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LES CONTRAINTES DU LOYALISME

II- Les formes de loyalisme

Na tabela 51, podem-se verificar os resultados que foram obtidos mediante a ligação da análise dos questionários e das entrevistas, com as hipóteses de investigação.

Tabela 51- Resultados das Hipóteses de Investigação

Número Hipótese Resultado

H1 A criatividade é extremamente importante para a dinamização do turismo cultural. Comprovada

H2 Os indivíduos defendem que as dinâmicas criativas são benéficas para os museus. Comprovada

H3 A Casa da Memória não é vista como um museu convencional. Comprovada

H4 Existe uma componente muito forte de dinamismo e criatividade, na Casa da Memória.

Comprovada

H5 A Casa da Memória é um museu criativo. Comprovada

H6 Os indivíduos reconhecem a popularidade da Casa da Memória, no panorama

cultural vimaranense

Não se verifica H7 Em termos gerais, a Casa da Memória é vista como uma mais-valia para a

comunidade local.

Comprovada

H8 A Casa da Memória tem uma forte associação a instituições locais. Comprovada

H9 Existe um perfil de visitante específico na Casa da Memória. Não se

verifica H10 A Casa da Memória apresenta uma elevada capacidade de atração de visitantes

externos.

Não se verifica H11 Os indivíduos demonstram interesse em participar em atividades criativas na Casa

da Memória.

Comprovada

Das 11 hipóteses de investigação definidas, pode-se constatar que as hipóteses que não se verificam são as H6, H9 E H10. Tendo em consideração que a maioria das hipóteses se comprovou, verifica-se que os indivíduos partilham ideologias apresentadas no enquadramento teórico, e também vão de encontro com os objetivos deste espaço museológico.

5.5 Conclusão

Neste capítulo foram analisados os dados referentes aos questionários aplicados aos visitantes da Casa da Memória de Guimarães, assim como as entrevistas presenciais feitas aos indivíduos diretamente ligados ao museu, nomeadamente no que toca à passagem do turismo cultural para o turismo criativo no espaço em estudo. As duas análises permitiram compreender os dois pontos de vista (visitantes e gestores).

Através da análise dos dados obtidos com os questionários dos visitantes, verifica-se que o perfil do visitante da Casa da Memória é maioritariamente português (77,5%); tem entre os 19 e os 40 anos de idade (75%); com maior tendência para ser do sexo feminino (62%); e encontra-se solteiro na sua maioria (53,5%). A nível de escolaridade destaca-se a licenciatura (42,3%), e a condição perante o trabalho reflete que 50,7% se encontra empregado atualmente e 43,7 % estuda. Contudo, não apresenta um rendimento médio muito alto, sendo que se destaca maioritariamente um rendimento inferior a 300€ (31%).

Ao nível dos antecedentes e circunstâncias de visita, conclui-se que 88,7% visitou o museu pela primeira vez, denotando que a repetição da visita não tem muita representatividade. A recomendação de amigos ou familiares foi o principal meio para obter conhecimento do museu (32,4%), realçando que a taxa de recomendação por quem já visitou a Casa da Memória tem alguma significância. Este elemento pode também referir a importância do Word of Mouth, na divulgação das atrações turísticas. O principal motivo de visita ao museu foi bastante claro: o desejo de conhecer a Casa da Memória (63,4%), sendo que a maioria dos indivíduos leva um acompanhante na sua visita (54,9%). As visitas em grupos organizados não têm um peso muito grande, dentro da população em estudo. É importante ainda destacar que 91,5% já visitou outro espaço

cultural em Guimarães, para além da Casa da Memória; demonstrando um interesse global em conhecer a oferta cultural da cidade.

A um nível de padrão de visita cultural, 45,1% da população em estudo refere que o seu principal motivo de motivo de visitas culturais; é a visita a locais de valor cultural, frequentemente visitados por um grande número de visitantes. Já a nível de frequência de realização de viagens do foro cultural, 57,7 % indicou que o faz entre 2 a 4 vezes por ano.

Na sua grande maioria (87,3%) e de acordo com Van Aalst & Boogarts (2002), verifica- se o entendimento de que os museus são umas das atrações mais procuradas em destinos culturais. 45,1% dos indivíduos partilha a opinião de Santos & Marujo (2014), quando considera totalmente, que um museu é um espaço de transmissão de conhecimentos. 36,6% dão o mesmo destaque ao ideal de Argenta (2013), quando afirmam que o museu é um espaço de salvaguarda de memórias da comunidade local.

Quando abordadas as questões da valorização da criatividade, verificou-se que todos os indivíduos consideram a criatividade como um elemento fulcral para o quotidiano. Perante a associação da criatividade ao turismo, a grande maioria (70,4%) partilha a opinião de Zhang (2013), concordando totalmente com a afirmação de que a criatividade permite novas aprendizagens aos visitantes de uma atração turística (nas quais se englobam os museus).

A um nível mais específico ao caso de estudo, 94,4% dos indivíduos demonstra abertura e interesse em participar em atividades criativas na Casa da Memória, preferencialmente em concertos, festivais artísticos e workshops.

Da experiência obtida na visita à Casa da Memória, a maioria considera-a como uma boa experiência, refletindo-se numa total intenção de repetição de visita e de recomendação.

Foi ainda realizada uma análise de tabulações cruzadas entre algumas das variáveis dependentes e independentes, o que se refletiu em interações interessantes, mais especificamente a nível de faixa etária (a nível de obtenção de conhecimento sobre o museu, verifica-se uma maior tendência dos jovens em usar as novas tecnologias, por exemplo), rendimento médio mensal (verificou-se que quanto maior o rendimento, maior a tendência de motivação mediante a cultura especifica do destino visitado) e

escolaridade (compreendeu-se que existe uma ligação entre a escolaridade e a apetência para viagens culturais).

Já na análise das entrevistas, as principais conclusões são de que os entrevistados apresentam visões positivas e muito semelhantes entre si, nomeadamente na sua visão do valor da Casa da Memória para Guimarães, e no seu entendimento da importância da criatividade para o turismo cultural em geral. As principais diferenças de opinião prendem-se com o conhecimento do espaço no panorama cultural vimaranense.

Para concluir, e comparando os resultados obtidos nos questionários e nas entrevistas, o principal destaque vai para a conformidade das respostas no que concerne: à associação da criatividade à cultura, à disponibilidade para participar em atividades criativas na Casa da Memória, e ainda à enumeração dos pontos fortes/pontos fracos.

Parte IV- Conclusões e Recomendações