Acteur 1 Acteur 2 Acteur i Acteur n Influence
1. La gestion de l’eau d’irrigation : Une lecture des changements institutionnels par le modèle d’Easton
Decorridos cinco anos após a implementação do processo de auto-avaliação registámos as impressões dos actores educativos nomeadamente, os elementos da equipa, a directora da escola, os encarregados de educação, os outros professores e a equipa da IGE acerca
do ambiente educativo bem como o que pensam sobre a forma como decorreu o trabalho da equipa.
Ao analisarmos o ambiente educativo da escola, cinco anos após a implementação do processo de auto-avaliação podemos dizer que houve mudança de comportamentos. As expressões utilizadas no início do processo para caracterizar o ambiente educativo: “um ambiente de … completamente contra todo e qualquer tipo de avaliação” (E1 p.13) evidenciavam um clima da escola que “não era muito favorável à implementação da auto-avaliação” (NC nº1).
A questão da avaliação do desempenho docente, ao criar representações negativas sobre a avaliação nos professores foi interferente com a auto-avaliação da escola enfraquecendo as dinâmicas do processo, criando resistências e receios nos actores relativamente à sua implementação e desta forma influenciando o ambiente educativo que os actores designaram como ambiente contra qualquer tipo de avaliação.
Contudo, o esforço da equipa no sentido de envolver toda a comunidade educativa neste processo, evidenciando o facto de a auto-avaliação não pretender ser a avaliação dos professores mas sim de toda a escola, apostando numa mudança de mentalidades atenuou este ambiente inicial “hostil”. Como referem os nossos entrevistados:
“mudou a cultura de escola, eu acho que depois da resistência, efectivamente acho que está implementada uma cultura de auto-avaliação” (E3 p.9)
Na sua “auto-avaliação”, os elementos da equipa foram unânimes ao afirmar que todo o percurso do processo de auto-avaliação foi um processo de aprendizagem para todos cuja evolução se tem feito sentir, nomeadamente ao nível da melhoria da qualidade do trabalho desenvolvido.
Apesar de serem visíveis falhas no trabalho desenvolvido pela equipa, nomeadamente ao nível do fraco envolvimento da escola na auto-avaliação, não nos podemos esquecer que os caminhos avaliativos percorridos pela equipa esbarraram-se em dificuldades, como questões técnicas, saberes e conhecimentos que não estando consolidados dificultaram o desenvolvimento do processo.
Contudo, ainda que o processo inicial tenha sido o desbravar caminho, não tem nada a ver com a segurança, com a metodologia e com os procedimentos que actualmente seguem.
Por seu lado, a avaliação que a Directora da escola faz do trabalho da equipa é bastante positiva, reforçando a competência dos seus elementos.
“Acho que trabalham bem, fazem um bom trabalho, são pessoas muito empenhadas, muito responsáveis e se temos as coisas também se deve a eles.” (DE p.11)
“ela (a directora) nem quer que aquilo passe para outras mãos, nós (equipa de auto-avaliação), já tivemos vontade de sair, venham outros, nós estamos cansadas, começa a ser mais do mesmo, venham outros…(comentário da directora) não! São estes! Porque mais ninguém sabe fazer o que vocês estão a fazer.” (E1 p.20)
Por sua vez, os encarregados de educação, embora com uma participação apenas indirecta no processo, avaliam como positivo o trabalho da equipa:
“Os encarregados de educação, eu lembro-me a primeira vez que nós fomos à assembleia de escola e apresentámos havia alguém que estava na Auto-europa e ligado também à auto-avaliação da empresa e lembro-me que no final foi ter connosco e disse-nos vocês têm aqui um trabalho muito bom, nós fazemos isto assim também na empresa” (E1 p.20)
Relativamente aos outros professores nota-se que existiu evolução em relação ao envolvimento e valorização do trabalho da equipa ainda que a percepção que ficou é que os resistentes, aqueles professores que sempre rejeitaram a auto-avaliação são aqueles que agora a aceitam mas como imposição, na lógica de prestação de contas e não de melhoria para a escola.
“eu acho que finalmente, vou falar mais directamente dos meus colegas, dos docentes, as pessoas perceberam que quer queiramos quer não, a escola tem que prestar contas (…)” (E3 p.9)
“é lógico que sabemos que temos já muita gente do nosso lado, é positivo saber que na escola as pessoas já sabem – existe auto-avaliação, continuamos a trabalhar, mas a tal hostilidade por parte de alguns elementos mantém- se…mantém-se” (E2 p.6)
A equipa da IGE, relativamente ao trabalho desenvolvido pela equipa de auto-avaliação considerou que conduziu à identificação dos pontos fracos e fortes do funcionamento da escola e “reflecte uma atitude de auto-questionamento, conducente à melhoria do desempenho organizacional, preconizando a implementação de uma metodologia regular e sistemática que monitorize a eficácia das acções de melhoria adoptadas.” (Doc. A1 p.4)
Referiu ainda no seu relatório que:
“Os mecanismos de auto-avaliação implementados já tiveram impacto na gestão, no planeamento das actividades escolares. Estão delineadas acções de melhoria como forma de promover o sucesso educativo dos alunos (nomeadamente ao nível da implementação de apoios e do desenvolvimento de planos e projectos) (Doc. A1 p.12)
Porém, argumentou que tendo a equipa procedido à aplicação de novos instrumentos de recolha de dados, produziu informação de retorno e contribuiu para a adopção de acções de melhoria embora desta evolução não tenha surgido a construção de planos formais de melhoria. Referiu também que, embora os alunos, pessoal não docente e pais/EE tenham conhecimento do processo de auto-avaliação em curso, em geral, desconhecem os resultados, confirmando assim a sua participação apenas indirecta.
Nas suas considerações finais considerou como ponto fraco o facto da equipa de auto- avaliação ser constituída apenas por docentes.
“A equipa de avaliação é constituída exclusivamente por docentes o que dificulta a apropriação do processo por parte dos outros elementos da comunidade escolar (Doc. A1 p.12)