• Aucun résultat trouvé

Fundamental domains for P 4/mmm and I4/mmm . 63

Dans le document EDP Open (Page 72-79)

4.5 Symmetry, stratification, and fundamental domains

4.5.3 Fundamental domains for P 4/mmm and I4/mmm . 63

Não creio poder haver nesta discussão consideração final, porém, apropriando-me das palavras de Luiz Guilherme Santos Neves, relato que por ora baixei as âncoras dessa viagem. Uma viagem longa de deliciosos sabores e muitos aprendizados. No caminho calmarias e tormentas. Alimento, porém, nunca me faltou, posto que do campo vasto sempre se obteve um verdadeiro “vilão farto”.

Uma sensação estranha me percorre ao escrever tais considerações. Por instantes rememoro a viagem e, como num grande telão, percorro as imagens desses dois anos de pesquisa. Seguro o “fio de Ariadne” e por vezes penso estar perdida no labirinto, travando batalhas nos mais diversos portos onde aporto. Percorro estradas compridas, a duras pedras, com paralelepípedos grandes, médios e menorinhos. Encontro, no caminho, uma cadeira e uma mesa de proporções dantescas, querendo muito alcançá-las, sinto-me menorinho. Então, desafiada, resolvo passar por debaixo, já que o contrário é quase impossível. Na ousadia, sensações extraordinárias!

Inebriada, busco mais, peço ajuda a Macunaíma, Firmiano, Anúbis e Gilgamesh. Não me esqueço também do “menino”, que nem chegou ir à guerra, mas que, como eu, sente calafrios e tremores ante o porvir. Ah, quem diria! É possível fazer História sem herói; é possível, é belo, é poético ouvir outras vozes e versões. É urgente que se abram novas caixas de Pandora e que os segredos dos passados, enterrados, lacrados, sejam literariamente (re)contados.

A perspectiva dessa viagem é evidenciar esse (re)contar. A busca de temas históricos para serem transformados em matéria de literatura é, na atualidade, uma tendência universal, porém o que Luiz Guilherme Santos Neves faz é muito mais que isso: ele retoma do passado o que ficou lacrado e esquecido, relegado ao segundo plano. Com esse tesouro em mãos, não se preocupa em focalizar o ilustre, o herói, mas o povo simples e sua história cotidiana.

De posse dessa Nova História, busca conhecer também a história das ideias, não para historiar sobre o já pensado, mas para se arriscar a pensar tal como já se pensou outrora, prestando atenção ao tempo dentro do tempo. Com sua pena a (re)visitar o passado, um elemento é fundamental – o respeito –, afinal, como nos

diz o próprio Luiz Guilherme Santos Neves, só podemos “brincar” com quem conhecemos e temos muita intimidade. Respeitando as diferenças abolidas pelo surrado discurso dos vencedores e acrescentando-lhe o contraditório, proferido pelos vencidos, as obras corpus desta pesquisa, junto a outros mitos e anti-heróis que lhes acresço ao longo de nossa viagem, vão paulatinamente respondendo aos questionamentos formulados na pesquisa.

O texto literário como documento da História ou a História como contexto que atribui sentido ao texto literário? Esse foi o questionamento apresentado. No desenrolar do trabalho, pauto a importância cada vez maior da união livre, sem amarras conceituais de Clio e Calíope. Etimologicamente, mostro que essas ciências irmãs se confundem: ambas são narração de fatos da vida dos povos, dos indivíduos e da sociedade. Com origem na oralidade, as musas provam que não podem viver separadas, visto que nos fornecem o elemento primordial dessa discussão: o texto.

Conforme Pesavento358, essa aproximação entre as irmãs é benéfica, já que uma não se confunde com a outra. Ambas correspondem a narrativas explicativas do real, que se renovam no tempo e no espaço, principalmente, por serem dotadas de um traço de permanência ancestral – o expressar-se do homem por meio da linguagem.

Nesse aspecto, ambas têm papel relevante. Mesmo que o ficcional viole pela amplitude do imaginário, Clio necessita dessa sensação para que sua narrativa seja viva, pulsante. Proporcionar sentidos novos e diferentes à vida humana é o grande mérito dessa união. Luiz Guilherme Santos Neves sabe, com maestria, traduzir e aproveitar ao máximo os benefícios dessa aproximação. Tais benefícios traduzem- se em textos inebriantes e inusitados.

Ao retomar o manuscrito do presidente Machado de Oliveira – história lacrada, passado encerrado –, o autor viola o lacre, liberta uma multidão de anônimos e usando de artifícios linguísticos e artefatos literários constrói uma nau que consegue produzir um cenário vivo e reflexivo, pela voz do narrador – um dos anônimos –

358

contestando e criticando, ao mesmo tempo em que chama o leitor à cumplicidade. Cúmplices receptores, nós, leitores, não seremos mais os mesmos, pois transgrediremos os limites da convenção, expondo a análise da relação entre linguagem literária e texto histórico oficial, a nu. Esta literatura desnuda uma Nova História que se revelará, com diferenças marcantes e significativas, com que passaremos a (re)contá-la com muito mais veracidade por meio da expressão literária.

Com Denunciações de Pernambuco, outro documento oficial, Luiz Guilherme também abre nova caixa de segredos e deixa fluir vozes antes silenciadas. Abala o pedestal de instituições consagradas e, no crepitar das chamas – de uma missa, possibilita pensamentos e vozes que, mesmo congeladas pelo medo, revelam todas as suas indignações contra o poder e a opressão dos que teimaram em ser donos da verdade em todos os tempos.

Com o episódio da Insurreição do Queimado na Serra, convoca os negros à construção de um templo, que se traduzirá também em suas forcas. Mostra nesse episódio o poder da palavra que fala e que cala. Novamente rompe o lacre e, com a liberdade imaginativa, aproxima-nos deliciosamente dos grandes atores do drama. Muito mais que conhecê-los, somos também seus companheiros na empreitada. A História é tão viva que recorremos a inúmeros relatos da histórica Babel para tentar desvendar o mistério da língua não entendida.

A caixa também se abre para Vasco Fernandes Coutinho. Com O capitão do fim, Luiz Guilherme Santos Neves proporciona-nos uma viagem ao redor de nós mesmos. Tendo o tempo como elemento exotópico, acompanhamos o Capitão em sua viagem rumo ao Juízo que, de final, nada teve, posto que por meio dele reflexões importantes tomam a cena. Calíope, mais uma vez de mãos dadas a Clio, evita que a discussão seja encerrada.

Pelos muitos caminhos que Clio e Calíope ainda terão que percorrer, percebo que a via do discurso é sempre seu ponto de encontro, local onde as possibilidades do conhecimento humano são tantas que uma não permanecerá nunca à sombra da outra. Nesse sentido, o Romance Histórico Contemporâneo, livre do rigor e da

objetividade científica, toca-as e aproxima-as, exalando a “verdade” pretendida por Clio, não com as roupagens convencionais, pois vem dissimulada, encoberta e disfarçada sob o véu de um pré-texto em que se dobra o grande texto do visto e do não visto, nas mais variadas formas, quer seja na oralidade, na escrita, na imagem, na poesia ou na música, tudo sob a pena de Calíope à espreita.

Assim, numa tessitura não muito convencional, apoiada na liberdade imaginativa que me permitem as musas, dei luz ao texto desta pesquisa. Nele, apresento muitas imagens de caráter personalíssimo, que traduzem sempre o texto de Luiz Guilherme Santos Neves naquilo e onde ele mais me toca: nos paralelepípedos me vejo menorinho, na cadeira e na mesa gigantescas, novamente me sinto menorinho – entendendo que a expressão do silenciado, do anônimo e sua grandeza no expressar-se são o coroamento das expressões de alteridade.

Por isso, falo por meio das Condenadas à fogueira de Bessonov Nicolay, grito a dor e a indignação por Chico Prego – na forca e Maria Capa-Homem – do potro à fogueira. E com a representação da Torre de Babel de Brueghel ao lado das ruínas da igreja de São José no Queimado, motivo de tanta dor e sofrimento, repenso outros grandes monumentos da História e das muitas histórias que se encontram encerradas em suas pedras, tijolos, adornos... Quantos Elisiários, Chicos, Joões, Marias, Joaninhas, Marcelinos não passaram por ali e anseiam que suas histórias tenham o lacre rompido!

Chego então ao Juízo, o que nada teve de final. Enxergo no cão-leopardo de Vasco o cão-chacal Anúbis. Entendendo o valor do autoconhecimento, proponho também a imagem do Tribunal das Culpas, onde o coração deve ser leve para se alcançar a plenitude. Omito, porém, o rolar da pedra de Sísifo, porque, propositalmente, deixo que esta imagem do capitão converse com o lendário personagem do absurdo sobre seus destinos aparentemente desastrosos e torne-se alimento para uma nova conversa.

__________________________

6 REFERÊNCIAS

A epopeia de Gilgamesh. Coleção Páginas de Sempre.Tradução Pedro Tamen.

Lisboa: Ed. Antônio Ramos, 1979.

AMORIM, Marília. Cronotopo e exotopia. In: BRAIT, Beth (Org). Bakhtin: outros

conceitos chave. São Paulo: Contexto, 2006.

ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 38. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007.

ARISTÓTELES. Poética. In: Pensadores. Tradução Eldoro de Souza. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

ASSIS, Joaquim Maria Machado de, Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Globo, 1987.

AZEVEDO FILHO, Deneval Siqueira de. Desarraigados – ensaios. Vitória: UFES/SPDC, 1995.

______. Real Gabinete Português de Leitura. O legado de Saramago em Luiz

Guilherme Santos Neves: Duas Notas sobre o Romance Histórico Contemporâneo.

Disponível em: <www.realgabinete.com. br/coloquio/paginas/19.htm> . Acesso em: 24 maio 2010.

BAKHTIN, Mikhail M. Problemas da poética de Dostoievski. Tradução Paulo Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1997.

______. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 9. ed. São Paulo: Hucitec, 2002.

______. Dialogic Imagination. Austin: University of Texas Press. Tradução portuguesa. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

______. O autor e a personagem na atividade estética. In: Estética da criação

verbal. Tradução Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BARROS, Diana Luz Pessoa de. Dialogismo, polifonia e enunciação. In: FIORIN, José Luiz (orgs). Dialogismo, polifonia, intertextualidade. Em torno de Bakhtin. São Paulo: EDUSP, Coleção Ensaios de Cultura, 1994.

BARTHES, Roland. Aula. Tradução Leyla Perrone Moisés. São Paulo: Cultrix, 1983.

______. A morte do autor. In: O rumor da língua. Tradução Antônio Gonçalves. Lisboa: Portugal: Edições 70, 1984.

______. O discurso da História. In: O rumor da língua. Tradução Antônio Gonçalves. Lisboa: Edições 70, 1987.

______. A preparação do romance. Tradução Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, v.2. 2005.

BAUMAN, Zygmun, 1925 – Modernidade e Ambivalência. Tradução Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999.

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito da história. In: Obras escolhidas: magia e

técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. 5 ed. Tradução

Sérgio Paulo Rouanet . São Paulo: Brasiliense, 1993.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Coordenação de tradução: Gilberto da Silva Gorgulho, Ivo Storniolo, Ana Paula Andersen. São Paulo: Paulus, 1994.

______. Português. Apocalipse grego de Baruque. Tradução Ecumênica da Bíblia. São Paulo: Ed. Loyola, 1994.

BORGES, Jorge Luís. Otras inquisiciones. Buenos Aires: Emecê, 1956.

BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1978.

BOXER, C. R. A Igreja e a Expansão Ibérica (1440-1770). Lisboa: Edições 70, 1978.

BRUEGHEL, Pieter, O Velho. Torre de Babel Século XVI (1525-1569). Disponível em: < http://opiodopio.blogspot.com/2009/03/metal-paint.html> Acesso em: 25 set. 2010.

CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 1970.

______. Literatura e sociedade. 8. ed. São Paulo: T. A. Queiroz/Publifolha, 2000.

CARAGEA, Miora. Metaficção historiográfica. E – Dicionário de Termos Literários. Disponível em: <http//www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/Mmetaficçãohistoriográfica html.> Acesso em: 28 fev. 2010.

CARDOSO, Tanussi. Exercício do Olhar . Rio de Janeiro: Fivestar, 2006.

CARPEAUX, O.M. História da Literatura Ocidental. Rio de Janeiro: Edições – O Cruzeiro, v.1, 1959.

CARPENTIER, Alejo. O papel social do romancista. In: A literatura e a Realidade

Política da América Latina. Rio de Janeiro: Global, 1985.

______. El reino de este mundo. Madrid: Alianza Editorial, 2007.

CARR, E.H. Que é História. Tradução Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1989.

CEOTTO, Maria Thereza. História, Carnavalização e Neobarroco – Leitura do

romance contemporâneo produzido no Espírito Santo. Vitória: EDUFES, 1999.

______. Seleção, notícia biográfica e estudo crítico – Navegante do Imaginário –

Luiz Guilherme Santos Neves: vida e obra. Vitória: Secretaria Municipal de Cultura,

2000.

CERTEAU, Michel de. A escrita da História. Tradução Maria de Lourdes Menezes. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.

CHARTIER, Roger. A História Cultural: Entre Práticas e Representações. Tradução Maria Manuela Galhardo. Lisboa: Difel, 1990.

______. Intellectual History, 1980, apud HUNT, Lynn. A Nova História Cultural. Tradução Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

CHERUBIM, Sebastião. Dicionário de figuras de linguagem. São Paulo: Pioneira, 1989.

CHIOVENATO, Júlio José. As lutas do povo brasileiro - do „descobrimento‟ a

Canudos. 15. ed. São Paulo: Moderna, 2005.

COELHO, N.N. Literatura & Linguagem. 3. ed. São Paulo: Quíron, 1980.

COLÓQUIO - II GEITES/NEITEL, UFES, 2010. O Romance Histórico

Contemporâneo. Palestra de Luiz Guilherme Santos Neves: A Apropriação da Contextualidade Histórica no Texto Literário: Uma Experiência de Autor. Realizada

no auditório do IC IV – UFES, 28 maio 2010.

______. Texto de abertura da palestra lido pelo literato capixaba Luiz Guilherme Santos Neves: A Apropriação da Contextualidade Histórica no Texto Literário: Uma

Experiência de Autor. Disponível em: <http://multipapos.blogspot.com/2010/06/ii-

coloquio-do-geites.html > Acesso em: 30 jun. 2010.

COSTA LIMA, Luiz. Estruturalismo e Teoria da Literatura. Petrópolis: Vozes, 1973.

______. Sociedade e Discurso Ficcional. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.

______. O Controle do imaginário – razão e imaginação nos tempos modernos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

CROCE, B. Breviário de Estética. São Paulo: Ática, 1997.

DURÁN, Diego. Historia de las Indias de Nueva España e islas de la tierra firme. 2. ed. México: Editorial Porrúa, 1984.

EAGLETON, Terry. Pork Chops and Pinneapples. In: London Review of Books, v. 25. n. 20-23, outubro de 2003. Disponível em: <http//www.irb.co.uk/v25/n20/terry- eagleton/pork-chopsand-peneaaples.> Acesso em: 20 jan. de 2010.

ELIADE, Mircea. Tratado de História das Religiões. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

ESTEVES, A.R. O Novo romance histórico brasileiro. In: ANTUNES, A.R. L. Z. (Org.). Estudos de literatura e lingüística. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.

FEBVRE, Lucien. Combates pela História. 3. ed. Tradução Lisboa. Lisboa: Editorial Presença, 1989.

FIGUEIREDO, Vera Follain de. Da profecia ao labirinto: imagens da história na

ficção latino-americana contemporânea. Rio de Janeiro: Imago, 1994.

FIGURA 2. Rua calçada com paralelepípedos. Disponível em : <http://portas- lapsos.zip.net/arch2007-12-02_2007-12-08.html> Acesso em: 28 set. 2010.

FIGURA 6. Anúbis, deus egípcio dos moribundos. Disponível em: <http://veidan.multiply.com/photos/album/27/ANUBIS_CHACAL> Acesso em: 10 set. 2010.

FIGURA 7. Brasão de Vasco Fernandes Coutinho. Disponível em: <http://www.vilacapixaba.com/artigos/Artigo%20Vila%20Velha%2016.htm> Acesso em: 10 set. 2010.

FOUCAULT, Michel. Les Mots et les choses. Paris: Gallimard, 1966.

______. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução

Antônio Ramos Rosa. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

______. O que é um autor? Tradução de Aurora Fornoni. Portugal: Veja/Passagens, 2002.

FREITAS, Marcos Cezar de. Da Micro história à história das idéias. São Paulo: Ed.Cortez, USF – IFAN, 1999.

FURET, 1983, apud HUNT, Lynn A Nova História Cultural. Tradução Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

GARDNER, J. A arte da ficção: orientações para futuros escritores. Tradução Raul de Sá Barbosa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.

GASS, Willian H. Fiction and the Figures of Life. New Hampshire: Noanpareil Books, Tradução de José Viegas Filho. Brasília: Editora da UNB, 2001.

GINZBURG, C. O Queijo e os Vermes. O cotidiano e as idéias de um moleiro

perseguido pela Inquisição. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.

GOMES, Renato Cordeiro. O histórico e o urbano: Sob o signo do estorvo (Duas

Vertentes da Narrativa Brasileira Contemporânea). Revista Brasileira de Literatura

Comparada. Rio de Janeiro, n. 03, 1996.

GONZÁLEZ, Mário Miguel. O romance que lê as leituras da história. Disponível em: < http://www. hispanista.com.br/revista/artigo 13 esp.htm/ > Acesso em: 12 mar. 2010.

GUANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Ed. Ática, 2004.

HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. 5. ed. Estudo e tradução Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 2003.

HERCULANO, Alexandre. História da origem e estabelecimento da Inquisição em

Portugal. Porto Alegre: Europa-América,v.3 [s.d].

HUTCHEON, Linda. Uma Teoria da Paródia. Tradução Teresa Louro Pérez. Lisboa: Ed. 70, Lisboa, 1989.

______. Poética do pós-modernismo: história, teoria, ficção. Tradução Ricardo Cruz. Rio de Janeiro: Imago, 1991.

______. Teoria e Política da Ironia. Tradução Julio Jeha. Belo Horizonte: UFMG, 2000.

KOCH, Ingedore G. Villaça. Os gêneros do discurso e a produção textual na escola. Campinas: UNICAMP, 2001.

KRISTEVA, Julia. Introdução à semanálise. Tradução: Lúcia Helena França Ferraz. São Paulo: Perspectiva, 1974.

LAJOLO, Marisa. História da Literatura – Ensaios. Campinas/São Paulo: Ed. UNICAMP, 1994.

LAUSBERG, Heinrich. Elementos de retórica literária. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1972.

LE GOFF, J. História e Memória. Tradução Bernardo Leitão. 5. ed. Campinas/São Paulo: UNICAMP, 2003.

LEPETIT, Bernad. Sobre a escala na História. In: REVEL Jacques (Org.) Jogos de

escala: a experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas,

1998.

LUKÁCS, G. La Novela Histórica. 3 ed. Tradução Jasmín Reuter. México Ediciones: Era Biblioteca, 1977.

LYOTARD, J.F. A condição Pós-Moderna. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.

MARINHO, Maria de Fátima. O romance histórico em Portugal. Lisboa: Campo das Letras, 1999.

MARSHALL, 1992, apud Kuntz, Maria Cristina Vianna. Metaficcção historiográfica do Cerco de Lisboa. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/cesp/textos/(2002)07- A%20metaficcao.pdf> Acesso em: 14 jul. 2010.

MARTIN, Hervé ; BOURDÉ, Guy. As escolas Históricas. Tradução Jacyntho Lins Brandão. Lisboa: Editora Europa-América, 2000.

MATA INDURÁIN, Carlos. Retrospectiva sobre la evolución de la novela histórica. In: SPANG, K. et. al. La novela histórica. Teoria y comentários. Barañáin: Ediciones Universidad de Navarra, 1995.

MEGALE, H. Elementos de Teoria Literária. 2. ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1975.

MELLO, Thiago. Silêncio e Palavra. Disponível em:

<http/www.saofrancisco.com.br/alfa/thiagodemelo/silencio-e-palavra.php> Acesso em: 10 set. 2010.

MENTON, S. La nueva novela historica de la América Latina. México: FCE, 1993.

MIRANDA, Ana. Boca do inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

______. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

MOISÉS, M. A Criação literária. 6. ed. São Paulo: Ed. Melhoramentos, 1973.

MORAES, Neida Lúcia. O Mofo no Pão. São Paulo: LISA, 1994.

MORO, Francisco H. Fotografia das ruínas da igreja de São José. Disponível em: http://www.panoramio.com/photo/20393209> Acesso em: 25 set. 2010.

NERI, Giancarlo. Escultura: The Writer (O escritor), Inglaterra – 2005. Disponível em: <http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/mostra-de-escultores/> Acesso em: 24 set. 2010.

NEVES, Luiz Guilherme Santos. A nau decapitada: Manuscrito de Itapemirim. 2 ed. Vitória: Coleção Letras Capixabas, Fundação Ceciliano Abel de Almeida – UFES, v.7. 1985.

______. As chamas na missa. Rio de Janeiro: Philobiblion, Fundação Rio, 1986.

______. Escrivão da Frota. Vitória: IHGES/Cultural-ES, 1997.

______. Crônicas da insólita fortuna. Vitória: IHGES/ Cultural-ES, 1998.

______. O templo e a forca. Vitória: IHGES/ Cultural-ES, 1999.

______. O Capitão do Fim. 2 ed. Vitória: Formar, 2006.

______. As chamas na missa, depoimento do autor. In: Tertúlia, Livros e autores do

Espírito Santo. Disponível em: <www.art.br/arquivo/as chamas na missa/html>

NICOLAY, Bessonov. Condenadas à fogueira (1989-1990). Disponível em: <http://tortura.wordpress.com/2006/12/30/condenadas-a-fogueira-bessonov-nicolay- 1989-1990/> Acesso em: 29 set. 2010.

PAZ, Octávio. A América Latina e a democracia. A Tradição Antimoderna. In: Tempo

Nublado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

______. O corpo e a alma do mundo. A micro-história e a construção do passado.

São Leopoldo: História Unisinos, v.8, n. 10, 2004.

______. História & Literatura. Uma velha nova história. Nuevos Mundos Mundos

Nuevos, Debates, 2006. Disponível em: <http://nuevosmundos.rueves.org/index.> Acesso em: 22 maio 2010.

PESSOA, Fernando. Poemas Ocultistas – Meu Pensamento. Disponível em: < http://www.pessoa.art.br/?p=585> Acesso em: 03 maio 2010.

______. Poesia: Onde você vê. Disponível em: <http://

www.aindamelhor.com/poesia/poesia/poesias 03-fernando-pessoa.php> Acesso em: 02 out. 2010.

PIRANDELO, L. Seis personagens à procura de um autor. Tradução Mário da Silva. São Paulo: Abril, 1978.

PONCE LEÃO, Isabel Vaz ; CASTELO BRANCO, Maria do Carmo. Os Círculos da

leitura (em torno do romance de Saramago, Memorial do Convento). Porto:

Universidade Fernando Pessoa, 1999.

POUND Ezra, 1960, apud CAMPOS, H. A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1992.

RESENDE, Wilson Lopes de. A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo,

Dans le document EDP Open (Page 72-79)