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Forages de reconnaissance géotechnique Sans observation

Dans le document Avis 60.120 du 17 juillet 2020 (Page 45-49)

Dans ses avis antérieurs, la Chambre d'Agriculture estimait toujours que le programme de mesures ne saurait introduire de nouvelles restrictions, voire interdictions, au-delà de celles prévues au niveau

C. Commentaire des articles

17) Forages de reconnaissance géotechnique Sans observation

A comunicação e a informação são extremamente importantes para que haja um processo de transformação. Para Jara (1998), a falta de informação geralmente condena as comunidades à ignorância, condicionando uma espécie de medo coletivo ou impotência para agir e construir futuros. Kenneth E. Boulding, citado por Ferguson (1995), afirma que uma transformação pode ser realizada em poucos dias se dispuser de meios de comunicação em massa. Já para Joël de Rosnay (apud BRANCO, 1989, p.52), a informação se caracteriza como “poder de organização” ou “ação criadora”.

Uma rede com pessoas motivadas em ideais comuns possui um grande poder de reformular estruturas sociais, pois seus integrantes sentem a força do conjunto. A rede é flexível e moldável, coopera e não compete, representando uma jornada, um processo, e não uma estrutura cristalizada. O que torna seus integrantes mais confiantes e ousados é a troca de informações com outras redes similares, em locais geográficos diferentes, concedendo apoio mútuo nas suas lides. Conforme Ferguson (1995, p.202), uma rede é “ao mesmo tempo íntima e ampla”, sendo que a cooperação mútua leva a uma “utopia local, onde os benefícios são óbvios”.

A palavra rede é antiga e se origina do latimretis (rete), significando entrelaçamento de fios com aberturas regulares que formam uma espécie de tecido. A partir da noção de entrelaçamento, malha e estrutura reticulada, a palavra rede foi ganhando novos significados ao longo do tempo, passando a ser empregada em diferentes situações (OLIVIERI, 2002). Com base nos estudos biológicos das teias e cadeias alimentares, e dos ciclos da vida na biologia, os ecologistas das décadas de 1920 e 1930, propuseram a rede como único padrão de organização comum a todos os sistemas vivos.

Assim, redes são sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições, de forma democrática e participativa, em torno de objetivos e temáticas comuns. Conforme Ferguson (1995, p.201), a rede é a instituição de nossa época, pois é “um sistema aberto, uma estrutura dissipada tão ricamente coerente que está com o fluxo, pronta para ser reorganizada, capaz de uma transformação contínua”. Além disso, hoje em dia dispomos de recursos que fazem com que a comunidade funcione de uma forma diferenciada, já que a informação está mais disponível em nosso meio. Não só a sociedade está mais adaptada para funcionamento na forma de redes, como possui instrumentos eletrônicos para uma rápida comunicação (SILVA, 1999).

Para Boff (1999), sociedade é uma rede de relações entre as pessoas, as quais, por meio de suas funções, formam as instituições. Destas relações emergem questões de responsabilidade, de direitos e deveres, que dizem respeito a uns e outros, nas quais devem prevalecer os postulados da ética.

Também Capra (1996, p.45) se manifestou a respeito: “[...] expressão da mais recente forma de comunicação humana e da rede de relações que se estabelecem dentro de redes, não havendo hierarquias, nem acima, nem abaixo, havendo somente redes aninhadas dentro de redes”. Cita ainda Manuel Castells, que cunhou o termo “sociedade em rede” para designar e analisar esse novo comportamento social.

Na história das organizações, o conceito de rede existe há bastante tempo, tendo se modificado nas últimas décadas em uma alternativa prática de organização, possibilitando processos capazes de responder às demandas de flexibilidade, conectividade e descentralização das esferas de atuação e articulação social.

As redes de informação e trabalho possuem estruturas horizontais interconectadas, possibilitando dinâmicas que suportam o trabalho colaborativo e participativo dentro da comunidade, e entre elas. As redes se sustentam pela vontade e afinidade de seus integrantes, caracterizando-se como um significativo recurso organizacional, tanto para as relações pessoais quanto para a estruturação social. Esse reconhecimento deve ser coletivo e é fundamental para os sentidos de pertinência dos seus cidadãos (OLIVIERI, 2002).

Como, segundo Jara (1998, p.60), há necessidade de democratizar a institucionalidade, uma rede de informação acentua “mecanismos e canais de participação social, pela promoção de parcerias e co-responsabilidades e pelo estabelecimento de sistemas

de informação, sob a forma de redes, abertas e descentralizadas, de modo a facilitar o controle da sociedade e contribuir para o aprimoramento do planejamento e gestão da coisa pública”.

Essa associação existente entre novas posturas sociais e redes de informação foi também abordada por Ilya Prigogine (2000) ao questionar: “A que ponto chegamos? Estou convencido de que estamos nos aproximando de uma bifurcação conectada ao progresso da tecnologia da informação e a tudo que a ela se associa como a multimídia, robótica e inteligência artificial. Essa é a sociedade de rede, com seus sonhos de aldeia global”.

Essas ferramentas, decorrentes das novas redes e tecnologias de informação, proporcionam um ambiente inédito, segundo Lévy (1998), onde a nova universalidade se constrói através da interconexão em comunidades virtuais. Ele destaca, ainda, o papel da inteligência coletiva que decorre da sinergia existente entre “competências, recursos e projetos, a constituição e manutenção de dinâmicas de memórias em comum, a ativação de modos de cooperação flexíveis e transversais”. As novas tecnologias intelectuais viabilizadas pelo ciberespaço aumentam “o potencial de inteligência coletiva dos grupos humanos”. Na formação do conhecimento, o papel do professor ou moderador deixa de ser um “fornecedor direto de conhecimentos”, para, agora, viabilizar uma dinâmica de inteligência coletiva.

Neste sentido, Moran (1997) comenta que agora, com o advento da Internet, a educação passa de aulas convencionais para um ensino mais centrado no aluno (ou participante da rede), sendo que o contato físico, ou aula presencial, somente seria necessário no início e término de um novo tema. No interregno, o professor tutora o aprendizado, utilizando as novas ferramentas da TI. Pode parecer mais fácil, mas não o é, já que o aluno, livre para se aprofundar no tema, retorna com questões que normalmente não seriam comentadas em sala de aula, surgindo, pois, a diversidade. Ele também é autor das frases: “O conhecimento não se passa; ele se cria, se constrói”; “O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas em nossas mentes”.

Como exposto no capítulo anterior, a Terceira Via possui como uma de suas características, ser um movimento que surge nas bases, “de baixo para cima”, estruturada em um meio onde a informação permeia facilmente na forma de redes. Assim, a rede é uma forma de ação possível para consolidar e fortificar atos de Terceira Via.

Os recursos da Tecnologia da Informação - TI, como a Internet, já se mostraram efetivos em muitos casos envolvendo instituições da sociedade organizada, bem como setores

do próprio governo (INFOTEL, 2003). Assim, a TI, mais propriamente umgroupware, pode auxiliar na capacitação de facilitadores para a A21L atingindo simultaneamente inúmeros protagonistas, mesmo dispersos geograficamente, levando informação, analisando questões e, assim, constituindo-se numa rede de construção do conhecimento, como se propõe neste trabalho.

Dans le document Avis 60.120 du 17 juillet 2020 (Page 45-49)

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