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No senso comum, qualidade é um atributo que diz respeito às características físicas e técnicas dos produtos. Essa definição está ultrapassada, pois negligen

produto/ser

es declaradas e implícitas” (p.65). Para o produto turístico va

começa a reformar o mundo da produção, antes baseada na imposição do produto ao

qualidade dos produtos/serviços oferecidos é testada desde o momento de chegada ao destino escolhido. Confirmando essa afirmação, Zeithaml (apud Shea; Roberts, 1998) enfatiza que, no turismo, “a compra e o consumo sempre ocorrem simultaneamente e, portanto, a avaliação d

utinho, no segundo momento é que acontece a avaliação do turista sobre a qualidade dos produtos e serviços consumidos. É a partir dessa comparação

Rust, Zahorik e Keiningham (1995), propondo um modelo de mensuração da efetividade dos investimentos em qualidade, o Return On Quality (ROQ), também posicionam a maior satisfação dos clientes como resultado de investimentos na melhoria da qualidade do produto ou serviço oferecido.

De maneira similar, Baker e Crompton (2000) testaram empiricamente os efeitos uristas e concluíram: “Os resultados também confirmaram que a satisfação é aumentada por melhores percepções de qualidade de performanc

viço deve encerrar em si próprio aquelas características que são relevantes para o atendimento das necessidades e desejos de quem o consome.

A American Society for Quality Control (apud Kotler, 1998) define qualidade como sendo “a totalidade de aspectos e características de um produto ou serviço que proporcionam a satisfação de necessidad

le lembrar a afirmação de Nicolas (1996):

“A força do turista se expressa em suas exigências a respeito do consumo que realiza: ele determina a qualidade dos bens que consome, situação que só recentemente consumidor” (p.46).

No turismo, diferentemente do que acontece no consumo da maioria dos bens, a

o consumidor ocorre durante a fase de compra e durante a experiência do serviço em si”. Assim, os fornecedores de serviços turísticos devem estar a todo o momento atentos para atender às necessidades do turista de forma a construir a sensação de satisfação.

Voltando ao Modelo de Mo

entre o esperado e o efetivamente consumido que o turista avalia a qualidade do produto. Se o produto/serviço estiver adequado às expectativas e necessidades do turista, surge a satisfação.

da qualidade no nível de satisfação dos t

e (...)” (p.798). O conceito ‘qualidade de performance’ significa a qualidade daqueles atributos do produto ou serviço que podem ser controlados pelos fornecedores.

A partir daí, pode-se dizer que a satisfação do turista depende diretamente da qualidade da oferta de bens e serviços turísticos de uma destinação.

S = b

(Q )

On

ubstituindo a equação 2 na 1 tem-se que a qualidade do produto turístico tem impacto di

aneira: “Uma maio

ndentemente, os efeitos da qualidade percebida e da satisfação nas intenções d

ade da oferta turística da destinação visitada: Simbolicamente, pode-se dizer:

x x (equação 2)

de:

S

x = satisfação do turista em relação ao destino turístico visitado ‘x’;

Q

x = qualidade da oferta do destino turístico ‘x’. S

reto na manifestação da intenção de recompra do produto turístico, isto é, na intenção de voltar ao destino visitado, por parte dos turistas.

Rust, Zahorik e Keiningham (1995), sintetizam essas relações da seguinte forma: “A melhoria da qualidade dos serviços resulta em uma maior qualidade percebida e maior satisfação do consumidor e, talvez, redução de custos. Uma maior satisfação do consumidor, por sua vez, leva a maiores níveis de retenção de consumidores” (p.60).

Essa mesma relação é descrita por Baker e Crompton (2000) da seguinte m

r qualidade na performance e maiores níveis de satisfação são percebidos como responsáveis pela maior lealdade dos turistas, por aumentar as probabilidades de visitas futuras, aumentar a tolerância a aumentos de preços e melhorar a reputação de uma destinação” (p.786). No entanto, Gotleib, Grewal e Brown (apud Baker; Crompton, 2000) ressalvam: “Surpree

e comportamento têm raramente sido examinadas a partir de um modelo que inclua todas essas variáveis” (p.790).

Matematicamente, então, pode-se dizer que a intenção de retornar ao destino é uma função composta da qualid

I

x

= f ob (Q

x

)

(equação 3)

Onde:

I

x = intenção de voltar ao destino turístico visitado ‘x’;

Na determinação do que vem a ser a oferta de um destino turístico, vale relembrar a definição de oferta turística de Beni (1998):

“(...) a oferta em turismo pode ser concebida como o conjunto de recursos naturais e culturais que, em sua essência, constituem a matéria-prima da atividade turística de, são esses recursos que provocam a afluência de turistas. A esse os produzidos para dar consistência ao seu consumo, os quais compõem os elementos que integram a oferta no seu sentido amplo, numa estrutura de mercado” (p.153).

amente, a oferta turística inclui atrativos (naturais, histórico-culturais e científicos), equipamentos e serviços turísticos (meios de hospedagem, alimentação, transporte,

ada um dos elementos da oferta turística local. Simbolicamente:

6

Q

i = qualidade do componente ‘i’ da oferta turística.

te competitivo do turismo, o fator qualidade é o único critério que se impõe de maneira natural para determinar o êxito ou o malogro dos produtos e serviços” (p.151). Essa última afirmação pode ser percebida simbolicamente, substituindo a variável Qx, como apresentada na equação 4, na equação 3, como se segue:

x

= f ob ( 6 q

i

)

(equação 5) i=1

o ‘x’;

qi = qualidade do componente ‘i’ da oferta turística.

n = quantidade de componentes da oferta turística de uma destinação.

porque, na realida

conjunto agregam-se os serviç

Detalhad

serviços de receptivo, guias turísticos, entre outros) e a infra-estrutura urbana (limpeza pública, segurança, comunicações, etc). Assim, a qualidade de um destino turístico não depende apenas dos seus atrativos, mas da qualidade de c

n

Q

x = qi (equação 4) i = 1

Onde: x = qualidade da oferta do destino turístico ‘x’.

q

n = quantidade de componentes da oferta turística de uma destinação.

Voltando ao desenvolvimento da proposição, partindo da equação 3 e admitindo- se que, como defende Boullón (1986), sempre que o turista estiver predisposto a voltar ao destino visitado pode-se dizer que o centro de turismo receptivo logrou sucesso, tem-se que a qualidade se constitui no elemento chave para o sucesso de um destino turístico. Nas palavras de Beni (1998), “no mercado altamen

n

I

Porém, como lembra Kotler (1998), “a qualidade deve ser percebida pelos consumidores” (p.66), de outra forma, a qualidade não se traduz em satisfação do consumidor. Nesse contex

entendimento turista de volta que “o produto

o sucesso da comercialização e entrega de seu serviço” (p.173).

Dos estudos da Psicologia Social àqueles ligados ao Marketing, a percepção é um construto teórico fundamental. Até por isso, são muitas as definições e relações já estabelecidas sobre o assunto. No entanto, escapa aos objetivos desta pesquisa um aprofundamento maior sobre o tema. Não obstante, faz-se necessária uma breve introdução

sobre o tem a proposição teórica, em

desenvolvim

Para Semenick e Bamossy (1995), percepção é “a maneira como um indivíduo interpreta os estímulos provindos do seu meio ambiente” (p.221). Um pouco mais detalhadamente, Berelson e Steiner (apud Kotler, 1998) definem percepção como “um processo pelo qual uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações para criar um quadro significativo do mundo” (p.174). Em outras palavras, pode-se definir percepção como sendo a ótica particular que os indivíduos utilizam para entender e sistematizar as informações advindas do meio exterior, focalizando e organizando o que é relevante e descartando o que não o é.

A essa maneira particular que cada indivíduo tem de perceber um estímulo proveniente da realidade se dá o nome de viés perceptual. Kotler (1998) identifica três processos de percepção que explicitam esse viés: o primeiro deles é a atenção seletiva, onde, na impossibilidade de perceber todas as informações à sua volta, o indivíduo seleciona aquilo

que quer p necessidade atual,

aqueles est sitados. O segundo

processo é a distorção seletiva, que Kotler (1998) define como “a tendência de as pessoas to, uma breve revisão teórica sobre a percepção é fundamental para o preciso sobre a relação entre a qualidade do destino turístico e a intenção do

r a visitá-lo, no futuro. Confirmando essa necessidade, Albrecht (1992) defende final de uma pesquisa a respeito de percepções de clientes é uma receita para

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