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Fonctions de communication de données simples

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Exemple 3 : Cet exemple montre comment utiliser une variable pour contrôler un programme de l'extérieur La règle liste_de_un qui a été donnée

7. Extensions de Prolog avec des langages externes.

7.2. Fonctions de communication de données simples

Como resultado do intenso processo de urbanização, o crescimento urbano aliado à ocupação de áreas ambientalmente frágeis, trouxeram diversos problemas sociais. Um dos principais problemas é a ocupação da população em áreas irregulares, como morros, encostas ou perto das margens de rios. Esta ocupação pode acarretar numa série de desastres urbanos, dentre os quais, no Brasil, há maior frequência na ocorrência de deslizamento de terras e inundações, que têm deixado, todos os anos, um grande número de vítimas e perdas materiais de valor incalculável.

Devido ao caráter de difícil previsão dos desastres, é impossível eliminar a sua ocorrência, porém, a partir de ações e de planejamentos é possível mitigar as suas consequências, que vem sendo cada vez mais devastadoras. Em vista disso, durante a elaboração do planejamento urbano, deve-se levar em consideração as diretrizes e as normas do Plano Diretor, bem como dos demais instrumentos de política urbana, que regulamentam e orientam o crescimento urbano e a sua utilização, com o intuito de assentar a população em local com infraestrutura adequada.

Dessa forma, após a aprovação da Lei Federal no 12.608, de 10 de abril de 2012, todos os municípios devem adequar o seus Planos Diretores de acordo com a realidade de cada município, voltada para à gestão de desastres. O principal objetivo dessa Lei Federal é de que os municípios elaborem planos de contingências, com o intuito de atender às vítimas por meio das atividades logísticas, tais como a provisão de suprimentos e transporte, quando necessária, durante uma ação emergencial.

Para a gestão eficiente da Logística Humanitária, há a necessidade da utilização de ferramenta de suporte à decisão, tal como a ferramenta LSS, aqui utilizada, que possibilita, durante uma ação emergencial, gerenciar a rede de Logística Humanitária. Essa ferramenta, por meio de planilhas, visa auxiliar na gestão de suprimentos.

Para isso, é necessário o mapeamento das áreas de risco e localização dos pontos estratégicos, que também são dois dos requisitos dispostos pela Lei Federal. Para a realização do mapeamento das áreas de risco e para a identificação dos locais estratégicos, pode-se fazer uso de uma moderna ferramenta de gestão , ou seja, Sistemas de Informações Geográficas- SIG. O SIG permite, por exemplo, gerar mapa das áreas de risco e elaborar bancos de dados que, no contexto emergencial, dizem respeito aos tipos de problemas relacionados aos desastres, danos, locais afetados, margem de segurança e definição dos locais de apoio que serão utilizados como centrais de assistência, alojamentos e armazéns.

Por meio da ferramenta SIG, como um sistema de apoio a decisão, é possível elaborar um plano de contingência, por meio das simulações realizadas, com o intuito de reduzir a vulnerabilidade ao perigo, prevenir futuros desastres, auxiliar as atividades da Logística Humanitária e, dessa forma, propiciar maior segurança à população, reduzindo as consequências dos desastres.

No caso do município de Jahu, objeto de estudo desta pesquisa, a gestão durante a ocorrência de desastres vem ocorrendo sem o devido planejamento, por isso, a partir da Lei Federal, será possível traçar um planejamento prévio e reduzir as atividades de improviso, que são comuns durante a ocorrência dos desastres, mas que podem causar atrasos durante as missões humanitárias.

Durante a análise dos dados do NOPRED, pode-se observar que, em diferentes ocorrências de inundações, os bairros mais afetados foram: Centro, Jardim Sempre Verde, Jardim Carolina, Jardim São José, Vila Ribeiro, Pouso Alegre e o distrito de Potunduva, devido à sua localização próxima às margens de rios. Esses locais foram afetados recetemente devido à forte precipitação pluviométrica que ocasionou o transbordamento do rio e inundação desses bairros.

Outros locais, como os bairros Jardim João Ballan I, Jardim São Crispim, Jardim Santa Helena, Chácara Flora, Residencial Paraty, Residencial Maria Cibele, Residencial Maria Isabel, dentre outros, também foram afetados, mas não devido ao transbordamento do rio, mas devido aos problemas com galerias pluviais. Durante épocas de intensa precipitação pluviométrica, esses locais ficam inundados devido ao fato de galerias se romperem ou de não conseguirem escoar o grande fluxo de água.

A partir do mapeamento aqui realizado, com base em dados históricos do município de Jahu, pode-se observar que as áreas de risco, devido ao transbordamento do rio, bem como os locais que foram afetados, devido aos problemas com galerias, devem ser consideradas durante o plano de contingência, a fim de fornecer um planejamento adequado para a tomada de decisão.

Foi importante para essa pesquisa, além de considerar o mapeamento das áreas de risco com base na ocorrência de inundações no município, simular por meio de modelo matemático, as vazõs máximas de escoamento para os períodos de retorno de 20, 50, 100 e 200 anos. As simulações foram essenciais para fazer a comparação com o mapeamento realizado por meio de observações na realidade, já que para a simulação foram consideradas algumas características morfométricas e, devido à falta de dados com relação à bacia, foi utilizado o método Muskigum-Cunge, que melhor se aplicou à esse trabalho em função dos tipos de dados obtidos.

Devido à falta de informação sobre as seções consideradas ao longo do canal, foram consideradas algumas hipóteses, como por exemplo, a largura das seções. Como não foi possível obter-se dados sobre as demais seções, adotou-se que o canal possuía largura constante e igual ao posto 5D-029.

Outras informações que não foram consideradas durante a simulação, foram as galerias pluviais e tipo de solo da bacia, pois, devido à falta de cadastro, não foi possível determinar a quantidade de galerias, localização, capacidade, velocidade de escoamento; tipo de solo, declividade e capacidade de infiltração do solo. Essas informações deveriam ser consideradas nas simulações para definir se as manchas delimitadas para os períodos de retorno seriam maiores (baixo escoamento de água pelas galerias e baixa capacidade de infiltração do solo) ou menores (grande escoamento de água pelas galerias e alta capacidade de infiltração do solo).

Dessa maneira, a simulação realizada concentrou-se na macrodrenagem do rio Jahu. Porém, apesar da falta de dados cadastrados, os resultados das simulações realizadas mostraram-se satisfatórios, pois a partir da simulação é possível definir os possíveis locais que poderão ser utilizados e a partir disso, elaborar um plano de contingência que envolva os locais estratégicos necessários para a realização da assistência humanitária.

A partir dos resultados proporcionados por esse trabalho, pode-se observar que o mapeamento realizado com base em dados reais teve uma área afetada menor que as manchas delimitadas por meio das simulações. Porém, por se tratar de um mapeamento realizado por meio de modelos e métodos matemáticos, faz-se importante considerar a localização dos pontos estratégicos para as simulações, determinada para cada período de retorno.

Os locais estratégicos de apoio às atividades humanitárias para essa pesquisa foram considerados de acordo com a Lei Federal 12.608, que instituiu, que os equipamentos urbanos, tais como escolas, creches, hospitais, ginásios de esportes, dentre outros, deverão vir a funcionar como locais de abrigos e armazéns para assistência humanitária, mediante desastres.

A partir da simulação realizada no LSS, foi possível analisar como essa ferramenta pode vir a auxiliar a gestão de suprimentos para os diversos locais estratégicos que forem estabelecidos, mas para isso é necessário que haja a alimentação de dados, de maneira frequente, como forma de sempre manter atualizada a ferramenta. Com isso, o LSS permitirá que a partir da inserção de dados seja possível organizar, quantificar e qualificar os suprimentos recebidos e distribuídos, evitando assim, a falta daqueles considerados indispensáveis como água e medicamentos; e excesso de suprimentos desnecessários, que comumente ocorre quando não há planejamento.

Enfim, a partir da elaboração dos procedimentos necessários para a gestão logística de ocorrência de inundações foram categorizadas as ordens dos procedimentos e distribuídas as atividades, bem como os principais recursos utilizados e equipes para atendimento referente à cada etapa do procedimento. Com isso, atende-se às disposições da Lei Federal 12.608, com o principal objetivo, de por meio de planos de contingências, reduzir perdas humanas e materiais, a partir da rápida tomada de decisão por parte das equipes de busca e salvamento.

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