Filho de Antônio Ferreira da Costa Filho e Esther Franco,
Lysimaco Ferreira da Costa107 nasceu em Curitiba (PR) em 1883 e
faleceu em 1941, na mesma cidade. “Procedente de família pobre, mas intelectualizada” (ABREU, 2007), teve avô e pai professores e iniciou seus estudos na Escola da Primeira Cadeira onde seu tio, Manoel Ferreira da Costa, era diretor; prestou exames finais na Escola dos Bons
Meninos, aprovado com distinção. Ingressou no Ginásio Paranaense em
1896 e, após esta formação, deu sequência aos estudos em escola militar, em 1901. Antes, porém, em 1900, frequentou o Sexto Regimento
de Artilharia de Campanha, localizado em Curitiba, obtendo licença no
mesmo ano para se matricular na Escola Preparatória e de Tática do
Rio Pardo, localizada no Rio Grande do Sul, para onde se mudou, em
março de 1901. Abreu (2007) observa que essa escola de formação militar e de orientação positivista, contrastava com a predominância da formação literária das elites e da cultura livresca dos bacharéis.
Prestou os exames finais da Escola Preparatória e de Tática do
Rio Pardo em 1903, mesmo ano em que iniciou seus estudos na Escola
Militar do Brasil, na capital – Rio de Janeiro. O curso foi interrompido,
pois Lysimaco Ferreira da Costa estava entre os alunos expulsos da Escola no ano de 1904, quando estivera envolvido com a Revolta da
certo modo, ajudou a projetar o nome de Sampaio Dória, em 1920, como reformador da instrução pública de São Paulo.
107 Os dados biográficos foram construídos a partir das seguintes referências:
Costa (1987); Ferreira (1993); Moreno (2003; 2007); Souza (2004ª); Abreu (2007).
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Escola Militar do Brasil108. Em 1905 o governo concede anistia a todos os alunos envolvidos, porém ele não retornou à escola e abandonou os planos de seguir carreira militar. No ano de 1913, retomou seus estudos, mas em outra perspectiva: matriculou-se no Curso de Engenharia na recém-criada Universidade do Paraná e obteve o título de engenheiro geógrafo (1914) e engenheiro arquiteto e engenheiro civil (1916).
Em 1906 casou-se109 e, no mesmo ano, deu início ao exercício da docência, quando prestou concurso para o Ginásio Paranaense110 na cátedra de Química e Física, sendo aprovado. Abreu (2007, p. 70) relata que “havia apenas dois candidatos inscritos para o concurso: Lysimaco Ferreira da Costa e o padre João Leconte, recém-chegado de Paris. Os demais candidatos retiraram suas inscrições, ao saber do “valor do concorrente padre João Leconte”.
Em 1915 passou a atuar como professor catedrático de Mineralogia e Geologia Agrícolas e, em 1916, nas disciplinas de Química Analítica e Química Agrícola no curso de Agronomia – anexo à Faculdade de Engenharia – da Universidade do Paraná. Suas atividades no magistério incluiu a atuação, a partir de 1920, como professor de Pedagogia na Escola Normal de Curitiba e destaca-se a gestão em instituições educativas pelos cargos ocupados: nomeação para dirigir a Escola Agronômica do Paraná (1918) e para dirigir o Ginásio Paranaense e a Escola Normal de Curitiba (1920).
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Essa Revolta seguiu o movimento contra a Lei aprovada pelo Congresso Nacional em 31 de outubro de 1904, cujo movimento ficou conhecido como Revolta da Vacina (seu representante, expoente em defesa da vacina obrigatória, foi o jovem médico sanitarista, Oswaldo Cruz). A referida Lei tornava “obrigatorias, em toda a Republica, a vaccinação e a revaccinação contra a variola. O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil: Faço saber que o Congresso Nacional decretou e eu sancciono a lei seguinte: Art. 1º A vaccinação e revaccinação contra a variola são obrigatorias em toda a Republica”. Todavia, a Revolta da Escola Militar também tinha fins políticos, com intenção de desestabilizar o governo de Rodrigues Alves, em defesa da restauração das bases militares dos primeiros anos da República. Entretanto, a Revolta foi contida.
109 Lysimaco Ferreira da Costa casou-se com Esther que faleceu em 1920,
quando deu à luz ao décimo primeiro filho do casal. Lysimaco casou-se novamente com a irmã de Esther – Maria Ângela – e com esta não teve filhos.
110 Neste Educandário substituiu lentes nas disciplinas de História Natural
(1909); Aritmética e Álgebra (1917); participou de bancas de concurso e seleção de professores (COSTA, 1987, p. 42).
A participação em outras duas instituições111 também marcam a trajetória do intelectual: membro da Loja Maçônica112 Luz Invisível e da
Associação Sete de Setembro. Lysimaco Ferreira da Costa foi eleito para o cargo de secretário da Associação e nela permaneceu por quase o mesmo período (1907-1912) em que fez parte da maçonaria (1907 a 1913); seu desligamento desta se fez por incompatibilidade113 com a filosofia defendida pelo grupo de maçons. Abreu (2007) informa que não foi possível localizar e confirmar a ligação direta entre uma instituição e outra, mas pode conferir que algumas pessoas ligadas à Loja citada também participavam da Associação.
Além da docência, no final da década 1910 e anos de 1920, Lysimaco Ferreira da Costa assumiu cargos e funções na esfera administrativa do seu Estado. Em 1920 Caetano Munhoz da Rocha – católico fervoroso e assumido – é empossado como governador do
111 Lysimaco Ferreira da Costa participou de associações ou representatividades:
Instituto Brasileiro de Filologia (RJ); Sociedade Brasileira de Educação (RJ); Associação Brasileira de Educação – ABE (RJ); Associação Paranaense de Educação (PR); Liga Pedagógica de Ensino Secundário (RJ); Instituto Nacional de Ciência Política (RJ); Instituto Científico de Estudos Corporativos (RJ); Sociedade Amigos de Alberto Torres (RJ); Centro Dom Vital (RJ); Instituto de Engenharia do Paraná (PR); Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RJ); Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (PR); Sociedade Fluminense de Agricultura e Indústrias Rurais (RJ); Bureau Internacional de Educação (Instituto Jean Jacques Rousseau – Genebra); Academia de Letras do Paraná (PR); Sociedade Magnética de França (Paris). Cf. (COSTA, 1987, p. 595-596).
112 A maçonaria pode ser entendida como uma organização fraternal, anticlerical
e que possui como estrutura organizativa a Loja e como símbolos o compasso, o esquadro e a acácia. Marchette pesquisou o anticlericalismo nas primeiras décadas no Paraná e oberva: “O termo anticlerical adjetiva aquele(a) que é contrário(a) ao clero, à clerezia, e não à religião. O anticlericalismo, portanto, não é uma postura ateia diante do cristianismo, mas um posicionamento contrário à influência do clero na vida pública e privada” (MARCHETTE, 1999, p. 01).
113 Abreu (2007, p. 85-86) informa que a filha de Lysimaco Ferreira da Costa –
Maria José Franco Ferreira da Costa – em depoimento datilografado (1992) afirmou que a Loja da qual seu pai fez parte cogitou o apedrejamento a uma procissão que sairia da Igreja Bom Jesus e que ele havia se pronunciado contrário ao ato (que de fato não ocorreu). Após isto foi convidado a comparecer em sessão especial, em maio de 1913, para explicações sobre seu posicionamento. Lysimaco mantivera sua opinião e ainda teria exposto outros pontos que considerava negativos em relação ao grupo e à organização. Foi o fim da sua ligação com a referida Loja.
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Estado do Paraná, eleito pelo Partido Republicano do qual Lysimaco também era membro. Este se firmou como homem de confiança do governador e recebeu a nomeação para dirigir o Ginásio Paranaense (1920), naquele Estado.
Lysimaco Ferreira da Costa esteve envolvido nas ações reformistas no Estado do Paraná e, a partir dos anos de 1920, sua atuação ficou mais evidenciada. No primeiro mandato administrativo de Caetano Munhoz da Rocha, o paulista, César Pietro Martinez114, assumiu a Inspetoria Geral do Ensino do Paraná na intenção de que correspondesse às intenções do governo no empreendimento de uma reorganização do aparelho educacional.
Todavia, no início dessa década, César Pietro Martinez chegou ao Paraná e “como mediador do moderno” (SOUZA, 2004a) assumiu a gestão (1920-1924) da Inspetoria Geral do Ensino – antes Diretoria Geral da Instrução Pública – para promover uma reforma neste ramo da administração do governador Caetano Munhoz da Rocha. No mesmo ano da nomeação de Martinez, Lysimaco Ferreira da Costa foi nomeado Diretor do Ginásio Paranaense e da Escola Normal.
Souza (2004a, p. 47) esclarece “certas confusões com datas de nomes: por exemplo designar a reforma paranaense com a de Lysimaco Ferreira da Costa em vez de César Pietro Martinez. O professor Lysimaco implantou mudanças na Escola Normal a partir de 1923”. Diante disso, não se pode atribuir à reforma empreendida entre 1920 e 1924 no Paraná, como protagonizada por Lysimaco Ferreira da Costa à frente da Inspetoria Geral do Ensino, mas sim destacar seu envolvimento nas ações reformistas no Paraná nos anos de 1920.
Abreu (2007, p. 102) sinaliza que a presença constante de Lysimaco Ferreira da Costa em diversos espaços da administração pública e a sua afinidade com a pessoa e propostas do governador do Estado, talvez, justifiquem o equívoco de que a “reforma do ensino no
114 Souza (2004a, p. 48) adverte que antes da indicação de César Pietro Martinez
o nome cogitado era de outro paulista – João Lourenço Rodrigues –, convidado por Lysimaco, que estava incumbido pelo governo do Estado para articular as negociações. João Lourenço declinou do convite e outros nomes foram consultados até que o próprio João Lourenço Rodrigues sugeriu, endossando uma escolha de Oscar Thompson, o nome de César Pietro Martinez que foi aceito para o cargo. Outros aspectos em relação ao período dos anos de 1920 e da atuação de Lysimaco e suas relações com Pietro Martinez serão retomados adiante.
Paraná seja frequentemente referida como empreendida por Lysimaco Ferreira da Costa”. Outro fator, ainda de acordo com a autora, quanto “a pouca referência a Martinez como autor da reforma da educação paranaense também foi provocada pela ausência de uma lei ou regulamento que as enfeixasse, dando-lhes o caráter orgânico”, a não ser pelo constante na Lei n. 1.999 em que o governo autorizava “remodelar o ensino primário e Normal no Estado, podendo para este fim desmembrar a Escola Normal do Ginásio Paranaense” (PARANÁ, 1920). O contrário deu-se em relação à reforma da Escola Normal empreendida por Lysimaco Ferreira da Costa, no interior da gestão de César Pietro Martinez, que foi regulamentada e oficializada pelo governo.
A presença de César Pietro Martinez teve algum acolhimento, mas também sofreu críticas, por este ser considerado um “estrangeiro” em terras paranaenses, como observam algumas pesquisas (MORENO, 2003; SOUZA, 2004a; ABREU, 2007) e podem ser interpretadas como indicadores de dissonância entre ele e Lysimaco Ferreira da Costa. Entrementes, com aceitação ou rejeição, a atuação de César Pietro Martinez seguiu por quatro anos no Paraná e, nesse período, defendeu como itens do seu programa de reforma, a preparação do professorado e profissionalização do magistério; premiações ou punições aos professores que as merecessem; fiscalização do ensino particular e fechamento das escolas que não observassem a nacionalização do ensino; preocupação com livros e obras didáticas que melhor servissem a formação da inteligência, do caráter e do amor à pátria (SOUZA, 2004a). Havia também o investimento na expansão da rede de escola e que fossem observadas também a qualidade do ensino e a eficiência do professor.
Uma das medidas iniciais na gestão115 do novo inspetor – César
Pietro Martinez – foi promover a separação entre os cursos ginasial e normal que passaram a funcionar no mesmo edifício, com o mesmo corpo docente, porém em horários diferenciados. A reforma da Escola Normal e a formação do professorado eram peças fundamentais na reforma pretendida pelo Estado paranaense e Lysimaco Ferreira da Costa, como diretor da mesma, acompanhou de perto o empreendimento. O resultado dessas ações foi apresentado por Lysimaco no IV Congresso do Ensino Secundário ocorrido na cidade do
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Rio de Janeiro (1922)116 e também divulgado, a convite, em reunião da Liga Pedagógica do Ensino Secundário, naquele Estado. O projeto provocou impacto a ponto de a Liga mandar publicá-lo, ocasião em que foi convidado a fazer parte da Liga Pedagógica do Ensino Secundário como sócio correspondente. Também ocorreu a publicação de matéria similar na revista do Rio de Janeiro, A Educação, em 1923.
As defesas de Lysimaco Ferreira da Costa para a reforma da escola normal foram registradas no projeto Bases educativas para a
organização da Escola Normal Secundária do Paraná e, pelo próprio
título da sua produção, remete às preocupações com as “novas bases” educativas para a formação do professorado paranaense. Entretanto, suas concepções a esse respeito ultrapassam o prescrito para o contexto paranaense, não só por ter sido o projeto apresentado e publicado em outros locais e ocasiões, como já explicitado, mas porque havia nele o alerta não apenas para o Paraná, mas para a Nação: “a educação é o Evangelho novo apregar como portador de uma nova era nacional117” e deveria ser pregado por todos que prezam a sua cultura e, como bons brasileiros, as ações deveriam estar voltadas “para que não se retarde mais em dispersões prejudiciais a obra grandiosa, e que deve ser exclusivamente nossa de tornar o Brasil um gigante por seu prestígio intelectual e moral, como gigante o é em sua extensão territorial”. Apregoava que, diante de tudo quanto à imaginação pudesse criar de indispensável ao progresso material dos municípios paranaenses, estava o substrato desse mesmo progresso que era a educação popular que dormia o sono do abandono, pois os “diretamente responsáveis pela solução do analfabetismo, não o temos sabido representar com as sugestões incisivas que o aureolam” (PARANÁ, 1923, p. 5; 6).
Como solução à questão acima, e apontando “bases racionais e científicas” em seu projeto, Lysimaco Ferreira da Costa apostava em um sistema educativo que pudesse formar o “verdadeiro professor primário” sem perder “o seu caráter nacionalista”. Marcado, essencialmente, pelo
116 Abreu (2007) observa que o IV Congresso do Ensino Secundário de 1922
estava entre as comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Observa-se que a CIEP-RJ (1921) aqui investigada também se situa na intenção dessas festividades. O Decreto n. 4. 175, de 11 de novembro de 1920, deliberou as comemorações do Centenário: “Art. 2º O Governo organizará o programma da commemoração, submettendo-o ao conhecimento do Congresso, com o pedido de credito necessario para a execução da presente lei”.
117 Esta expressão, Lysimaco Ferreira da Costa, remete à autoria de Mario Pinto
espírito nacional e fortificado pela cultura adquirida na Escola Normal e pelo exemplo da sua boa conduta, que o professor soubesse implantar o regime da ordem, da disciplina, do respeito à lei, às autoridades e às instituições nacionais, além de transmitir as “nobres tradições da nossa raça concretizadas nos feitos heróicos dos nossos antepassados”, dos quais estavam cheias as páginas da nossa história (PARANÁ, 1923, p. 8). Como plano de estudos da escola normal propôs que deveria se desenvolver por dois cursos: “o fundamental ou geral, e o profissional ou especial. No primeiro, o aluno educa-se; no segundo, aprende a educar” (PARANÁ, 1923, p. 15).
Entretanto, as ações de Lysimaco Ferreira da Costa frente à reforma da Escola Normal, foram criticadas por César Pietro Martinez que não aprovava todas as suas orientações. Abreu (2007, p. 103) descreve que, em 1923, “Martinez teria apontado as suas divergências em relação às bases da Reforma, durante o seu discurso como paraninfo, na colação de grau das normalistas. Em seguida, Lysimaco Ferreira da Costa pediu a palavra para responder às críticas”. O fato teve repercussão em jornais paranaenses, um deles, reprovando a atitude de Lysimaco que havia dado um triste exemplo às novas educadoras.
As ligações com intelectuais da capital do país continuaram nos anos que se seguiram e Lysimaco Ferreira da Costa esteve junto a outros – Heitor Lira da Silva, Everardo Backheuser, Edgar Sussekind Mendonça e Venâncio – do grupo que iniciou, em março de 1924, as articulações para a fundação da ABE. Também manteve, posteriormente, aproximações e correspondência com membros desta Associação como apresentam Costa (1987), Ferreira (1993) e Abreu (2007).
Caetano Munhoz da Rocha ficou à frente do governo paranaense por oito anos e, em seu segundo mandato, designou Lysimaco Ferreira da Costa como Inspetor Geral do Ensino do Paraná (1925-1928) que, para assumir esta função, deixou a direção da Escola Normal. À frente da Inspetoria Geral do Ensino (1925-1928), Lysimaco Ferreira da Costa deu continuidade às ações pretendidas por César Pietro Martinez, o que também estava em coerência com o projeto do governador reeleito – Caetano Munhoz da Rocha. Investiu na expansão da rede escolar e na melhoria da qualidade do ensino; inaugurou diversos grupos escolares, escolas isoladas, complementares; ginásio e escola normal primária em cidades paranaenses.
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Dentre o realizado, no ano findo (1926), Lysimaco Ferreira da Costa citou: a instalação de novas escolas118 que, segundo ele, foram
“sufficientemente providas de excellente mobiliario e de todo o material de ensino necessário, gratuitamente”, bem como foram supridas outras escolas isoladas, complementares e jardins de infância que necessitavam de aparelhamento; houve investimentos em gabinetes e museus. “Foram encommendados na Europa os laboratórios de physica, chimica e história natural, destinados ás Escolas Normaes e á ampliação dos já existentes no Gymnasio Paranaense e na Escola Agronomica do Paraná; mencionou que “a inspeção medica foi ampliada o mais possível; e que o professorado em geral era excelente". Entretanto, declarou que “a Inspetoria expediu centenas de louvores durante o anno, bem como teve que censurar e punir mais severamente alguns professores de escolas isoladas por não apresentarem resultados satisfactorios” (PARANÁ, 1926a, p. 681-683).
Foi no período à frente da Inspetoria Geral do Ensino do Paraná que Lysimaco Ferreira da Costa articulou e organizou o CEPN-PR (1926) e a ICNE-ABE (1927) – que fazem parte das investigações, nesta tese, e que serão retomadas.
Os dois anos finais da década de 1920 são ocupados pelo intelectual por outras atividades no âmbito da administração pública, como Secretário da Fazenda do Paraná (1928). No contexto das turbulências políticas, no final dos anos de 1920, e com Revolução de 1930, retornou ao magistério como professor do Ginásio Paranaense e da Faculdade de Engenharia do Paraná.