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4. CASE STUDY: SANTS-MONTJUÏC

4.3. Method of study

4.3.1. Gentrification indicators

A delimitação da área de pesquisa dos termos, para a construção do referido glossário, foi centrada em publicações gerais na área de especialidade das ciências agrárias. Foram pesquisados vocábulos em diversas fontes: revistas, artigos científicos e internet. Também, contatos com professores ligados à área de agropecuária do Instituto Federal Catarinense (IFC) foram realizados, com o fim de subsidiarem o trabalho através da sugestão de termos que fossem de uso comum em suas disciplinas e que, posteriormente, poderiam aparecer na publicação. O objetivo desse trabalho era o de oferecer subsídios para que os estudantes pudessem conhecer o que fosse de uso mais comum do vocabulário em inglês no campo da agropecuária.

5.1.4 A macroestrutura

De acordo com os pressupostos teóricos estabelecidos pela Lexicografia, aplicáveis também à Terminografia quanto à arquitetura de um dicionário ou de um glossário, a organização da macroestrutura deve

auxiliar com informações básicas ao consulente, contendo dados sobre o termo-entrada. Hartmann (2002: 64) considera que a macroestrutura corresponde ao conjunto de entradas, que são organizadas de forma alfabética nos dicionários, constituindo uma “seqüência sistemática de um sistema lógico”.

Segundo Béjoint (2000), o conceito de macroestrutura é usado para referir-se à maneira como as entradas são organizadas nos diferentes dicionários. Para Welker (2004):

Macroestrutura refere-se à forma como o corpo do dicionário é organizado. Empregando-se o termo nesse sentido, pode-se caracterizar a macroestrutura mediante perguntas como: o arranjo das entradas é temático ou alfabético? Os verbetes tem todos o mesmo formato? Há ilustrações gráficas e/ou tabelas no meio dos verbetes? Informações sintáticas ou outras estão colocadas fora do bloco dos verbetes? (WELKER, 2004: 80-81).

Apresentamos abaixo informações a respeito da macroestrutura da obra.

5.1.4.1 Número de lemas

O glossário possui um total de 3.093 (três mil e noventa e três) lemas. São usados os termos lema, entrada, ou, ainda, palavra-entrada para os lexemas escolhidos que constituem os itens lexicais ou terminológicos arrolados nos dicionários. Conforme Welker (2004), apesar de ser uma forma criticada, geralmente toma-se como lema a forma básica ou canônica da palavra: o infinitivo dos verbos, o singular masculino dos substantivos e dos adjetivos. Porém, o mesmo autor também admite que “para ajudar consulentes cuja língua materna não é a do dicionário, ou mesmo falantes nativos pouco competentes na sua própria língua, seria importante que o dicionário desse como lema também formas flexionadas” (WELKER, 2004:91). Já, quando se trata de lemas formados por termos, esses são registrados em sua forma plena, da mesma forma como são utilizados na comunicação profissional, podendo, então, ser reproduzidos também no feminino, no plural ou na forma de sintagma (Krieger e Finatto, 2004), como é o caso de alguns lemas arrolados na obra em questão, por exemplo: cultivos associados (associated crops), na página 75.

Os 3.093 lemas que constituem o glossário em foco são assim distribuídos: 1.225 (um mil, duzentos e vinte cinco) na direção inglês- português; 1.134 (um mil, cento e trinta e quatro) na direção português-

inglês; 356 (trezentos e cinquenta e seis) no vocabulário temático inglês- português e 378 (trezentos e setenta e oito) no vocabulário temático português-inglês. No quadro demonstrativo a seguir, apresentamos a organização das seções do glossário propriamente dito (excluindo-se aqui os textos externos, que serão vistos mais adiante), com o número correspondente de lemas.

QUADRO 7: Organização do glossário e respectivos números de lemas.

G L O S S Á R I O SEÇÕES Nº LEMAS Vocabulário inglês-português 1.225

Vocabulário temático inglês-português: Vegetables – Seeds – Roots

Fruits

Grains – Cereals General Plants

Animals – Fows – Insects Machinery and Components Tools Total Seção 49 45 23 45 66 115 13 356 Vocabulário português-inglês 1.134

Vocabulário temático português-inglês: Hortaliças – Sementes – Raízes Frutas

Grãos - Cereais Plantas em Geral

Animais – Aves – Insetos Maquinaria e Componentes Ferramentas Total Seção 65 62 20 48 62 109 12 378 Total 3.093 Fonte: do autor.

5.1.4.2 Forma de ordenação dos lemas

Quanto à forma de ordenação das entradas, temos, para as seções onde são apresentados os lemas no vocabulário inglês-português/português inglês a forma de arranjo alfabético em ordem linear, chamada estrutura lisa. Este tipo de ordenação segue estritamente a ordem alfabética linear, com cada lema aparecendo recuado à esquerda. Já, para os lemas

apresentados por campos semânticos (vocabulário temático onde estão representados: vegetais, frutas, grãos, plantas, animais, maquinaria e ferramentas) temos o arranjo chamado ninho léxico. Neste tipo, a ordenação de todos os itens que se relacionam ao lema principal são colocados dentro de um mesmo bloco, ainda que a progressão alfabética linear seja interrompida (WELKER, 2004). As figuras a seguir ilustram a macroestrutura do glossário. A primeira apresenta a entrada em ordem alfabética e a segunda por campos semânticos:

FIGURA 2: Macroestrutura do Glossário direção inglês-português

FIGURA 3: Macroestrutura do Glossário – vocabulário temático direção inglês-português

Fonte: Santos, 2006: 51. 5.1.6 A microestrutura

Rey-Debove (1971) caracteriza microestrutura como um conjunto das informações coordenadas de cada verbete após a entrada. Na mesma

direção, para Hartmann (2002: 64): “uma estrutura de ordenação formada de classes de itens que têm a mesma função [...] uma maneira (preferencialmente hierárquica) de mostrar como as várias categorias de informação são dispostas dentro da entrada”.

Deste modo, as informações a serem disponibilizadas e sua organização no interior dos verbetes constitui a microestrutura nos mais variados tipos de dicionários e glossários.

Hausmann & Werner (1991) dividem a microestrutura presente nos dicionários em: integrada; não integrada; semi-integrada e parcialmente integrada.

Na “integrada”, as respectivas informações sintagmáticas (colocações, etc.) são apresentadas em cada acepção.

Na “não integrada”, as informações sintagmáticas são separadas das diversas acepções, aparecendo no final do verbete, às vezes num bloco à parte.

A “semi-integrada” tem a mesma organização da “não integrada”, mas os sintagmas que estão no final recebem números que se referem à acepção à qual pertencem, permitindo, assim, uma melhor identificação.

A “parcialmente integrada” é como a “integrada”, mas alguns sintagmas estão colocados no final, num parágrafo ou bloco à parte, porque não está claro a que acepção pertencem (HAUSMANN & WERNER, 1991:2748).

No caso do glossário em questão, tendo características de um glossário terminológico bilíngue, não apresenta definições. Oferece aos lemas as suas formas equivalentes (termos e sintagmas terminológicos) na língua de chegada. Quanto ao tipo de microestrutura que segue a obra, podemos denominar, de acordo com os critérios estabelecidos por Hausmann & Werner (1991), como não integrada nas seções onde os termos são apresentados pelas entradas em ordem alfabética nas direções inglês/português/inglês (conforme figura 1), uma vez que os termos sintagmáticos apresentam-se separados dos lemas a que se referem. Já, na seção em que os termos são apresentados por campos semânticos (vocabulário temático), o tipo de microestrutura que segue é a integrada, visto os termos sintagmáticos virem, ainda que em espaço recuado, logo abaixo das entradas às quais estabelecem relações semânticas.

Ainda, na microestrutura, são apresentadas ilustrações com o intuito de estabelecer ao termo relações estético-explicativas.

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