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GENERAL SETTING

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2. GENERAL SETTING

Na discussão sobre o papel estratégico da TI em uma organização, é importante distinguir os conceitos de sistema de informação e sua relação com a TI no contexto empresarial.

Davies (2009, p.100) visualiza um sistema de informação como um conjunto composto de atores humanos do processo de comunicação e dos atos da informação em que:

dentro de um sistema de informação e comunicação quanto é armazenado, manipulado e transmitidas através da tecnologia da informação - estes são todos os atos formativos ou dados. Os seres humanos utilizam a comunicação para ampliar o alcance de seus atos comunicativos através do tempo e do espaço, bem como entre múltiplos atores.

Portanto, a relação entre um sistema de informação e um sistema de TIC ocorre por meio da ligação com a produção ou de atos performativos no amplo contexto dos sistemas de informações.

O detalhamento do sistema de informação citado por Davies (2009) para uma organização pode ser visualizado na figura 2.2.

Analogamente, pode-se definir um sistema como componentes interconectados para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações. No sentido de facilitar o planejamento estratégico, o gerenciamento e o processo decisório nas organizações, definindo as funções e responsabilidades de cada setor.

Posto isto, pode-se dizer que um SI só é eficaz quando compartilha dado e informações, respectivamente.

No âmbito da TI, os níveis de informação e de decisão organizacional que compõem uma empresa são importantes para a hierarquia existente neste ambiente. Portanto, a pirâmide empresarial constitui-se em nível estratégico, tático e operacional.

A forma de decisão em cada nível requer atitudes diferentes de agregação da informação, e os diferentes níveis de tomada de decisão exigem formas diferenciadas de informações em seus processos.

Para Silva e Costa (2009, p. 309) “alcançar o sucesso através do uso adequado da TI é fundamental para todas as organizações. A TI é responsável por muitos benefícios quando usado como uma arma estratégica e pode ajudar os gestores de todos os níveis nas organizações”.

Segundo Silva e Costa (2009) o nível de informação e de decisão organizacional pode ser entendido por meio de suas dimensões que incluem:

Operacional - centro de decisões operacionais sobre o controle das atividades operacionais da empresa. Visam alcançar os padrões predefinidos de funcionamento, com controles em detalhe e planejamento. O pessoal técnico da empresa é encontrado neste nível da hierarquia.

Tático ou Gerencial - as decisões táticas ocorrem nos setores intermediários e geram ações que têm pouco impacto no funcionamento estratégico da empresa. Essas decisões emanam do planejamento e controle gerencial ou de planejamento tático. A média gerência responsável pelas decisões táticas ou gerenciais é encontrada neste nível da hierarquia.

Estratégico - neste nível, as decisões são tomadas pela gestão de topo e geram ações com efeitos de longo prazo que são mais difíceis de reverter. As decisões vêm do setor de planejamento estratégico da organização. Construção de novas plantas ou desenvolvimento de uma nova linha de produção são exemplos de tal planejamento.

Nas pesquisas realizadas nas pequenas e médias empresas de construção em Ponta Grossa - Pr, constata-se por meio dos diretores das empresas, que grande maioria dos planejamentos e tomada de decisões em nível estratégico são elaborados pelo diretor

proprietário da empresa. Não há, no entanto a participação de outros atores do processo. Além disso, todos os planejamentos e tomadas de decisão são decididos e acionados, individualmente, pelo empresário e seu sócio, se houver. Desse modo, podem ocorrer riscos de prejuízos para a empresa e em outros casos devido à atitude individualista do empresário, a empresa poderá não alcançar um desenvolvimento tecnológico adequado e satisfatório. Neste caso, o desempenho empresarial estará comprometido. Por isso, as ineficiências que podem ocorrer na empresa, justificam a implantação do modelo de gestão com o intuito de melhorar a gestão e o desempenho empresarial.

Alguns casos são a priori evidentes como no nível tático observado nas pequenas e médias empresas de construção estudadas, existem dificuldades de repasse de informações de qualidade entre os setores em nível de planejamento tático. Os responsáveis, por negligência ou imperícia de controle, repassam projetos ou serviços apenas no final do processo, resultando desvios de comunicações, confusões de planejamento e ações efetivas divergentes. Ficou claro, através das observações realizadas pelas entrevistas junto aos responsáveis, que os compartilhamentos das informações ocorrem, normalmente, em nível de tomada de decisão, não havendo, muitas vezes, a comunicação dos detalhes de execução. Logo, as resultantes são os prejuízos operacionais e econômicos.

Para a pequena e média empresa - PME desenvolverem uma integração dentro do contexto de decisões táticas poder-se-ia estabelecer métodos de gerenciamento, procedimentos e processos de trabalho que integrem a função produção e suas fronteiras (engenharia de execução, marketing, jurídico, engenharia de projetos), evitando-se desvios e bloqueios de informações. Posto isto, o modelo de TI para gestão de PME da construção civil pode auxiliar no melhor desempenho empresarial.

Em nível operacional, as PME de construção estudadas sequer utilizam registros. Além disto, muitas vezes o procedimento é informal, resultando em serviços e produtos com baixa qualidade, desregulamentações. Isto tudo impossibilita melhorias de planejamento e ações preventivas ou corretivas em serviços e processos. O que pode também dificultar para as PME de construção alcançar um patamar adequado com qualidade em processos e serviços dentro de padrões internacionais ou terem dificuldades para compor alianças estratégicas e competitivas com empresas estrangeiras por meio de Joint venture ou gestão de parceria. Neste ponto, é necessário o domínio empresarial estar alinhado com a estrutura organizacional e a um sistema de informação que se alinhe aos processos da empresa, resultando em uma integração entre a função produção, os setores e o planejamento.

No ambiente da construção civil é natural os diretores assumirem a responsabilidade pelo seu pessoal, seus orçamentos e suas estratégias, mas geralmente procuram transferir a responsabilidade da TI para outras pessoas. Este sentimento é corroborado por Weill e Ross (2009, p.13) quando afirmam que a “TI pode ser uma ferramenta de negócios ubíqua, mas ela consegue fazer com que gerentes competentes se ajoelhem”. Portanto, se os diretores e gerentes não aceitam a responsabilidade pela TI a empresa estará jogando seus investimentos em tecnologia em várias iniciativas táticas sem um impacto significativo nas capacidades empresariais o que, inevitavelmente, transformará a TI em um grande passivo sem qualquer extração de valor.

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