A tabela 16 abaixo representada, apresenta as empresas do sector da construção com actividades de inovação que citaram vários factores de impedimento à inovação, durante o período de 2002-2004.
Tabela 16 - Empresas do sector da construção com actividades de inovação que citaram os seguintes factores de impedimento das actividades de inovação, no período
de 2002 - 2004
Países União Europeia (%) Empresas com actividades
de Inovação BE CZ DK ES FR LT HU PT SK NO
Factores Económicos
Insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence
24 24 c) 22 31 15 39 31 14 12
Falta de financiamento de
fontes externas 0 14 c) 20 15 24 36 24 17 13
Custos com a inovação
demasiado elevados 25 16 c) 33 27 18 26 19 23 16
Factores Internos
Falta de pessoal qualificado 19 11 c) 15 24 14 6 29 12 6
Falta de informação sobre
tecnologia 6 4 c) 18 6 10 c) 34 9 6
Falta de informação sobre os
mercados 6 4 c) 13 2 3 28 26 9 5
Dificuldade em encontrar parceiros para cooperação em projectos e inovação
29 6 c) 12 8 11 c) 17 12 6
Mercado Dominado por
empresas estabelecidas 31 19 c) 16 19 23 4 18 21 5
Incerteza na procura/mercado
para os bens ou serviços novos 9 11 c) 12 15 17 11 17 16 6
Outros Factores
Desnecessário por já existirem
inovações anteriores 19 2 c) 11 8 7 c) 31 c) 2
Desnecessário pela inexistência de procura/mercado para inovações
12 c) c) 29 11 14 4 34 c) 0
Nota: Dinamarca: dados não disponíveis; Limitação de dados em alguns países; c) confidencial Fonte: Eurostat, dados do CIS IV
Ao analisarmos a tabela referida, podemos analisar o seguinte:
o As construtoras de Espanha e França dão mais importância aos factores económicos como factores de impedimento à inovação, nomeadamente os custos com a inovação demasiado elevados e a insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence;
o As construtoras portuguesas dão um ênfase maior aos factores de mercado, ou
seja, acham desnecessário a inovação, nomeadamente os “outros factores”, com 31% e 34%. Dão também elevada importância ao factor da falta de informação sobre tecnologia (34%) e a um dos factores económicos, a insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence (31%);
o As construtoras da Eslováquia e a Noruega dão uma maior relevância aos factores económicos, tais como os custos com a inovação que são demasiado altos e a falta de financiamento de fontes externas;
o As construtoras da Hungria dão também um grau de importância elevado aos factores de impedimento económicos, nomeadamente a insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence e a falta de financiamento de fontes externas;
o As construtoras da Lituânia dão importância a um factor económico, como a
falta de financiamento de fontes externas, e a um factor interno, o mercado dominado por empresas estabelecidas. Tal como a República Checa que dá maior importância a um dos factores económicos e a um dos factores internos, nomeadamente a insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence e o mercado dominado por empresas estabelecidas, respectivamente;
o Por último as empresas do sector de construção da Bélgica, dão uma maior relevância aos factores internos como factores de impedimento à inovação. Ou seja, o factor do mercado dominado por empresas estabelecidas e o factor da dificuldade em encontrar parceiros para cooperação em projectos e inovação.
Aqui denota-se que os outros países da amostra aqui estudada, apontam como barreiras à inovação os factores económicos, menos Portugal que aponta
maioritariamente a falta de informação, e até mesmo a não necessidade de inovar neste sector.
A tabela 17 representa as empresas construtoras sem actividades de inovação que citaram vários factores de impedimento à inovação, durante o período de 2002-2004.
Ao analisarmos a tabela referida, podemos analisar o seguinte:
o As empresas construtoras sem actividades de inovação, Espanholas e Francesas, dão especial importância a um dos “outros factores”, ou seja, acham desnecessário inovar pela inexistência de procura/mercado para inovações, com 41% e 23% respectivamente;
o As empresas construtoras sem actividades de inovação portuguesas já dão um especial ênfase aos factores da falta de informação, quer das tecnologias (38%) quer do mercado (27%), como factores de impedimento à inovação;
o As empresas construtoras sem actividades de inovação da Eslováquia e Hungria dão maior relevância aos factores económicos como impeditivos da inovação, nomeadamente a insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence e aos custos com a inovação serem demasiado altos;
o As empresas sem actividades de inovação do sector de construção tanto da Bélgica como da República Checa, acham desnecessário inovar pela inexistência de mercado/procura para inovações, e consideram também a insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence como factor relevante ao impedimento da inovação;
o As empresas sem actividades de inovação do sector de construção da Dinamarca, com base nos dados disponíveis deste país, consideram desnecessário inovar pela inexistência de mercado/procura para inovações;
Tabela 17- Empresas do sector da construção sem actividades de inovação que citaram os seguintes factores de impedimento das actividades de inovação, no período
de 2002 – 2004
Países União Europeia (%) Empresas com actividades
de Inovação BE CZ DK ES FR LT HU PT SK NO
Factores Económicos
Insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertence
16 20 c) 18 11 27 19 10 29 4
Falta de financiamento de
fontes externas 2 8 c) 15 4 17 12 15 17 4
Custos com a inovação
demasiado elevados 7 14 c) 28 12 22 19 8 25 6
Factores Internos
Falta de pessoal qualificado 17 8 c) 16 19 8 8 24 6 6
Falta de informação sobre
tecnologia 7 4 c) 15 3 3 3 38 3 3
Falta de informação sobre os
mercados 3 5 c) 15 4 5 3 27 1 2
Dificuldade em encontrar parceiros para cooperação em projectos e inovação
6 5 c) 15 8 7 7 22 9 4
Mercado Dominado por
empresas estabelecidas 9 15 c) 17 13 31 15 16 14 7
Incerteza na procura/mercado
para os bens ou serviços novos 10 10 c) 18 11 6 13 10 10 6
Outros Factores
Desnecessário por já existirem
inovações anteriores 13 8 c) 13 9 10 3 19 4 2
Desnecessário pela inexistência de procura/mercado para inovações
17 22 11 41 23 6 5 14 10 4
Nota: Dinamarca: dados não disponíveis; Limitação de dados em alguns países; c) confidencial Fonte: Eurostat, dados do CIS IV
o No que se refere à Lituânia e à Noruega, no caso da Lituânia, as empresas sem actividades de inovação dão especial relevância ao factor do mercado
dominado por empresas estabelecidas e à insuficiência de capitais próprios ou do grupo a que pertencem, como factores impeditivos à inovação. E no caso da Noruega, as empresas sem actividades de inovação também dão especial relevância ao factor do mercado dominado por empresas estabelecidas, dando também importância aos seguintes factores: Custos com a inovação serem demasiado altos, a falta de pessoal qualificado e a incerteza na procura/mercado para os bens e serviços.