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The asymptotic behaviour of Lee-Yang zeros

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4.3 Lee-Yang zeros for the partition function

4.3.2 The asymptotic behaviour of Lee-Yang zeros

Devido a problemas com alguns materiais, não foi possível realizar o teste nas areias Basalto Cone Original e Calcário VSI Lavada.

A Tabela 30 apresenta os valores obtidos no ensaio do Azul de Metileno.

Tabela 30 – Valores do Ensaio do Azul de Metileno

ROCHA TIPO AZUL DE METILENO (mg/g)

GNAISSE VSI Original 2,5 VSI Lavada 1,5 Cone Original 2,75 Cone Lavada 2,0 BASALTO VSI Original 9,0 VSI Lavada 7,0 Cone Lavada 7,75 GRANITO VSI Original 1,75 VSI Lavada 1,75 Cone Original 2,25 Cone Lavada 2 CALCÁRIO Cone Original 3,75 VSI Original 3,25 VSI Lavada 2,25

A norma escolhida para a realização do ensaio, a AASHTO TP57 indica limites de valores do azul de metileno para o uso em concreto asfáltico, onde agregados com um valor menor que 6 são considerados excelentes, não causando problemas para o concreto e agregados com valor de 7 a 12 são considerados “marginalmente aceitáveis”. Neste trabalho, a maioria dos agregados apresentou um valor de azul de metileno menor do que 6, com exceção das areias de basalto, como pode ser observado na Tabela 30. No entanto vale destacar que este limite é apenas um exemplo, pois não se aplica especificamente aos concretos de cimento Portland.

As areias de calcário Cone original e VSI original apresentam valores de azul de metileno um pouco mais elevados do que o restante, com exceção do basalto, podendo ser uma indicação de uma maior superfície específica ou da presença de uma pequena quantidade de argilo-minerais. A distribuição das partículas obtida através do ensaio de granulometria a laser, exposta na Figura 44, indica que estes materiais possuem, de fato, uma maior quantidade de partículas pequenas, quando

comparados com o restante. Isto indica uma maior superfície específica e, portanto, justifica os maiores valores obtidos no ensaio.

É possível perceber uma correlação forte dos resultados do azul de metileno e da granulometria a laser com as areias lavadas ou não. Com exceção da areia de granito Cone, todas as outras apresentam um menor valor de azul de metileno após serem submetidas ao processo de lavagem. Este fato coincide também com a relação dos valores do azul de metileno e os valores de superfície específica, pois se constatou no Item 4.1.4 que o processo de lavagem aplicado nas areias acabou eliminando as partículas menores do material pulverulento.

Por outro lado, vale destacar que as areias de basalto, apesar de apresentarem uma distribuição granulométrica do material pulverulento com partículas não tão pequenas quanto as das outras areias (Figura 44), apresentaram os mais altos valores do azul de metileno, indicando assim a presença de argilo-minerais em sua composição. Este fato comprova que o valor do azul de metileno pode não depender apenas da superfície específica, mas também da presença de argilo-minerais.

No mesmo sentido, no ensaio de granulometria a laser, a areia de basalto Cone lavada apresentou uma distribuição com partículas ainda menores do que as partículas da areia de basalto VSI original. No entanto, o valor do azul de metileno desta última é maior do que o valor do Cone lavada, não correspondendo a tendência de quanto maior a superfície específica, maior o valor do azul de metileno, pois, neste caso, o material fino proveniente do Cone lavada tem superfície específica significativamente maior do que a do VSI original. Isso indica não só a influência da presença de argilo-minerais nos resultados de azul de metileno, mas também o fato de que o processo de lavagem pode não eliminar tantas partículas pequenas, a ponto de fazer com que a distribuição mais “fina” das partículas provenientes do britador tipo Cone se aproxime da distribuição do VSI, mas é capaz de eliminar maior quantidade de argilo-minerais presentes no material.

Já nas areias que possuem um baixo valor de azul de metileno, provavelmente indicando que não há argilo-minerais presentes, a superfície específica foi o parâmetro que se sobrepôs nos resultados do ensaio. Como pode ser visto na Tabela 30, os resultados para os britadores tipo Cone são levemente maiores, provavelmente devido a sua maior superfície específica observada na granulometria a laser.

A Figura 45 mostra alguns papéis-filtro sobre os quais foram realizados os ensaios. A Figura 45 a, b e c fazem parte do mesmo ensaio do basalto VSI original. Neste ensaio, a auréola azul clara que determina a saturação começa a aparecer apenas com a adição de 14,5 ml de

solução de azul de metileno, mantendo-se clara o suficiente, pelos 5 minutos estipulados pela norma, com 18 ml de solução adicionada. Bastante diferente, no ensaio do granito Cone original (Figura 45 d), a auréola azul clara já começa a aparecer com aproximadamente 3 ml de solução adicionada, e se fixa com apenas 4,5 ml.

a) b)

c) d)

Figura 45 – Ensaio do Azul de Metileno: a), b) e c) ensaio da areia de britagem de basalto VSI original; e d) ensaio da areia de britagem de granito Cone original.

Com o objetivo de entender um pouco mais como funcionam os diferentes meios de se eliminar parte do material pulverulento, coletou- se um material de uma instalação de britagem que possuía um aeroseparador, equipamento de supressão de pulverulento via seca, comentado no Item 2.4.4.2. Para tal, foram coletados microfinos antes e depois do agregado miúdo passar pelo equipamento. O tipo de rocha do agregado é basalto (de origem diferente da rocha utilizada no decorrer deste trabalho) e a pedreira de origem da rocha encontra-se no Estado do Paraná. Os resultados estão expostos na Tabela 31.

Tabela 31 – Resultados de Azul de Metileno para material pulverulento antes e depois de passar por aeroseparador.

Material Pulverulento Valor do Azul de Metileno

Antes do aeroseparador 7,5 Depois do aeroseparador 7,5

Os resultados não apontam nenhuma diferença entre os dois materiais. Estudos complementares devem ser feitos para melhor compreensão, pois estas foram pequenas amostras, de apenas um material, evidentemente pouco significativas. No entanto, os resultados aqui obtidos indicam que o aeroseparador tende a não eliminar a fração mais fina do material pulverulento e/ou argilo-minerais presentes, ao contrário da tendência apresentada no processo de lavagem realizada neste estudo.

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