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Dans le document Chaque mois : votre cours d'électronique (Page 29-33)

A primeira dificuldade que senti foi a conciliação do estágio com o trabalho pois para além dos dias de lecionação era necessário despender de algum tempo na elaboração de planos e reflexões de aula e na investigação de conteúdos para poder executar o meu trabalho com os idosos de forma correta e segura, entre outros documentos que iam sendo necessários ao longo do ano. Foi fundamental uma boa organização e gestão do meu tempo para conciliar as duas atividades.

A meio do estágio isto tornou-se mais fácil pois houve uma conciliação e partilha de tarefas com os outros estagiários. No grupo de musculação os estagiários da licenciatura puderam começar a intervir e a realizar algumas atividades. Já no Centro do Amial inicialmente o trabalho conjunto com o meu

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colega não funcionou, pelo que cada um fazia o seu trabalho individualmente, mas a partir do segundo semestre conseguimos chegar a um consenso e trabalhar em grupo.

No início senti alguma dificuldade por estar a trabalhar pela primeira vez com idosos. Apesar de ter estudado esta faixa etária, a prática é completamente diferente pois estamos a lidar diretamente com esta população.

No grupo da musculação, após a primeira aula tudo foi

extraordinariamente fácil. São alunos que estão habituados a lidar com professores mais novos e que os vêm como tal. Estando habituados a estar inseridos num programa de treino, foi possível tratá-los como verdadeiros atletas exigindo respeito e rigor e paralelamente ter uma relação próxima e afetiva com eles.

Já no lar a realidade era completamente diferente. A maioria dos idosos sofria de demência e possuía muito pouca autonomia necessitando de cuidados frequentes. Para chegar a eles e conseguir que frequentassem as aulas e realizassem os exercícios foi necessário dar-lhes muita atenção e carinho fazendo-os entender que queríamos o melhor para eles e que o exercício lhes fazia bem. Foi muito difícil lidar com a realidade de um lar em que os seus utentes estão à “espera da sua vez” ou nem sabem quem são e o que estão a fazer, o que me tirou horas de sono e me causou alguma angústia. Com o passar do tempo e, sinceramente, contra as minhas expectativas, encarei a situação com normalidade e procurei dar todo o meu carinho, atenção e proporcionar bons momentos durante a aula aos meus alunos.

Também relativamente aos conteúdos das aulas foi uma tarefa mais fácil no grupo de musculação pois o trabalho num ginásio é algo com que estou familiarizada. Principalmente no início do estágio, mas também durante, investiguei acerca dos exercícios que seriam ou não aconselháveis para esta faixa etária e para os problemas de cada um e, juntamente com os conhecimentos acerca da prescrição de treino para idosos, foram elaborados vários planos individuais ao longo do ano. Depois de conhecer bem as limitações e capacidades de cada um foi ainda mais fácil adaptar o treino para cada um dos alunos.

No lar esta tarefa foi mais complicada. Os alunos eram pouco autónomos pelo que tornou difícil a elaboração de exercícios para trabalhar determinadas

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capacidades. Também ser criativo e fazer exercícios diferentes foi quase impossível, primeiro porque os alunos eram pouco autónomos e depois porque só conseguiam fazer um exercício corretamente depois de estarem familiarizados com o mesmo e alterá-lo levava-os à estaca zero. No início senti- me um bocado perdida sem saber como conseguir que realizassem os movimentos corretos e não tudo ao contrário, como era o caso, todavia, com o tempo, insistindo sempre na correção, os alunos foram melhorando. Relativamente à criatividade procurei incuti-la principalmente nos exercícios lúdicos.

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A realização deste estágio permitiu-me adquirir conhecimentos e experiência prática, aumentando as minhas competências para desenvolver um trabalho eficaz e seguro para esta população. Sinto-me muito mais capaz de lidar com este grupo etário e de encarar os desafios futuros nesta área, pelo que a concretização deste estágio é, sem qualquer dúvida, uma mais-valia preciosa.

Após todo o esforço e dedicação aos meus alunos é gratificante perceber, através dos resultados obtidos, que os programas de exercício melhoraram alguns aspetos da aptidão física destes idosos. Assim, e apesar de não ser objectivamente avaliado, tornou-se evidente que o EF melhora a qualidade de vida e bem-estar desta população.

No GMF, onde foi aplicado um treino de reforço muscular, verificou-se uma melhoria em todas as componentes da aptidão física, comprovando que este programa de treino parece ser eficaz. Neste grupo as maiores evoluções foram alcançadas ao nível da força dos MI, flexibilidade dos MI e MS e agilidade, capacidades em que se verificaram evoluções estatisticamente significativas.

No GCSA, apesar de os resultados não serem tao gratificantes e evidentes como no GMF, o programa de exercício multicomponente revelou-se também eficaz ao ser notável uma melhoria de todas as capacidades. Neste, as maiores evoluções foram alcançadas ao nível da força dos MS, flexibilidade dos MI e MS e resistência aeróbia, capacidades em que a evolução foi estatisticamente significativas.

No grupo não autónomo deste Centro, apesar de não ter sido aplicada nenhuma bateria de testes, alguns resultados positivos foram notórios, principalmente a nível social e psicológico.

Assim, ficou evidente que o EF regular trouxe benefícios na capacidade funcional destes idosos que constituem os grupos de musculação e do centro social, melhorando a qualidade de vida e o bem-estar dos mesmos.

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