• Aucun résultat trouvé

Four-May Fur¥:±ion Select Test (EWFS)

Dans le document 4-Way Controller Service Manual (Page 39-68)

Sendo certo que as vantagens das comunidades de prática são inequívocas, importa tentar perceber qual o estado de desenvolvimento das mesmas, em Portugal.

Porém, e para uma análise mais cuidada, não nos podemos distanciar de uma linha de pensamento que engloba as comunidades de prática no ambiente virtual. Considerando que as CoP virtuais são as mais expectáveis em pleno século XXI, detenhamos, antes de mais, um olhar sobre o desenvolvimento do ambiente virtual no tecido empresarial português.

E, a este propósito, José Eduardo Carvalho, presidente da AIP-CCI declarou, na Conferência Internacional Creative Learning 2011, que decorreu em Lisboa, a 26 de Outubro de 2011, e onde estivemos presentes, ser objetivo daquela associação “facilitar o processo de transição

Capítulo IV – Das Comunidades às Comunidades Virtuais de Prática 143

das chamadas TIC de primeira geração, que permitiram a informatização e automação dos processos nas últimas duas décadas, para a Web 2.0 e para as tecnologias da informação de nova geração”, consciente de que as últimas irão propiciar “a colaboração eletrónica, suportar o desenvolvimento de comunidades eletrónicas e redes sociais” enquanto motores de competitividade futura.

Porém, prossegue caracterizando genericamente o tecido empresarial português face a esta nova realidade, declarando que “ainda hoje 40% dos nossos associados não têm e-mail e 65% não têm site“. Estas declarações configuram-se como preocupantes e deixam antever a não atualização do tecido empresarial nacional face às inovações tecnológicas, nomeadamente no que concerne às ferramentas inerentes à Web 2.0.

Nessa mesma Conferência foram lançados os resultados de um estudo sobre “Aprendizagem Informal e Utilização das TIC nas PME Portuguesas”, datado de 2010 e desenvolvido pela Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial (AIP) em parceria com a Universidade Católica. Das suas conclusões destacamos a necessidade do “desenvolvimento de ambientes de aprendizagem e de redes de partilha nas PME” (p. 53), já que a penetração massiva de ferramentas 2.0 no tecido empresarial português “ainda é incipiente” (p. 53), ao que acresce a perceção, por parte dos respondentes (colaboradores e dirigentes) que “devem ser o Estado, a EU e as Universidades os principais actores de implementação de projectos de TI nas suas empresas” (p. 84).

Na verdade, e dados os benefícios das ferramentas da Web 2.0, seria expectável que o tecido empresarial português, à semelhança do ocorrido noutros países, estivesse desenvolvido e apostado na dinamização de comunidades virtuais de prática. Não sendo fácil quantificarmos, com o rigor esperado e desejado, o número de comunidades de prática atualmente existentes em Portugal possuímos, no entanto, uma outra sensibilidade. O conceito comunidade de prática é, com alguma frequência, confundido com comunidades de aprendizagem pelo que, se atentarmos nos imensos esforços de criação de comunidades de prática, as mesmas não passam, de comunidades de aprendizagem ou redes de conhecimento, se aplicado o modelo teórico de Wenger e de todos os requisitos a ele subjacentes.

A descoberta da sua existência, no entanto, surge como enriquecimento já que “em termos pessoais e profissionais, a descoberta das obras de (. . .) Wenger, relativamente ao conceito de “Comunidades de Prática”, foi um momento particularmente significativo” (Tomás, 2003). Detendo agora o nosso olhar e atenção sobre as comunidades de prática, objeto da nossa investigação, apenas um estudo, datado de 2009, foi divulgado publicamente e conhecido.

Este estudo, da responsabilidade e iniciativa da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI), elaborou um conjunto de 22 recomendações às instituições nacionais. Na nota de imprensa está explícito o contributo que as novas tecnologias vieram trazer às CoP, embora “o potencial destes grupos de interacção permanecem ainda pouco explorado em Portugal” (2009a, p. 1), o que vem ao encontro das nossas expectativas e maiores receios. Na verdade, e como será mais detalhado na parte empírica da nossa investigação, foi uma tarefa árdua, para nós, e praticamente inacessível encontrarmos uma comunidade virtual de prática de âmbito empresarial. As razões da recusa prenderam-se com: (a) o desconhecimento do próprio conceito; (b) o medo da intrusão de um elemento externo à organização; (c) a não apetência e sensibilidade para uma interação e partilha de ideias, saberes e práticas pois, segundo João Álvaro Carvalho “o envolvimento dos cidadãos portugueses em comunidades de prática está aquém do possível e desejável” (p. 2). Importa referir ainda que, se por um lado, o grupo de trabalho que realizou o estudo esperava “que o número de comunidades de prática possa aumentar exponencialmente” (2009a, p. 2), apelam às organizações para um esforço no sentido dessa implementação. Sendo certo que todos os agentes têm que estar motivados, como vimos anteriormente (Wenger, 1998; Wenger et al., 2011a, Wenger et. al., 2011b), as comunidades de prática não carecem, nem no seu modelo original e mais “puro”, de um mentor organizacional, caso os membros se reúnam à volta de um tema que lhes interesse e para o qual sintam que vale a pena empenharem-se. Analisando agora o documento “Comunidades de Prática no Espaço Digital” (2009b), é de salientar o objetivo fundamental do relatório em apresentar um conjunto de recomendações que “visam concorrer para um aumento da participação em comunidades de prática e para o aumento do número de comunidades de prática e da sua vitalidade” (p. 2).

Desse conjunto de recomendações, para além de todas dirigidas a instituições - associações profissionais, empresariais e governo – de destacar as dirigidas à Escola, no sentido de “desenvolver competências e à vontade na participação em comunidades” (2009b, p. 16). Na verdade, este aspeto remete-nos para a questão de eficazes comunidades de prática no ambiente escolar e entre todos os seus agentes, também outro desafio do nosso estudo. No que concerne à quantificação das comunidades de prática existentes no nosso país, o grupo de trabalho não o conseguiu porquanto “a dificuldade generalizada em indicar exemplos de comunidades de prática bem estabelecidas em instituições portuguesas veio (. . .) reforçar a suspeição (. . .) que o nível de envolvimento dos cidadãos portugueses em comunidades de prática está aquém do possível e desejável” (p. 5).

Capítulo IV – Das Comunidades às Comunidades Virtuais de Prática 145

Importa assim enfatizar e triangular os benefícios das CoP em ambiente virtual de três realidades, objeto do nosso estudo, a fim de que todos os agentes dessas mesmas ecologias possam delas usufruir.

Tentando resgatar alguns dados que nos permitam configurar um retrato da situação atual, tão detalhada quanto possível, e não tendo resultados quanto ao número de comunidades de prática existentes tal como acima referido, tentemos observar a situação no que concerne à banda larga e ligação à internet.

Assim, detenhamos a nossa atenção na Carta Magna da Competitividade e no Relatório da Competitividade de 2012, publicadas pela AIP.

A Carta Magna da Competitividade apresenta como visão estratégica “Fazer de Portugal, nos próximos dez anos, um dos dez países mais desenvolvidos e atractivos da União Europeia” (AIP, 2012a, p. 4), acrescentando “Exige-se um forte empenho da sociedade portuguesa na economia do conhecimento, baseado num crescimento sustentado, na qualidade e na inovação” (p. 4), o que poderá ser passível de inferirmos que o referido crescimento sustentado poderá passar pela criação e dinamização de comunidades de prática, face aos resultados e vantagens dadas e aplicadas já em outras realidades económicas, sendo necessário, assim, “ultrapassar a fase de “arquipélago” que caracteriza a actuação das empresas no seu relacionamento e desenvolver verdadeiras redes de partilha de informação e de capacidades entre empresas e entre estas e outros parceiros (universidades, centros de investigação e tecnologia, etc.)” (AIP, p. 6, sublinhado do original).

Por outro lado, e porque se constitui como um dos indicadores da inovação, analisemos o acesso à Internet através da banda larga, com base nos valores expressos no aludido Relatório e para o ano de 2012 (2012a, p. 23).

Assim, se para as pequenas empresas atingiu os 86%, verificamos um valor menor para as micro-empresas (58%), enquanto nas médias e grandes empresas “existe praticamente na totalidade” (p. 23). Esclarece ainda o aludido Relatório que “De acordo com os dados do INE, nas empresas portuguesas com mais de 10 trabalhadores, cerca de 91% tinham acesso à Internet por banda larga fixa (87%) ou móvel (48%)” (p. 23).

Figura 18 – Acesso à Internet em Banda Larga Fixa – 2006 a 2012 (Fonte: Eurostat)

Em termos comparativos com a União Europeia, podemos constatar que Portugal veio aproximando-se dos valores europeus tendo até, de 2008 a 2010, igualado o rácio da U.E. Se, em termos nacionais e, em nosso entender, justificada pela séria crise económica que Portugal atravessa, se verificou uma diminuição - 82% em 2010 e 81% em 2011 – constata-se, já em 2012, uma recuperação (ainda que se tenha acentuado o afastamento com a média europeia). Continuando em busca de um retrato do tecido empresarial português, de acordo com os indicadores económicos da Associação Industrial Portuguesa, em Portugal existiam, em 2010, 1 168 964 empresas, distribuídas por 783 871 empresários em nome individual; 360 279 sociedades não financeiras e 24 814 sociedades financeiras (2012b, p. 18).

Na tentativa de perceção da situação atual das empresas nacionais face à adesão e utilização das novas tecnologias, propomo-nos agora observar os dados de um Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, nas edições de 2010, 2011 e 2012 para que, sempre que se justifique, possamos elaborar uma análise comparativa.

Optámos por proceder a uma análise comparativa (Figura 19) dos dados mais relevantes do inquérito e que pensamos serem os mais relevantes para a busca de respostas à questão que nos persegue: qual a posição das empresas portuguesas face à adesão e utilização das tecnologias da informação e comunicação, na tentativa de procura de uma justificação para a (não) adesão a comunidades de prática virtuais.

Capítulo IV – Das Comunidades às Comunidades Virtuais de Prática 147

Figura 19: Tecnologias da Informação e Comunicação nas empresas com 10 e mais pessoas ao serviço, dados de 2010, 2011 e 2012 (Fonte: INE)

Focalizando-se, apenas, numa amostra constituída por 3004, 2854 e 3103 empresas, nos anos de 2010, 2011 e 2012, respetivamente, podemos, no entanto, constatar uma larga percentagem já com utilização de computador – 97,2 % em 2010; 97,5% em 2011 e 98,1% em 2012. Quase a atingir a plenitude, não nos podemos esquecer que este estudo não engloba as micro empresas (com menos de 10 trabalhadores). Porém, podemos inferir que a utilização de computador é massiva, quase plena. Também o acesso à Internet tem vindo a registar um acréscimo – 94,1% em 2010; 95% em 2011 e 95,4% em 2012, revelador de uma adesão às novas tecnologias aliado à consciencialização da sua inevitabilidade. A comunicação através de correio eletrónico evidencia valores que podemos considerar elevados – 92,4% em 2010 e 94,8% em 2011. Ainda que as opções metodológicas para o estudo de 2012 não tivessem contemplado este rácio, foi introduzida a interação com entidades públicas (através da homepage ou site) e que regista um valor de 94%, o que denota uma larga adesão.

No que concerne à troca automática de informação e ainda que tenha sido registado um decréscimo de 2010 (46,60%) para 45% em 2011, registou-se um incremento em 2012 (53,1%). Relativamente às empresas que possuem website, registamos um decréscimo em 2012 (51,8%) se comparado com os valores de 2011 (53,70%) e que tinham superado os de 2010 (52,10%). Estes valores não deixam de ser interessantes. Ainda que seja expectável a aposta no comércio eletrónico, esta quebra pode justificar-se pela estagnação e até dificuldades económicas com que o tecido empresarial português se defronta atualmente.

Também e no que concerne às encomendas eletrónicas (fluxo de entradas e saídas) regista-se – ainda que mínima – uma redução em 2012 (23,6%) quando comparado com 2011 (23,7%) e que tinha verificado um incremento face a 2010 (apenas 22%).

Face aos dados acima descritos e analisados podemos estar em condições de inferir que as empresas portuguesas, embora ainda longe da plenitude, estão a reagir positivamente às tecnologias de informação e comunicação. Assim, e perseguindo o objetivo desta análise, parece-nos que a não existência e dinamização de comunidades virtuais de prática decorre, não da inexistência de meios e ferramentas, mas antes pode ser devida a outros fatores, como o medo da exposição das fragilidades, o receio face a exposição à tecnologia e o não voluntarismo da partilha de uma prática, entre outros aspetos que tentaremos perceber no nosso estudo.

Síntese

Tendo em mente o nosso objeto de estudo, abordámos neste capítulo a problemática das comunidades e em particular das comunidades virtuais, de prática e comunidades virtuais de prática, tendo concluído com um olhar sobre a relevância e existência das mesmas no âmbito empresarial e, de forma particular, em Portugal.

Começámos por refletir no sentido e abrangência do conceito comunidade e associação que, segundo nós, também exibe traços caracterizadores de uma comunidade de prática.

Detivemos a nossa atenção, seguidamente, nas comunidades virtuais. Na verdade, o desenvolvimento tecnológico lançou novo desafio já que a sua dinâmica exige, da parte de todos os membros, características de interação específicas.

Refletindo acerca do significado e distinção entre conhecimento, informação e pensamento, inferimos que as comunidades de prática são a forma, por excelência, para que a informação, através do pensamento de cada um e de todos os seus membros, se transforme em conhecimento.

Convocando vários autores (Illera, 2007; Preece, 2003; Downes, 2005a), tentámos encontrar traços caracterizadores, em busca de uma possível definição de comunidades virtuais.

Dado o nosso objeto de estudo prosseguimos, detendo a nossa atenção particular nas comunidades de prática e, em especial, na teoria de Etienne Wenger (1998; 2002a), autor que elegemos enquanto âncora teórica e analisámos particularmente alguns aspetos da aludida teoria.

Capítulo IV – Das Comunidades às Comunidades Virtuais de Prática 149

Também e porque uma comunidade virtual de prática se constitui como forma com especificidades, justificou-se uma atenção particular já que, entre outros aspetos, os membros destas comunidades se vêem coartados do “face-to-face” e contactos informais.

Assim, e porque o desenvolvimento da Internet propiciou a natural proliferação de comunidades virtuais de prática, importa aferir se, e à luz da teoria, são efetivamente comunidades ou não passam, antes, de outras formas de organização social, nomeadamente de redes.

Face ao exposto, analisámos o modelo formal de avaliação proposto por Spicer e Murillo (2007), particularizando as suas características.

Ainda, e na sequência da reflexão no capítulo anterior – em que analisámos em pormenor as novas formas de organização social da Internet – importava refletir numa comparação/distinção entre comunidade virtual de prática e rede, convocámos Wenger, Trayner e de Laat (2011) e procedemos ao estudo da posição teórica dos autores.

Seguidamente, abordámos um modelo proposto por Wenger, Trayner e de Laat (2011) de ciclos de valor e que pretende ser um marco teórico para categorização das comunidades virtuais de prática.

Por último, e porque nos interessava perceber a situação das comunidades virtuais de prática num contexto específico – o empresarial – detivemos um olhar sobre a existência e relevância das mesmas a nível internacional.

Finalizámos com ênfase especial na situação portuguesa. Sendo que apenas encontrámos publicado um estudo, a ele fizemos alusão e evidenciámos alguns aspetos que considerámos relevantes. Também e tentando uma caracterização do tecido empresarial português face ao ambiente tecnológico – já que nos interesssa perceber se a tecnologia pode assumir-se enquanto constrangimento para a não proliferação de CoP’s virtuais – a partir de alguns documentos oficiais, esboçámos a caracterização atual. Concluímos que pelos níveis de adesão às tecnologias de informação e comunicação, a não existência e proliferação de comunidades virtuais de prática em contexto empresarial não se deverá imputar à tecnologia mas antes a outros fatores, nomeadamente e na nossa opinião, ao medo de exposição das fragilidades e não voluntarismo para a partilha de uma prática.

São estes e outros aspetos que nos propomos investigar no nosso estudo empírico que será detalhadamente explanado nos capítulos seguintes.

C

CAAPPÍÍTTUULLOO

VV

E

ESSTTUUDDOO

EEMMPPÍÍRRIICCOO::

M

MEETTOODDOOLLOOGGIIAA

Introdução

Este capítulo inicia-se com a fundamentação das opções metodológicas que nortearam esta investigação e com o processo de escolha e seleção das comunidades que constituem os diferentes casos em estudo. Serão ainda descritas e fundamentadas as técnicas e os instrumentos a usar na recolha de dados, bem como será apresentada e justificada a forma de análise e tratamento dos aludidos dados.

1. O Problema

Optamos por iniciar este ponto recordando a questão que elegemos como central: De que modo é que três diferentes realidades (educacional, profissional e sociedade civil) podem beneficiar das dinâmicas e relações societais promovidas por Comunidades de Prática em ambiente virtual?

Para facilitar a abordagem do problema desdobra-se o mesmo em sub-questões de investigação mais específicas que se passam a enumerar:

1. Quais os fatores que permitem ou limitam a formação e proliferação de comunidades virtuais de prática nas três realidades em estudo?

2. Que dinâmicas e relações societais são vivenciadas em comunidades nos contextos educacional, profissional e sociedade civil?

3. Que benefícios reconhece o tecido empresarial na implementação de uma comunidade virtual de prática?

4. Qual o tipo de utilização das redes de transferência de informação nos campos estudados?

5. De que forma a aprendizagem ocorre nas formas organizativas em estudo?

6. De que forma as redes de transferência de informação utilizadas nas realidades em estudo permitem ser caracterizadas como comunidades de prática?

Assim, para dar resposta às questões de investigação acima referidas, definem-se como focos da investigação:

 A análise das características de cada comunidade de prática ao nível dos seus três elementos fundamentais (domínio, comunidade e prática).

 A identificação dos estádios de desenvolvimento de cada uma das comunidades de prática em estudo.

Capítulo V – Estudo Empírico: Metodologia 154

 A análise dos modos de pertença em cada comunidade de prática.

 A análise dos diferentes níveis de participação dos membros em cada uma das comunidades de prática.

 A identificação das trajetórias existentes em cada comunidade de prática e das perceções de cada membro sobre a sua adesão à respetiva comunidade de prática.

 A análise da eficácia da partilha entre os membros de cada comunidade de prática.

 A análise do impacto de cada comunidade de prática para a organização que as acolhe.

 A identificação dos aspetos comuns às três comunidades de prática a estudar.

 A análise e inventariação das boas práticas nas três comunidades de prática.

 A reflexão sobre a importância das comunidades para a classe docente, classe empresarial e sociedade civil no contexto cultural português.

Considerando que a priori será necessário analisar, em profundidade, as características de cada comunidade estudada e avaliar se a mesma é realmente uma comunidade de prática ou tão só uma rede ou um grupo, importa encontrar e adotar uma metodologia conducente com essa pesquisa e avaliação.

Por outro lado, importa perceber as características de cada uma, já que as comunidades inicialmente eleitas para investigação podem não corresponder aos parâmetros necessários para a investigação a que nos propomos. Acresce ainda referir que, ao longo da investigação, algumas comunidades definidas para o nosso estudo não se revelaram eficazes, tanto ao nível da dinâmica como da própria resposta dos membros e/ou do(s) administrador(es) da(s) mesma(s), como referiremos em detalhe nas secções seguintes.

Face ao exposto, e sendo certa a convicção de tais especificidades, optámos pela adoção, em termos metodológicos, por uma investigação qualitativa e também pela adoção de estudos de caso múltiplos, pelas razões que explicamos seguidamente.

Dans le document 4-Way Controller Service Manual (Page 39-68)

Documents relatifs