ANALYSE DES RÉSULTATS PAR MÉTIER
4. Gestion d’actifs, assurances et banque privée
Obter os recursos para vida sustentável fora do planeta, ainda que estejamos longe da tecnologia necessária, já faz parte de estudos de organismos internacionais. Sociedades vivendo no espaço em tempo integral, em estações espaciais ou mesmo em outro planeta, indústrias de extração de minérios, indústrias químicas e outras de atividades poluentes e predatórias instaladas no espaço, hoje exclusividade da ficção científica, podem ser uma solução para os problemas relacionados ao esgotamento dos recursos naturais da Terra.
Para sobrevivência de humanos no espaço por longos períodos, dois grandes desafios precisarão ser enfrentados primeiro: o cultivo de plantas no espaço – a agricultura espacial, e a mineração de corpos celestes. Uma vez que desenvolva a capacidade de produção agrícola no espaço e a capacidade de extração de minérios de corpos celestes, a humanidade terá resolvido seus maiores problemas para viabilizar a colonização do espaço: alimentação e energia para abastecer transportes e para sustentação dos equipamentos de suporte à vida. A ISS é o primeiro grande laboratório para pesquisas em condições de aprofundar estudos nesse sentido.
No ano de 2011, o presidente dos EUA manifestou a intenção de instalar uma base permanente na Lua. A exploração da energia contida no elemento hélio-3, abundante na Lua e indisponível naturalmente na Terra, é o primeiro impacto entre as possibilidades desta ocupação do satélite. Cientistas da Universidade Wisconsin-Madison afirmaram que a Lua possui toda a energia que a Terra necessitará nesse milênio (conforme o site Inovação Tecnológica). A Lua também poderia ser uma excelente fonte de recursos que poderiam ser transformados em materiais úteis aos astronautas, como o oxigênio e a água, que poderiam ser obtidos a partir das rochas e do solo lunar. No interior das crateras lunares poderia ser encontrado gelo e gases como o hidrogênio, hélio e nitrogênio.
Além da Lua, os asteróides têm um enorme potencial para a indústria de mineração. Segundo John S. Lewis, autor do livro de mineração do espaço Explorando o Céu, um asteróide com o diâmetro de um quilômetro deveria ter massa aproximada de 2 bilhões de toneladas e conteria 30 milhões de toneladas de níquel, 1,5 milhões de toneladas de cobalto e 7.500 toneladas de platina. Somente a platina valeria mais de 200 bilhões de dólares (conforme o site HowStuffWorks). A NASA estima que as riquezas minerais do cinturão de asteróides ultrapassem os 100 bilhões de dólares para cada habitante da Terra.
As atuais pesquisas da agricultura espacial estão direcionadas às soluções para contornar alguns elementos que afetam o crescimento das plantas no espaço, como a microgravidade, a iluminação artificial (dentro das estações espaciais), os contaminantes (o ar e a umidade diferentes das condições da Terra), a redução de espaço e o meio de fixação das plantas.
Uma vez que o objetivo é a produção de uma fonte de alimentos regenerativa que venha a possibilitar uma exploração espacial de longo prazo, as experiências em andamento são com plantas que têm muitas partes comestíveis, como a lentilha, o trigo, folhas verdes e a soja,
Os impactos das conclusões destas pesquisas podem ter também aplicações na vida da Terra, aumentando nosso conhecimento sobre a agricultura. Dados detalhados de como as plantas crescem podem nos ajudar na produção de plantas mais resistentes, com plantações de melhor qualidade, safras melhores, estufas e sistemas agrícolas melhor controlados.
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ONSIDERAÇÕES FINAIS
O objeto de estudo da Geografia tem se limitado aos Reinos da Terra. Sobre os processos, lugares, tempo e espaço, redes e fluxos, principalmente na superfície da Terra. Com o avanço da tecnologia espacial, a conquista do espaço vai, lentamente, se tornando uma realidade. A humanidade está deixando de ser uma espécie exclusivamente terrestre.
Se, num primeiro momento, a conquista do espaço tinha como único objetivo a demonstração de superioridade tecnológica, a exploração espacial é hoje fundamental em termos estratégicos e de desenvolvimento, podendo vir a ser fonte abundante de energia, água, minerais, produtos agrícolas e até abrigar colônias humanas quando os recursos naturais da Terra se tenham, finalmente, exauridos.
A tecnologia espacial já produz satélites, foguetes, sondas, espaçonaves, estações espaciais, afeta as economias dos países, produz lixo, conflitos de interesses entre as nações, novas indústrias e um sem fim de produtos e tecnologias de uso diário no planeta.
Com a territorialização, o espaço sideral torna-se lugar de relações sociedade-natureza e homens-homens, torna-se espaço de ação e poder (Dallabrida, 2002). O Tratado Espacial define o espaço sideral como território da humanidade. Nenhuma nação poderá requerer posse do espaço, da Lua ou de qualquer outro corpo celeste. A Geografia tem papel importante na análise da ocupação espacial que tende a se intensificar nas próximas décadas. Ela deve ser capaz de evitar que, nesse processo, se repitam os problemas sócio-político- ambientais que temos hoje no planeta. Mudanças climáticas, recessão econômica, secas, inundações, terremotos, pessoas sem acesso a água limpa. A Geografia precisa se envolver nas questões do uso do espaço sideral, estar bem preparada, ter conhecimento e planejamento para responder onde, como, porque e como isso se relaciona com a sociedade num meio de grande escala?
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EFERÊNCIAS
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