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Freins et risques du système qualité

C. Arbre des causes et conséquences

III. Freins et risques du système qualité

Uma característica muito importante para entender a identidade das escolas de educação por alternância é a participação das famílias dos alunos em todos os níveis (administrativo, pedagógico, político e afetivo) de direcionamento do processo educativo. Segundo Tanton (1999: 100), tais escolas têm si do criadas “[...] porque os pais querem, por um lado, permanecer implicados na educação de seus filhos – ao tempo em que o modelo educativo dominante tem a tendência a excluí-los – e, por outro lado, agir coletivamente para um desenvolvimento rural planejado e a serviço da comunidade”.

Todas as escolas de educação por alternância têm como base de sustentação uma associação formada, principalmente, pelas famílias dos alunos. As famílias devem se comprometer e se responsabilizar plenamente pela escola. Nesta acepção, as famílias são encaradas como elo indissociável do processo educativo e o regime de alternância favorece a continuidade do engajamento das mesmas neste processo, ou seja, que os pais continuem a se sentirem educadores de seus filhos nos momentos em que estes estão na escola. Vale citar uma reflexão de Magalhães (2004: 89) sobre isso:

[...] o conjunto de períodos formativos que se repartem entre o meio socioprofissional (seja na própria família ou na empresa) e a escola, [...] de modo que o meio profissi onal intervém na escola e esta intervém no meio, com intervenções na educação-formação do aluno pela alternância que não se limi tam a um ou dois atores, mas se estendem a toda a complexidade do mundo que envolve a vida do formando (família, amigos, trabal ho, economia, cultura, escola, política...), onde nenhum dos elementos que intervêm é passivo, todos são parceiros, co-autores, co-responsáveis, comprometidos. (CALVÓ, 1999: 19 e 21)

Com a participação dos pais busca-se construir uma outra relação da comunidade com o espaço escolar. A escola já não é um espaço no qual se tem apenas acesso ao conhecimento e do qual participam pais e mães quando convidados para reuniões, festas, ou quando seus filhos apresentam algum problema de disciplina ou de aprendizagem. Mas trata-se de construir uma escola fortemente enraizada na realidade em que está inserida, comprometida com a construção de um novo modelo de desenvolvimento no campo, que respeite a cultura local e valorize os seus sujeitos, através da formação dos jovens e de suas famílias.

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Entretanto, sabe-se que algumas escolas de educação por alternância enfrentam certas dificuldades quanto à participação das famílias. É o caso, por exemplo, da Escola Comunitária Rural Municipal de Jaguaré-ES, onde Cruz (2004) constatou a existência de uma lacuna entre as famílias e a escola, pois a maioria delas só vai à escola nos eventos formais, como as assembléias, e não compreendem bem os instrumentos pedagógicos, entre outras causas. E mesmo indo às assembléias, poucos pais participam das discussões ocorridas. O autor sugere que se invista numa política que dê mais autonomia administrativa às famílias dos alunos.

A importância da participação das famílias dos alunos no processo educativo também tem sido estudada em outros tipos de escola, que não aquelas de educação por alternância. Como exemplo, podemos citar o estudo de Lobino (2002) que, analisando a lógica da EA, nas vertentes da produção integrada do conhecimento científico e da vivência participativa, em uma escola-cooperativa situada no município da Serra-ES, concluiu que é urgente a escola repensar o seu papel, articulando-se com outros segmentos sociais, especialmente com os pais. A autora argumenta que a participação ajudará a reformular a práxis pedagógica “[...] que aponte uma releitura de mundo que possa dialetizar homem, conhecimento e natureza, na perspectiva de uma possível sustentabilidade social e ambiental para os viventes do planeta”.

Diante das experiências das escolas de educação por alternância, antes relatadas, torna-se relevante apontar a necessidade de realização de um estudo comparativo, de natureza qualitativa, entre as mesmas e as experiências das escolas públicas convencionais existentes no meio rural do estado do Espírito Santo, em termos socioambientais.

A questão-chave que merece ser investigada se refere à influência da participação das famílias como um dos fatores que afetam a mudança conceitual e atitudinal dos alunos

com relação aos aspectos socioambientais de suas vidas. Vale salientar que vários estudos15

já foram realizados sobre a educação por alternância, além daqueles já citados anteriormente, mas nenhum deles colocou como foco principal de análise tal questão.

Deveriam ser considerados apenas os alunos que são filhos de proprietários rurais, devido ao total controle que a família tem sobre a terra utilizada, e que desenvolvem atividades produtivas na propriedade, procurando analisar a referida mudança tanto em nível da propriedade como da comunidade rural onde a família está inserida. Especificamente, seria interessante abordar os seguintes aspectos:

- A compreensão das famílias sobre a participação e os fatores que afetam a sua participação;

- O nível de participação familiar e as ações facilitadoras da mesma;

- A compreensão dos alunos e de seus pais sobre as questões socioambientais e a relação das mesmas com a vivência familiar e escolar;

- Os métodos de educação ambiental adotados pelas escolas e os ganhos socioambientais obtidos na realidade dos alunos;

15 Ver Azevedo (1999), Moreira (2000), Silva (2000) e Queiroz (2004). educação

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- O papel dos professores no processo de mudança conceitual e atitudinal dos alunos em termos socioambientais.

5. Conclusão

Diante da crise socioambiental que nos assola, é indiscutível a importância e a urgência de se desenvolver, cada vez mais, processos efetivos de educação ambiental no seio da sociedade brasileira.

No caso da educação formal, a efetividade será refletida através das repercussões do processo educativo na vida das pessoas, desencadeando mudanças conceituais e atitudinais permanentes que venham contribuir para a construção da sustentabilidade socioambiental.

Por isso, a realização de estudos que avaliem e comparem tal efetividade educacional, considerando propostas pedagógicas como as das escolas de educação por alternância, se fazem necessários. Esperamos despertar múltiplos interesses e iniciativas acadêmicas nesse sentido por meio do presente artigo.

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A teoria sem a prática é puro verbalismo inoperante,

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