multiparticulaire des mat´ eriaux multicouches M 4
1.2 Formulation du Mod` ele multiparticulaire des mat´ eriaux mul- mul-ticouchesmul-ticouches
Da totalidade de amostras de urina positivas 85.4 % (n=1266) foram recolhidas por jato médio (JM), 2.4 % (n=36) por punção vesical (PV) e 12.2 % (n=180) por algália (ALG). Após de eliminação de amostras duplicadas observou-se a seguinte distribuição de isolados recolhidos por vários métodos (Tabela 1): 32 estirpes de PV, 169 de ALG, 1088 de JM.
Da totalidade de amostras colhidas por punção vesical, em 64% foi obtido um resultado positivo no EBU. Distribuindo os resultados positivos por serviços verificou-se que 24 de 32 estirpes isoladas de amostras de PV foram recolhidas na urgência de pediatria (uma amostra da consulta externa de pediatria), em crianças com menos de 12 meses, sendo 22 E. coli e 2 K. pneumoniae. As oito amostras restantes provenientes de indivíduos de outras faixas etárias continham oito estirpes de espécies diferentes, sem prevalência nenhuma. Não houve amostras de PV nos pacientes de 1 a 40 anos.
Da totalidade de amostras da algália, em 35% foi obtido um resultado positivo no EBU. Verificou-se que 56 das 169 estirpes isoladas em amostras de algália pertenciam a crianças até 2 anos, tendo as amostras sido colhidas no serviço de urgência de pediatria. Nessa faixa etária observou-se a prevalência de E. coli (53 de 56 isolados de ALG) enquanto nas amostras de ALG de outras faixas etárias a fração de E. coli era muito menor (34 estirpes de E. coli de 113 estirpes isolados das todas amostras de ALG das
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Tabela 2. A distribuição de isolados mais prevalentes nos vários tipos de amostras
JM (n=1088) ALG (n=169) PV (n=32) Microorganismos isolados mais prevalentes (ordem decrescente) E. coli (n=585) K. pneumoniae (n=130) P. mirabilis (n=72) P. aeruginosa (n=53) E. faecalis (n=51) S. saprophyticus (n=40) C. albicans (n=20) S. aureus (n=17) E. faecium (n=13) E. aerogenes (n=13) C. koseri (n=12) P. stuartii (n=11) E. coli (n=87) K. pneumoniae (n=27) P. aeruginosa (n=16) P. mirabilis (n=8) E. faecalis (n=6) C. albicans (n=6) E. faecium (n=4) E. aerogenes (n=3) E. coli (n=24) K. pneumoniae (n=3) P. mirabilis (n=1) E. faecalis (n=1) C. albicans (n=1) E. faecium (n=1) S. aureus (n=1)
Faixas etárias sem amostras
- 2-26 anos 1-40 anos
outras faixas etárias). Relativamente à distribuição noutras faxias etárias verificou-se que 23 das 169 estirpes isoladas das amostras de algália pertenciam aos adultos de 26 a 64 anos, e 91 estirpes a pacientes com idade ≥ 65 anos. Não houve nenhuma amostra deste tipo nos pacientes de 2 a 26 anos. Foram ainda isoladas seguintes espécies das amostras de algália:
- 27 estirpes de K. pneumoniae: 7 estirpes em pacientes de sexo masculino, de 55 a 64 anos de idade, e 20 estirpes dos pacientes com ≥ 65 anos de idade, 12 pertencentes ao sexo feminino e 8 ao sexo masculino.
- 16 estirpes de P. aeruginosa das quais três estirpes pertenciam a indivíduos pertencentes à faixa etária de 44 a 64 anos de idade, 12 estirpes a pacientes com idade ≥ 65 anos e uma estirpe a um bebé de 16 meses. Na distribuição por géneros nove estirpes foram isoladas de pacientes do sexo masculino e sete do sexo feminino;
- oito estirpes de P. mirabilis das quais duas estirpes foram isoladas de crianças até até dois anos, uma estirpe de um indivíduo de 64 anos e cinco estirpes de pacientes com idade ≥ 65 anos. Na distribuição por géneros quatro estirpes foram isoladas de pacientes do sexo feminino e quatro estirpes de pacientes do sexo feminino;
- seis estirpes de C. albicans isoladas pacientes com idade ≥ 75 anos, sendo que duas foram isoladas em pacientes do sexo feminino e quatro do sexo masculino;
- seis estirpes de E. faecalis, onde cinco estirpes foram isoladas de pacientes com idade ≥ 65 anos, sendo dois pertencentes ao sexo feminino e três pertencentes ao sexo masculino, e uma de mulher de 55 anos de idade;
- as quatro estirpes de E. faecium foram isoladas de pacientes com idade ≥ 82 anos, pertencendo três ao sexo feminino e uma ao sexo masculino.
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Tendo em conta a totalidade de amostras colhidas por jato médio, em 23 % foi obtido um resultado positivo no EBU. Sempre que o mesmo doente teve pedidos simultâneos de EBU por diferentes metódos de colheita, nomeadamente, jato médio, algália ou punção vesical, o resultado do jato médio foi excluído. Assim, foram isoladas 1088 estirpes de amostras de urina por jato médio dos quais 585 foram positivos para E. coli, 130 para K. pneumoniae, 72 para P. mirabilis, 53 para P. aeruginosa, 51 para E. faecalis, 40 para S. saprophyticus, 20 para C. albicans, 17 para S. aureus, 13 para E. aerogenes, 13 para E. faecium e outros.
A estratificação por tipo de amostra permite perceber que a maior parte das amostras colhidas por PV pertence a crianças até 2 anos. Cerca de 1/3 de amostras colhidas por algália, também pertence a essa faixa etária. O uso de algália e mesmo PV são métodos de recolha da urina usados nessa faixa etária devido as dificuldades de obtenção de amostras de JM. As restantes amostras recolhidas por esses dois métodos pertencem maioritamente a indivíduos de faixas etárias avançadas. Doentes onde seja necessário recolher urina recorrendo a ALG normalmente são dependentes ou têm outras comorbidades.
Outra observação é a ausência de S. saprophyticus nas amostras de ALG e PV, e uma incidência muito reduzida de S. aureus nas amostras de ALG (n=1) e PV (n=1). Este fato pode ser relacionado com menor contaminação destas amostras com flora comensal em comparação com amostras colhidas por JM. De fato, muitos isolados de Staphylococcus spp. isolados são contaminantes o que dificulta o diagnóstico. Contudo, S. saprophyticus frequentemente causa ITU não complicadas nas mulheres jovens saudáveis que normalmente não recorrem a colheita por PV e ALG (Jhora & Paul, 2011).
Observou-se a prevalência de E. coli (122 de 140 estirpes totais) como principal microrganismo isolado em crianças até dois anos de idade, em amostras recolhidas por PV (22/24), ALG (53/56) e JM (47/60), o que é esperado nessa faixa etária (Schlager, 2001; Ronald 2002). Não foram isoladas as bactérias Gram-positivas, provavelmente, devido ao fato de a maior parte de amostras (80 de 140) terem sido recolhidas por PV (24) ou algália (56), o que provavelmente reduziu a possibilidade de contaminação da urina com a flora comensal Gram-positiva em comparação com a recolha por JM (60). Por outro lado, as bactérias oportunistas, normalmente, causam ITU nos pacientes com outras comorbidades nas idades avançadas (Ronald 2002).
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1.5. Estratificação de isolados mais prevalentes de E. coli e K. pneumoniae pelos