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Le français au Bahreïn : son statut et sa présence

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Diversos temas78 circundaram “educação” e “escola” nas falas dos

gestores pelo “Roda de Prosa”. Mas, com um universo tão variado, priorizamos, em relação à educação, uma discussão que inicia com uma pergunta, foco da gestão democrática: como mudar e transformar a educação? No primeiro tópico selecionado, uma gestora inicia a discussão em torno da questão “como mudar a educação” (ver Imagem 127). Na sua fala, ela ratifica que a gestão democrática provoca mudança na ação do gestor e do reconhecimento do seu lugar no sentido do papel que desempenha sozinho.

Imagem 127 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=8266

Em resposta, uma gestora afirma a necessidade de mudanças para esclarecer, principalmente à família, qual a função da escola. Ela diz ainda que tanto governo quanto a sociedade são responsáveis pelos problemas da educação, considerando que essa última concentra maior problema por causa do “descaso odos pais e desinteresse dos alunos”. Ela sugere e acredita que é preciso “um programa de conscientização da população jovem”, porque é a “cabeça do jovem” que precisa ser mudada (ver Imagem 128). Este discurso aponta que a gestora reconhece a corresponsabilidade que envolve a construção de uma mudança para melhorar a educação, mas, ainda assim, ao dividir o insucesso, ela acaba por responsabilizar mais os jovens e esquece que, ao dizer “mudar a cabeça”, apresenta um fala que não reconhece a possibilidade dos jovens mudarem a partir deles mesmos, sem necessariamente contar com ações externas.

Imagem 128 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=8266

Em outro tópico de discussão (ver Imagem 129), a gestora pergunta como fazer para transformar a educação, mas utiliza no seu questionamento o verbo na 3ª pessoa do plural. Ao fazer isto, ela reconhece, sem dizer diretamente, a educação como processo de construção coletiva, o que legitima a gestão na perspectiva democrática. Ela se reconhece como sujeito desta transformação e ainda inclui outros. Nas falas dos seus interlocutores há uma diversidade de sugestões que definem o foco da transformação para os governantes, para os gestores e para a as famílias (ver Imagens 130 a 132). Estes que nem sempre partilham do mesmo reconhecimento do trabalho coletivo sobre a qual a gestora discute.

Imagem 129 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

Imagem 130 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Imagem 131 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

Imagem 132 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

Nesse universo de discursos, destacamos algumas falas. A primeira (ver Imagem 133) apresenta a ideia de que uma gestora reconhece a educação como processo transformador do sujeito, sendo ele autônomo uma vez que pode fazer suas escolhas. Ao dizer “É uma pena que ela só transforme a quem se permite ser transformado”, a gestora implicitamente reconhece a educação como processo que não necessariamente assegura a formação do sujeito, pois ele tem autonomia para fazer as suas escolhas.

Imagem 133 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

Na segunda postagem em destaque (ver Imagem 134), uma gestora afirma que a transformação da educação é um processo de longo prazo, com uma trajetória história que testemunha alguns avanços na educação. Entretanto, ao dizer: “nosso papel de TRANSFORMADOR, da vida dos nossos alunos”, ela atribui ao gestor a responsabilidade de transformar a vida dos alunos. Eis aqui um “não dito” que certifica o aluno como sujeito sem autonomia, exatamente o contrário do interdiscurso anterior.

Imagem 134 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

A terceira postagem destacada (ver Imagem 135) traz a fala de uma gestora põe em evidência a dificuldade de transformação da educação por conta da necessidade de se “romper com “verdades” cristalizadas”. Ainda no dizer dela, embora difícil, a transformação é necessária para estar em harmonia com a dinâmica da sociedade. No seu dito, há o reconhecimento de que a educação é um processo contextualizado e, ao citar “verdades cristalizadas”, ela refere-se a práticas que na educação são sacralizadas, que não mudam e se perpetuam no tempo. Ao colocar a palavra “verdade” entre aspas, a gestora deixa implícito que essa cristalização não é o melhor para a educação.

Imagem 135 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

Numa última fala a destacar, referente à educação (Imagem 136), uma gestora apresenta o amor como um dos caminhos para a realização da transformação. O substantivo amor pode ter muitas interpretações, como afetividade, cuidado, carinho, compreensão etc. Nesse contexto, a análise não consegue dar conta dos muitos significados que esse sentimento pode abarcar, mas a gestora marca a educação como processo que é permeado de afetividade, não sendo a educação apenas produto da razão. No entanto, ao dizer: “o exemplo que temos a oportunidade de externar todos os dias”, ela coloca o gestor no lugar de

autoridade da educação, como referência para todos os sujeitos da escola. Por certo, essa visão contraria a prática da gestão democrática na qual as ações coletivas é que são o exemplo não estabelecendo uma hierarquia entre os sujeitos.

Imagem 136 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=459

Sobre o tema escola, os gestores colocam em xeque a qualidade da instituição. Notemos que na primeira fala (ver Imagem 137), uma gestora apresenta dúvida se a escola está preparada para a sociedade atual, no sentido dos desafios que ela apresenta. Ao dizer isso, a gestora distancia a escola da sociedade, esquecendo que esse espaço educacional também reflete seu contexto social e que ele deveria estar preparado para lidar com as dificuldades que a realidade apresenta.

Imagem 137 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=2701

No segundo tópico, intitulado “Escola 10???”, a gestora questiona a eficácia do “Programa Escola 10”79, contrapondo a real situação das escolas,

especificamente a da sua instituição, para avaliar esse programa. No seu interdiscurso, ela apresenta, ao colocar três interrogações (???) no título do tópico, um dito, representado pelo excesso de interrogações, externando a dúvida sobre a

79 Programa do governo federal que visa, entre outros objetivos, incentivar a competitividade criativa entre as escolas públicas municipais, estaduais e federais de cada município, premiando como Escola Nota 10 aquela que, durante o ano letivo, tenha realizado o melhor projeto cultural, social ou esportivo, tornando a escola mais atraente, visando combater a evasão escolar e promover a melhoria da qualidade do ensino público. Disponível em: <http://www.projetoescolanota10.com.br/>. Acesso em: 01 dez. 2015.

eficácia de tal programa. Quando a gestora traz a situação real de sua escola, ela justifica sua descrença e o sentido da existência do Programa. E, na conclusão de sua fala, diz: “Olhe que estamos em ano de eleição!”. Aqui, fica subtendido que, com o apoio da política e seu jogo de interesses, ela já teria buscado soluções para os problemas da escola. Tudo isto nos diz que educação e política caminham juntas mesmo que seus objetivos não sejam os mesmos, e a escola consequentemente será o reflexo dessa caminhada.

Imagem 138 – Tópico de discussão do fórum Roda de Prosa

Fonte: http://moodle3.mec.gov.br/ufba/mod/forum/discuss.php?d=1836

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