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Formalizing Java’s Two’s-Complement Integral Type in Isabelle/HOL

para renovação curricular com base nas recomendações da International Medical Informatics Association (IMIA), bem como as experiências de outras escolas internacionais de ciências da saúde (Haux, 2004).

2.3. Recomendações da IMIA sobre Educação em

IM

2.3.1. Visão Global da IMIA

A International Medical Informatics Association é uma organização mundial de Informática Médica que funciona como uma associação de associações, atuando como uma organização ponte, que reúne as organizações constituintes e seus membros. Esta associação fornece liderança e experiência para uma comunidade multidisciplinar focada no setor da saúde, de forma a contribuir para uma mudança nos cuidados de saúde, de acordo com a visão mundial de melhorar a prestação de serviços de saúde da população mundial.

A função da IMIA é reunir, a partir de uma perspetiva global, cientistas, investigadores, utilizadores, fornecedores e consultores num ambiente de cooperação e de partilha (Mantas et al., 2010a).

A IMIA desempenha um papel importante na aplicação da ciência e das tecnologias informáticas na área dos cuidados de saúde, da investigação na medicina/saúde e da bioinformática, em todo o mundo. A sua visão passa por ter uma abordagem do sistema de saúde unificado, onde os médicos, investigadores, pacientes e as pessoas em geral, serão apoiados por ferramentas informáticas, o que facilitará na tomada de decisões, nos processos e comportamentos que facilitam a execução das tarefas corretamente, com vista a melhorar os cuidados de saúde para todos os intervenientes (Lorenzi, 2007; Murray, 2008).

O alcance desta visão irá exigir que todos sejam apoiados por sistemas e tecnologias de informação e comunicação. Como uma organização comprometida com a promoção de boas práticas no uso das tecnologias da informação e comunicação, no âmbito da informática biomédica, em saúde e cuidados de saúde, e vendo a tecnologia como transformacional, a IMIA continua a promover a investigação e a desenvolver os conceitos necessários para apoiar as organizações do mundo.

A preocupação por parte desta organização é padronizar a educação/ensino “estruturando os conteúdos” da disciplina de Informática Médica/de Saúde, de maneira a evitar grandes diferenças no perfil de saída dos formandos. Este envolvimento, de abrangência internacional, é patente na criação de regiões continentais de associações de informática em saúde, as chamadas IMIA Regions, compostas por seis membros, nomeadamente:

APAMI: Asia Pacific Association for Medical Informatics

EFMI: European Federation For Medical Informatics

Helina: African Region

IMIA LAC: Regional Federation of Health Informatics for Latin America and the

Caribbean

IMIA North American

MEAHI: Middle East Association for Health Informatics

As sociedades africanas membros da HELINA são as seguintes:

Camarões– CAHIS, Cameroonian Health Informatics Society,

Etiópia – EHIA, Ethiopian Health informatics Association

Costa de Marfim – ISBHI, Ivorian Society of Biosciences and Health Informatics

Malawi – MIAM, Medical Informatics Association of Malawi

Mali – SOMIBS, The Mali Society of Biomedical and Health Information

Nigéria – AHIN, Association for Health Informatics of Nigeria

Africa do Sul - SAHIA, South African Health Informatics Association

Togo – ATIM-TELEMED, Togolese Association of Medical Informatics and

Telemedicine

Membros correspondentes são: Algeria, Democratic Republic of Congo, Egypt,

Objetivos da IMIA

1. Promover a informática na área da saúde e da pesquisa em saúde, bioinformática e informática médica.

2. Avançar e consolidar a cooperação internacional.

3. Estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a aplicação de rotina.

4. Mover a informática de saúde da teoria para a prática numa ampla gama de configurações de apoio aos serviços de saúde, no consultório médico para ajudar nos cuidados de saúde a longo prazo.

5. Promover a divulgação e o intercâmbio de conhecimentos, informática e tecnologia.

6. Promover a educação e um comportamento responsável no uso das tecnologias de comunicação e informação no setor da saúde.

7. Representar o campo da informática médica e de saúde na OMS e outras organizações profissionais e governamentais internacionais.

A IMIA espera alcançar os seus objetivos através da ligação sistemática dos cuidados de saúde e das pessoas envolvidas em informática de saúde, para desenvolver, criar, implementar e incorporar o conhecimento intelectual necessário para melhorar a saúde, utilizando a informática como a tecnologia que permite atingir tal objetivo. Esta associação espera alcançar todos estes objetivos reforçando a cooperação entre profissionais de saúde, investigadores, consultores, fornecedores, prestadores de serviços, utilizadores para partilhar as aptidões e os conhecimentos necessários para apoiar as organizações através das transformações tecnológicas (Murray, 2008).

2.3.2. Recomendações da IMIA em educação em IM

Os grupos de trabalho e os membros associados da IMIA esforçaram-se substancialmente para projetar e desenvolver estruturas curriculares académicas na Informática de Saúde, de tal forma que elaboraram uma série de recomendações sobre a forma como a educação e os programas de formação devem ser conduzidos, realizados e devem continuar a avaliar e reformular o quadro (Mantas et al., 2010b).

Essas recomendações servem para satisfazer as necessidades de vários profissionais de saúde, clínicos e não-clínicos, bem como, tecnólogos da informação em várias fases da sua progressão na carreira. As competências essenciais desenvolvidas pelo grupo de trabalho 1 abrange uma ampla visão de conhecimentos em informática em saúde e conjuntos de habilidades para ambas as categorias de profissões clínicos e não-clínicos, que foram divididos em quatro subdivisões da lista abaixo:

a. Informática em Saúde conhecimentos e competências essenciais. b. Ciências da computação, Informática, Matemática, Biometria. c. Medicina, Saúde e Biociências, Organização do Sistema de Saúde. d. Módulos opcionais em informática em saúde e de áreas afins.

As recomendações educacionais da IMIA, baseadas na necessidade dos profissionais de saúde, permitem adquirir capacidades e conhecimentos no âmbito da informática e do processamento de utilização da informática e da tecnologia de comunicação, no ramo da saúde. Estas recomendações sobre educação em engenharia biomédica e Informática na Saúde descrevem as necessidades educacionais dos indivíduos que aprendem informática em saúde usando uma estrutura tridimensional:

a. Os profissionais de saúde (Ex. Médicos, enfermeiros, profissionais em IM). b. Tipo de especialização em Informática Médica/de Saúde (,utilizadores das

tecnologias de informação e comunicação, especialistas IM). c. Estágio de progressão na carreira (bacharéis, mestres e doutores).

Os resultados da aprendizagem são definidos em termos de conhecimentos e capacidades, práticas para os profissionais de saúde no seu papel como usuários de TI (Mantas et al., 2010b).

Estas recomendações são consideradas como uma diretriz para as iniciativas nacionais e internacionais da educação em Informática Médica/e ou de Saúde, que apoia e incentiva os estudantes e professores a partilhar competências, recursos e conhecimentos a nível internacional. A tabela 3 descreve o quadro educacional da IMIA adaptado de Mantas, que podem ser complementadas com os conhecimentos e as habilidades em três domínios recomendados pela IMIA no ensino da Informática Médica/de Saúde, para simples utilizadores das tecnologias de informação e comunicação “IT user” e os especialistas em IM” biomedical and health informatics specialist (BMHI) ” (apêndice 4).

IMIA’s educational recommendations framework states that: “In order to provide good-quality healthcare, training and education in biomedical and health informatics”, it is important that “various

Healthcare professions, in different mode of Education, with Alternative types of specialisation, at

various Levels of education which correspond to respective stages of career progression, which can be

achieved by having “qualified Teachers to provide the course training which will lead to recognised

Tabela 3:Descrição do quadro educacional do IMIA - Adaptado de (Mantas, Ammenwerth et al, 2010)

Letra Descrições

H

Healthcare professional (e,g,: Clinicians, computer scientists, informaticians, researchers, etc,) should undertake training programmes in health and medical informatics

E

Educational methodologies which are employed in providing the required training vary from the traditional classroom- based, Team-based, problem-based, distance and open learning as well as exploration of other technologies such as Video Conferencing, social networking platforms, etc,

A

Alternating routes to different types of specialisation will depend on the health and medical informatics career path chosen, Not all healthcare professional have to undertake accredited specialisations (e,g, Masters or Doctoral levels) in health and medical informatics, Some may desire to acquire additional career development specialists’ qualifications

L

Levels of Education: healthcare professionals will require some sort of core knowledge in health and medical informatics at different educational levels (e,g,: bachelors, masters or Ph,D,) in order to fulfil the professional needs, Therefore the educational levels required may vary in-terms of depth and breadth, depending on the needs,

T

Teachers that conduct the training programmes must have adequate knowledge and competence in the subjects that they teach, in order to expect excellent outcomes,

H

Health Informatics positions should be filled by qualified health informaticians with internationally recognised accredited qualifications in the health and medical informatics domain,

2.4. Avaliação das necessidades de Educação em IM