas, isso ocorre devido a uma reação da formação profissional recebida por estes enquanto graduandos, a qual o modelo de ensino é do tipo bancário, com transferências de conhecimento fragmentada e verticalizada. Goulard; Cervera; Parreira (2011) referem que, mesmo que estes profissionais apontem a educação em saúde como um elemento essencial no cuidado, observa-se ainda que vem sendo realizada verticalmente, com um sentido único profissional usuário e como responsabilidade individual, com funções delimitadas de quem é o educador e quem é o educando, ou seja, quem tem o poder de ensinar e quem deve aprender.
1 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 2 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 3 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 4 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 5 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 6 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA) - 7 - FACULDADE SANTO AGOSTINHO (FSA).
Apesar de os profissionais mostrarem conhecimentos atuais sobre o tema, reproduzem a prática de educação em saúde de forma limitada, tecnicista, intervindo apenas no processo de doença, sem ocorrer a troca de conhecimento. Oliveira (2011) constata que a prática educativa é desenvolvida pelos profissionais do estudo, principalmente, através de reuniões e palestras. Ou seja, o modelo utilizado é o dialógico, bidirecional e horizontal, no qual as ações educativas são construídas de forma a valorizar o vínculo entre os profissionais e a comunidade, tornando-os corresponsáveis e autônomos de sua saúde.
CONCLUSÃO: Através dos estudos selecionados constatou-se que Educação em Saúde é de suma importância para os
profissionais e comunidade. Pode se perceber que os modelos de educação em saúde utilizados pelos profissionais da Estratégia Saúde da família ainda são modelo de transmissão vertical dos conhecimentos. Que isso acontece pela própria formação desses profissionais que recebem uma educação tradicional bancário, no qual o conhecimento é repassado. Apesar de o tema ser abordado pelos profissionais da ESF ainda se faz necessário que os mesmos sejam capacitados sobre as práticas inovadoras de educação em saúde. De acordo com a análise, pode-se concluir que o principal impasse para o desenvolvimento do modelo dialógico é a falta de formação dos profissionais da equipe e uma mudança na cultura existente. Assim, ao se realizar este estudo espera-se contribuir de forma direta para a inserção da Educação em Saúde com base em um modelo dialógico nas práticas cotidianas dos profissionais no contexto da ESF.
REFERÊNCIAS:
CERVERA, D. P. PARREIRA, B .D .M;. GOULART, B. F. Educação em saúde: percepção dos enfermeiros da atenção básica em Uberaba (MG). Ciência & Saúde Coletiva. Uberaba, v. 16(Supl. 1), p. 1547-1554, 2011.;
FALKENBERG, M. B; MENDES, T. P. L; MORAES, E. P; SOUZA, E. M.D. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciênc. saúde coletiva. Rio Janeiro, v.19, nº 3, Mar. 2014.;
JUNQUEIRA, M. A.D.B; SANTOS, F. C. D. S. A educação em saúde na Estratégia Saúde da Família sob a perspectiva do enfermeiro: uma revisão de literatura. Rev. Ed. Popular. Uberlândia, v. 12, n. 1, p. 66-80, jan./jun. 2013.;
OLIVEIRA, R. L;. SANTOS, M. E. A. Educação em saúde na estratégia saúde da família: conhecimentos e práticas do enfermeiro. Revista Enfermagem Integrada. Ipatinga: Unileste-MG, v.4, nº.2 - Nov./Dez. 2011.;
RODRIGUES, D; SANTOS, V. E. D. A Educação em Saúde na Estratégia Saúde da Família: uma revisão bibliográfica das publicações científicas no Brasil. J Health Sci Inst. São Paulo, v. 28(4), p. 321-4 321, 2010.;
ROECKER, S; BUDÓ, M. D. L. D; MARCON, S. S. Trabalho educativo do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família: dificuldades e perspectivas de mudanças. Rev Esc Enferm USP. São Paulo, v. 46(3), p. 641-9, 2012.;