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Forme temporelle de l’impulsion THz et spectre associé

2.2 Description du dispositif expérimental

3.2.2 Forme temporelle de l’impulsion THz et spectre associé

48 Como se trata de uma pesquisa que precisou intervir na realidade estudada, o método utilizado foi a pesquisa-ação - PA. Conforme aponta Engel (2000, p. 182), pesquisa-ação é uma especíe de pesquisa “participante, engajada, independente e objetiva”, que vincula a pesquisa à ação, ou seja, desenvolve o conhecimento e a compreensão como partes da prática.

Thiollent (2011, p. 20), define a PA como:

um tipo de pesquisa social que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação da realidade a ser investigada estão envolvidos de modo cooperativo e participativo.

Acrescenta ainda que é possível estudar dinamicamente os problemas, decisões, ações, negociações, conflitos e tomadas de consciência que ocorrem entre os agentes durante o processo de transformação da situação (Thiollent, 2011, p. 21). O autor sinaliza alguns dos principais aspectos da PA - (pp. 22-23), assim:

“a) há uma ampla e explícita interação entre pesquisadores e pessoas implicadas na situação investigada;

b) desta interação resulta a ordem de prioridade dos problemas a serem pesquisados e das soluções a serem encaminhadas sob forma de ação concreta; c) o objeto de investigação não é constituído pelas pessoas e sim pela situação social e pelos problemas a serem pesquisados e das soluções a serem encaminhadas sob forma de ação concreta;

d) o objeto da pesquisa-ação consiste em resolver ou, pelo menos, em esclarecer os problemas da situação observada;

e) há, durante o processo, um acompanhamento das decisões, das ações e de toda a atividade intencional dos atores da situação;

f) a pesquisa não se limita a uma forma de ação (risco de ativismo): pretende-se aumentar o conhecimento dos pesquisadores e o conhecimento ou o “nível de consciência” das pessoas e grupos considerados”.

As intervenções e a produção do conhecimento são interrelacionadas na pesquisa- ação. Destarte, o autor sugere que haja um equilíbrio na demarcação dos objetivos práticos (aqueles que conduzem à solução) e dos objetivos de conhecimento (identificação de representações, habilidades, entre outros, que contribuirão para a elucidação do problema e conduzirão às ações transformadoras). Desta forma, é possível que se definam objetivos mais instrumentais, voltados para a resolução de um problema, além de objetivos educacionais, que devem levar à tomada de consciência e à produção de conhecimentos relevantes. A partir de um amadurecimento metodológico e respeito aos contextos socioculturais, é psssivel o alcance de tais objetivos de maneira simultânea. Portanto, é necessário que a ação seja definida em função dos interesses das partes envolvidas na situação, que devem ser previamente consultadas (Toledo & Jacobi, 2013, p. 158).

49 De acordo com Koerich, Backes, Sousa, Erdmann e Alburquerque (2009, pp. 718- 719), a PA é compeendida por:

abarca um processo empírico que compreende a identificação do problema dentro de um contexto social e/ou institucional, o levantamento de dados relativos ao problema e, a análise e significação dos dados levantados pelos participantes. Além da identificação da necessidade de mudança e o levantamento de possíveis soluções, a pesquisa-ação intervém na prática no sentido de provocar a transformação. Coloca-se então, como uma importante ferramenta metodológica capaz de aliar teoria e prática por meio de uma ação que visa à transformação de uma determinada realidade.

Ainda, segundo os autores, a PA tem como meta o fornecimento dos meios para que os pesquisadores e os grupos sociais sejam capazes de responder, com maior eficácia, aos problemas da situação que vivenciam, o que deve acontecer por meio de estratégias de ação transformadoras. Além disso, esse procedimento contribue para a busca de soluções aos problemas para os quais os métodos tradicionais pouco têm contribuído.

Quanto ao planejamento, segundo Thiollent (2011, p. 55), a pesquisa-ação apresenta uma sequencia temporal, porém, em seu desenvolvimento, ou seja, durante o processo, a dinâmica se mantém bastante flexível, tendo definido um ponto de partidade e de chegada, o que torna possível transitar pelas fases intermediárias, visando atender as adaptações que podem acontecer em função das circunstâncias e acontecimentos internas do grupo de pesquisadores com o problema investigado. Conforme o autor, as fases da pesquisa podem ser divididas em: a fase exploratória; o tema de pesquisa; a colocação do problema; o lugar da teoria; hipóteses; seminário; campo de observação, amostragem e representatividade qualitativa; coleta de dados; aprendizagem; saber formal e saber informal; plano de ação e divulgação externa.

Porém, apesar da flexibilidade anunciada por pelo autor anterior, Barbier (2007) referênciado por Rufino e Darido (2012, p. 5), alerta para uma série de “rigores” que devem ser considerados na PA, como:

o rigor do quadro simbólico (no qual a expressão do imaginário e do desdobramento da implicação podem se produzir); o rigor da avaliação permanente da ação; o rigor dos campos conceituais e teóricos; o rigor da implicação dialética do pesquisador (pois o pesquisador está ao mesmo tempo presente com todo o seu ser emocional, sensitivo, axiológico, na pesquisa-ação e presente com todo seu ser dubitativo, metódico, crítico, mediador enquanto pesquisador profissional); dentre outros.

Ainda buscando referência às contribuições de outros autores, no que diz respeito a PA, Franco (2005) citado por Rufino e Darido (2012, p. 3), alega que:

a característica mais importante da pesquisa-ação é propor um processo integrador entre pesquisa, reflexão e ação, retomado continuamente sob forma de espirais

50 cíclicas, de modo a propiciar adequados tempos e espaços para que a integração pesquisador-grupo possa se aprofundar.

O caráter pedagógico de tal investigação é uma permanente reflexão sobre a ação. Pois, é precisamente nesse processo de reflexão contínua que se abre o espaço para a transformação dos sujeitos pesquisadores. Sobre esse aspecto, Franco (2005, pp. 498-499) destaca que as espirais cíclicas possuem fundamental importância na pesquisa-ação, pois funcionam como:

 “instrumento de reflexão/avaliação das etapas do processo;  instrumento de autoformação e formação coletiva dos sujeitos;

 instrumento de amadurecimento e potencialização das apreensões individuais e coletivas;

 instrumento de articulação entre pesquisa/ ação/reflexão e formação”.

Sendo assim, o propósito da escolha do método desta pesquisa teve como intenção fomentar um progressivo desenvolvimento da cultura reflexiva, por parte dos envolvidos, visando promover mudanças atitudinais capazes de re-siginificar suas contribuições e participações sociais através de um contínuo processo de reflexão-ação-reflexão.

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