• Aucun résultat trouvé

Fonctions pseudo presque périodiques

Dans le document MÉMOIRE de MASTER II (Page 15-24)

CONTEXTUALIZAÇÃO DO ASSUNTO DISCUTIDO

Tabela 3: Atividades propostas utilizadas na complementação e contextualização do assunto discutido (parasitoses intestinais) nos livros didáticos do 6º, 7º e 8º ano.

Atividades Sim Não

Propõe questões no final do capítulo sobre o tema em estudo

X

As questões tem enfoque multidisciplinar Parcialmente As questões priorizam a problematização Parcialmente

Propõe atividades em grupo sobre o tema em estudo X As atividades são isentas de riscos para os alunos X

As atividades são facilmente executáveis X As atividades tem relação direta com o conteúdo

trabalhado

X

Indica fontes complementares de informação X

Estimula a utilização de novas tecnologias X

Fonte: Vasconcelos e Souto (2003), com adaptação.

Nos capítulos dos livros em estudo, onde era abordado o tema parasitoses intestinais, as atividades propostas em questões, atividades ou fontes complementares específicas ao tema parasitoses intestinais não priorizou a problematização e o enfoque multidisciplinar.

O gráfico 3 demonstra, de maneira agrupada, os percentuais dos parâmetros que analisaram as atividades propostas utilizadas na complementação e contextualização do tema parasitoses intestinais, contidas nos livros didáticos. Sendo que os resultados foram: conformes (44,44%), não conformes (33,33) e parcialmente conformes (22,22%).

Gráfico 3: Porcentagem dos parâmetros analisados em conformidade (sim), não conformidade (não) e parcialmente conforme, sobre o as atividades propostas utilizadas na complementação e contextualização nos livros didáticos a respeito do tema parasitoses intestinais.

0

10

20

30

40

50

Sim

Não

Parcialmente

Os significados expressos nos livros didáticos precisam ser reconstruídos pelos alunos, assim, as atividades propostas são formas norteadoras para orientação, construção e estruturação de conhecimentos pelos alunos, sendo que estas precisam apresentar-se com enfoque multidisciplinar, devem abranger a problematização do conteúdo, e quando são atividades práticas precisam ser isentas de riscos aos alunos (VASCONCELOS; SOUTO, 2003). Visando o grande benefício que as atividades propostas apresentam para as reconstruções de saberes e conhecimentos pelos alunos, os livros didáticos analisados em termos do tema parasitoses intestinais deixaram de apresentar atividades propostas de alguns grupos de enteroparasitoses.

34

As atividades investigativas são artifícios de expressiva importância para o ensino de ciências em geral. É necessária a realização de distintas atividades com características problematizadoras, questionadoras e de diálogo, associadas a resolução de problemas e a formulação de conceitos para que os educandos possam construir seus conhecimentos (CARVALHO et al. 1995; AZEVEDO, 2004). Assim, os livros didáticos como instrumentos de apoio ao professor no processo de ensino aprendizagem devem sugerir atividades propostas de investigação, verificação e de demonstração.

A problematização como método no processo de ensino aprendizagem é um elemento chave entre a associação da prática e teoria é o ponto inicial da sistematização do conteúdo, onde o aluno é desafiado a buscar conhecimentos analisando e investigando práticas sociais por meio de processos investigativos (GASPARIN, 2003). Conhecendo os benefícios da problematização, sem dúvidas, que esta deve fazer parte integral da constituição de atividades propostas nos livros didáticos colaborando, assim com uma aprendizagem significativa e deixando de lado o incentivo do de corar conceitos e a passividade frente as informações concebidas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os livros didáticos, considerados como instrumentos ou ferramentas de apoio ao processo educativo para dar suporte de conhecimentos e de métodos de ensino, devem apresentar características consistentes e condizentes à educação que priorizamos, ou seja, uma educação consciente, reflexiva, crítica e transformadora social. Logo, para isso, é necessário que os livros didáticos apresentem conteúdos teóricos sem déficit informacional e precisam estar atualizados com os conhecimentos atuais.

As atividades propostas devem ter caráter multidisciplinar e contextualizadas, relacionando teoria e prática, além do mais, os recursos visuais como fotos, esquemas e ilustrações diversas, devem estar dispostas e estruturadas de maneira a corroborar com o aprendizado dos alunos e evitar conflitos conceituais.

Para que os livros didáticos possam colaborar com uma educação significativa, devem atender a alguns quesitos mínimos como:

 Ter caráter multidisciplinar em seus conteúdos teóricos e também nas suas atividades propostas;

 Incentivar a problematização para que os alunos sejam orientados a relacionar saberes teóricos com a vida social;

 Não deve incentivar a decorar conceitos e sim compreende-los e serem reconstruídos pelos próprios alunos;

 As atividades propostas devem ser formuladas com os objetivos de investigação, demonstração e verificação, dependendo do caráter de cada atividade;

 Tanto os aspectos culturais, religiosos e éticos dos alunos devem ser respeitados;

 Os conteúdos teóricos e as atividades propostas devem considerar os conhecimentos prévios dos alunos e suas experiências de vida;

 As imagens e figuras trazidas no livro didático devem ter o cuidado para não provocar erros de compreensão e de interpretação. E

36

quando estas forem ampliadas ou com cores ilustrativas, esta informação deverá sempre acompanhar a ilustração.

Os livros didáticos analisados deixaram de apresentar algumas parasitoses intestinais e outras foram apresentadas sucintamente, carecendo de mais informações teóricas, visuais e atividades propostas.

Tratando-se do tema parasitoses intestinais, do trabalho aqui desenvolvido, este conteúdo é de relevância estrema, sua abordagem no processo de ensino aprendizagem na educação básica, pois as entroparasitoses são bastante frequentes em países tropicais e em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Compreender os conhecimentos e saberes transcritos em materiais didáticos para que os alunos possam posteriormente reconstruir seus próprios saberes e conhecimentos e internalizá-los é uma forma de instruir e preparar uma sociedade consciente e resignificada para que se evitem as transmissões e contaminações de doenças parasitárias.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, M.M., Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação: noções práticas. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

ANDRADE, E. C., et al. Parasitoses intestinais: Uma revisão sobre seus aspectos sociais, epidemiológicos, clínicos e terapêuticos. Rev. APS, v.13, n.2: p. 231-240, 2010.

ATLAS DE PARASITOLOGIA CLÍNICA, UFSC. Disponível em: < http://www.parasitologiaclinica.ufsc.br/index.php/info/conteudo/doencas/#/?i=2>. Acesso em: 10,16,18,20 e 21 de novembro de 2014.

AZEVEDO, M.C.P.S. Ensino por investigação: problematizando as atividades em sala de aula. In: CARVALHO, A.M.P. Ensino de Ciências - unindo a pesquisa e a prática, São Paulo: Thomson, 2004.

BACHELARD, G. A epistemologia. Rio de Janeiro: Edições 70. 1995.

BATISTA, M. V. A.; CUNHA, M. M. S.; CÂNDIDO, A. L. Análise do tema virologia em livros didáticos de biologia do Ensino Médio. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 12, n. 1, p. 145-158, 2010.

BIZZO, N. M. V., Falhas no ensino de ciências. Ciencia Hoje, Rio de Janeiro, v. 159, p. 26-31, 2000.

BRASIL. Ministerio da Educação e Cultura. Plano Nacional do Livro Didático. www.mec.gov.br, 2005.

BRUZZO, C. Biologia: educação e imagens. Educ. Soc, Campinas, v. 25, n. 89, p.1359-1378, 2004.

CARNEIRO, S. M. H. As imagens no livro didático. In: ATAS do I Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ciências. Águas de Lindóia, São Paulo, 1997, p. 366- 373.

CARVALHO, A.M.P. et al. El papel de las actividades em la construcción del conocimento em clase. Investigación en la Escuela, (25), p. 60-70, 1995.

38

CASTIÑEIRAS, T. M. P. P.; MARTINS, F. S. V. Infecções por helmintos e enteroprotozoários. Rio de Janeiro: Centro de Informações em Saúde para Viajantes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002.

CHIEFFI, P. P.; NETO, V. A. Vermes, verminoses e a saúde pública. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 55, n. 1, pp. 41-43, 2003.

DELIZOICOV, N. C. O professor de ciências naturais e o livro didático (No Ensino de Programas de saúde). 1995. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação, UFSC, Florianópolis, 1995.

FERNANDES, S. et al. Protocolo de parasitoses intestinais. Acta Pediátrica Portuguesa, 2012.

FRACALANZA, H. O que sabemos sobre os livros didáticos para o ensino de Ciências no Brasil. 1993. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, UNICAMP, Campinas, 1993.

FREITAG, B. et al. O livro didático em questão. São Paulo. Ed. Cortez, 1989.

GASPARIN, J.L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas: Autores Associados, 2003.

GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social.5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

LAJOLO, M. Livro didático: um (quase) manual de usuário. Em Aberto, Brasília, v. 16, n.69, jan./mar. 1996.

LORETO, E. L. S.; SEPEL, L. M. N. A escola na era do DNA e da Genética. Ciência e Ambiente, v. 26, p.149-156, 2003.

MARCUSCHI, L.A. Compreensão de texto: algumas reflexões. In: DIONÍSIO, A.P.; BEZERRA, M.A. (Orgs). O Livro Didático de Português: múltiplos olhares. 2 ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.

MARTINS, I.; GOUVÊA, G.; PICCININI, C. Aprendendo com imagens. Ciência e Cultura, Campinas, v. 57, n. 4, p. 38-40, 2005.

MARTINS, I. Analisando livros didáticos na perspectiva dos Estudos do Discurso: compartilhando reflexões e sugerindo uma agenda para a pesquisa. Pro-Posições, Campinas, v. 17, n. 1, p.117-136, 2006.

MORTIMER, E. F. A evolução dos livros didáticos de química destinados ao ensino secundário. Em Aberto, Brasília, DF, v. 7, n. 40, p. 24-41, 1988.

NÚÑEZ, I. B.; RAMALHO, B. L.; SILVA, I. K. P.; CAMPOS, A. P. N. A seleção dos livros didáticos: um saber necessário ao professor. O caso do ensino de

ciências.Revista Iberoamericana de Educación. Madrid, 2003.

PEDROSO, R.S.; SIQUEIRA, R, V. Pesquisa de cisto de protozoários e larvas de helmintos em chupetas. Pediatric. Rio de Janeiro, v. 73: p.21-25, 1997.

PRADO et al., Prevalência e intensidade da infecção por parasitas intestinais em crianças na idade escolar na cidade de Salvador. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 34: p.99-101, 2001.

RAUPP, F.M.; BEUREN, I.M. Metodologia da pesquisa aplicável às ciências sociais. In: BEUREN, I.M. (Org.). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2003. p. 76-96.

RUDWICK, M.J.S. El significado de los fósiles: episodios de la historia de la paleontologia. Madrid: Hermann Blume, 1987.

SPIASSI, A.; SILVA, E. M. Análise de livros didáticos de ciências: um estudo de caso. Revista Trama, v. 04, n. 07, p. 45-54, 2008.

VASCONCELLOS, C. S. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad.1993. 193 p

VASCONCELOS, S. D.; SOUTO, E. O livro didático de ciências no ensino fundamental–proposta de critérios para análise do conteúdo zoológico. Ciência & Educação, v. 9, n. 1, p93-104, 2003.

40

Dans le document MÉMOIRE de MASTER II (Page 15-24)

Documents relatifs