1.3 G´ en´ eralit´ es sur le machine learning
1.3.3 G´ en´ eralit´ es sur l’acquisition comprim´ ee
As professoras demonstram em suas entrevistas, uma certa insatisfação com a forma como acontece a formação inicial do CP atualmente em se tratando das modificações sofridas pelo curso de Pedagogia quando retira as habilitações deixando isso para os cursos de pós-graduação. Em se tratando da formação inicial do CP, a PCM destaca que essa formação inicial, quando acontece no curso de Pedagogia, tinha de positivo o fato de que este profissional já saia com uma habilitação, “o que a gente
percebe, assim, há anos atrás mesmo no curso de Pedagogia, você já tinha essas, você já saia supervisor, orientador ou administrador escolar...” (EPCM P. 14)
A PI2M destaca que na formação inicial a postura do estudante é muito importante, pois os conteúdos, o currículo pode ser o mesmo, mas que o estudante é o sujeito da sua própria aprendizagem, essa formação inicial vai ser diferenciada dependendo do seu leque de leituras, isso tem incidência na prática pedagógica, no entanto, é na prática da escola que essa preparação se consolida como ela declara:
“É só mesmo na prática que essa preparação acontece de fato, a gente sabe que tem todo um valor teórico, não se dissocia teoria e prática, mas eu acredito assim que realmente a pessoa sabe o porque de ter estudado aquilo quando chega mesmo no ambiente escolar...” (EPI2 M P. 14)
A PCM também enfatiza a retirada das habilitações do curso de Pedagogia como um dos possíveis fatores que ocasionam essa fragilidade na formação inicial do CP, pois ela considera que o referido curso, muito embora dê um embasamento profundo no que se refere às teorias, não trata nada específico para o CP. Assim sendo, ela destaca o momento atual do próprio curso de Pedagogia que não garante mais a habilitação em nenhuma área, o que não aprofunda os conhecimentos relativos à supervisão, como ela declara:
“...o Curso de pedagogia ele dá assim um embasamento profundo de educação, mas não, especificamente, da supervisão, a supervisão é algo assim mais específico e que quando você
107 parte para uma especialização, digamos assim, você busca conhecer lidar com tudo o que tem a ver com a supervisão que no curso de Pedagogia devido abarcar muitos conteúdos, muitas disciplinas, a supervisão ela é só uma, quando você faz uma especialização específica de supervisão você conhece mais aprofundado tudo o que diz respeito a essa função.” (EPCM P. 14)
Para a PI1M o estudo das disciplinas “...que tratam a respeito do processo de
desenvolvimento do ser humano quando ele se inicia desde a barriga da mãe e vai até a idade adulta.” (EPI1M, P. 14) é algo bastante positivo na formação inicial do CP.
No entanto, a formação inicial é destacada pela P1I1 como contraditória, pois em sua entrevista, percebe-se que a mesma descreve pontos positivos e negativos na formação inicial adquirida no curso de Pedagogia. O ponto positivo ela acredita estar no fato de “... que todo o conhecimento em si, eu acho que é mais uma conscientização do
que de fato aquela teoria vai te levar a praticar, a pensar a sua prática na escola.”
(EPI1M, P. 14) O ponto negativo estaria na superficialidade de alguns conhecimentos necessários à pratica pedagógica, como ela se refere:
“É um pouco complicado, porque no curso de Pedagogia tem conhecimentos que a gente vê que se aprende ali que são mais, como eu posso dizer, mais superficiais no caso, no caso da Educação Especial, você tem que fazer um curso, uma especialização pra se aprofundar mais no assunto e, outros requisitos assim que poderia, né...” (EP1I1V, P. 14)
As CPs também destacam em suas entrevistas as suas opiniões sobre a formação inicial do coordenador considerando o currículo da época em que passaram pelo curso de Pedagogia e sobre o momento atual. Em sua entrevista a CP1 demonstra que há uma superação no que se refere a atuação do profissional supervisor surgido no Brasil na década de 70, em pleno contexto tecnicista. Contudo, quando se refere à sua formação inicial a CP1 não sabe dizer com exatidão como está essa formação segundo o currículo do curso de Pedagogia atualmente, mas, ela considera discrepante a formação inicial recebida por ela com a realidade da escola. Essa opinião é expressa pela CP1 da seguinte forma:
“....mas a gente sabe que a academia, não sei hoje, os coordenadores que estão saindo hoje... o pedagogo sai com especialização em supervisão se tá nessa perspectiva que nós estamos, né? Mas a nossa época, ela não preparava essa mão de obra pra chegar na escola e fazer esse trabalho a contento não, às vezes até a gente vê que tem colegas que ficaram... assim... frustradas que viam uma coisa e a realidade era outra... que existe essa dissociação muito discrepante entre o que se vê lá e o que tá acontecendo no chão da escola.” (E1CP1, P. 16)
A CP2 destaca que a formação inicial do coordenador da forma como acontece atualmente, está distante da escola, levando o aluno a ter contato tardiamente com a escola. Em sua opinião:
108 “Eu acho que primeiro, a universidade tem que trazer o aluno bem cedo pra escola, pra ele... entrar em contato com essa realidade, eu acho que o currículo da universidade também tem que chegar bem próximo da escola pra entender como é que as coisas funcionam dentro da escola, né, eu acho até que a universidade já tá fazendo isso, ainda não conseguiu dar conta completamente dessa tarefa, mas já tá bem mais próximo do que, por exemplo na época que eu... é ...fiz o curso de Pedagogia, que a gente tinha já o estágio já quase no final do curso, né, e aí a gente, “ai, meu Deus”, a gente percebia que as coisas não estavam... é muito... muito próximas do que a gente tinha aprendido.” (ECP2, P. 16)